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cantinho da casa

cantinho da casa

Mãe

O meu sobrinho neto, 4 anos e meio, costuma chamar a mãe de mamã.

As minhas sobrinhas sempre chamaram mamã à minha irmã.

De quando em vez, converso com ele, no carro, sobretudo quando o levo à natação e/ou ao colégio, e tanto uso a palavra mamã como mãe.

Há uns tempos que ele vem dizendo mãe.

Ora, como no colégio dão muita importância à  criança e à família,  fazem a festa do dia do pai, da mãe, da criança, e outras; levam as crianças ao parque, ao jardim, à quinta, à praia ( está a chegar a época) percebi que talvez a educadora falasse na mãe, porque  são, agora, poucas as vezes que ele chama de mamã.

No dia um deste mês, a minha sobrinha enviou-me vários vídeos da festa do dia da mãe.

Num deles, as crianças, à vez, diziam, ao microfone, pequenas frases dirigidas às suas mães. "Mãe gosto de ti", Mãe adoro-te", "Mãe és a melhor mãe do mundo "...

Quando chegou a vez do meu sobrinho neto, com o microfone na mão e com a voz emocionada mas toante disse: "Mãe!" e com a mão  atirou um beijo.

Todas as mães aplaudiram.

E eu, sempre que vejo o vídeo, choro.

 

um dia cansativo

porque acordei cheia de dores nas pernas, mas não foi de dançar neste carnaval, não.

Foi da aula de Pilate de ontem. 

O cansaço era semelhante às caminhadas que se fazem na montanha. Sei porque em tempos as fiz.

A sobrinha trabalhou, eu e a minha irmã levamos o sobrinho neto a passear pelo centro da cidade.

Uma dada altura,  quis que a tia avó se sentasse no triciclo para ele o empurrar.

A minha irmã é  levada da breca para a brincadeira, fez o que ele quis.

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Entretanto, à tarde, a chuva veio em boa quantidade, fomos para casa da sobrinha brincar com ele.

Amanhã, volto à aula de Pilates.

E ando muito triste com esta guerra na Ucrânia.

 

 

o fim de tarde dele

Fui buscar o sobrinho neto ao colégio, disse-lhe ( tem três anos e meio) que tinha uma surpresa para ele: o parque infantil que ele muito gosta, abriu ( óbvio que para ele o parque era espaço relvado,com escorrega, da igreja onde brinca desde que o grande fechou em Março de 2020).

Quando viu o portão aberto e  muitas crianças que brincavam, correu pelo parque em direcção ao escorrega, foi a alegria dele.

As crianças estavam sedentas deste parque, passavam à frente do meu pequenote para subirem o escorrega. 

Depois, viu uma bola de uma criança, que teria um ano, o irmão mais velho andava também na brincadeira, o meu sobrinho quis a bola,chorava porque eu dizia que não era dele.

Andava atrás do miúdo mais velho, teria onze anos, agarrava-lhe a mão porque queria que jogasse à bola com ele.

Foram duas horas de brincadeira.

Era hora de regressar a casa, não queria sair dali.

Um pouco de colo da mãe, a coisa passou.

Amanhã há mais.

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ele adora a piscina e o mar

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À terça-feira, vou buscá-lo  mais cedo ao colégio, sigo para um ginásio com piscina nos arredores da cidade.

O miúdo delira com a água.

Na foto, tinha atirado a bola e ia apanhá-la.

Nunca quer vir embora.

Enquanto o visto, e para não resmungar porque quer voltar para a água, come um lanchinho que levo.

No fim de semana fomos à praia, ele teve de ir ao mar molhar os pés..

Na piscina é a água é uma excelente terapia para as crianças.

 

 

 

 

sobre o lagarto

A maioria das casas do  condomínio estiveram alugadas três meses, quem lá estava saíram na passada semana, e porque acabou a proibição de sair do concelho, fomos  à praia. 

O miúdo estava a precisar de liberdade, de brincar na areia,de jogar à bola, o dia estava agradável,saímos depois do almoço e da sesta dele.

Sabíamos que a empresa de limpeza ia hoje limpar a casa, mas como não tencionavamos ficar, queríamos abrir  as janelas e deixar entrar ar na casa.

Mal entramos em casa, pareceu-nos que estaria alguém. Na sala  havia indícios, e a minha reacção foi perguntar em voz alta:  " está alguém cá dentro!"

