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cantinho da casa

cantinho da casa

Doces da Burrinha

Hoje, é ( seria) o dia da Procissão da Burrinha.

Sai da Igreja de São Vítor, a representação é toda encenada por figurantes.

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imagem daqui

"Procissão da Burrinha atravessou história da Bíblia

Organizado desde 1998 pela paróquia e Junta de Freguesia de S. Victor, em Braga, o cortejo,  figurantes, apresenta a pré-história do Mistério Pascal de Jesus (morte e ressurreição) que a Igreja Católica celebra nos dias seguintes.

Desde o chamamento de Abraão, passando pela era dos Patriarcas, pela escravidão no Egito e gesta libertadora de Moisés, até à infância de Jesus, incluindo a sua fuga para aquele país com José e Maria montada numa burrinha, desfilam, em sucessão cronológica e em catequese viva, profetas, reis, figuras eminentes, símbolos e quadros bíblicos do Antigo Testamento.

A procissão evoca a aliança de Deus com o seu povo - «Vós sereis o meu povo» - e prefigurada a Nova Aliança que será selada com o sangue de Cristo."

Texto daqui

Ora, infelizmente, o tempo está mau, não há procissão.

Provavelmente, a continuar como hoje, as procissões de amanhã e sexta-feira não se realizarão.

Ao princípio da tarde, recebi uma mensagem de Instagram da sobrinha, sobre isto:

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Desconhecia esta tradição.

Quando vi a imagem, comentei que se não chovesse , passava lá, só porque gostaria de saber que tipo de bolo é, mas e que,  às tantas, até já nem haveria.

Algum tempo depois, ela enviou-me a fotografia com um saco de papel burrinha. Tinha passado lá e trouxe também para mim.

Foi buscar o filho à escola, passou por cá, e ofereceu-me dois doces.

Aqui estão.

docinhos da burrinha 1.jpg

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Ora os bolinhos são feitos de massa do folar com uma recheio de creme de ovos. Mas um também tinha pouco de chocolate um, e o outro uvas passas.

Foi o meu lanche de hoje: com o chá foram os dois.

E estavam muito bons.

Esta Junta de Freguesia dá muito valor à cultura e tradições da cidade.

No São João costuma fazer um arraial,que eu não sabia até ao ano passado que fui convidada pela minha sobrinha e uns casais amigos.

E que arraial!

 

 

escrever no blog.

Coisas para fazer em casa, e fora, consultas de rotina, aniversários, jantares, os dias andam ocupados, nem apetece vir ao blog.

Aproveito algum tempo, quando levo o miúdo à terapia, para ler no carro. Actualmente, estou a ler este,  autor cuja escrita aprecio.

Ontem, passei a tarde a mudar as roupas de cama e  de banho.

O roupeiro é enorme, foi feito de encomenda há uns quantos anos, está divido em dois cada um deles com duas portas.

De um lado tenho os casacos de inverno, e nas duas gavetas a roupa do ginásio.

A minha cama é sommier de arrumação, com abertura frontal, onde guardo as colchas de verão, e no inverno os edredões;  e a roupa de cama: as capas, os lençóis, as fronhas.

No roupeiro estão, numa das prateleiras, as toalhas de banho, pois não tenho espaço na casa de banho para as guardar.

Na casa de banho, tenho, por baixo da bancada de mármore, um móvel com prateleiras e divisórias, onde estão as toalhas de rosto e de mãos.Tudo acessível para o dia-a-dia.

Ora, o tempo passa, a idade avança, já exige alguma força para levantar a parte de cima do sommier e tirar ou arrumar a roupa de cama sempre que preciso.

Um dia, algures num site de decoração, vi um roupeiro com prateleiras para pôr camisolas, ou outras peças mais pequenas.

E lembrei-me de mandar  fazer para o roupeiro e mudar a roupa de cama para lá.

No sommier ficava o que é de cada estação. E no lugar da roupa de cama ficaria a roupa de vestir.

Ou seja, só precisava de abrir o sommier para substituir a roupa consoante a estação.

Fui falar com o carpinteiro que fez o roupeiro.

Veio cá, na semana passada, e depois de lhe dizer o que queria, e mostrando o sommier, para ele perceber qual a minha intenção, ele sugeriu que não o fizesse.

Iria roubar espaço ao roupeiro, e aos casacos ( tenho casacos e quispos qb); que o roupeiro estava bem organizado, que não compensava o dinheiro que ia gastar; porque não ia ficar bem.

Agradeci a sinceridade.

Mas eu tinha de encontrar uma solução prática que evitasse abrir sistematicamente o sommier.

Então, tirei tudo do roupeiro. E limpei-o.

As toalhas de banho ficaram no mesmo lugar e, por baixo, onde tem uma prateleira amovível, pus as fronhas e as capas de almofadas decorativas.

Do outro lado do roupeiro, onde tinha uma caixa Ikea com a minha roupa de verão, tirei-a toda, arrumei-a no sommier.

Decidi que a caixa continuaria no roupeiro, meti a roupa de cama , ficava melhor acondicionada.

