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Desafio de leitura

por Maria Araújo, em 30.08.16

 

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Recebi o livro secreto do mês de agosto.

Foi o livro mais pequeno que li até hoje, porém rico em histórias de filmes e de vidas.

Absorvida pela leitura e porque cada capítulo era mais um acontecimento que não queria deixar para o dia seguinte, li da primeira à última página, à noite, na cama.

4h da manhã, desliguei a luz do candeeiro da mesa de cabeceira.

Vou repetir a leitura, vou procurar algumas das cenas das histórias dos filmes que revivi.

Vou comprar o livro.

Obrigada, Maria.

 

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Cantinho da Casa

 Definição/descrição de um tempo, não muito longe, em que os valores eram fundamentais.

 

 

 

 

O Neto e o Avô...

 

Então, de repente, o neto perguntou:

- Quantos anos tem, avô?

E o avô respondeu:


- Bem, deixa-me pensar um momento...

Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.

Nasci antes das vacinas contra a poliomielite, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.


Não existiam os radares, os cartões de crédito, o raio laser nem os patins on-line.

Não se tinha inventado o ar condicionado, as máquinas de lavar e secar, (as roupas secavam ao vento) e frigoríficos quase ninguém tinha.


Pouca gente tinha automóvel ( contavam-se pelos dedos ) e não havia semáforos por não serem precisos.

O homem nem tinha chegado à lua.

A tua avó e eu casámos e só depois vivemos juntos e em cada família havia um pai e uma mãe.

"Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.


Das "lésbicas "(fressureiras) nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam "piercings."

Nasci antes das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.

Não havia computador, comunicávamos através de cartas, postais e telegramas.

"Mails, chats e Messenger", não existiam. Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos...

Estudávamos só por livros e consultávamos enciclopédias e dicionários.

Chamava-se a cada polícia e a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora".

Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro.

As nossas vidas eram governadas pelos 10 mandamentos e bom juízo.

Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.

Acreditávamos que "comida rápida" era o que comíamos quando estávamos com pressa.

Ter um bom relacionamento, queria dizer dar-se bem com a família e amigos.

Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos.

Ninguém conhecia telefones sem fios e muito menos os telemóveis.

Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis).

"Notebook" era um livro de anotações.

"Ficar" dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.

Aos relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.

Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.

Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras eléctricas, ferros de passar eléctricos, os fornos microondas nem os rádios-relógios despertadores. Para não falar dos vídeos ou VHF, ou das máquinas de filmar minúsculas de hoje...

As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Eram a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.

Se nos artigos lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".

Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.

Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo custava 10 centavos.

No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.

"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.

- Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho .

Agora diz-me, quantos anos achas que tenho?

- Meu Deus, Avô! Mais de 200! - disse o neto.

- Não, querido. Tenho 65.

Cantinho da Casa

Destaques da semana e do dia

por Maria Araújo, em 19.10.13

 

no Sapo, como é habitual e agora também o(s) blog(s) da semana, chamou-me a atenção para este dois bloggers:  dois retalhos   de retratos, diferentes na sua essência  (o 2º blog leio com frequência) e que vou seguir e adicionar, no meu cantinho.

Espreitem. Vão gostar.

 

 

Cantinho da Casa

720 - E-mails com estórias

por Maria Araújo, em 17.08.10

Hoje recebi um e-mail com várias histórias sobre alguns factos daquilo que eu considero, relações modernas.

Não conheço o seu autor, cujo nome é Tiago Rebelo. Procurei alguma informação sobre este e encontrei a sua bibliografia na página da WOOK, onde tem alguns livros deste autor, em promoção.


Tiago Rebelo é um dos romancistas mais brilhantes das letras portuguesas. Na última década manteve uma produção literária constante e os seus livros tornaram-se há muito presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais. Com títulos disponíveis em diversos países, desde o Brasil a Angola e Moçambique, foi igualmente editado em Itália e na Argentina. Depois dos enormes sucessos aplaudidos pelo público e pela crítica, O Tempo dos Amores Perfeitos e O Último Ano em Luanda, o seu útlimo romance, O Homem Que Sonhava Ser Hitler, editado em 2010 pela ASA, é um magistral e absorvente relato de uma face desconhecida da sociedade actual. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem já uma longa carreira de jornalista, sendo actualmente editor executivo na TVI.

