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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

retrokitchen

Maria Araújo, 14.05.16

é um pequeno restaurante na estreita rua do Anjo, no centro da cidade, junto ao Museu Pio XII.

Toda a decoração é vintage, os anfitriões foram buscar as mesas a uma escola, está a abellha maia  o  símbolo que foi a entrada de um restaurante na rua de Souto, onde  as crianças que passeavam com os pais tinham de se sentar na abelha e o banco ora subia, ora descia, ao som da célebre música da abelha (a Sofia sentou-se imensas vezes); as peças de Lego; os quadros alusivos ao cinema e à música: o quadro do menino que as famílias dos anos setenta tinham na parede do quarto; a louça variada Bordalo Pinheiro nas várias cores; verde, azul, rosa, cinza, um toque diferente ao que estamos habituados a ver.

Nas traseiras há um terraço com bar para uma bebida fresca nas noites quente de verão.

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Quem passa na rua não tem a noção de que é um restaurante peculiar na cidade.

As minhas sobrinhas (irmãs) tinham falado nele na altura da Páscoa, gostaram do ambiente, da comida, dos preços.

A conselho delas, uns dias mais tarde, passei lá para jantar com uma amiga, estava cheio, só por reserva. Adiámos para outra altura.

As minhas sobrinhas  estão cá de fim de semana. Tinhamos combinado jantar fora, falaram no Retrokitchen. Uma delas ia fazer a reserva. 

Houve alteração de planos, esgotadas as reservas  para jantar, decidimos antecipar para o almoço.

Almoço marcado, ontem, pela mais nova.

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Elas chegaram mais cedo ao restaurante, encontrámo-nos lá, eu, a Sofia e a minha irmã mais nova.

Estavamos nas entradas e diz a mana sobrinha, mais nova.

- Ontem, quando telefonei para fazer a reserva, deixei o meu nome, como de tinha de ser. Há pouco, quando aqui chegámos, o anfitrião abriu-nos a porta, dissemos que tinhamos mesa reservada.

- Em que nome ficou a reserva? - perguntou.

- Joana Vasconcelos.

- Oh! Ontem falamos que vinha cá a Joana Vasconcelos e afinal vejo duas lindas e elegantes jovens - comentou ele.

E a gargalhada na nossa mesa foi geral.

Ao que parece, já não é a primeira vez que alguém faz reserva com o mesmo nome de alguém conhecido, os anfitriões comentam se será a pessoa tal...

Então, para entrada comemos ameijoas de caldeirada, umas boas fatias de regueifa para molhar o pão, soube-nos muito bem.

Não há carta de ementa. Um dos anfitriões (um casal jovem) vem à mesa e diz qual a ementa.

Eu escolhi a moqueca de peixe, a Sofia e a mãe, bife com molho de pimenta,  e as sobrinhas manas, massa cozida em vinho tinto com espargos e queijo.

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Comida ótima a puxar um pouco ao picante, mas tudo muito bem cozinhado.

Para beber: cerveja, coca-cola e ice-tea.

Conversa, risos, as pessoas almoçavam, saíam do restaurane e nós continuavamos.

A Sofia come devagar, foi a última a acabar.

Sobremesas variadas, pedimos pana cotta de frutos silvestres, uma fatia de tarte lima e uma  de bolo de chocolate com molho de frutos silvestres.

No final café para três.

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Continuamos a conversa, os anfitriões despediram-se de nós, iam para uma feirinha que tinha lugar nos claustros, pagavamos à funcionária, ficaram a cozinheira e a funcionária.

Pedimos a conta. Pagamos 13 euros por pessoa.

Quem passar por Braga e deseja comer boa comida, e num ambiente familiar, deixe o carro numa rua ou parque no centro da cidade e passe pelo Retrokitchen. Garanto que vai gostar.

As minhas fotografias, do telemóvel, não foram as melhores, mas há muito para espreitar aqui.

