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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

não há paciência!

Maria Araújo, 05.12.19

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Estamos vários utentes na sala de espera do hospital, para exames, uma mulher fala muito alto ao telemóvel com o alta voz ligado.

Ouve-se a pessoa do outro lado que  até um f°&@ -se ouvimos.

Porque o  vestido fica bem com os sapatos, porque isto e aquilo, sempre a repetir as mesma coisas, até que diz:

"Olha estou aqui no hospital à espera de entrar para fazer o exame. Estão muitas pessoas à espera.

Olha perdi uma nota de cinco euros. Não sei onde caiu. Já viste, perder uma nota? Uma vez perdi dinheiro, andamos eu (...) por toda a cidade à procura do dinheiro."

Uma jovem que estava a meu lado, viu-me estender a cabeça para ver quem era a pessoinha que falava tão alto.

E sorriu.

Apeteceu-me chamar a mulher a atenção que devia falar mais baixo, estava num hospital, onde devemos falar num tom de voz baixo.

Mas poderia receber uma resposta mal educada, fiquei na minha a escrever este post. 

Incomodava-me, e penso que a quem estava ali. 

Volta à carga com os cinco euros:

" Já viste, perder cinco euros?! Eu paguei os exames, tinha o dinheiro. Estava embrulhado com umas notas de dez,   deve ter caído quando o guardei no porta-moedas. Olha, pelo menos que fosse um pobre a encontrar o dinheiro"

E repetia " que fosse um pobre a encontrar o dinheiro".

Fui chamada para fazer o exame, não ouvi mais nada.

 

 

um telefonema

Maria Araújo, 05.12.18

9h20  toca o telemóvel, um número que desconheço, mas atendo. 

Voz de um homem:

- Bom dia, peço desculpa mas ligou para este número.

Eu -  Eu não, e desconheço-o, certamente que o senhor está enganado.

Ele - Ah, mas aqui diz loja. A senhora não ligou mesmo? 

Eu - Loja?!

Ele - O nome PVL não lhe diz nada? 

Eu - Sim,  trabalhei uns anos por aí, mas agora não.

Ele - Ah! Por acaso, o nome A não lhe diz nada?

Eu - Sim, mas... Desculpe, diga-me o seu apelido.

Ele - V

Eu - Ó A, sou a L ( risos).

Ele - Ah!  És tu? Sabes que tenho um registo com o nome loja e não sabia o que era isto, e como não associei a nada, liguei.

O que aconteceu, de certeza,  foi ter-me enganado a registar o teu nome. Olha, temos de combinar um jantar. E brevemente encontramo-nos no habitual jantar  ( que não vou) de Natal.

E depois de uma risada via telemóvel, porque nenhum de nós reconheceu a voz, despedimo-nos até ao próximo jantar de grupo ( que ele raramente vai).

 

aquela canção que...

Maria Araújo, 13.12.17

à primeira desperta-nos a atenção, parámos o que estamos a fazer e absorvemo-la

à segunda escutamos

à terceira já só a ouvimos mas continuamos a gostar

à quarta, à quinta e por aqui fora, todos os dias, de cinco em cinco minutos, ela fica nos ouvidos, não parámos de a trautear

deitamo-nos com ela na cabeça e às vezes acordamos com esta voz nos nossos ouvidos...

já estou farta!

 

 

 

Sílvia Perez

Maria Araújo, 01.04.16

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uma voz fantástica, humor e empatia com o público, convenceu os bracarenses.

A sala do Theatro Circo estava cheia.

Começou o espectáculo com a apresentação  dos músicos de cordas.

Depois, agradeceu aos portugueses o espectáctulo em Lisboa e agora em Braga. Não imaginava ser tão conhecida e que gostassem da sua voz.

A cada canção explicava a sua estória, quem a escreveu.

Uma voz que compõe e canta em várias línguas,  numa das canções diz ao público:  "com muito respeito canto esta música portuguesa"  e ouve-se a belíssima voz cantar "Estranha forma de vida".

Foi demais! Não consegui conter as lágrimas. Foi a maior ovação que ouvi nesta sala de espectáculos.