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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

de novo na caixa do supermercado

Maria Araújo, 23.10.20

Na próxima semana, o cemitério de Braga vai limitar o número (250) de pessoas que vão limpar  as campas dos seus familiares.

Ora pensando  eu que já na próxima semana vai haver um número substancial de pessoas que vão querer antecipadamente fazer esse  trabalho, decidida a ir na segunda de manhã cedo, pensei melhor, e fui hoje.

Ontem, no supermercado, tinha visto uns vasos com flores, que aguentam a semana e os Santos, lembrei-me de comprar dois e deixá-los hoje.

Além dos vasos, escondido no meio dos ramos de flores estava um de pequenas margaridas brancas. Adorei as flores, trouxe-o.

Fui para a caixa fazer o pagamento ( a funcionária não me deixou colocar as coisas no tapete sem antes o desinfectar, gesto que raramente vejo nos outros supermercados e mesmo no hipermercado) estava a tirar o cartão, pergunta-me: "

- Não quer comprar uma lotaria de Natal?

Fiquei a olhar para ela e comentei:

- Então também vendem lotaria? Eu até costumo comprar,mas ainda não me tinha lembrado que estivesse já à venda.

Está bem, levo uma.

E a funcionária ficou contente por vender a cautela. E depois de lhe dizer que a factura é digital, diz-me:

- Não queira digital. Leve em papel porque se lhe sair alguma coisa, tem a prova de que comprou aqui.

E é isto.

Agora até no supermercado se vende lotaria.

Quando tal, chegam as raspadinhas.

Fui ao cemitério, lavei as campas, pus os vasos com as flores, as margaridas na jarreira.

Os vasos de plástico eram fracos, passei numa loja de plantas ( vira uns modelos giros e baratos, a semana passada, quando comprei uns vazinhos de amores para nos vasos da varanda), comprei dois em preto.

Depois do almoço,voltei ao cemitério.

Isto para vos dizer que, quer de manhã, quer de tarde, muitas pessoas fizeram o mesmo que eu.

Foram lá hoje.

E encontrei a minha amiga N.

 

nas caixas de pagamento

Maria Araújo, 21.10.20

Ontem, na caixa do supermercado, as compras no saco, e pronta para pagar, a funcionária mostra-me uma embalagem de produto de cosmética, de rosto, marca da casa, e pergunta se quero experimentar, que é um bom creme.

Respondi que não queria, que uso outras marcas, que se quisesse procurava na prateleira.

Posou-a no sítio.

Não concordo, nem gosto, que estas empresas de produtos alimentares ponham as funcionárias das caixas a fazer o que as pode deixar acanhadas.

Eu ficaria, com toda a certeza.

Hoje, fui ao hipermercado procurar isto ( já que fazem tanta publicidade,faço o que posso para evitar usar plástico), para experimentar.

Passei na loja de produtos para animais, não entrei enquanto não saíram pelo menos dois dos cinco clientes que estavam lá dentro, reparei que na caixa estavam pendurados um sacos reciclados, com figuras estampadas de animais e pessoas, faziam publicidade solidária à casa, com o preço 3,50 €.

Fui à prateleira buscar o que queria, na altura do pagamento a funcionária pegou num saco e perguntou-me se queria aderir à campanha solidária, explicando em que consistia.

Respondi que tenho ( e é verdade) uma boa quantida de sacos de pano reciclados que uso constantemente quando vou às compras, que sou solidária de outra forma.

Ora bem, eu ajudo sempre que posso e quero, e os animais estão em primeiro lugar,mas acho os sacos caros e tenho a certeza de que sempre que fosse à loja comprar ração para a minha gata, ia esquecer-me dele, logo a minha solidariedade ficava em casa. E não comprei.

A propósito de solidariedade, há quatro meses que ajudo uma amiga a solucionar o que a Câmara/ Agere não resolve, e que é esterilizar as gatas que andam aos montes pelos quintais ( e no cemitério).

 Fez um acordo com uma veterinária de levar uma ou duas gatas a cada mês para esterilizar( são dez) muitos dos gatinhos que nascem, morrem.

Como ela não consegue suportar uma despesa tão grande, pediu ajuda às amigas,até porque também gasta muito dinheiro em alimento... e os muitos gatos que andam pelos quintais, fica com o coração triste sempre que vê as gatas prenhas.

No primeiro mês, arrecadei da minha familia uns bons euros,deu para resolver pontualmente duas ou três esterilizações.

Depois, com o dinheiro que mensalmente lhe dou,e mais algum de outras amigas,vai gerindo este processo conforme pode.

Não sei como está a situação, prometi que, da minha parte, todas as gatas serão esterilizadas.

Não menosprezando a campanha referida, prefiro a solidariedadeque presto à minha amiga.