Como ninguém respondeu, e fora de casa, de imediato a minha sobrinha ligou à irmã.

"Não há problema,não está ninguém em casa, já saíram, podeis ficar aí."

Voltamos a entrar, abrimos as janelas, fomos para a praia.

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Tinhamos levado um lanche para o comermos no terraço da casa, virado para o sol, saímos da praia.

Cansado de rebolar na areia, e de jogar à bola, o menino queria colo, mas pesado que está, e para o distrair, ele ia chutando as pinhas velhas caídas no caminho.

E foi então que dei de caras com um grande lagarto, o primeiro grande lagarto que vejo naquela zona de pinhal (pensei logo se no muro da casa da minha sobrinha não haverá lagartos destes. Que arrepio!) . Parei e alertei a minha sobrinha, que ia junto ao muro.

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Ficamos impressionadas com o comprimento do lagarto. Arrepio-me quando vejo os pequenos,quanto mais este!

Mas parado que estava no muro, olhando-nos nos olhos, peguei no telemóvel e antes que fugisse, e com calma, tirei a primeira fotografia. Depois, ele andou um pouco mais, ficou mais visível, aumentei o zoom e, click!

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O lagarto fugiu, e por entre as folhas do muro, parou de novo. E foi-se embora.

Publiquei a fotografia no Instagram, tive o comentário de uma amiga, que vive na aldeira, que respondeu que "Primo dos que tenho aqui em casa. Só aparecem na Primavera/ verão"

Depois tinha o da minha sobrinha, que escreveu:" a  existência  desses lagartos é um bom sinal"

Esta comentário levou-me a pesquisar sobre no  que estes répteis poderiam ser bom sinal.

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Curiosa com o comentário da sobrinha, fui procurar algo sobre o símbolo do lagarto e descobri neste link, um texto muito interessante sobre a importância que a natureza tem, e de uma forma subtil, de comunicar connosco.

Então algumas das características do lagarto e o que podem representar na nossa vida, isto porque há umas quantas semanas que tenho andado mais fechada para os outros, tenho pensado na minha vida e dos meus familiares ( daí as noites mal dormidas), no que posso fazer para afastar o que me perturba, no que é possível fazer para que a vida tome o seu ritmo, sobretudo  enfrentar os medos e escutar o meu coração, que nem sempre escuto e o que ele me diz, e depois lamento-me.

É um texto que encaixa muito bem no que temos vivido desde 2020, e que nos pode ajudar a repensar as nossas vidas,melhorar os nosso comportamentos, procurar realizar os nossos sonhos...

"Eles são animais antigos da época dos dinossauros, o que nos fala sobre a ancestralidade. Em algumas nações nativas acredita-se que o lagarto tem a capacidade de nos colocar em contato com nossos ancestrais. São animais de natureza escorregadia que permite escapar com certa facilidade de seus predadores, o que nos aponta a ideia de que são seres adaptáveis e que também nos fala sobre a rapidez. Por outro lado, eles possuem a característica de ficar longos períodos de tempo expostos e imóveis ao sol, símbolo do êxtase contemplativo. Muitas culturas nativas consideravam esses seres superiores a outros animais. Na bíblia ele é citado como sábio entre os sábios. Mas curiosamente, esse símbolo representa a humildade e a procura da luz."

"Quando são capturados pelos predadores eles possuem a capacidade de perder a cauda para poder escapar deixando. O predador confuso e lhe dando tempo para fugir. A cauda se regenera com o tempo, o que nos fala de um enorme sacrifício feito para a sobrevivência. Este ato é símbolo máximo da capacidade de se regenerar e que, simbolicamente, nos faz refletir que nós somos capazes de fazer o mesmo. A nova cauda simboliza crescimento e renascimento."

"As pessoas que encontram esse símbolo podem possuir características de repetição e se encontrar vivendo os mesmos ciclos. A dificuldade de sair desses ciclos, pode estar relacionada ao medo de rompimentos.  

Em contrapartida, o símbolo desse animal que cruzou nosso caminho nos diz também que somos seres muito sensatos ao enfrentar os medos e que também nossa energia pessoal se nutre na capacidade de (re)criação. Que possamos refletir se estamos entrando no mesmo ciclo mais uma vez.

Se esse animal apareceu, é chegada a hora de um profundo exame de consciência. Ele nos convida a olhar para dentro de nós mesmos e meditar sobre e o que está nos conduzindo ao longo do caminho?

