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o parquímetro

por Maria Araújo, em 23.01.19

Fui buscar o sobrinho neto ao berçário ( felizmente não chovia, levei o carrinho do bebé) vinha para casa, vi e ouvi uma mulher, que tinha uma nota de 5 euros na mão, aproximar-se de um homem que passava perto e perguntar-lhe se tinha moedas e as trocava pela nota, precisava de pagar o estacionamento.

O homem respondeu que não tinha, seguiu caminho.

Ela virou-se, viu-me, fez-me a mesma pergunta. 
Sabia que tinha algumas moedas, mas que chegassem aos cinco euros não.

Abri o porta-moedas, tinha cerca de 4,30 euros , não dava para trocar.

A cem metros da rua há vários cafés, estive para lhe dizer que fosse lá trocar o dinheiro, mas quiçá naquele espaço de tempo a polícia passasse por ali e multasse a senhora?

Peguei em 0,50 euros e dei-lhos.

Não queria, que tinha algumas moedas pequenas mas que não chegavam para o tempo que precisava, que dá-me, então, as moedas que tem..."

Respondi que não queria nenhuma moeda, que as juntasse à que lhe dei e tirasse o papel, certamente que chegaria para o tempo que precisava.

Agradeceu-me muito, e eu segui o meu caminho.

Tinha razão a minha mãe quando dizia que eu jamais seria rica.

E eu não me importo nada.

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coisas do meu...

por Maria Araújo, em 28.02.18

ginásio.

Há uma senhora que terá cerca 70 anos, baixinha, gordinha, cheia de ouro ( nunca o tira), que frequenta as aulas de hidroginástica que é à mesma hora da minha aula de antigravity.

No final da aula, vou tomar o meu duche. 

Há uma senhora que canta no banho, de uma forma serena, e sempre a mesma canção, que é um fado..

Descobri há algum tempo que é a senhora baixinha, gordinha, cheia de ouro, que precisa de ajuda para calçar as meias, que canta sempre a mesma canção. É uma senhora simpática e alegre.

Hoje, não a vi. Mas sei que estava lá porque ouvi-a no banho a cantar o mesmo de sempre.

Embora o nome "Severa"  lembre a minha mãe, que o cantava, estou um pouco farta de a ouvir. A senhora podia mudar o CD.

E a canção é esta.

 

E na pesquisa, encontrei uma grande fadista, e o fado que me fez vir as lágrimas aos olhos...

Que saudades, mãe!

 

 

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 10.10.17

Estava eu na fisioterapia, deitada de rabo para o ar e enquanto a técnica auxiliar fazia a massagem à perna esquerda, falava-se de baptizados e festas de aniversário de casamento.

Tudo começou quando, na cama ao lado, a dona Dores, 88 anos, que faltara ontem à fisioterapia, e comentei que não a vira, respondeu que tivera o baptizado de um bisneto.

Às páginas tantas, a técnica diz que o marido é agnóstico e que de certeza que não quer festejar os 25 anos de casamento, porque não gosta de festas, que não é homem para estas coisas. Eu comento que se ela lhe pedir ele até aceita, e vem à conversa as casas de festas, o dinheiro que se gasta, volta a conversa para o baptizado do bisneto da dona Dores, que a festa foi muito bonita, que os pais da criança não são casados, e tal.

De repente, a técnica auxiliar pergunta-me sobre os meus sobrinhos, ao que respondo que só uma casou e baptizou a filha, no mesmo dia do casamento e porque o marido fez questão em casarem.

E que os meus sobrinhos não ligam nada a religião, embora fossem baptizados e fizessem a primeira comunhão, mas uma delas não quis andar na catequese não fez nenhuma comunhão. E que um tio foi pai e convidou-a para madrinha da filha ( ainda não houve baptizado). Ela ficou muito feliz pelo convite e foi quando eu comentei que ela não podia ser madrinha visto não ter feito qualquer comunhão e o crisma, que me respondeu que não queria saber disso, que arranjaria maneira de falar com o padre e que seria madrinha e ponto final.