O texto que mais gostei foi este:
Amanhã logo se vê

 

Preso no trânsito da cidade ao princípio da noite, sozinho no carro, ele pensa nela, lembra-se do dia em que a viu mais bonita do que nunca, com o cabelo molhado do banho acabado de tomar. Era Verão e penteara-o sem o secar. Recorda-se de ter pensado que estava linda, simplesmente perfeita. Agora é Inverno e, não obstante terem passado apenas poucos meses, andam os dois às voltas com o que fazer à vida.

 

Começa a pingar uma chuva miudinha, liga o limpa-pára-brisas, fica como que hipnotizado pelo seu movimento, pela cadência do barulho surdo das escovas. Fica assim, a pensar nela, como faz durante todo o dia. Ao contrário do resto do mundo, não tem pressa de se livrar do trânsito, que avança metro a metro. Escolhe um CD, ouve Amy Macdonald a cantar ‘Run’. Pergunta-se o que estará ela a fazer nesse momento.

 

Sentada à frente do computador portátil, na mesa da sala de jantar, em casa, ela distraí-se a ver um catálogo. O indicador direito, pousado na roda do rato, faz deslizar as imagens no ecrã sem que a mente registe verdadeiramente o que os olhos vêem. A mão esquerda brinca com o cabelo, enrolando pensativamente uma madeixa no dedo. Trouxe trabalho para adiantar, mas acabou por deixá-lo de lado. Também se esqueceu de jantar, embora sejam quase oito de noite e só tenha almoçado uma sopa e mordiscado uma maçã a meio da tarde. Está a pensar que, ainda há poucas semanas, fez amor com ele ali mesmo, no seu apartamento, e foi a última vez. Separaram-se logo a seguir, apesar de ambos saberem que se amavam. Havia as razões dela e havia as razões dele. E acabaram em nada.

 

Ele chega a casa uma hora mais tarde. Passa pela cozinha, descobre uma lasanha pronta a comer no congelador, retira-a da embalagem, enfia-a no microondas. Leva o prato para a sala e janta a ver televisão, a saltitar de canal, a pensar nela.

 

Ela vai buscar um iogurte ao frigorífico e senta-se comodamente no sofá, descalça, com as pernas encolhidas ao lado do corpo, a ver televisão sem som. As luzes estão apagadas e há fantasmas a bailar nas paredes, da claridade intermitente do ecrã. Ela fita a televisão, a pensar nele.

 

Ele tem o telemóvel ao seu lado no sofá e pondera telefonar-lhe, mas pensa no que ela disse, no que ela fez, e perde a vontade. Ela está com os olhos fixos no seu, na mão, à espera que toque, mas, como ele não lhe fala, também não lhe liga. Ambos desejam falar um com o outro, mas não o fazem. Ele apaga a televisão, ela faz o mesmo, vão-se deitar a pensar amanhã, logo se vê, mas amanhã só estarão mais afastados do que hoje. E um diria, pensarão, será tarde de mais.

 

 

 

Cantinho da Casa

"La vie en rose ?!"

por Maria Araújo, em 02.03.10

 

 

 

 

Ontem decidi ver o filme “something’s gotta give ”. Um filme cujos protagonistas principais são pessoas maduras, com vidas muito diferentes.

 

 

 

Alguns comentários simples sobre o que penso das mulheres e homens nos seus 50as.

 

 

 
Ela, Erica de nome, a escritora célebre, divorciada, madura, com uma vida tranquila e certa ( a mesma vida que têm todas as mulheres maduras, classe média, livres e adultas), tem uma filha cujo namorado Harry, um homem de 63 anos, solteiro, com uma dose diária de Viagra, sempre levara uma vida de boémio com mulheres com idade abaixo dos trinta anos.
Estando sua mãe fora, Marin, a filha, convida-o para um fim de semana na casa da praia(uma bela casa, um mar fantástico, uma praia limpa e convidativa ao passeio matinal e de fim de tarde). Mas contrariamente ao previsto, sua mãe aparece. Pensando ser um ladrão, liga à polícia. Entretanto, Marin aparece na cozinha e diz que é o seu novo namorado.

