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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

O canteiro da vizinha

Maria Araújo, 30.10.18

O dia de sol de ontem foi para estender a roupa lavada nas cordas.

Não sei o que me levou a olhar para o terraço do r/c da vizinha do lado, eis que fiquei boquiaberta.

Se no ano passado fazia-me confusão as folhas que se estendiam no chão e não conseguia perceber o que tinha cultivado naquele bocado de canteiro, até que um dia vejo uma razoável quantidade de chilas, este ano as folhas são outras, e de estaca.

Ontem, a "fruta" que vi é outra  e bem aviada: os meus olhos ficaram encantados com os apetitosos e grandes tomates.

Pergunto-me como é possível aquele bocado de terra ser tão produtivo.

Na minha varanda, nem as flores que cuido com carinho aguentam-se nos vasos.

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as Setes Fontes

Maria Araújo, 22.04.18

Muito faladas e visitadas, classificadas Monumento Nacional, estas Fontes ficam em Montariol, a sua construção data do século XVIII, abasteciam de água os vários cantos da cidade.

 

"O manancial é constituído por sete fontes, quatro delas com edificações de planta circular em pedra aparelhada e teto em abóbada ("mães d'água"), a que se somam minas abertas na pedra com condutas e galerias. A conduta principal nasce na primeira "mãe d'água" e prossegue, captando as águas das demais minas e mães d'água até ao Areal, onde existia a última mãe d'água. Esta última e parte do canal, foram destruídas em nossos dias por uma construtora civil para dar lugar a blocos habitacionais.

O canal prossegue pela rua do Areal, Largo de Monte d'Arcos, Rua de São Vicente, Rua dos Chãos até ao atual Largo de São Francisco, onde existia uma mãe d'água distribuidora para as ruas da cidade, mais tarde escritório de uma companhia de seguros."

 

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Há cerca de quinze anos que por lá passara quando as tarde de sol de domingo eram em casa da minha irmã mais velha, ainda aquela zona estava entregue a si própria, não havia Universidade, não havia Hospital, não havia construções, havia uma casa aqui e ali, uma delas com uma torneira de água corrente que as pessoas que por ali caminhavam, ou paravam os carros até ao pequeno caminho junto à casa, e enchiam  os garrafões desta preciosa água, ninguém cuidava daquele espaço, uma parte "roubada", entretanto, para a construção do hospital. 

Hoje, Dia Mundial da Terra, decidi desafiar a minha irmã para fazermos uma caminhada pelas Sete Fontes. Não tinha a certeza da distância, fomos de carro até ao extremo da freguesia (com algumas casinhas engraçadas) não havia qualquer sinalização que nos indicasse onde começava o caminho, perguntamos a um morador que por ali estava, comentou que não sabia se o portão estaria aberto, devíamos ter deixado o carro no lado de baixo da estrada. Percebemos que seria por onde havíamos de ter começado a visita, uma vez que tivémos de voltar para trás porque o carro estava longe e estavamos junto aos prédios que noutros tempos foi construído  sem respeitarem o espaço, foi-nos dito por um "ciclista" que começava ali a sua pedalada .

Das obras??? de preservação deste espaço que foram feitas após a construção do hospital, constatámos que pintaram as mães d'água (as fontes em forma de capela) não existem placas que nos digam o nome das fontes e/ou das minas. Quando se falou na recuperação desta área cheia de árvores, supus que haveria espaços para se usufruir de piqueniques, de leituras, de reflexão, o que não encontramos. Há, sim,  lixo, há arbustos por cortar, há esquecimento de um rico pulmão que necessita urgentemente de ser limpo.

Embora todas as fontes e depósitos de minas estejam fechados, podemos ver o  seu exterior e as condutas de pedra que abastecem as fontes e chafarizes da cidade até cerca de 4km,  autênticos trilhos que podemos calcorrear ao som do murmúrio da água que nos enche a mente de paz, vale a pena visitar o local.

Todas as fotografias aqui publicadas são de minha autoria.

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( mãe de água com brasão)

 

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(hospital de Braga) 

 

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( canal de pedra)

 

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 (respiradouro)

 

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 (Mina)

 

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Felizmente, há quem aproveite o espaço para fazer equilibrismo

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 Infelizmente, os sinais de lixo

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já aqui manifestei

Maria Araújo, 07.12.17

o meu pavor a sismos.

