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imaginem uma linha que passa a meio da sala

por Maria Araújo, em 14.03.19

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Este dia começou logo de manhã com um carro estacionado em frente ao portão que dá acesso às garagens.

Os pais têm de deixar os filhos à porta da escola, esquecem-se que o dia também começa de manhã para quem vive nesta rua. 

Verifiquei se alguém subia a rua, que fosse o dono(a) da viatura, e a  tirasse dali. Mas não. E buzinei, uma, duas vezes.

E no passeio, a meio da rua, vi um grupo de mulheres que conversava. Pensei se não seria uma delas a dona da viatura. 

Esperei cerca de três minutos, já estava a prever chegar tarde ao ginásio (apanho trânsito dos papás que deixam os filhos à porta das várias escolas da zona) e perder a senha da aula de Pilates com Bola.

Sem paciência, espreitei, de novo, para o fundo da rua. Vejo uma das mulheres do grupo aproximar-se.

Ninguém, aqui na rua, fica chateado que deixem os carros estacionados, por breves minutos, em frente às entradas para as garagens, levem os filhos à porta da escola, sobretudo se estes são pequenos, e há funcionários a supervisionar, mas venham de imediato tirá-las e não fiquem a conversar como se não houvesse dia para os utentes desta rua. 

Mas esta teve um desplante!

Propositadamente, e para que o meu carro fosse visto, deixei-me ficar a ocupar o passeio. Ela aproximou-se, dirigiu-se para o seu carro e diz: " desculpa!"

O quê?!  Desculpa?! Mas a fulana conhece-me de algum lado?! Olha-me esta!", comentei para o meu decote.

Os carros faziam fila na rua e eu fervia com o pára, arranca, até que segui para o ginásio por um caminho diferente, consegui chegar a horas.

Já na aula, e hoje com menos pessoas que o habitual, com muito ou pouco espaço, as senhoras não têm a noção deste, senti-me claustrofóbica porque estavam quase em cima de mim, peguei no meu tapete e na bola, fui para o fundo da sala.

A aula seguiu o seu ritmo, até que num dos exercício o professor pediu que todas ficassemos de frente para o meio da sala, e como há quem não entenda,  explicou: "Imaginem uma linha que passa a meio, quero que todas se virem de frente para ela".

No estrado, e para que todas percebamos o que vamos fazer, ele coloca-se de lado quando quer exemplificar um exercício.

Mas há a totó.

A totó ficou de frente para mim, isto é, fez o contrário  do que o professor pediu. Fiz-lhe o gesto que tinha de se virar para o meio da sala. 

Perguntou ao professor por que tem de se virar. Este, ao mesmo tempo lhe dá a resposta, acrescenta ela: "Ah! Mas eu prefiro fazer na mesma posição que  o professor toma para explicar " .

E ele acrescentou  que era mais conveninente seguir o que pedira, mas que fizesse como entendesse.

E ela fez como entendeu para si.

Quando tal, a totó estava fora do seu tapete, os seus pés tocavam os meus, ajeitei-me para que não esbarrássemos com as bolas e continuou até ao exercíco seguinte que era executado deitadas em cima do tapete. E a totó só percebeu que estava a fazer tudo mal quando se viu no chão e fora do tapete. E foi então que se desviou de mim.

A senhora tem falta de neurónios. Diz coisas fora de contexto, o/a professor (a) diz uma coisa, a maioria da vezes ela faz ao contrário, porque não ouve as instruções, não tem destreza motora.

Ontem, na aula de antigravity , e já se percebeu que ela não tem capacidade para fazer uma aula destas, além de não conseguir acompanhar os exercícios, a maioria são de equilíbrio, e porque não entende as instruções, põe-se em risco e compromete o trabalho da professora, que orienta.

Não sou contra ela tentar  desafiar-se, mas o senão é que ela não consegue perceber o que a professora diz.

Depois, ouve-se um " socorro!" e lá vai a professora ajudá-la a sair da confusão que se mete.

Todos temos mais agilidade para umas coisas, menos para outras, e eu sou péssima a cortar um papel ou a desenhar uma boneco, fazer um risco. 

Mas no que se trata de actividades físicas, vou para as que acho que sou capaz de fazer, não me faço de esperta e desafio o que sei ser impensável arriscar.

 

 

 

 

 

 

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A Sofia já conduz!

por Maria Araújo, em 10.08.18

A Sofia tem a carta de condução há cerca de um mês.

A quem pede ela o carro? 

À tia, como é óbvio.

A primeira vez que mo pediu, dei-lhe a chave.

Ficou indignada, queria que eu fosse com ela. Eu recusei-me, fizesse ela as asneiras, não estava lá para ver.

E não aceitou ir sozinha, não conduziu.

Um dos fins de semana que fomos para Ofir, saímos as duas, levou o carro.

Correu bem.

Na semana seguinte, pediu-me o carro, dei-lhe a chave.

Tirou-o da garagem, foi à sua vida, levava um amigo com ela.

Hoje, voltou a perdi-me. De novo, sozinha tirou-o da garagem, desta vez demorou mais tempo, para quem não está habituado a tirá~lo, não é fácil ( e eu já fiz algumas asneiras, quando acordo virada do avesso e as manobras não são as mesmas de sempre).

Na rua oposta à minha o trânsito estava intenso e muito lento. Havendo obras na escola e com os camiões que entram e saem em sentido contrário para facilitar a manobra destes, o trânsito na rua pára por minutos.

Por volta das 12:15h, já nem me lembrava que tinha emprestado o carro, liga-me a dizer que apanhara um trânsito caótico chegaria a casa depois das 13h.