 

Erica e o namorado de Marin entram em choque. Depois de solucionado os equívocos e algumas brigas características de duas pessoas de sexo diferente mas com idades idênticas, e sendo ele o namorado da filha, acaba por permitir que ele passe a noite em sua casa.
Depois do jantar, enquanto arrumam a loiça, Erica e a irmã conversam sobre este bizarro homem que namora Marin. Ouvem um estrondo e os gritos de Marin. Dançavam na sala. Ele sentira-se mal. É levado de urgência para o hospital. Um jovem médico de 36 anos, assiste-o.
Após o diagnóstico e tratamento, o jovem dá as recomendações necessárias para o restabelecimento de Harry, homem que julgara ser marido de Erica.

 

 Vendo a bela mulher madura(sim, uma atraente e sexy mulher) que se apresenta à sua frente, fica seduzido pelo seu encanto e simpatia.(Não costumo acreditar nestas atracções de homens mais jovens por mulheres mais velhas, mas…!) Uns dias depois, o jovem médico convida-a para jantar

 

É aqui que começa a verdadeira história entre Erica, a mulher madura e os dois homens.

 

(Como esta mulher, pensamos que já não somos motivo de atracção de qualquer homem, quer seja numa festa quer passe por nós na rua…Sentimos que já estamos arrumadas e deixamo-nos ficar tranquilas no nosso cantinho, fazendo o que melhor sabemos fazer. Gozar a nossa casa, um livro, as tarefas domésticas, o deixarmo-nos estar, simplesmente.)
Durante o jantar o jovem diz-lhe que a admira e que ela “mexeu” com ele.

 

Ela comenta que os homens da idade dela não olham para as mulheres da sua idade, por que havia de um jovem olhar para para ela?
Ele diz-lhe que ela é que pensa que os homens não a olham.

 

(Sim. É o que a maioria das mulheres maduras pensa e diz).
E dá-lhe um beijo. Sentindo o perfume suave e agradável que ela exala, ela comenta “é apenas sabonete”. E ele diz-lhe “ o cheiro é sexy”. (Os elogios são inebriantes. Entendemo-los. Mas não queremos acreditar neles)
Regressando a casa, o namorado da sua filha, sentado na cama, sente-a entrar. Online, contacta-a. Ela assusta-se. (Sim. O susto, a ansiedade, a expectativa do que vai ser escrito e lido torna-nos sensíveis, cuidadosas…A nossa defesa perante os homens).
Responde-lhe e diz que está com fome . Ele convida-a a ir até à cozinha. Encontram-se frente e frente de roupão vestido. ( A sensação de ver uma pessoa que acabámos de conhecer à nossa frente imobiliza-nos. Mas somos sempres nós a reagir. Somos determinadas. Vamos em frente!)
Ambos começam a olhar-se e a perceber que afinal há qualquer coisa que os atrai.( Sim. Sentimo-la…a atracção).Ele estranha a solidão dela. Erica explica-lhe que depois do divórcio fora mais difícil ficar sozinha e não conseguia dormir. (A mulher enfrenta a solidão. Refugia-se no trabalho, nos filhos.) Com o tempo habituara-se e ocupava agora a cama só para si. (O tempo encarrega-se de limpar o caminho. Nós vamos apanhando as pedras desse caminho. Vamos juntando-as. Criamos defesas. Partilhamos emoções: Construímos a nossa própria vida).

 

A conversa é interrompida pela chegada de Marin , que percebeu o clima entre os dois. Erica, perde a fome , desiste e vai dormir.

