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quatro toques, quatro números

por Maria Araújo, em 14.12.17

Há três dias, hora de almoçar, toca o  telemóvel, um número que não faz parte dos meus contactos, decidi atender.

A voz de uma jovem perguntava-me se podia responder a um questionário.

"Se não demorar muito", respondi, arrependida de ter atendido.

Respondi a pouco mais de cinco perguntas. No final, perguntou-me o primeiro e último nomes, respondi com o penúltimo nome; a idade, o número do agregado familiar, que inventei, enfim, estas questões que me deixam fora de mim.

Agradeceu e informou que voltaria a ligar para explicar o  motivo deste pequeno inquérito.

Eu que não estava nada interessada em saber, conheço alguma coisa sobre o assunto, quis dizer-lhe que não voltasse a ligar, mas ela desligaa, entretanto. 

Hoje, hora de jantar, toca o telemóvel. 

Tinha tomado nota do número, a rede era a mesma, o número diferente, não atendi. Estava ocupada, devolvo a chamada sendo alguém dos meus contactos.

Tocou 61 segundos.

Dois minutos depois, volta a ligar, outro número diferente, mais 61 segundos a chamar. Desligou.

Um minuto que passou, nova chamada, novo número.

Uma hora mais tarde, já depois da hora de jantar, novo toque, novo número. 34 segundos ... Atendi.

Perguntei se fora a mesma pessoa que ligara antes. 

Respondeu que sim, que queria expor o assunto do inquérito que respondera há três dias.

Mal humorada, que não gosto de o ser, comentei que não me interessava saber, que respondera ao inquérito para não ser antipática, e que não queria saber nada de alimentação alcalina.

Resposta dela: " Está bem, mas devia ter avisado que não queria responder ao inquérito, escusavamos de estar a ligar-lhe. Não quer saber, então obrigada" e desligou. 

Eu até era capaz de a ouvir, mas insistir nas chamadas usando quatro número diferentes, não!

Não gosto disto, não gosto de ser antipática, custa-me saber que estas pessoas precisam de emprego.Mas desta forma, não!

 

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Cantinho da Casa

13:05h

por Maria Araújo, em 21.03.17

Escuto a campainha da porta do prédio.

Pelo intercomunicador pergunto "sim?" ( meu jeito de perguntar quem é).

Percebi que era o carteiro, abri a porta. 

Fui para a cozinha, estava a fazer o almoço.

Dois minutos depois, a campainha da porta cá de cima, que tem um toque diferente, levou-me a pensar que o carteiro teria alguma coisa para entregar em mãos. E abri a porta.

Surge-me um homem com cerca de 30 anos. Trazia uma identificação presa ao bolso do casaco que vestia, mas não consegui ler o nome.

Estende-me a mão para cumprimentar.

Não estendi a minha, não as tinha lavado ( estava a fazer panados que a Sofia adora).

- Desculpe, não posso atendê-lo, são horas do almoço. 

Resposta de um modo parvo:

- Porquê?

- Porque é hora do almoço, as pessoas estão a chegar, não posso falar consigo.

- Não pode, porquê? - repete.

- Já lhe disse que são horas do almoço, não posso.

E com ar arrogante, respondeu-me: " Extradordinário". 

E foi embora.

Será que o meu karma é "atrair" jovens mal educados?

 

 

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Cantinho da Casa

o que se pode fazer

por Maria Araújo, em 29.09.15

nos móveis Ikea para lhe dar um toque pessoal.

Clique aqui e inspire-se.

Eu fiquei encantada com estas:

 

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Cantinho da Casa

ideias giras

por Maria Araújo, em 11.09.15

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para dares um toque pessoal e moderno aos teus móveis Ikea.

como sempre aqui no buzzfeed.

e os meus preferidos, são...

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Cantinho da Casa

passo-me

por Maria Araújo, em 16.04.14

quando estamos na aula de Pilates e, de repente, toca um telemóvel ( não é permitido para estas aulas que exigem concentração) uma , duas, três vezes. a dona(o) não se mexe. o toque incomoda...

á terceira vez, o professor aproxima -se da pessoa(neste caso , uma jovem) e pede-lhe para desligá-lo.

se toda(os) sabem que não é permitido levá-los para a aula, se há cacifos para guardarem os seus pertences, por que razão quebram as regras?

estas pessoas não enxergam?

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

Ele há cada uma!

por Maria Araújo, em 01.08.13

Este prédio tem dois toques diferentes da campainha. Um mais forte se alguém toca da porta do prédio, o outro, mais grave, para cada um dos apartamentos. E são iguais para todos os andares. Há um intercomunicador para a porta do prédio.

21:40h, fui fechar os estores.

A campainha da minha porta toca. Não abri a porta e perguntei de dentro "quem é?"

Responde-me uma voz forte de homem. Não entendi o que ele dizia e ao mesmo tempo que espreitava pelo óculo, perguntei: "O que deseja?"

A voz do outro lado, bateu com os nós dos dedos na porta para que eu a abrisse e perguntou: "a senhora tem uma chave de parafusos que me empreste?"

Estava sozinha em casa, ninguém no prédio foi de férias, há homens dentro de casa e veio ele tocar à minha porta?

Achei estranho. Provavelmente, teria tocado nos outros apartamentos e ninguém lhe respondeu (o que eu costumo fazer quando estou sozinha em casa, por vezes, até com os miúdos). Respondi: "não tenho".

Palavra que eu disse. O homem desata escadas abaixo " não tens filha da p*#&»? Olha-me esta filha da p"*$# não tem.  Que c*%#"@! de p*=&".

Nem palavras tinha para partilhar com o meu decote, de tão palerma que fiquei.

Fui à janela, abri suavemente o estore e espreitei.

Lá fora, estava um furgão.

O homem, bateu com a porta do prédio e falou: "ninguém abre a porta".

Vi outro vulto masculino sair do furgão. Ao lado da viatura estava um carro branco.

O carro não funcionava.

Os dois homens entram no furgão e descem a rua.

Reagi comigo própria: "Homens destes devem tratar as esposas e os filhos de p:&*, c#%*"*?» e muito mais. Tenho vergonha do que ouvi. Machista!"

Depois de lavar a loiça, fui à janela. Estavam lá os dois homens, junto ao carro branco.

Agora, já se foram.

Sempre que toca a campainha cá de cima, fico de olho atento e ouvido alerta.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa


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