Uns minutos depois, liguei-lhe para lhe dizer que estacionasse o carro na rua dela, eu iria buscá-lo mais tarde.

Ela não atendeu, presumi que estaria no meio do trânsito. 

Eu tinha acabado de ler nas notícias que recebo no telemóvel que a etapa da Volta a Portugal termina em Braga, na Avenida da Liberdade, a poucos metros da minha rua.

Percebi o porquê da lentidão e buzinadelas na rua.

Liguei a televisão, está , agora, o José Amaro a cantar na Avenida Central.

 

 

 

 

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Total Condicionamento

por Maria Araújo, em 12.10.15

 

 

 

para chegar dentro da hora para levantar a senha da aula de Pilates e querendo evitar a hora de os pais deixarem os filhos nas escolas do 1º ciclo, decidi mudar o percurso que habitualmente faço.

"Mau Maria", comentei quando vi o anormal trânsito que descia a avenida da Liberdade. Meti pela faixa que dá para a minha rua e fiz o trajecto habitual.  

Depois de passar os semáforos, via-se uma extensa fila em direcção ao túnel e centro da cidade.

Foi quando ouvi na rádio que o trânsito estava parado devido a um acidente no túnel.

Quando cheguei ao ginásio, não havia senhas. Bolas! Para este ginásio temos de estar lá pelo menos 30 minutos antes da aula.

A semana passada quando saí da aula de Pilates e fui levantar a senha para Antigravity, a última tinha sido entregue a uma senhora super fã da modalidade (hoje disse-me que se na  4ª feira ela tiver senha e eu não, passa-a para mim. Que querida!)

Ora, desta vez, à cautela, levei sapatilhas de ginásio (evito usá-las na rua) fui para a cárdio.

Antes de iniciar o treino, aproximei-me do balcão para ver no horário se há alguma aula de Pilates ou Bodybalance ao ínício da tarde, pergunta-me a menina da recepção: " Não quer fazer uma aula de Total Condicionamento?".

"Já ouvi falar nisso mas não sei como funciona", respondi.

Ela explicou-me e lá fui tentar mais um novo desafio

Como estavamos três principiantes, a professora aconselhou-nos os pesos de 1kg. Peguei nos de 1, 250 kg, ela disse que sim, que podiam ser estes, mas acho que devia ter ido até aos 2 kg.

Devemos beber água logo no início do treino porque os 20 minutos que se seguem têm muita mobiliidade de pernas e braços, estilo zumba, e não se pode parar. É intenso, mas consegue-se. 

Vai-se então para os pesos. Nada demais.  Há uma breve  paragem para beber água e volta-se à segunda rodada de exercícios do início da aula.

O final tem muitas flexões (o que mais me custa fazer) e o relaxamento a seguir.

Toda a aula tem música e alegria....e uns "ais" de cansaço e esforço.

Quando a aula acabou, a professora perguntou-me como me sentia e se gostara.

"Adorei a aula!", foi a minha resposta.

E assim mais uma modalidade que aqui a" je" vai tentar fazer mais vezes, já que a cárdio, à excepção do tapete, é só para as ocasiões em que tem tempo e/ou as senhas esgotam.

 

 

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750 - Depois do agora

por Maria Araújo, em 17.09.10

 Fui à missa. 

Calçei uns sapatos tipo ténis que tenho há 10 anos. Bem digo o dia em que comprei estes sapatos. Ainda me lembro que os comprei no tempo do escudo. Custaram 100 euros. Modelo Camper, comprados na Prof, penso que foi o único par de sapatos que comprei nesta sapataria.São sapatos, são sapatilhas, são quentes, são resistentes. Sempre que vou de viagem levo-os comigo. São os meus sapatos de Outono/Inverno nas minhas idas ao Fitness e à praia. Estão ainda em forma para as caminhadas... e para as curvas.

Chovia intensamente, os passeios e bermas cobertos de água. Para atravessar a rua, nem com um salto em comprimento seria capaz de não molhar os pés.

Não tive alternativa. Pus o pé na "poça". E os carros que passavam, sem perdão, lançavam a água para as pessoas que seguiam o seu destino.

Perto da igreja, numa rua estreita, caía de um telhado um jorro intenso de água, como aqueles que eu tanto gosto de receber nas piscinas dos Spas e que bem fazem à coluna cervical e lombar. Um Fiat 600 estava estacionado junto à casa. Uma fila de carros esperava permissão para virar à direita para a rua principal onde, mesmo em frente, fica a igreja. Não podia evitar o jorro de água. Olhei para cima pois não entendi o porquê daquilo. Vi um tubo largo que saía do telhado e a água era projectada para cima dos carros em fila. E eu tive que passar... O guarda-chuva sofreu um abanão com a força da água.

Entrei na igreja com cinco minutos de atraso. Poucas pessoas.

As minhas calças estavam. alagadas. Podiam torcer-se.

Se fosse Inverno, certamente que me incomodaria. Mas como o ar está quente, não tinha frio, não me custou suportar a humidade.

Contrariamente ao habitual, a missa demorou cerca de 20 minutos.

Quando regressei a casa, caíam umas pingas.

O trânsito estava parado em todo o lado.
Cheguei a casa por volta das 18:35h.

Apesar de já não chover, são 19:55h e, da janela da minha sala, vejo o outro lado da rua. Ouvem-se as sirenes do INEM e o trânsito anda a passo de caracol.

Se tivésse ido de carro, ainda não estava em casa.

 

 

 

 

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