Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cantinho da casa

cantinho da casa

sardas falsas

Há dias,a minha irmã falou-me das minhas sardas, das muitas que já tive mas  que, com o decorrer dos anos e os cremes que usei e uso, além dos cuidados com o sol, nas estações frias são menos evidentes, aumentam no verão, e de como gosta de as ver no meu rosto.

Na minha adolescência, muitas colegas da escola as invejavam.

Ah! A Irene! Tinha o dobro das minhas.

Talvez fossemos  as únicas da escola com sardas.

Uma bela altura, as sardas foram moda e como não havia nada a fazer para quem as queria, com um marcador fino,  castanho, faziam pintinhas no rosto.

As celebridades estão a usá-las, voltou a moda.

img_828x523$2022_03_31_17_12_37_303031.jpg

Os tempos são outros, tudo se inventa no que àmaquilhagem do rosto diz respeito, e, por isso, já não são só os marcadores que vingam.

De Miranda by Sapo, o vídeo:

 

 

 

 

2% de vida não é 0%

2% de vida é alguma coisa.

Perder um familiar, um amigo, alguém com quem nos relacionamos virtualmente, e o tempo nos leva a conhecermo-nos, darmos lindos passeios, sentarmo-nos à mesa num convívio sincero e descontraído, constrói-se uma linda amizade.

Quando a doença vem, sabendo que as hipóteses de viver são infímas, a dor é imensurável.

Perder uma pessoa jovem que sofreu de cancro, sendo ela desconhecida para nós, lê-se uma notícia, vai-se espreitar  quem é, ouve-se  uma voz pura, verdadeira, que diz que 2% de vida não é zero por cento, 2% de vida é alguma coisa, dói. Dói por ela, dói por quem não temos cá, dói porque a qualquer momento bate-nos à porta.

Grandes lições de luta e de vida aprendemos nós ( eu aprendo) de quem sofreu, e sofre de cancro.

Doeu-me ler a notícia e ouvir o original de "Nightbirde" , a linda voz que partiu aos 31 anos de vida.

 

"quando regressardes, lembrai-vos que...

sois os meus convidados, não os meus mestres."

Certamente que este vídeo é conhecido, foi publicado durante a pandemia de 2020, vídeo este de um autor desconhecido, e que hoje, em Portugal, e em muitos cantos do mundo onde o vírus está a infectar e matar milhares de pessoas, vem a propósito de que este texto é a lição que podíamos tirar do que a natureza nos quer dizer há muitos anos.

Ela sabe o que faz, e mais cedo ou mais tarde viríamos a sofrer as consequências do mal que lhe fazemos.

 

já Era!

bananeiro-1.jpg

todos  os anos, no dia de Ceia de Natal, no Centro Histórico desta cidade, há o encontro dos amigos, dos familiares, dos conhecidos, dos estrangeiros, de gerações que se encontram no Centro Histórico para beberem o Moscatel e comerem a banana.

Uma tradição ( a história aqui) que começou há muitos anos, o meu falecido cunhado, e os amigos, foi a segunda geração a dar continuidade a este encontro.

Cada ano que passava levava-se um amigo, e o amigo deste, depois vieram os jovens do Erasmus, os turistas e até aos dias de hoje que geraram uma multidão que passou além fronteiras.

É, também, ao fim-de-semana que os amantes da bicicleta procuram esta casa, ao final da manhã, para recuperarem as energia...porque eu vejo-os quando vou dar a minha volta pelo centro.

Ora, este ano, com o coronavírus a impedir ajuntamentos, festas, celebrações de cariz religioso, até ao passado dia 18, era  de conhecimento que a casa ia estar aberta neste dia.

Com as novas medidas, a autarquia implemementou outras, locais, de modo a evitar ajuntamentos, sobretudo nas esplanadas abertas, cobertas e fechadas em todo o Centro Histórico, acrescentando que  "A tradição do Bananeiro ou tudo o que a ela se assemelhe, este ano, não será admitida”.

Acredito que o estabelecimento estará aberto,como é habitual,no dia 24, até às 13h.

A PSP estará pelo Centro Histórico a controlar quem anda na rua, e a impedir ajuntamentos, mas que não vai faltar quem passe lá e beba o  Moscatel, garanto que vai haver.

Veio a propósito este assunto, uma brincadeira que a Imobiliária Era publicou no Instagram, que consiste em sabermos quem somos nós no Natal.