Contando eu isto, eis que a dona Dores, deitada na cama, entra na conversa e com o seu jeitinho de idosa diz: " Ela não pode ser madrinha. Se não fez nenhuma comunhão nem foi crismada, não pode ser. Que carago! Que raio de educação os pais lhe deram? Não pode ser. Ela não pode ser madrinha"

De repente comento eu " na minha ingenuidade": "Sou sincera. Não sei por que não há-de ser madrinha. Sou católica, fiz as comunhões e o crisma, mas não concordo que a igreja dificulte as coisas..."

E a dona Dores, repito, com o seu jeito crítico, volta à carga.

Desato a rir. Tentei abafar as gargalhadas. A técnica auxiliar escondia o rosto de tanto rir do meu riso.

A dada altura, não conseguimos abafar as gargalhadas que nos saíam sem querer.

Às tantas, diz a técnica para a dona Dores:

" O meu filho tem 19 anos, foi baptizado, fez a comunhão mas disse que não queria ser crismado. Eu não o vou obrigar, logo ele também não pode ser padrinho de ninguém".

Aí a dona Dores calou-se. 

E as nossas risadas voltaram só de recordarmos as palavras da senhora.

Já na rua, ria-me sozinha de pensar na cena.

Que duas!

 

Subia o Arco da Porta Nova, onde àquela hora ( 15h), e diariamente, me cruzo com grupos de estrangeiros que irão, cetamente,  para o autocarro que os vai buscar e seguirem viagem.

Descia a rua um divertido grupo de raparigas (não consegui perceber se seriam estrangeiras ou portuguesas universitárias) quando, de repente, uma das que vem à frente levanta o braço e diz algo como:  "woww!"

Todas páram. Os estrangeiros que seguiam atrás, páram, também.

Simulando um laser intocável, levanta uma perna, avança alguns centímetros, a que estava ao seu lado faz o mesmo, e viram-se para as outras e fazem o gesto para continuarem a andar.

Desatam às gargalhadas as companheiras, todos os que ouviram aquele "woww!" e eu que subia a rua e me cruzei com todos eles.

Falei para o meu decote: " Hoje a tarde está a começar bem!"  

Segui o meu caminho a rir de cada vez que lembrava as cenas desta tarde.

Relaxei no SPA do ginásio com um dos dois tratamentos  de rosto que estavam em "dívida" desde Abril e eu não sabia.

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a minha ida às urnas

por Maria Araújo, em 01.10.17

Depois de votar, saio da escola e vejo ao longe alguém deitado num banco de pedra.

Aproximando-me, vi que era uma senhora forte.

Ninguém que passasse por ela, quer saísse quer entrasse no recinto, lhe deu importância.

No chão, junto ao banco, estava a carteira dela e a bengala encostada do outro lado. A senhora, que andaria pelos 80 anos, "jazia" de lado numa posição bastante desconfortável.

Mais perto dela, verifico que estava de olhos fechados. A primeira coisa que me veio à mente era que estaria a sentir-se mal por falta de alimento.

Toquei-lhe levemente com a mão no corpo e perguntei se estava bem.

Abriu os olhos, respondeu que sim, que estava bem, precisava de descansar um pouco.

Mais uma vez, perguntei se queria ajuda, se queria que a levasse a algum lado.

Respondeu que não.

Vejo um jovem rapaz, que vira na entrada, presumo que estaria ali para orientar as pessoas para as suas secções de voto, que se aproxima de nós e pergunta o que se passa.

Eu respondi que ela estava deitada numa posição muito desconfortável, que perguntara se precisava de ajuda, mas não queria nada.

Dirigindo-se a ela, perguntou se tinha ido votar.

Respondeu que não e que ainda ia fazê-lo mas queria descansar um pouco.

Foi então que ela diz: " Isto é fraqueza".

Perguntei se comera alguma coisa de manhã.

Respondeu que não.

