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não consigo perceber

por Maria Araújo, em 03.11.15

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a mentalidade da maioria das pessoas que não querem fatura  das compras que fazem.

Vária vezes escrevi  e comentei que nem sempre me lembro de pedir fatura, mas se me perguntarem se quero, respondo que sim.

Na caixa do supermercado, um senhor que deve andar pelos 75 anos, foi operário na empresa do meu pai, conheço-o bem, estava a  ser um pouco grosseiro por que uma senhora  se posicionou ao lado da operadora de caixa, e falava de alguém que , porvavelmente, conheciam.

Disse-lhe para se acalmar porque a senhora estava a conversar enquanto fazia o pagamento das compras. Por sua vez,a senhora que estava à frente dele dizia: "parece-me que esta gente não tem o almoço para fazer, não saem do sítio, só conversa e mais conversa".

Quando chegou a vez do senhor e a operadora pergunta-lhe se quer fatura, responde: "Não minha, senhora! Era o que faltava, eles querem controlar o que nós compramos! Não precisam saber da minha vida".

Conhecendo-o eu, meti-me  na conversa e disse que não era bem assim, mas interrompe-me logo: "Um amigo meu disse-me que as finanças foram em cima dele porque gastou mais do que aquilo que recebe. As finanças não têm nada que saber onde gasto o dinheiro. Se as pessoas ganham 500 e gastam mil, dão um passo maior que a perna, logo, eles controlam tudo e lixam-nos a vida."

A minha vez chegou, já eu tinha na mão o cartão do supermercado, o cartão e-fatura, e o multibanco.

Comentei entre dentes: "Não vale a pena argumentar com pessoas  idosas e com ideias retrógradas".

Paguei e trouxe a minha fatura.

 

 

 

 

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queimei o jantar

por Maria Araújo, em 07.05.15

 

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já alguma vez vos aconteceu, à hora de fazer o jantar, estarem concentradas a ler ou a escrever no computador, e quando vão à cozinha vêem que o jantar está esturricado?

Que fazer?

Tens ovos, tens queijo, tens o frigorífico com o necessário para fazer uma salada e pouco mais,não tens pão porque estiveste toda a tarde fora e não passaste na padaria, a carne e o peixe estão no congelador. Pensas: " ao almoço, que raramente faço, consolamo-nos com bifes grelhados com ovos estrelados, está fora de questão comer ovos, vou ao supermecado comprar costeletas, algo que seja rápido de cozinhar", olhas o relógio da cozinha, são 21:05h, o supermercado está fechado, uma pizza ou um frango de churrasco pronto a comer, está a chover, desistes, lembras-te pedir para trazeram a casa mas, e o tempo que demora a chegar?"

Decido pelo que há e mais rápido e prático:"cozer massa espiral, desfiar peito de frango já cozido, cortar cogumelos frescos, fazer um molho com natas e, já está!"

Mas Maria, tem cuidado, não voltes ao tempo em que queimavas o jantar por causa  da teimosia em decifrares os enigmas deste senhor.

Para a próxima, levas o tablet para a cozinha e controlas o jantar.

 

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Eu até dava

por Maria Araújo, em 05.05.15

 

 

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a minha vez na fila do supermercado, que era grandita, à senhora que só queria pagar uma lata de atum e um chocolate, mas quando ela vem sorrateira e pára ao meu lado, olha-me com aquele ar de manhosa e por que é terceira idade e pensa que os mais novos têm de lhe dar prioridade, eu olho-a, ela posiciona-se ente mim e a senhora da frente, e murmura baixinho: "estou cheia de pressa, vou deixar ficar isto", continua a olhar-me, encosta-se a mim, eu afasto-me. Eu estou com pressa porque é hora da fazer o almoço e o que me levou a ir ao supermercado foi a falta de azeite.

A fila não andava, o funcionário da caixa toca a campainha para a colega abrir outra caixa,a senhora pousa as coisas em cima de uma caixa com produtos e volta à carga "eu estou cheia de pressa, vou deixar aqui as coisas", ninguém dizia nada, ela não ia embora.

A funcionária que acabara de abrir a caixa diz: "passem para esta caixa, por favor, por ordem".

Pergunto à senhora que está à minha frente se não quer ir, não me respondeu, e vou eu.

Pago as minhas coisas e, quando tal, vem ela, a senhora resmungona que tinha pressa mas não foi capaz de pedir a quem estava à sua frente para lhe dar a vez na fila.

Eu tinha muita pressa, sim, mas se ela não fosse manhosa, e se me tivesse pedido, eu até dava a minha vez.

Acho  que não vou ter estas atitudes  quando chegar a velha porque sempre soube esperar e se tenho pressa, peço delicadamente autorização para...

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Um pequeno gesto

por Maria Araújo, em 24.02.15

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que esqueço na maioria da vezes que vou ao supermercado, é verificar a fatura.

Raramente vou ao hipermercado PD, tenho o supermercado perto de casa, mas como precisava de ir à Nespresso (ficava a 200 metros de casa mas fugiu para o centro comercial) , levei o carro e aproveitei para comprar o que preciso para um mês.