Hoje, sentada a responder aos comentários do blog, pareceu-me ter sentido o chão tremer.

De tão leve que foi, nem sequer me lembrei de ligar a televisão e confirmar nas notícias se fora mesmo um sismo.

Almocei, saí de casa, encontrei uma amiga, que em nada falou. Por onde andei também não ouvi falar dele.

Entrei agora na net, e afinal houve, sim, um sismo de fraca intensidade, que senti.

 

 

 

2º dia na capital (o Cabo da Roca)

Maria Araújo, 01.05.16

Uma noite muito mal dormida (como estranho as camas, meu Deus!) o nosso amigo foi buscar-nos a casa para darmos um passeio até Sintra, que conheço (falta-me ver Seteais e não foi desta vez que vi, também). 

Pensou levar-nos ao Cabo da Roca, almoçavamos numa das muitas praias da linha do Estoril/Cascais, e à tarde seguíamos para Sintra.

Mas a meio do caminho deparámos com uma extensa fila de carros e autocarros que nos fez perceber que teria ocorrido algum acidente. Os carros à nossa frente faziam inversão de marcha, fizemos o mesmo, alterámos o nosso destino.

Primeiro Sintra e depois as praias e o Cabo da Roca (que bom não conheço a zona costeira a sul da Nazaré).

Ansiosa por um café pedi-lhe para parar num que ele conhecesse e gostasse e foi então que tivemos o prazer de comer as deliciosas empadas de galinha da Natália e tomar a tão desejada bica.

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25 de Abril, feriado nacional, o trânsito era intenso para entrar em Sintra, mas com paciência lá chegamos, conseguimos um cantinho para estacionarmos o carro junto à Quinta da Regaleira.

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(pormenor da flor da calçada)

 

Dirigimo-nos ao centro. Como sempre, nesta altura do ano e com o tempo a favor, não faltavam pessoas de todos os cantos do país e turistas.

As fotografias habituais, fomos na direção do ex Museu do Brinquedo, que deu lugar ao Museu das Notícias e da Comunicação, um espaço que, segundo esta notícia, foi inaugurado neste mesmo dia, 25 de Abril.

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Entramos numa loja de artesanato, comprámos as andorinhas (já as tenho na parede) , era hora de almoço, pensamos comrar os deliciosos travesseiros, mas não queríamos que ficassem no carro a tarde toda, desistimos.

Fomos em direção à praia das Maçãs. Ele, o nosso amigo, conhecia um restaurante mesmo em frente ao mar, onde, dizia, come-se bem.

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Eu e a Isabel comemos polvo grelhado com batata a murro, ele, que não gosta de polvo, comeu prego em prato, bebemos, cada um, uma imperial

 

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No paredão, observavamos os surfistas, conversavamos enquanto tomavamos um pouco de sol. Seguimos para Azenhas do Mar.

Fiquei deslumbrada. Fantástico! Nunca imaginei desfrutar de tão bela paisagem.

As fotografias foram muitas, para mais tarde recordar...

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Fomos em direção ao Cabo da Roca, parámos num café-bar para tomar uma bebida. Não havia lugares. Mas não foi por isso que deixei de fotografar a lindíssima vegetação envolvente e a paisagem que se estendia à nossa frente, segundo o nosso amigo A, ao longe, a praia do Guincho.

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Fomos então ao Cabo da Roca, a ponta mais ocidental da Europa, onde "a Terra se acaba e o mar começa".

Muito vento, como seria de esperar, muita gente, muitas pessoas que ainda arriscam passar a vedação para tirar

a selfie e/ou a fotografia para a eternidade.

Ora cinza brilhante, ora azul do céu, a beleza do nosso Atlântico estava assim:

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Aproximava-se a hora de jantar, ficou de parte a visita ao Guincho, metemos "pés à estrada" e fomos jantar a casa do nosso amigo, de onde tirei fotografias desta bela lezíria.

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O dia seguinte era de trabalho para ele,o amigo da Isabel, que conheci no dia que chegámos.

Um homem educado, gentil, conversador, um gentleman. Há  muitos anos que não via um cavalheiro abrir a porta do carro, primeiro a da frente, depois a de trás, fechá-las, e então ocupar o seu lugar ao volante.

Os dias seguinte seriam somente para as duas meninas, em Lisboa.