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pensava eu que passava despercebida

por Maria Araújo, em 08.11.18

Estive quinze dias ausente do ginásio, porque não foi mesmo possível ir às minhas aulas.

Regressei ontem, diz-me o funcionário da recepção:
-Há algum tempo que não a vejo. Está tudo bem consigo?

No bar, cruzo-me com outro, faz-me a mesma pergunta.

Hoje, fui fazer duas aulas, estava uma funcionária, muito simpática, faz o mesmo reparo e pergunta.

E eu que pensava que passava despercebida.

É bom saber que as pessoas se preocupam connosco.

 

 

 

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simpatias que me fazem sorrir

por Maria Araújo, em 14.05.18

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Uma semana sem ir ao ginásio,  vim de Lisboa muito cansada, sábado fui à aula de Pilates.

Costumo levar uma mala com tudo o que preciso, uns dias mais pesada que outros, habituei-me a ela.

Depois da aula,  mala na mão, dirigia-me para as escadas que dão acesso à recepção. Ao lado delas há o estúdio de bike.

A mala tem rodas. Como é costume quando saio dos balneários, puxo-a até às escadas, páro junto destas, pego nela e subo-as.

Ora no sábado fiz este gesto habitual, estava a decorrer a aula de bike, parei, olhei para um dos colegas de Pilates para lhe adeus, como sempre o faço também, quando escuto uma voz de homem que me diz: " quer que leve a mala? está pesada?"

Olho para trás, vejo um jovem que não teria mais de 30 anos, lindo, barba de poucos dias, uma voz bonita.

Respondo que não, que não é preciso, que a mala não está pesada, que é hábito meu parar nas escadas para pegar nela.

Comenta: "mas eu levo-lhe a mala"

E fiquei sem jeito. Nunca naquele ginásio, alguém, velho ou novo, se ofereceu para levar a mala. E há dias que vai mais pesada, é verdade.

Agradeci, de novo, disse que estava habituada, que desta vez nem estava muito pesada.

Fiquei para trás, não queria que visse o sorriso que me fez vir ao rosto e porque queria apreciar melhor o jovem. 

Ter a simpatia de um homem lindo, que podia ser meu filho,  oferecer-se para levar a minha mala, não acontece com frequência, e com maduras como eu ( estava de costas  quando se ofereceu para levar a mala, certamente não estava à espera  que veria uma mulher madura com corpo de menina, ahahah!).

 

 

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artista de rua

por Maria Araújo, em 28.07.17

 GAIA MALABARES

 

O homem terá trinta e poucos anos, encontra-se durante parte da manhã e/ou da tarde nos semáforos de um dos cruzamentos da Avenida 31 de Janeiro.

Tem cerca de 60 segundos para fazer os malabarismos e manipular os 4 a 6 pinos que tem na mão.

É muito expressivo, se algum pino lhe cai, leva para a brincadeira, faz um gesto de surpresa, rapidamente o apanha, continua a execução, acabando-a uns segundos, com uma mímica ou um posar característicos, antes de o sinal verde abrir para os condutores.

Pega no chapéu e, sorridente, percorre os carros agradecendo com gestos simpáticos, quer tenha ou não a moeda, que por vezes nem dá tempo a que seja colocada no chapéu.

Sem que alguma vez levasse a mal não receber nada, com palavras simpáticas e cheias de vida diz, mais ou menos, o seguinte " bom dia, haja alegria, haja saúde, a vida é bela, viva-a com algeria."

Hoje, às 10h da manhã, lá estava ele. Vários carros aguardavam o sinal verde.

Tinha a minha carteira no banco de trás, consegui puxá-la, tirei 30 cêntimos, as moedas que tinha e pensei: " pela simpatia deste rapaz, vou dar-lhe o que tenho". 

Várias vezes deixei a moeda no chapéu, outras alturas digo-lhe que fica para a próxima, ele agradece sempre.

Quando se aproximou do carro ( ele já me conhece porque passo todos os dias ali quando vou para o ginásio), pousei a moeda dentro do chapéu e disse-lhe: " A sua simpatia conquista toda a gente"

Sorriu e agradeceu.

Todos os condutores deixaram a moeda dentro do chapéu.

Penso que estes pensam o mesmo que eu: " este homem põe uma pessoa bem disposta logo de manhã".

É que há outros  jovens que vão para lá fazer o mesmo, mas não têm a mesma simpatia deste.

Logo a seguir, noutros semáforos, o pedinte ( de quando em quando desaparece, deve ir bater o coro para outras cidades vizinhas) que costuma vir também e há anos para este cruzamento, a quem dei muitas vezes a moeda,  com ar de sofrimento, que não tem, com um aspecto de pessoa que é bem tratada, que usa a perna como pretexto para pedir, leva a mão à boca a querer dizer que quer uma esmola para comer que, e por que ninguém acredita nele pelos comentários incomuns que em tempos fazia, ninguém lhe dá nada.

E fica com ar de troça, de chateado, o que piora as coisas.

Lucra o artista de rua com a sua simpatia.

 

 

 

 

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dez minutos depois

por Maria Araújo, em 16.12.16

de publicar este post, tive  a chamada desejada.

Tinha de ser rápida a chegar ao hospital.

- Dez minutos, - respondi.

E assim foi.

Esperei uma hora pela consulta, aproveitei para enviar sms à minha amiga Mafalda, que me falou  muito bem desta médica, e informá-la que conseguira a consulta.

Quando entrei no gabinete, uma mulher jovem, nos 30, levantou-se, apresentou-se, veio dar-me um beijo.

Simpática e com humor à mistura, põe-nos muito à vontade e preparadas para a consulta.

Fez o inquérito que eu esperava e queria, examinou-me com cuidado.

Pode ter os seus erros, mas na comunicação e confiança que tem e dá, saí de lá muito satisfeita.

 

 Resultado de imagem para the female doctor gif

 

 

 

 

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O meu sobrinho neto

por Maria Araújo, em 16.07.14

É uma criança adorável, simpática, bem disposta, sabe tudo, diz tudo, e está a ser muito bem educado.

Parabéns aos pais que estão a educar muito bem o filho.

Hoje, fiquei em casa do meu cunhado a cuidar do miúdo, enquanto a mãe foi tratar de assuntos seus.

O miúdo não fez birra, dizia "qué passear, abe a pota".

Sem chave de casa, não saímos até que chegasse o avô.

E a criança "conversou" comigo ( muitas das palavras não entendia, como é óbvio).

Viemos para minha casa,  dei-lhe um banho de chuveiro enquanto a mãe preparava o almoço dele.

Comeu bem e agora está a dormir.

A mãe foi almoçar com uma amiga.

Tomar conta de crianças como esta, garanto-vos que só temos o trabalho de lhe mudar a fralda.

Depois, é vê-lo a desenhar, que ele adora (riscos e rabiscos), e a ver no ipad da mãe os vídeos das histórias que gosta ou o canal Panda.

Não vivessem no Rio de Janeiro acompanharia com muito prazer o crescimento deles...agora que tenho tempo para tudo.

 

 

 

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