Cada uma das parte  do roupeiro tem uma prateleira superior onde estão arrumadas a mala grande de viagem, os sacos, e com espaço para ter uma grande caixa com as decorações de Natal (passei a guardá-las aqui). A árvore está na garagem.

Hoje, a manhã foi no ginásio, e na consulta de nutrição. 

De tarde estive a dobrar as meias, que detesto. 

Como vou fazer o rastreio da mama na próxima semana, e tenho de levar exames anteriores, aproveitei para pôr dentro de um saco os muitos exames médicos que fiz ao longo dos últimos oito anos, e que preciso de os deixar numa farmácia. 

Fim da tarde, liguei o PC, entrei no netbanco, fiz um pagamento, e aproveitei para escrever este post.

Um ex-colega de trabalho, lembrou-se de juntar todos os colegas e amigos que se reformaram, e vamos almoçar algures num restauratnte entre a Póvoa de Lanhoso e Braga.

Vai ser muito bom estar com colegas que não vejo há alguns anos.

A verdade é que há pessoas que deixei de ver há muito tempo.

Lamentavelmente, revejo-as nos funerais.

 

 

 

 

 

 

 

Os números das estatísticas

deste cantinho andam em baixo.

O PC tem estado desligado, à noite há mais tempo, mas esta é para relaxar no sofá,  vou vendo as novidades no Instagram, por vezes, até adormecer.

Nem sempre há disposição para o blog.

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 Aqui estão mais umas fotos do fim da tarde em Bilbau e San Sebastián.

Foram 6 dias bem passados com as pessoas que mais gosto e confio.

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Entretanto, Braga veste-se  para a Noite mais Branca do ano.

É a chegada  do final do Verão.

É o Setembro dos recomeços.

Gosto deste mês.

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segunda semana de praia

Este ano, as crianças estão com sorte nas idas diárias à praia.

Foram na semana anterior ao São João, a semana passada ficaram pelo colégio, voltaram esta para a praia.

Tem sido uma alegria.

Chegam muito cansados.

Hoje fui eu levá-lo, era muito cedo, o colégio abre às 8h00, esperamos os dois que chegassem mais meninos e porque ele queria, também, ver chegar os autocarros.

Hoje era o  dia de levarem dinheiro para um gelado.

As mochilas às costas, metem-nas na bagageira do autocarro, e, à vez, orientados pela educadora e as técnicas auxiliares, entram felizes no autocarro enquanto, do lado de fora, os pais, as avós, e a tia-avó, esperam que os autocarros iniciem a marcha e as crianças levantam as mãos e dizem adeus e atiram beijos.

Ao fim da tarde, vou com a mãe buscá-lo.

Chegamos a casa, ele  vai de imediato para o banho de banheira, que para ele é uma mini piscina.

Mergulha, enche a boca de água ( eu fico aflita sempre que o faz) e projeta-a  para a água. Às vezes, sou apanhada de surpresa e a água vem para mim.

Sai do banho, limpo-o, passo o creme pelo corpo, visto-o, enquanto a mãe prepara algo para ele comer (ele gosta de comer).

Pela hora de jantar, venho para casa tratar da ceia e relaxar um pouco no sofá, porque eu não sou fã de calor.

Fico apática.

 

uma foto #24

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Depois do almoço, decidimos ir comer um gelado e tomar café na esplanada em frente ao mar.

As  nuvens da manhã deram lugar ao sol, a água estava demais, os miúdos não se cansaram de brincar no mar.

Só não ficamos para jantar, e  fotografar o pôr -do-sol, porque tínhamos compromisso para a noite.

E os miúdos já devem estar a caminho de capital.

Sorte deles que têm feriado na 3a feira.

 

e a chuva veio em força

Ontem, saí de casa às 10:30h, tinha uma consulta na Póvoa de Varzim.

Não sei o quanto choveu durante a noite.

Decidi fazer a viagem pela estrada nacional, se tivesse algum problema com o carro, pensei que seria mais fácil encostar e ter ajuda de alguém.

Só que esqueci que a estrada poderia ter lençóis de água, não  esqueci os buracos, conduzi com cuidado e atenta a estes.

De Braga a Barcelos o primeiro lençol de água, amarelo da terra, surgiu inesperadamente.Como ia devagar, passei sem que o carro fugisse.

Pensei que o melhor seria deixar passar os carros, veria a água que faziam até que vejo sair de um muro uma verdadeira cascata de água. A partir daqui, os cuidados redobraram.

Já perto de Barcelos, a chuva era mínima, foi possível fazer uma condução mais rápida mas sempre atenta. E até à Póvoa correu bem.

Já dentro do hospital, nada me passaria pela cabeça que seria atendida três horas depois da hora marcada.

Estava desesperada, precisava de comer alguma coisa.

É normal este médico atrasar as consultas.Cerca de uma hora e meia depois, fui ao  balcão e perguntei à funcionária se o médico estava, porque não ouvira ele chamar nenhum utente desde que eu chegara.

Respondeu que sim, mas as consultas  estavam atrasadas. Mas não me disse o quão atrasadas estavam, porque se tivesse dito, eu teria ido almoçar. 