 

No dia seguinte, e porque precisava de andar, ele convida-a para passear pela praia. (Os homens percebem que as mulheres maduras têm a beleza, o charme, a firmeza das mulheres que sabem o que querem) Falam das pedras brancas que ela tem espalhadas pela casa. (As pedras, os beijinhos do mar, as conchinhas, os búzios são carinhos que gostamos de ter no nosso cantinho. Dão-nos o poder da reflexão, da felicidade, da alegria de viver, da tranquilidade. Tenho-as também aqui, neste cantinho)  Ele chama-a a atenção de não ter pedras escuras em sua casa (O interesse que eles despertam nas nossas pequenas coisas. Nós pensamos que os homens não dão importância aos pormenores mais pequenos da nossa privacidade).Apanha uma escura e oferece-a. (São estes pequenos gestos que nós desejamos, apreciamos, queremos)

 

Mais tarde ele repara que a pedra fora colocada por cima das pedras brancas, destacando-se das outras. ( Quando um homem nos agrada e desperta o nosso coração gostamos de ver a marca da sua presença ali , bem ao alcance da nossa vista. Tocá-la. Sentir nela a atenção que ele nos deu)
Ela que vivera uma vida sozinha vê-se, de repente, confrontada com dois homens. Um jovem de 37 anos e o namorado de 63 anos, da sua filha.(Quando acontece alguma coisa boa, quase sempre vem outra atrás. E ficamos perdidas nos nossos pensamentos e emoções)
Uma atracção muito grande aproxima-a de Harry.(Nós queremos homens experientes, sensatos, conhecedores da vida e cúmplices)
À noite ela prepara um jantar, à luz das velas. Uma conversa entre adultos foi o passo para que os dois se perdessem num beijo longo, que ela não sentia há muitos anos. (O beijo. O mais bonito acto de carinho entre duas pessoas que se querem e desejam). Caem nos braços um do outro. Surpreendentemente, ele descobre que esta mulher madura tem muito mais para dar que qualquer uma das jovens com quem namorara. (As mulheres maduras estão mais conscientes da sua sexualidade. Sentem, gozam, partilham, vivem com intensidade) Ela, Erica, fica apaixonada pelos beijos espectaculares que ele lhe dá. (beijos de mulher e homem maduros são libidinosos, quentes, selvagens)

 

Completamente excitada, eles entregam-se ao prazer do sexo. A camisola de gola alta que ela veste, incomoda-o. Ela abre a gaveta da mesa de cabeceira, tira uma tesoura e pede-lhe que a corte . (Mulher madura quer. Mulher madura vive. Mulher madura sente) Corta a camisola de baixo para cima, sob o olhar libidinoso dela.

 

Entregam-se os dois ao prazer daquele momento. Ela diz-lhe que adora sexo. Que pensara que já tinha “fechado a loja”. (Todas nós mulheres maduras pensamos que, com a idade, perdemos a libido. Mas ela está aqui, dentro de nós, guardada. Escondida.)
Ele fica surpreso com as palavras de Erica e diz-lhe que se sente “esmagado” (Os homens sentem-se pressionados se a mulher mostra interesse e desejo. Têm medo de se deixarem envolver pelo semtimento) Regressa ao quarto dele. Ela fica desiludida. Há muito tempo que não sabia como era dormir com um homem. Deita-se. Uns minutos depois, ele volta ao quarto dela e deita-se na sua cama.(O calor, o abraço, a respiração, a sensação de ter alguém do nosso lado é reconfortante)

 

De manhã acordam com o despertador. Não sabem as horas. Ela não consegue ver que horas marca no relógio. Pega nos óculos dele …

 

Combinam um encontro em Paris nos aniversários, ela em Janeiro, ele em Fevereiro. Paris, frio, amor, romantismo
Erica diz à filha que está apaixonada mas que tem de aprender a não se envolver. (Exacto. O receio impede-nos da envolvência que desejamos. E deixamos passar o tempo, as oportunidades…)
Pede a Marin para encontrar um homem da sua idade, se apaixone, se envolva e sofra por amor. (Sofrer de/ e por amor mexe com o nosso corpo, os nossos sentimentos. Vibramos, sentimos, choramos, rimos. Mas acima de tudo amamos…de verdade. Com maturidade)
Ele regressa também à cidade. Despede-se de Erica e diz-lhe que “ela é uma mulher para amar”.(Sim. Há mulheres que vivem para amar. Que sabem amar.). Ela não entendeu as suas palavras Harry regressa às festas, à vida de playboy mas sente que já não se diverte como anteriormente. (Quando alguém entra na vida de outro alguém nada é como dantes).Contudo, continua a sair com mulheres mais jovens .(Os homens não gostam de mostrar os seus sentimentos. Enganam-se a si próprios. Sofrem. Não querem ser eles.)