O jovem pede-lhe que vá com ele para dentro da escola, há cadeiras mais confortáveis para se sentar e que iria arranjar alguma coisa para ela comer.

Ajudamos aquele corpo pesado a erguer-se, dei-lhe a bengala, o rapaz segurava-a por um braço e apoiada na bengala, seguiram os dois para a escola.

Quando me dirigia para o carro, lembrei-me que devia ter dado algum dinheiro para ela comer.

 

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"tenho de escrever o meu nome?"

por Maria Araújo, em 01.10.17

Às 13h fui votar.

Na minha secção a fila era pequena, contrariamente ao que aconteceu nas última eleições. Talvez porque decidi ir mais tarde, depois do ginásio.

De repente, já estava eu dentro da sala,  surge da cabine de voto o rosto de uma senhora, nos seus 70 e muitos, que pergunta:

" Tenho de escrever o meu nome ou só devo pôr a cruz?"

Os membros da mesa não ouviram a pergunta, respondi eu imediatamente: " Só a cruz".

" Ah, está bem", respondeu.

Olhei para a fila atrás de mim. Todos sorriram.

Comentei com o meu decote: " Não quero acreditar no que ouvi!  Como é possível a senhora fazer uma pergunta destas?! Será que nunca votou? Estará esquecida de como se vota?"

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linguamento?!

por Maria Araújo, em 15.06.16

Gosto de pessoas que fazem rir, respeitam quem está ao lado, sabem estar.

Então, parece que no final a aula de pilates, a senhora de nome A, que adora treta, e já escrevi sobre ela aqui, aqui , que faz perder-me a rir, atrasou a professora para a aula de antigravity com o que ela tanto gosta de fazer: conversar.

Estavamos sentadas à espera  da professora, que entretanto chegou, pousou as suas coisas e rapidamente recebeu-nos para a aula com o habitual cumprimentar de mão.

E as colegas riam-se e diziam "a culpa foi a dona A que fez a professora chegar atrasada".

A A entra na sala e enquanto a professora baixava os tecidos para fazer as medições necessárias à altura de cada aluno, a dita senhora diz: "Então, acabou a aula de Pilates tive que fazer o linguamento com a D (professora).

"Linguamento?!" perguntei a rir-me.

"Sim!" responde ao mesmo tempo que todos se riem, também.  "Aliás, quando estou na bicicleta, enquanto pedalo, faço o linguamento e as senhoras que estão ao lado dizem-me: "se quer conversar vá para o bar que fica ali em frente."

Risada geral.

"E também faço bodybar. Quando quero fazer linguamento, vou até ao bar, sento-me e ponho a língua em ação."

E desta forma bem disposta a aula começou.

Uma excelente aula com um exercício novo, muito fixe, estilo equilibrismo Cirque de Soleil.

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Sentadas no hammock (semelhante à imagem mas as pernas ficam de fora do tecido) as duas mãos empurravam a parte da frente do pano, levantavamos uma das pernas que passava por dentro de modo a que ela saísse para o lado oposto do hammock. A outra continuava assente no hammock . Ficavamos em suspensão e movimento. Para voltarmos à posição inicial, de sentados, fazíamos o mesmo, mas ao contrário.  

Gostei tanto, tanto, que rapidamente ganhava balanço e, ora a perna esquerda em suspensão, ora a direita, o prazer de nos sentirmos equilibristas era por demais intenso.

Adorámos!

Tenho de levar a máquina fotográfica para a aula e pedir à professora que tire fotografias.

Foi uma aula desafiante, à minha medida.

 

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Maria

por Maria Araújo, em 13.05.16

 

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Mal entro nesta página, os meus olhos vão para o nome "Maria" e li.

Por que me parece ser uma história muito interessante sobre a biografia de Maria, Mãe de Jesus, entrei na Wook e encomendei.

Fora muitas vezes a Fátima, nunca estivera nos dias 12 e 13 de Maio, mas há três anos fui com um pequeno grupo de amigas de trabalho, vivi com intensidade esses dois dias. E se antes era devota a Maria, mais fiquei.