As gatas esterilizadas:

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constatação

Maria Araújo, 16.10.20

Fui a um dos supermercados aqui da zona, estavam duas caixas abertas, uma fila não muito grande em cada uma delas, entraram dois grupos de jovens da escola secundária que vão comprar alguma coisa para se alimentarem ( desde a pandemia acabaram as pizzas congeladas e os micro-ondas para as aquecerem e onde faziam as refeições na esplanada da cafetaria).

Passam à minha frente, procuram a fila mais pequena.

A pessoa que estava à minha frente tinha o cesto cheio, deixei-me ficar atrás da marca,os jovens decidem ir para a fila da outra caixa. Entretanto, a  pessoa à minha frente  pôs as compras no tapete, foi para o fundo da caixa, eu dei uns passos para ocupar a marca no chão que me separava dela.

Ainda na fila do lado, reparei que os cinco jovens, além de não  seguirem as regras de distanciamento,  estavam em algazarra e a poucos centímetros do senhor que estava à sua frente. Não sei se este deu pela aproximação, se não quis dar importância, resolvi meter-me.

Sem sair do meu lugar, perguntei-lhes se achavam que estavam a cumprir as regras de distanciamento e as marcas no chão.

Olharam para mim, perguntou-me um deles: " o quê?"

E repeti.

A resposta foi, virarem-me as costas e ficarem calados.

Entretanto, um funcionário abriu outra caixa, despachou os jovens.

Também já reparei que neste supermercado as (os) funcionárias (os) das caixas nunca desinfectam as mãos nem limpam o tapete rolante.

E que eles são muito mais atenciosos do que elas.

Se faço algum reparo, elas reagem mal, quer tenham razão ou não.

Gosto e vou de lá porque é um supermercado arejado, sinto-me mais segura.

 

 

 

aceitava o erro, e pedia desculpa

Maria Araújo, 16.08.20

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fui ao Continente Bom Dia aqui da zona, passei na padaria, escolhi o pão. Há algum tempo que deixou de haver funcionário a atender, são os clientes que se servem, o que de certa forma é negativo uma vez que o cliente tira o saco de papel, se vier um colado ao outro e cai ao chão, deixa-o ficar, depois calcado por quem passa. Irrita-me, porque eu tenho o cuidado de separar antes de tirar da prateleira.

Ora, apeteceu-me levar natas para o lanche. Não havia na secção da padaria, depois de comprar o que queria (também deixou de haver atendimento personalizado na secção de charcutaria, está agora tudo embalado. mais consumo de plástico! que raiva!) passei pela cafetaria, pedi duas natas.

Perguntei se era pago lá ou na caixa, a funcionária disse-me que era lá. Vinham numa embalagem de plástico, dirigi-me à caixa.

Pus algumas compras no tapete, ao mesmo tempo que me baixava para tirar o que faltava e pondo a embalagem das natas disse: " isto está pago".

Já em casa, e recebendo a factura digital, peguei no telemóvel e vi que tinha mensagem no mail, não sei o que me levou a verificá-la, reparei que estava registado 0,70€ de duas natas. E eu tinha pago 1,80€ na cafetaria.

Decidi ir ao supermercado desfazer o engano. Não pelo valor,  mas porque na cafetaria não me deram o talão de pagamento,  achei que estava no direito de reclamar, deveria resolver de imediato o assunto.

Fui directamente à cafetaria, a funcionária era a que me atendeu, expliquei o que se passou. Não questionei o preço porque sabia que lá é mais caro,mas o porquê de na padaria a unidade custar  0,35€, uma vez que a diferença era muito grande.

A resposta foi que os fornecedores são diferentes (e eu convecera-me que eram confeccionadas lá ou no hipermercado), chegam preparadas para irem ao forno e pô-las à venda.

Acompanhou-me ao balcão de apoio  ao cliente, sem ninguém no momento, chamou alguém, veio a funcionária que me atendera na caixa.

Não sei o que a levou a ser antipática comigo. Talvez não quisesse reconhecer perante a colega de que se enganara. Depois de explicar o que se passara, ela achava que eu era a culpada: que eu devia ter dito que as natas estavam pagas.

Fiz o reparo que o dissera no momento que me baixara para pôr mais compras no tapete ( reconheço  devia ter dito quando as pus no tapete, mas foi espontâneo) insistia que não, que nãodisse nada, ao que ela repentinamente e contrariada, comenta: "com a máscara não se percebe o que diz"

Quando eu lhe disse que os bolos da padaria são os cliente que tiram e vão para um saco de papel, a colega confirmou, mas ela não aceitou o que a outra disse. Dizia que nem sempre é assim, tentando convencer-me que a culpa era minha.

Insisiti que não tinha culpa de nada, que não reclamava pelo valor mas porque paguei duas vezes o mesmo produto, e que eu desconhecia que as natas vendidas num lado eram diferentes e mais caras que no outro.