 

Ele nos convida a sair da rotina e começar a imaginar uma nova realidade, como alternativa para conseguir romper com o lugar que nos encontramos. Ele nos traz a mensagem que todas as novas coisas nascem dos nossos sonhos. Falando, portanto, do otimismo, do sonhar, refletindo sobre o passado, sobre a sobrevivência, trazendo questões de transformações, coragem em caminhar para frente em tempos difíceis, deixando coisas velhas e criando coisas novas, em acreditar na renovação e na adaptação ao novo.

Em um aspecto mais profundo sobre esse símbolo podemos dizer que ele nos fala sobre lidar com os lados sombrios da realidade, nos quais os sonhos são reelaborados antes de se manifestarem no plano físico. Assim, se o lagarto apareceu ele está oferecendo ajuda a ver na escuridão, entre medos, anseios e coisas que mais nos faz nos debater.

Em nossa busca pela verdade interior é possível que tenhamos que desapegar de coisas superficiais e abordar questões e feitos que nos fazem sentir incomodados. Para compreender nossos sonhos é preciso focar e escutar o que nosso coração está realmente dizendo. Aprendendo a confiar nele.

 

do regresso

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( como ele sobe e desce no escorrega)

 

Segunda-feira abriram os colégios, as creches e as escolas do 1º ciclo. O frenesim nas ruas é  muito, as crianças do 2º ciclo aproveitam, também, para sair de casa.

Ontem, num mini-parque da igreja desta freguesia, andavam elas a brincar com os mais novos, apoderaram-se do escorrega, da ponte, era uma algazarra que nos impediu de deixar o nosso pequenote de brincar no escorrega.

Jogou a bola com a mãe, naquele pequeno espaço relvado, que tem ao lado das diversões.

Quando todos se afastaram, estava na hora de regressarem a casa, o meu sobrinho neto subia e descia o escorrega. Depois, jogámos à bola com uma menina brasileira, muito educada e delicada, que passava a bola para os pés dele, como quem diz: "a bola é tua,não posso abusar". Fomos os últimos a sair daquele espaço.

Agora que as crianças voltaram à rotina dos colégios e escolas, eu tenho mais tempo para mim, voltei ao ginásio via APP,  que muita falta me fazia... É que, entretanto, engordei...finalmente!

Mas tenho saudades das aulas presenciais, do bocadinho da manhã para tomar o café no bar do ginásio e deixar-me ficar ali a ler os blogues no telemóvel. 

Será que os ginásios vão abrir?

 

 

final de tarde pela cidade

Em teletrabalho, a sobrinha tem trabalhado mais e demais.

Hoje, final da tarde, precisava de arejar, de  dar um  passeio pela cidade. 

Ela adora o Centro Histórico, o menino pedala no triciclo em direcção à Brasileira, que tanto gosta (ele deve ficar confuso porque a vê fechada, porque não pode ir para o parque brincar, porque usamos máscaras na rua e em casa não).

Chovera pouco antes de sairmos, não levamos guarda-chuva, tivemos sorte porque durante o passeio de cerca de uma hora, não choveu. Havia poucas pessoas, o centro era quase todo nosso.

Estava um final de tarde a cheirar a terra húmida no Jardim de Santa Bárbara.

Sempre que vê uma fonte, o menino gosta de mexer na água, teimava em molhar as mãos, deixamo-lo pôr as pontas dos dedos. 

Muito agradável este final de tarde de sexta-feira, merecemos o fim de semana para descansar.

Amanhã, vou fazer os meus exercícios de Pilates. Há cerca de três semanas que não faço nada, estou a precisar muito de actividade.

As fotografias de hoje...

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ffffff!

quando o sobrinho neto vem cá para casa, a primeira coisa que faz, quando entra, é procurar a gata.

normalmente está no sofá da sala, mas há vezes que vai para o cesto, na marquise, outras no quentinho do edredom da minha cama.

a minha gata pressente quando ele vem para cá, vê-me preparar os brinquedos que tenho. quando ele entra, foge da sala para o cesto.

a gata detesta pessoas cá em casa, ocupam o seu território, quando vê alguém bufa.

o miúdo tinha algum receio dela, mas com o tempo ele foi-se aproximando dela. e ela  foge.

ele aprendeu a fazer o gesto e o som dos gatos quando bufam. e se antes era a gata que bufava, de há algum tempo para cá, é o contrário. vai à procura dela, vê-a e levantando as duas mãos faz  "ffff!" .

e dá-me uma vontade de rir vê-lo  fazer o gesto ao mesmo tempo do som.

a manhã de hoje foi andar atrás da gata. uma dada altura, ela arriscou,saltou do cesto e aproximou-se dele .

e ele quase lhe fez festas, mas eu  evitei. é que a minha gata é desconfiada e para se defender levanta logo a pata para arranhar( faz isto comigo).

mas ele, que gosta de desafios, continuou a aproximar-se dela, até que uma dada altura, ela estava na varanda, o miúdo espreita pela porta, vinha ela para lhe lançar as garras.

eu agi de imediato.