Só depois das duas da tarde ouvi a voz dele chamar alguém.

Entretanto, pouco depois desta hora, entrou um homem, jovem, com uma senhora idosa numa cadeira de rodas.

Passado algum tempo, dirigiu-se ao balcão e perguntou se a consulta para o doutor x (o meu médico) estava atrasada. A resposta foi positiva- Ele reclamava que era uma falta de respeito e de educação a senhora tinha consulta às 12:30h ( a minha era às 11:40h) , ela devia ter prioridade, estava à espera há muito tempo.

A funcionária dizia que não tinha culpa de o médico atrasar as consultas, que elas também sofriam com isso porque também tinham de estar ao serviço até à hora de todas as consultas acabarem.

O homem estava irritado, que também tem problemas de saúde, que não podia estar ali muito tempo.

De repente, entrou uma senhora, que vai directamente ao balcão, e sem tirar a senha, ouvi dizer que o doutor x ( de novo o meu médico) lhe disse que passasse lá entre as 11:00h e as 14:00h, que a atendia, que era rápido.

Fiquei possessa. Já estava a ver que alguns utentes iam passar à minha frente.

De imediato a senhora idosa entrou para o gabinete, e a que acabara de chegar, foi para o gabinete ao lado.

O médico foi ter com esta, uns minutos depois a senhora voltou à sala de espera, ele regressou ao outro gabinete.

Mais alguns minutos, o médico chama-a e entram no gabinete do lado. Passaram cerca de cinco minutos, saíram, e a senhora foi embora.

A consulta da senhora idosa demorou algum tempo, pensei que seria eu a seguir.

Eu não reclamei nada pela idade e condição da senhora, e porque gostaria que me fizessem o mesmo se estivesse no seu lugar ( na minha opinião devia haver um forma de idenficar o utente, aquando da marcação da consulta, e marcarem como prioritário, sobretudo nestas condições).

Eles saíram do consultório, ouço o médico chamar o casal que tinha chegado muito depois de mim. E vinham acompanhados de outro casal, e pelo que vi, os dois homens tinham consulta  à mesma hora.

Entrou um dos casais.

Cerca de 15 minutos depois, vejo a mulher que entrara no consultório com o cônjuge, na sala de espera a dizer ao outro casal para entrarem no consultório.

E saíu o primeiro casal, ficaram à espera do outro.

Saíram, foram para o balcão de pagamento, ouço o médico chamar outra pessoa que não eu.

Apeteceu-me perguntar ao casal qual era a hora da consulta, uma vez que chegaram muito depois de mim.

A culpa não era deles.

E via a funcionária que me atendera, de vez en quando, a olhar para mim. Percebeu muito bem que eu estava farta de esperar.

Quando, finalmente, ouvi o meu nome, precisamente três horas depois de dar entrada, e sendo o médico uma pessoa educada e que gosta muito de mim, trata-me por tu, disse, mal entrei no consultório: " Estou zangada consigo. Estou aqui há três horas, sem almoçar, nunca esperei tanto tempo por uma consulta. No máximo duas horas".

Disse ele: "Desculpa.Eu compreendo.Mas as funcionárias não te disseram o tempo de espera das consultas?."

Recebendo uma resposta negativa, comentou ele:" Elas deviam ter informado. Desculpa. Eu tenho de atender os utentes na sua hora, mas hoje correu mal" ( eu até desculpei porque presumo que ele vive no Porto e teria apanhado muita chuva, como eu apanhei. Mas à hora eu estava no hospital).

Ficou esquecido, porque tenho muita consideração por ele.

Meia hora a fazer exames com o técnico, enquanto ele atendia outros utentes.

Depois de receber os exames, chamou-me.

Quando vou a entrar no consultório,não o vi, ia a bater à porta, eis que ele aparece atrás de mim e diz: " Estou aqui. Fui aqui ao lado tratar de uma coisa"( isto em poucos segundos).

Entramos,ele sentou-se na cadeira, eu na minha, e diz ele " Tu és uma pessoa muito educada.Hoje é tão raro encontrar pessoas como tu".

Respondi:" Tenho princípios. Fui educada a respeitar. Os valores fundamentais que eu prezo são educação, o respeito e a humildade. Ah! E a gratidão".

Depois de me dizer que todos os exames estavam bem, que voltava a ver-me dentro de um ano,comentou:" Um ano passa depressa. Parece que foi ontem que te vi. Vejo-te no próximo ano"

Levantei-me.

Ele também, e diz-me: " Dá-me um abraço de bom ano".

E demos o nosso abraço.

Há 14 anos e 7 meses que fiz a cirurgia. Nunca me esqueci desse dia em que, na sala de cirurgias, ele dizia-me: "faz isto, faz aquilo, agora acoloutro... Parabéns. Colaboras muito bem.Nunca tive alguém como tu."

E são palvras como estas que eu esqueço o atraso das consultas.

Quando fui pagar a consulta, disse à funcionária ( só estava uma) que quando as consultas atrasarem, devem informar os utentes do tempo de espera para que, quem chega de manhã e está apenas com o pequeno-almoço, possa ir ao bar e comer alguma coisa.