E quando me saiu da boca que perante isto nunca mais comprava bolos, de forma agressiva, e ofendida, disse que eu estava a insistir no mesmo, para me calar.

Não dava o braço a torcer, foi muito antipática, até que comentei que tenho em boa consideração o trabalho delas, mas que ela tinha de entender que o erro não era meu.

E resmungava que eu não me calava, eu pedi desculpa e disse que ela é que parecia não querer aceitar o erro.

Nervosa, deu-me o talão da devolução e os 0,70€. E a colega permanecia calada.

Tudo poderia ser  mais simples se ouvindo a confirmação da colega de que eu pagara as natas,dizia: " desculpe, não reparei,corrijo o erro".

Conclusão a que cheguei: ela ficou ofendida porque eu fui primeiro à funcionária da cafetaria explicar o que se passou e como esta quis acompanhar-me ao balcão de apoio ao cliente, não quis ficar mal diante da colega.

E saí de lá sem que ela tivesse pedido desculpa pelo erro, uma única vez.

 

a segurança e a distância nos supermercados

Maria Araújo, 30.07.20

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imagem daqui

 

todos os supermercados Pingo Doce aqui da área são pequenos.

foi durante a pandemia que escolhi o Continente Bom Dia, a poucos metros de casa, por ser maior e inspirar-me mais confiança em termos de segurança.

a última vez que fui ao Pingo Doce, teria sido em finais de Fevereiro.

a semana passada, passei por um destes supermercados, entrei para comprar pão.

neste curto espaço de tempo, verifiquei que a distância entre as caixas e as prateleiras dos produtos é mínima, logo, as pessoas não têm como manter a distância, posicionavam-se nas filas como antes da pandemia.

ontem, voltei ao Pingo Doce da área onde resido, um pouco maior e com mais espaço para os clientes fazerem fila, mesmo que junto às prateleiras. 

estava com a minha sobrinha, ela foi para uma caixa, eu fui para outra.

observei as marcas  de distânciamento no chão, só existe uma junto a cada caixa.

as pessoas acumulam-se, não querem saber se há marca ou não, as funcionárias não chamam à atenção aos cliente que devem manter-se atrás da marca e com a devida distância entre si.

estava eu junto à marca, esperava que a cliente que estava do outro lado da caixa pagasse, pegasse nas compras e saísse dali, aguardava também autorização da funcionária para passar para lá.

pus as minhas, que eram apenas três, no início do tapete.

uma senhora aproximou-se de mim,  empurrou as minha compras para a frente e colocou  as dela.

olhei para trás, ela distanciava de mim poucos centímetros.

não lhe disse nada, quis perceber como funcionava neste supermercado, as regras de segurança.

o tapete levou as minhas compras , e as da senhora, também, até à funcionária,  avisei esta quais eram as minhas.

estava a pagar, a senhora estava a uma distância mínima de mim.

esperei que a funcionária lhe dissesse alguma coisa, mas não.

e a minha sobrinha advertiu-me que devia sair dali rapidamente porque a outra estava muito perto de mim.

respondi que eu estava bem, ela é que não conhece as regras de segurança.

percebi que há supermercados que higienizam o tapete das compras,aqui não.

também esperei que o segurança do supermercado  alertasse para o distanciamento.

percebi que nesta cadeia de supermercados tudo é como dantes.

não tenciono lá voltar, não me dá  confiança suficiente.

no Continente Bom Dia  os funcionários estão atentos a tudo, dá-me confiança, é  mais seguro.

quando saio de carro para fazer compras, os supermercados que costumo procurar fora desta área de residência e que mais confiança tenho,são o SuperCor,o Froiz e o Mercadona.

 

 

assim não!

Maria Araújo, 11.03.20

Sabemos que o povo português, em tempo de crise, corre para os supermercados para abastecer a sua despensa não vá o diabo tecê-las,  é o salve-se quem puder, esvaziam as prateleiras,

Hoje, alguém contou-me que no supermercado onde costuma fazer as compras, havia filas para as caixas, os carrinhos estavam cheios, aqueles que tinham poucas compras para pagar, impacientemente esperavam pela sua vez....Uma senhora, com o carrinho cheio de tudo,  levava doze garrafas de azeite.

Assim não!

Ao final da tarde, passei no supermercado, trouxe bacalhau, lenços de papel, esgotados noutro supermercado onde gosto de os comprar, não há álcool. As prateleiras continuam abastecidas do que nos faz falta. E esqueci-me do azeite.

Contudo, contrariamente ao normal, este supermercado raramente está cheio( há os da concorrência bem perto), tem no máximoduas caixas abertas. 

Hoje, além de a clientela ser numerosa, os carrinhos iam cheios, faziam filas paras as quatro caixas abertas.

Nesta altura complicada para todos, comprei o suficiente para passar duas ou três semanas dentro de casa, se tiver de ser.

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