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tudo isto para dizer que adoro, mas adoro mesmo, vê-lo provocar a gata  fazendo  "ffff!" e levantando as mãozinhas.

até que consegui uma fotografia.

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Sol!

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Hoje de manhã, fui com o meu sobrinho neto passear pelo quarteirão.

Subiu e desceu as escadas do café fechado, pôs os pés nas poças de água, andou atrás dos gatos, foi uma hora de relaxe.

Estou grata por este dia de sol e de nuvens, que me fez sair de casa com a criança.

É tempo demais uma criança em casa, sem o convívio dos colegas, as actividades da escolinha.

Eu faço o que posso mas, à noite, o cansaço é muito.

E a minha gata tem-me dado cabo da cabeça de manhã cedo,ainda noite.

Hoje, quis ir para a varanda.

Vou deixar a porta aberta para testar se não me chateia mais.

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E adormeço por nada.

 

 

Novembro de Primavera

é o tempo que tem feito cá na cidade, há alguns dias. calorenta que sou, não caí na asneira de vestir a parka de penas, vesti uma camisa, a parka de primavera  andou atada à carteira, à excepção no final da tarde, mais fresca, estamos em Novembro não é?, tive de a vestir.

precisava de umas coisinhas da Primark, loja que não ia desde inícios de Fevereiro, pensei que a hora do almoço seria a melhor, mas se tivesse fila, estava fora de questão entrar.

depois de almoçar, fui de carro, a meio do caminho, e com o tempo que fazia, comentei para o meu decote que devia ter ido a pé.

cheguei à loja ainda não eram duas horas, não havia fila, entrei.

pouca pessoas dentro da loja, os expositores têm bastante espaço entre si, não há cruzamento de pessoas, há setas para seguir. foi preciso a pandemia para ficar com melhor apresentação e aspecto de loja, não de feira.

de certa forma,em todas as lojas, e no centro comercial, as setas vieram trazer uma melhor organização ao espaço, que fique para sempre.

comprei as comisolas que gosto de usar por baixo das camisosas de lã, um fato treino do batman para o sobrinho neto ( tem ginástica no colégio)  mais um não é demais, com a chuva a mãe vai muitas vezes secar a roupa à lavandaria self-service, e comprei umas pequenas decorações de Natal.

quando saí da loja,reparei que havia uma fila, não muito grande, mas o suficiente para as pessoas esperarem uns quantos minutos. 

segui para a loja Kiko, comprei uns produtos de maquilhagem ( a pandemia faz-me gastar dinheiro nestas pequenas coisas, já que gastar em roupa, estou a zero, porque não preciso).

pensei passar na Tiger, desisiti, não me apetecia perder mais tempo por lá.

às três horas, estava a tomar café em casa.

acabei de pintar este móvel, ficou um resto de tinta que dá para pintar uma cadeira. ontem, passei a lixa para tirar a cera, hoje, o primário, amanhã, aplico a tinta branca.

fui buscar o menino ao colégio, combinei com a mãe esperarmos por ela no final da aula, no ginásio.

o miúdo ( 3 anos)  conhece o caminho para a Brasileira, fizemos a vontade, tivemos que nos sentar para ele comer um bolo ( os primos cariocas também adoram a Brasileira, quando estão cá, é lugar garantido para lanchar) e neste final de tarde,com a temperatura que estava, foi bom desfrutar da esplanada.

era hora de o menino jantar, tomar banho, e dormir. regressamos a casa,mas ainda quis ver a água que cai da fonte no Largo de Santa Cruz.

ele gosta que eu vá para casa dele, choraminga se não entro no elevador, choraminga se venho embora quando está a comer, arranjo uma estratégia: dar de comer à gata, comprar iogurtes no supermercado, ou o " amanhã vou buscar-te ao colégio".

e fica bem.