Não sou mulher de fanatismos religiosos nem de passar a minha vida nas igrejas. Vou quando quero, ou quando sinto necessidade de uma  reflexão e de orar, que pode ser, naquele momento, a igreja o lugar onde melhor me sinto para o fazer.

 

 

 

 

 

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Saldos de verão

por Maria Araújo, em 25.06.15

 

 

Sem Título.png

 

Levantei-me para ir à oficina, longe de casa, tive de ir a pé, mas preferi  falar com o responsável para mudarem o pneu e levarem o carro para uma revisão. A coisa funciona melhor pessoalmente, embora só tenha a dizer bem do trabalho deles.

Antes de sair de casa, vi o telemóvel. Tinha uma sms da Massimo Dutti (zanguei-me com eles há um ano, só lá vou nos saldos) a informar que entravam hoje em saldos.

Como no percurso para a oficina passo lá, entrei.

Fiquei admirada porque não tinha fila para a caixa, o ambiente estava calmo, só os provadores estavam ocupados.

Peguei nas peças que poderia estar interessada, vi as calças de ganga (dei as minhas calças, só tenho um par Levis que têm 4 anos)  peguei no único número 36 que encontrei e fui para o provador. Uma das peças era grande, as calças estavam bem, saí.

Entretanto, dou mais uma volta e vejo uma camisa que me captou a atenção, havia o tamanho "S", voltei aos provadores, enfiei a camisa. Não estava mal, mas se fosse o "XS" de certeza que ficaria melhor.

Saí dos provadores, encontro uma amiga, conversamos um pouco, vem a funcionária que lhe entrega uma peça de roupa e aproveito para perguntar se havia o modelo da blusa no tamanho que eu queria.

A funcionária foi ao armazém, esperei 5 minutos e vem ela com uma peça "XS". Boa! Raramente consigo tamanhos pequenos.

Fui para a fila e à minha frente estava uma pseudo senhora  rica, que conversava com o funcionário que estava na caixa.

O tom de voz que ela usava queria mostrar que seria uma mulher importante. Ok, nada que me afectasse. O que me "afectou" foi o facto de sistematicamente olhar de lado para as pessoas que estavam na fila e, um gesto característico dessas senhoras pseudo-ricas, puxava o cabelo para o lado, mexia a cabeça e voltava a olhar de lado ...para verificar se as pessoas olhavam-na.

Ora a MD é uma loja onde se vê este tipo de mulheres e isso mete-me um nojo porque os funcionários têm, também, a mania da importância.

E quando me zanguei com eles, foi pelo desprezo com que me trataram. E detesto a hipócrisia de algumas funcionárias quando vêm fumar para a porta e eu passo e dizem "olá, como está?".

 

 

 

 

 

 

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acaba-se a tarde à beira de um ataque de choro

por Maria Araújo, em 24.06.15

a tarde estava a correr muito bem, os meninos já estavam a dar sinal de sono e o mais pequeno precisava de comer, quando fomos buscar o carro ao parque perto de minha casa, a minha sobrinha não precisava de me trazer, atravessava a rua e mais 150 metros estava em casa.

Fui pagar. A minha sobrinha guardava na mala os carrinhos dos miúdos. Como tinha o bilhete para passar na máquina, entrei no carro para sair na rampa que dava acesso à rua que teria de atravessar.

Estava a preparar-me para pôr o cinto quando, de repente, vejo uns faróis do lado direito e surgir um carro. O condutor, para não ter de dar a volta para a saída, decidiu cortar num espaço livre de carros.

E eu só disse: "cuidado!" e a minha sobrinha travou e eu bati com a testa no parabrisas, que partiu.

Saí do carro descontrolada, a minha sobrinha também, o senhor sai, a esposa deixa-se estar dentro, os meninos choramingavam.

