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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

ffffff!

Maria Araújo, 19.02.21

quando o sobrinho neto vem cá para casa, a primeira coisa que faz, quando entra, é procurar a gata.

normalmente está no sofá da sala, mas há vezes que vai para o cesto, na marquise, outras no quentinho do edredom da minha cama.

a minha gata pressente quando ele vem para cá, vê-me preparar os brinquedos que tenho. quando ele entra, foge da sala para o cesto.

a gata detesta pessoas cá em casa, ocupam o seu território, quando vê alguém bufa.

o miúdo tinha algum receio dela, mas com o tempo ele foi-se aproximando dela. e ela  foge.

ele aprendeu a fazer o gesto e o som dos gatos quando bufam. e se antes era a gata que bufava, de há algum tempo para cá, é o contrário. vai à procura dela, vê-a e levantando as duas mãos faz  "ffff!" .

e dá-me uma vontade de rir vê-lo  fazer o gesto ao mesmo tempo do som.

a manhã de hoje foi andar atrás da gata. uma dada altura, ela arriscou,saltou do cesto e aproximou-se dele .

e ele quase lhe fez festas, mas eu  evitei. é que a minha gata é desconfiada e para se defender levanta logo a pata para arranhar( faz isto comigo).

mas ele, que gosta de desafios, continuou a aproximar-se dela, até que uma dada altura, ela estava na varanda, o miúdo espreita pela porta, vinha ela para lhe lançar as garras.

eu agi de imediato.

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tudo isto para dizer que adoro, mas adoro mesmo, vê-lo provocar a gata  fazendo  "ffff!" e levantando as mãozinhas.

até que consegui uma fotografia.

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Sol!

Maria Araújo, 12.02.21

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Hoje de manhã, fui com o meu sobrinho neto passear pelo quarteirão.

Subiu e desceu as escadas do café fechado, pôs os pés nas poças de água, andou atrás dos gatos, foi uma hora de relaxe.

Estou grata por este dia de sol e de nuvens, que me fez sair de casa com a criança.

É tempo demais uma criança em casa, sem o convívio dos colegas, as actividades da escolinha.

Eu faço o que posso mas, à noite, o cansaço é muito.

E a minha gata tem-me dado cabo da cabeça de manhã cedo,ainda noite.

Hoje, quis ir para a varanda.

Vou deixar a porta aberta para testar se não me chateia mais.

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E adormeço por nada.

 

 

Novembro de Primavera

Maria Araújo, 19.11.20

é o tempo que tem feito cá na cidade, há alguns dias. calorenta que sou, não caí na asneira de vestir a parka de penas, vesti uma camisa, a parka de primavera  andou atada à carteira, à excepção no final da tarde, mais fresca, estamos em Novembro não é?, tive de a vestir.

precisava de umas coisinhas da Primark, loja que não ia desde inícios de Fevereiro, pensei que a hora do almoço seria a melhor, mas se tivesse fila, estava fora de questão entrar.

depois de almoçar, fui de carro, a meio do caminho, e com o tempo que fazia, comentei para o meu decote que devia ter ido a pé.

cheguei à loja ainda não eram duas horas, não havia fila, entrei.

pouca pessoas dentro da loja, os expositores têm bastante espaço entre si, não há cruzamento de pessoas, há setas para seguir. foi preciso a pandemia para ficar com melhor apresentação e aspecto de loja, não de feira.

de certa forma,em todas as lojas, e no centro comercial, as setas vieram trazer uma melhor organização ao espaço, que fique para sempre.

comprei as comisolas que gosto de usar por baixo das camisosas de lã, um fato treino do batman para o sobrinho neto ( tem ginástica no colégio)  mais um não é demais, com a chuva a mãe vai muitas vezes secar a roupa à lavandaria self-service, e comprei umas pequenas decorações de Natal.

quando saí da loja,reparei que havia uma fila, não muito grande, mas o suficiente para as pessoas esperarem uns quantos minutos. 

segui para a loja Kiko, comprei uns produtos de maquilhagem ( a pandemia faz-me gastar dinheiro nestas pequenas coisas, já que gastar em roupa, estou a zero, porque não preciso).

pensei passar na Tiger, desisiti, não me apetecia perder mais tempo por lá.

às três horas, estava a tomar café em casa.

acabei de pintar este móvel, ficou um resto de tinta que dá para pintar uma cadeira. ontem, passei a lixa para tirar a cera, hoje, o primário, amanhã, aplico a tinta branca.

fui buscar o menino ao colégio, combinei com a mãe esperarmos por ela no final da aula, no ginásio.

o miúdo ( 3 anos)  conhece o caminho para a Brasileira, fizemos a vontade, tivemos que nos sentar para ele comer um bolo ( os primos cariocas também adoram a Brasileira, quando estão cá, é lugar garantido para lanchar) e neste final de tarde,com a temperatura que estava, foi bom desfrutar da esplanada.

era hora de o menino jantar, tomar banho, e dormir. regressamos a casa,mas ainda quis ver a água que cai da fonte no Largo de Santa Cruz.

ele gosta que eu vá para casa dele, choraminga se não entro no elevador, choraminga se venho embora quando está a comer, arranjo uma estratégia: dar de comer à gata, comprar iogurtes no supermercado, ou o " amanhã vou buscar-te ao colégio".

e fica bem.

 

o meu sobrinho neto

Maria Araújo, 14.01.20

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Tem dois anos, é um menino dócil, alegre, malandro.

Na creche, os coleguinhas da sua sala adoram-no. 

Não os conheço.

Ontem, o D e o V  encontraram-se à porta da creche, foram de mãos dadas para a sala.

Se o vêem na rua, ou qualquer outro lugar, com a mãe ou comigo, como já aconteceu, chamam por ele. E o V ri-se.

Se for a MJ, chateia o pai porque quer dar-lhe um beijinho.

 

 

 

do meu dia

Maria Araújo, 03.05.19

Mãe e filha sentadas achavam graça ao miúdo que se ria para elas, dava meia volta para mais um passeio no corredor.

Esta criança porta-se muito bem. Por vezes, uma birra porque fica impaciente, mas não é de gritos.

De repente,  aquela mãe pergunta-me a idade do meu filho.

Respondo que não era a mãe, que não tenho idade para ter um bebé.

Comentou que há mulheres que são mães numa idade tardia, e que eu passava por mãe dele.

No meu íntimo gostei e sorri,  mas as marcas no meu rosto mostram que era impossível ser a mãe deste bebé.

O cabelo do meu sobrinho neto estava muito comprido, sem corte. 

A mãe saía mais tarde do trabalho, perguntei se podia levar o miúdo à minha cabeleireira. 

Peguei no telemóvel, pedi desculpa por ligar neste dia de fim de semana, o trabalho é intenso, mas se fosse possível cortar-lhe o cabelo  ( a primeira vez na minha cabeleireira) que marcasse uma hora, a melhor para ela(s), que ia buscá-lo  ao colégio a meio da tarde. 

E a resposta foi que fosse  directa do colégio para lá, atendia-me por volta das 17:45h.

Antes da hora, lá estávamos nós.

Esperamos cerca de dez minutos, o bebé foi atendido.

Portou-se tão bem!

A P tem um menino.

Foi a S que cortou o cabelo. Ela é mãe de uma menina. Tem muito jeito para as crianças. 

Elas ficaram babadas com o meu sobrinho neto.

Ganharam um cliente.

Foi a primeira vez que o levei a cortar o cabelo.