Há muitas promoções de carne, passo pelo talho, tiro o ticket, tinha 42 pessoas à minha frente.

Fui fazendo outras compras e quando voltei ainda tinha 30 pessoas à frente. Desisti.

Também, azar meu, não tinha uma única moeda para pegar num carrinho para levar as compras até ao meu carro. Quando fui para a caixa tive de meter tudo no saco que levara.

Estava muito pesado, custou-me carregá-lo, mas consegui.

No carro tinha outro saco. Quando cheguei a casa, distribuí as compras, subi só com um e depois iria buscar o outro.

Depois de tudo arrumado, peguei na fatura para fazer o registo na e-fatura na página das finanças e reparei que o preço do arroz que trouxera, em promoção, fora debitado pelo preço sem promoção. Não constava no detalhe poupança imediata.

Espreitei o folheto online e certifiquei-me que sim,  está em promoção.

Liguei para o PD.

Deram-me razão (não entendo por que as caixas não têm o registo da promoção) e agora vou ter de lá ir de propósito desfazer o engano. Deixava passar, mas porque são 0,36 euros de desconto por cada quilo, pondo alguns cêntimos, trago mais dois quilos.

Por que raio não verifiquei a fatura antes de sair do hipermercado? Tenho de estar mais atenta. Já várias vezes isto aconteceu.

 

 

 

 

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Conversas na caixa do supermercado

por Maria Araújo, em 18.01.15

Estava eu a pagar as minhas compras, atrás de mim dois homens, pedintes, um deles com o rosto vermelho das marcas que o alcool deixa ficar, conversam um com o outro sobre o vinho, um deles diz qualquer coisa que não percebi e diz a funcionária da caixa:

" Tenho de trabalhar, o dinheiro não cai do céu. Mas também prefiro trabalhar, não queria estar como "você".

Observo melhor os dois homens. O homem do rosto vermelho das marcas do vinho, havia colocado dois pacotes de vinho tinto no balcão da caixa.

O outro homem, com bom ar, sorriso  fresco e saudável na boca, comentou com a funcionária: "Porque diz que não queria estar como eu?"

Respondeu ela: "Prefiro estar a trabalhar que estar a receber como o senhor, assim do braço"

E eu não via nada de anormal no braço do homem.

E a funcionária, sem ser explícita, volta à carga: "Prefiro trabalhar, sinto-me melhor a produzir,  que estar a receber como o senhor".

Presumo, de tudo isto, que o homem, de sorriso fresco e saudável na boca, recebe o RSI.

O outro, muito calado nada dizia. Pagou os dois pacotes de vinho.

E eu segui o meu caminho.

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A FNAC tem CDs a bons preços

por Maria Araújo, em 07.12.14

Adoro o comércio de rua e como o tempo está propício a vivermos a época natalícia, o frio não impede que as pessoas saiam à rua, vêem-se as lojas cheias, muitas delas com promoções de Natal,

Ontem, na SPF , com excelentes promoções, comprei as prendas dos sobrinhos (como gosto da roupa de homem desta marca!).

Hoje, a Sofia queria ir à FNAC ver os CDs .Tem uma boa coleção de CDs a preços muito simpáticos e comprei um dos ABBA (escutando-o).

Uma vez que estava no centro comercial, aproveitei para comprar algumas prendas nas marcas que não existem nas lojas de rua, para um número restrito de amigas.

Já no centro da cidade, almoçámos na SubWay.

Fomos à H&M (a marca  que sou fã, para todas as idades e gostos) , gostei dos botins  que me parecem ficar bem com saias e vestidos, que estavam no manequim, na montra. Mas não estão à venda. 

Fiquei decepcionada (é regra da marca, o calçado em exposição nos manequins não é comercializável).

A funcionária, que conheço muito bem, indicou-me uma das prateleiras onde tinha os botins que chegaram recentemente.

Eu vestia jeans, obriguei a minha irmã a tirar a meia-calça que vestia, para eu as vestir e experimentar como ficavam os botins e MAC, gostei e comprei o modelo igual a este, mas em pele.

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Andamos o resto da tarde a finalizar as compras de Natal e acabamos no Pingo Doce onde comprámos o bacalhau para a ceia, com 25% desconto. E tivemos uma poupança de cerca de 18 euros.

Penso que não me esqueci de nada, já não me preocupo com as prendas.

A árvore está pronta há três dias, falta comprar ramos de abetos para os arranjos da mesa e para louceiro da cozinha, e fazer os embrulhos com papel, fita, ramos e cartões, que nas lojas não fazem (limitam-se aos sacos, raios).

Tenho dois grande jerimús que me ofereceram, para cortar e congelar.

Acho que vou procurar uma receita de doce, encher uns quantos frascos e oferecer às amigas.

 

 

 

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Recuso-me a dar uma "esmola"

por Maria Araújo, em 08.04.14

 

às pessoas que pedem na entrada dos supermercados, quase sempre do PD.