A minha sobrinha só me perguntava "estás bem?" e eu resmungava "e agora?", o senhor não sabia o que dizer, eu voltava a sair de mim e dizia à minha sobrinha "isto não pode ficar assim" ela dizia que não sabia o que fazer e voltava a perguntar-me "estás bem?", eu respondia, "estou" , os carros atrás buzinavam porque queriam passar, a esposa sai do carro e começa, com ar arrogante, a meter-se e a querer deitar a culpa para a minha sobrinha.

Eu continuava a dizer que tinhamos de resolver isto, a minha sobrinha dizia que ia encostar o carro e precisava de resolver as coisas rapidamente porque os meninos choravam e queria ir para casa.

De repente, sem nunca nenhum deles perguntar se eu precisava de alguma coisa, ou se estava bem, diz ela, a esposa: "a senhora não trazia cinto".

Se é verdade que eu não estava com o cinto porque acabaramos de arrancar e eu estava com ele para o prender, fiquei tão fora de mim com o jeito com que ela se dirige a mim, que entrei no carro e disse: "ela disse que não tinha o cinto, não vamos resolver isto de modo algum, vamos embora, eu pago o vidro".

A minha sobrinha arranca, protestando comigo porque achou, e com razão, que eu tinha perdido a razão ao entrar no carro e as coisas estavam para ser resolvidas e o senhor parecia estar disposto a assumir alguma culpa.

E eu dizia que ficara possessa com a atitude da senhora, porque ela percebera a minha fragilidade e mandou aquela boca.

Eu tentei manter a calma mas a minha cabeça explodiu quando bati com a testa no vidro que partira, não quisera saber de mim, não estava mal disposta, doía-me um pouco essa parte, somente. Não fui, em qualquer momento, mal educada ou arrogante, que não sou.

Se há situações que me tiram do sério são as pessoas não assumirem o que fazem e quando a fulana me diz aquilo, com alguma razão, eu prefiro arcar com as consequências.

Fomos prejudicados, é certo, o senhor tinha consciência de que não devia ter feito aquilo e que vinha depressa demais para parar e ver se vinha alguém, mas eu, estúpida que sou, tenho a mania da dar sinal antes do tempo, avisei a minha sobrinha e acabamos por nos lixar.

Se ele tivesse batido a coisa ia ser pior porque não resolveríamos aquilo na hora e eu só pensava nos meninos e na hora de eles estarem em casa tranquilos.

Estou em casa, estou bem, quase à beira de um ataque de choro quando a minha sobrinha, já em casa, me ligou a perguntar se estou bem e para lá ir jantar.

Jantar não, quero é descanso e chorar porque eu não devia ter-me precipitado e deixar perder a razão que tínhamos.

Quero pagar o vidro, a minha sobrinha diz que não, que o seguro paga, quer que eu esteja bem.

E a minha cabeça não imagina qual o valor de um vidro de um Mercedes.

Mas estou bem, acho que não há mazelas, só a sensação do impacto quando bati no vidro, nada mais.

 

 

 

 

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"Elas sobrevivem ao cancro da mama"

por Maria Araújo, em 16.06.15

É o título do post que este homem , que muito gosto de ler,  escreveu, junto com umas imagens fabulosas dos ícones dos carttons que fazem parte do nosso dia a dia da TV e do cinema.

Ora isto lembrou-me que, nos balneários do ginásio que frequento, costuma estar uma senhora dos seus 65 anos que não tem uma da mamas, mas sim uma grande cicatriz.

A  primeira vez que vi, desviei o olhar porque pensei que não era nada do que estava a ver.

Uma semana depois, novamente no balneário, estava ela sentada com o peito a descoberto e, sim, confirmei o que vira antes.Não tem a mama direita.

Age com muita naturalidade. Ela fala, ela ri, ela toma banho sem qualquer pudor.

Sensibilizada fiquei quando no FB vi as imagens este blogger que publicou. 

As mulheres não deixam de ser quem só porque não têm uma mama, ou as duas.

Vão lá ler e ver mais imagens. Está muito bom.

 

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