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cantinho da casa

cantinho da casa

Qui | 05.12.19

chamadas "sem nome"

Maria Araújo
Ontem, fui buscar o sobrinho neto ao colégio, e como o tempo é de sol, levei o carro de bebé. Também queria levá-lo a ver a iluminação de Natal. Seguia tranquilamente o meu caminho, uma senhora pôs-se ao meu lado, acompanhando o meu passo, comentou comigo: - Chamadas sem nome, que nervos! Olhei para ela, não disse nada. Não era comigo, estaria a resmungar alto e para si própria. E continuou: - Chamadas sem nome, apetece deitar o telemóvel para o chão. Havia de ser proibido (...)
Qua | 23.01.19

o parquímetro

Maria Araújo
Fui buscar o sobrinho neto ao berçário ( felizmente não chovia, levei o carrinho do bebé) vinha para casa, vi e ouvi uma mulher, que tinha uma nota de 5 euros na mão, aproximar-se de um homem que passava perto e perguntar-lhe se tinha moedas e as trocava pela nota, precisava de pagar o estacionamento. O homem respondeu que não tinha, seguiu caminho. Ela virou-se, viu-me, fez-me a mesma pergunta.  Sabia que tinha algumas moedas, mas que chegassem aos cinco euros não. Abri o (...)
Qua | 28.02.18

coisas do meu...

Maria Araújo
ginásio. Há uma senhora que terá cerca 70 anos, baixinha, gordinha, cheia de ouro ( nunca o tira), que frequenta as aulas de hidroginástica que é à mesma hora da minha aula de antigravity. No final da aula, vou tomar o meu duche.  Há uma senhora que canta no banho, de uma forma serena, e sempre a mesma canção, que é um fado.. Descobri há algum tempo que é a senhora baixinha, gordinha, cheia de ouro, que precisa de ajuda para calçar as meias, que canta sempre a mesma (...)
Ter | 10.10.17

coisas do meu dia

Maria Araújo
Estava eu na fisioterapia, deitada de rabo para o ar e enquanto a técnica auxiliar fazia a massagem à perna esquerda, falava-se de baptizados e festas de aniversário de casamento. Tudo começou quando, na cama ao lado, a dona Dores, 88 anos, que faltara ontem à fisioterapia, e comentei que não a vira, respondeu que tivera o baptizado de um bisneto. Às páginas tantas, a técnica diz que o marido é (...)
Dom | 01.10.17

a minha ida às urnas

Maria Araújo
Depois de votar, saio da escola e vejo ao longe alguém deitado num banco de pedra. Aproximando-me, vi que era uma senhora forte. Ninguém que passasse por ela, quer saísse quer entrasse no recinto, lhe deu importância. No chão, junto ao banco, estava a carteira dela e a bengala encostada do outro lado. A senhora, que andaria pelos 80 anos, "jazia" de lado numa posição bastante desconfortável. Mais perto dela, verifico que estava de olhos fechados. A primeira coisa que me veio (...)
Dom | 01.10.17

"tenho de escrever o meu nome?"

Maria Araújo
Às 13h fui votar. Na minha secção a fila era pequena, contrariamente ao que aconteceu nas última eleições. Talvez porque decidi ir mais tarde, depois do ginásio. De repente, já estava eu dentro da sala,  surge da cabine de voto o rosto de uma senhora, nos seus 70 e muitos, que pergunta: " Tenho de escrever o meu nome ou só devo pôr a cruz?" Os membros da mesa não ouviram a pergunta, respondi eu imediatamente: " Só a cruz". " Ah, está bem", respondeu. Olhei para a fila atrás (...)
Qua | 15.06.16

linguamento?!

Maria Araújo
Gosto de pessoas que fazem rir, respeitam quem está ao lado, sabem estar. Então, parece que no final a aula de pilates, a senhora de nome A, que adora treta, e já escrevi sobre ela aqui, aqui , que faz perder-me a rir, atrasou a professora para a aula de antigravity com o que ela tanto gosta de fazer: (...)
Qui | 25.06.15

Saldos de verão

Maria Araújo
      Levantei-me para ir à oficina, longe de casa, tive de ir a pé, mas preferi  falar com o responsável para mudarem o pneu e levarem o carro para uma revisão. A coisa funciona melhor pessoalmente, embora só tenha a dizer bem do trabalho deles. A (...)
Qua | 24.06.15

acaba-se a tarde à beira de um ataque de choro

Maria Araújo
a tarde estava a correr muito bem, os meninos já estavam a dar sinal de sono e o mais pequeno precisava de comer, quando fomos buscar o carro ao parque perto de minha casa, a minha sobrinha não precisava de me trazer, atravessava a rua e mais 150 metros estava em casa. Fui pagar. A minha sobrinha guardava na mala os carrinhos dos miúdos. Como tinha o bilhete para passar na máquina, entrei no carro para sair na rampa que dava acesso à rua que teria de atravessar. Estava a (...)