 

É convidada pelo médico para um jantar. Ela não aparece. Sua filha havia pedido ajuda. O pai ia casar com uma jovem e ela sentia-se revoltada. Erica foi jantar com o ex-marido, a filha e a noiva dele. (O sacrifício, a resolução dos problemas sempre delegados para a mãe  e mulher)

 

Durante o jantar vê o seu apaixonado com uma mulher mais jovem.(A dore a revolta que se sente quando se vê a pessoa amada na companhia de alguém)

 

Sai do restaurante. Ele segue-a. Os dois entram numa pequena discussão. Ela acha que não tem de mudar. (Pois, nós mulheres fazemos muitos sacrifícios durante uma vida inteira, por que temos de ser nós a ceder?)

 

Ele diz-lhe que “as mulheres querem tudo ou nada, mas ele só quer ser amigo dela”. (É uma característica da mulher. A mulher é exigente, determinada. Não chega a amizade. A mulher quer mais. Quer companheirismo, cumplicidade, partilha. lealdade.)
Ele tem uma dor no peito e volta ao hospital. Dor de amor.
 E o jovem sozinho no restaurante comenta com o empregado que teve uma tampa.
Erica nunca mais se lembrara do jantar.
À noite , no computador, contava a sua irmã que estava apaixonada, descobre que os óculos não são os dela. Desata num choro compulsivo. E a partir daqui, começa a escrever a sua história de amor.
De repente, ele aparece online e “fala” com ela. (Mais um palpitar do coração. Ansiedade. Expectativa Defesa)
 Ele escreve “I miss y …“, mas não acaba.
Ela escreve que tem de desligar o computador..
Ele apaga a frase inacabada. (O eterno receio de manifestar as suas emoções. )
Erica começa a sair com o jovem médico, que a admira cada vez mais. Envolve-se com ele.(Mesmo por amizade a mulher precisa de viver emoções fortes.)
Harry vai visitar Marin que casara com um homem da sua idade. Estava grávida. (A realização das mulheres jovens. O casamento, os filhos)
Harry pergunta-lhe pela mãe. Responde-lhe que está a festejar o seu aniversário em Paris.
Lembra-se do que combinara. Mete-se no avião. (Quando a mulher decide faz. Eles não têm o mesmo poder de decisão, de aventura. Percebera finalmente que não podia deixar passar mais tempo. Amava-a. Não poderia perdê-la).Aparece no restaurante que Erica lhe falara naquela noite em que dormiram juntos.
Ela vê-o. A surpresa é grande.
Ele aproxima-se, senta-se e conversam. (Mantém a sua postura de mulher madura, decidida, segura, apaixonada).
Aparece o jovem médico que fica surpreso com a presença de Harry. Este percebe que há compromisso dos dois, resolve deixá-los, mas eles  convidam-no para jantar.
Quando ele pergunta as horas, ela mostra-lhe o pulso. Ele não consegue ver as horas.
Ambos pegam nos seus óculos e verificaram que cada um deles ficara com os óculos do outro. Contudo, nunca nenhum fizera questão de os devolver. Ele entrega os dela. Ela os dele.
O jovem médico percebe neste gesto a cumplicidade e intimidade entre os dois.(Um simples objecto que os unia)

 

Despedem-se. O casal vai para o hotel, de carro. Harry vai a pé. Recusa a boleia. Pára numa das pontes sobre o rio Sena e observa Paris à noite. Reflecte no que havia sido a sua vida.(Os homens resignam-se. Não lutam. Perdem .Ficam sós).Um carro pára. Erica sai do carro e aproxima-se dele. Ao som da bela música “La vie en rose”, Harry diz-lhe “Foi fácil recuperar do ataque de coração. Dela é que não. Com 63 anos foi a primeira vez que se apaixonou”.(Por vezes é tarde demais…Para ambos os sexos.)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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