Uma característica psicológica é associado ao mês em que nascemos, e uma palavra, um acção, um lugar, um objecto, um doce, todos estes relacionados com o Natal, ao dia que nascemos.

Gostei do que vi, tratei de procurar a característica que me definia: "empolgada" .

Pois bem, no dia de nascimento estava lá o Bananeiro.

Desde 2008 que o Natal é em minha casa, uns anos com toda família ( seria este o ano), outros com metade, quando os sobrinhos vão aos sogros, pelo que nem sempre vou ao Bananeiro neste dia,tudo depende do tempo que estou na cozinha a fritar as rabanadas e os bolinhos de jerimum.

Mas é verdade que fico empolgada para ir ao Bananeiro, não pelo Moscatel e pela Banana, mas porque é lá que encontro e vejo pessoas que  há muito anos deixei de ver, pelo ambiente de festa, de risos, de alegria, de brindar  à saúde, à amizade, à família.

Então, este ano, o Bananeiro, já ERA!

casa-das-bananas.jpg

Não há Moscatel, nem banana, na tarde do dia 24, mas todos nós podemos celebrar o dia recordando os anos anteriores. 

E vendo o vídeo, "encontrei" um amigo que não vejo há mais de um ano, a quem vou enviar por e-mail, pois certamente não imagina que em 2018 apareceu aqui.

 

era.jpg

 

Dia Internacional da Dança

porque adoro dançar, porque  dança é cultura, é sentimento, é arte, é magia, é alegria, é liberdade.

Adoro danças latinas, como o tango e o flamenco,escolhi um vído de flamenco para comemorar este dia.

Durante três anos,frequentei  aulas de flamenco/ sevilhanas. A  professora  vinha todos os sábados de Vigo para nos dar as aulas, deixou de vir por motivos de saúde.

E nunca mais procurei outro estúdio, nem sei se os há por cá.

Fui a duas  Ferias de Vigo dançar sevilhanas.

Uma foto de alguns alunos do grupo,em Vigo.

IMG_5981 (2).JPG

as minhas roupas:

collagemaker_2020429173827770.jpg

 

"é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança"

dizem, " até que essa criança tenha necessidades especiais. Esse é o limite"

No fim de semana passado, pediram-me para ver o vídeo abaixo.

Quando li o título, fiquei de coração apertado, sabia que escutaria um discurso muito, muito sensível e que nem todos os pais querem ouvir e aceitar.

Sei de pais e mães que ignoram que o seu filho seja uma criança especial.

Também conheço eles, os homens pais, que fazem tudo pelos seus filhos, que se sacrificam para lhes dar a qualidade de vida que merecem, independentemente de as suas crianças terem um síndrome,  atraso de desenvolvimento, ou simplesmente porque são apáticas, ou hiperactivas, procuram ajuda e informação para que  as terapias necessárias as preparem para o futuro, limitado ou não, e que este seja risonho e igual ao das outras crianças "normais".

Mas também sei, e conheço, eles, os homens pais, que minorizam ou ignoram as dificudades das suas crianças, saem de cena quando percebem que elas são especiais, que precisam de terapias, paciência, resiliência, atenção e muito, muito carinho.

E deixam-nas  a elas, as mulheres, sozinhas.

Há algum tempo, uma amiga minha, que vive no Brasil, contou-me que o marido de uma sua amiga a deixou quando foi diagnosticado ao filho um PEA ( Perturbação do Espectro Austista).

Sozinha, viu-se confrontada com um eterno problema, que nunca imaginaria fosse ter, entregou-se ao filho com todo o amor, procurando ajuda e as pessoas competentes para aprender a interagir com o seu filho.

Há muitas crianças com doenças raras que, desde cedo, têm as terapias necessárias para que possam crescer e desenvolver a autonomia, interagir com as outras crianças; nas creches, nos jardins de infância, mais tarde na escola. Outras há que não têm acesso a nada, por desconhecimento dos pais (ou porque estes não querem aceitar /ver que a sua criança é especial), ou por questões económicas que não lhes permitem recorrer às clínicas privadas, estas capazes de responder às necessidades das crianças e que os hospitais públicos não conseguem, por vezes, por falta de técnicos, e sobretudo porque não aproveitam a logística que têm à sua disposição, raramente usada, porque o tempo para cada criança é limitado.

É esta a solidão das mães especiais.