 

casacos de pele vintage

Maria Araújo, 19.02.16

ano passado comprei um casaco de pelo na Zara que agasalha, e bem, o corpo  nestes dias mais frios.

na altura que o comprei, encontrei uma prima (estudamos juntas) que adora casacos de pele. meteu-se, então, no negócio da moda, vai a Paris comprá-los. primeiro vendia-os em casa e nas feiras que há cá na cidade, o negócio corria bem, abriu uma loja de roupa, mas são os casacos que são mais procurados. 

adiante. na altura que a encontrei convidou-me a passar na loja e comprar um casaco de pele. 
como sou a favor da proteção e preservação dos animais, disse que não comprava casacos de pele e o de pelo que comprara chegava-me, ao que comentou "mas não são a mesma coisa".

"claro que não", respondi, "mas eu não visto peles".

com o frio que tem estado por cá, na página do FB publicou os novos modelos, bem giros, diga-se, acabados de chegar, e convidava as clientes a passarem na loja. 

gostei do modelo e cor de astracã, com preço sob consulta.

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astracã

 

 

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mas tem-nos muito lindos em vison

 

 

 

Com a Lia, vou para todo o lado

Maria Araújo, 06.06.14

A minha amiga Emilia, esteve cá em setembro do ano passado, criamos laços de amizade fortes, damo-nos muito bem.

Há 5 anos, pensou vir para Portugal, aqui para o norte, e deixar o país da insegurança. Apesar de reformada, trabalhava para uma empresa em part-time. A crise estava a mostrar os seus efeitos na sociedade portuguesa, desistiu da ideia de regressar, até  que,  há quatro anos, decidiu deixar esse trabalho e foi viver para Campinas onde estão os dois filhos e os netos.

Veio a Portugal em  2007,  e no ano passado decidiu passar um mês de férias, queria visitar a família que tem na Figueira da Foz, a cidade onde nasceu. Andamos  3 semanas a passear.

Em finais de 2013 informou-me que tinha de voltar a Portugal para tratar de assuntos muito importantes.

Decidimos passar três dias em Lisboa, antes de seguir para o Brasil, no início de julho.

Vamos a Sintra, que não conhece e Lisboa, que comhece pouco

Chegou a semana passada. Assuntos em bom andamemto, ontem, combinamos um encontro em Espinho (uma familiar tinha um trabalho por cá, ela propos-me passar o dia comigo).

Decidimos dar um salto a Aveiro, pois já há muitos anos que não passava por esta cidade.

O tempo não foi muito, queríamos andar nos moliceiros,  mas o percurso era de 45 minutos não tinhamos almoçado e deviamos regressar a Espinho cedo.

Mas valeram as 3 horas que lá estivemos.

Entramos numa casa com artigos vintage, onde a Lia comprou uma blusa muito cool.

Tirei fotos da entrada, mostrei-as à dona da casa (ela ficou um pouco de pé atrás quando me viu de máquina fotográfica) mas acabou por dizer que podia  publicá-las no FB desde que fizesse publicidade. E eu guardei a máquina, não tive coragem de fotografar as peças de mobiliário de sala que mais gostei.

Em Espinho, enquanto esperavamos pelos familiares, fomos ver a praia. Fiquei desiludida.

Não sei qual a extensão desta praia entre o paredão e o mar, mas o que vi foi o suficiente para perceber que a época balnear está aí e o areal  tem pouco espaço para receber os banhistas.

Despedi-me da minha amiga e dos familiares e regressei a Braga(esta zona Porto-Braga , Porto-Aveiro, está muito bem servida de comboios urbanos). Saí de Espinho às 17 horas, às 18h cheguei a Braga.

No próximo dia 27 rumo de Braga para Lisboa e apanho a minha amiga em Coimbra para gozarmos  4 dias em Sintra e Lisboa, com a probabilidade de dar um salto a Cascais, que não vou há mais de 25 anos.

Vivesse a Lia em Portugal,  andaríamos constantemente a passear. É uma excelente companhia.