Durante muito tempo, era um rapaz, com bom ar, que chateava os transeuntes que passavam na avenida principal, sempre com ar simpático e dizia: "Olá! Está boa? Se puder dê-me qualquer coisinha", acompanhando-(n)os até  à entrada do supermercado, com uma conversa de chacha, até chegar a "é melhor pedir que roubar".

Um belo dia de chuva, quando saía do supermercado, decidi ir pelo lado oposto para espreitar uma loja que tem num pequeno centro comercial.

Quando dei a volta, junto ao banco, aparece o fulano à minha frente e resmunga: "julga que me engana? Veio dar a volta para evitar dar-me alguma coisa."

Fiquei tão fora de mim, que respondi: "não tem nada com isso, e dou-lhe alguma coisa se quiser e quando eu quiser!" e continuei o meu caminho.

A partir desse dia, nunca mais lhe dei nada (cheguei a dar duas ou três vezes).

O rapaz desapareceu do seu "poiso" (fala-se que foi preso).

Ora o lugar foi ocupado por outro rapaz, tão apresentável quanto o outro, nos seus 30tas e pouco.

Quem vai ao supermercado quase diariamente, é confrontado pela lenga-lenga deste novo ocupante: " Senhora, pode dar-me qualquer coisinha? Obrigado" (diz sempre obrigado, quer se dê ou não).

Acontece que o fulano conhece bem quem não dá esmola ou outra coisa qualquer . Uns passos depois de passarmos perto dele, resmunga entre dentes, até que, uma das vezes, percebi isto: " Foda-se, ninguém dá nada".

Eu não dou conversa. Chegou o outro para me/nos  chatear a paciência.

Raramente dou dinheiro. Se me pedirem algo para comer, sim, dou, mas normalmente, querem a moedinha.

Faço muita solidariedade enviando alimentos e/ou donativos para esta instituição sem fins lucrativos, várias vezes referida aqui no meu cantinho.

Concluo o meu post, com outro aqui relatado pela minha querida blogger Roupa Prática ...um caso mais que evidente que, infelizmente, as pessoas querem dinheiro

 

 

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"Há pessoas que enfim, são... não são nada. É que nem encontro neste momento nada para qualificar.

Fui ao supermercado comprar umas coisas que tinha em falta. Quando chegava junto ao carro (encontrava-se mesmo em frente ao supermercado), sou abordada por um individuo, que com um ar triste e cabisbaixo diz que estava com fome e se não lhe dava algumas moedas para ir lá dentro (supermercado) comprar alguma coisa para comer. Como dinheiro em mãos não dou, olhei para as minhas mãos, numa tinha um saco com legumes e fruta, noutra pão e leite, avancei com o saco do pão e leite e dei-lhe. Ele ficou sem reacção, hesitou, mas depois acabou por aceitar. Encolheu os ombros e eu devolvi-lhe com um sorriso. Ele vai-se embora e eu coloco o saco no carro e vou outra vez lá dentro (supermercado) comprar o que tinha acabado de dar. Ora qual não é o meu espanto, quando vejo o individuo a meter o saco, o saco que tinha dado com todo o desprendimento ao lixo. Nem queria acreditar no que via. Ele assim que se apercebeu que era a pessoa que lhe tinha dado o saco sai a correr. Fiquei azul. Fiquei, nem sei... Fui a rezar lá para dentro do supermercado... O segurança vem ter comigo e diz que tinha visto tudo o que se tinha passado e que esse homem faz ponto ali. O que respondi ao segurança é o que interiorizei para o meu íntimo: foi a última vez que dei seja o que for a alguém da rua. Depois ainda dizem que há pessoas insensíveis e mais-não-sei-o-quê. Também com gente assim...  Mas pode estar a goelar-se, nem quero saber. Por um (ou uns) pagam todos. Mas de idiota, nunca mais me fazem."

 

 

 

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Fui ao Pingo Doce fazer umas compras (lembrei-me que havia prometido nunca mais lá entrar, mas depois aconteceu algo que me fez reflectir e decidi voltar). Com um espaço de refeições alargado há algum tempo (eram muitas as pessoas de 3ª idade que lá almoçavam a um preço razoável, principalmente ao domingo), a venda de refeições para fora era considerável (nunca comprei, mas via-se as filas), hoje, estranhei: "Ninguém a almoçar?! Ou será cedo ?!" Confesso que sai de casa sem saber que horas eram.

Cheguei a casa, fui pôr as compras na cozinha, olhei o relógio:"13:45h?", inquiri-me.

E pensando no espaço de refeições Pingo Doce conclui: "os Portugueses não têm dinheiro. Os Portugueses já não podem ter aquele pequeno prazer dominical de ir à missa, entrar num restaurante acessível onde conviviam com outras pessoas da sua idade, e desfrutavam de uma refeição mais avantajada ".

Lembro-me bem de ver o espaço Pingo Doce cheio.

Agora, não há ninguém.

A pobreza está em Portugal.

Imagem retirada daqui.

 

 

 

 

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