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cantinho da casa

cantinho da casa

o povo saiu à rua

E eu saí porque precisava de caminhar e de ir à farmácia.

O tempo está agradável, o povo aproveitou este dia para comemorar o 48º aniversário da LIBERDADE, e da libertação das máscaras, era ver a 3ª idade a dançar aos pares o costumado bailarico de pátio da aldeia,e  que, nesta cidade, antes covid, os domingos eram para isso.

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E mais à frente, junto ao Turismo, num palco da CGTP, um cantor cantava aquelas canções populares, como "Ó ferreiro casa a filha, não a deixes à janela, anda aí um rapazinho que não tira os olhos dela".

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E a verdade é que toda a gente cantava... E eu também ( enquanto pensava na minha falecida mãe que a cantava) quando descia a avenida, no regresso a casa.

 

 

o cabide

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Conhecem o cabide em metal?

É um material que dispenso cá em casa, só gosto de usar os de madeira.

Quando vou à lavandaria, deixo os de plástico ficar lá, se for um casaco, ou trago-o para casa e devolvo-o quando passo perto, assim como o saco de plástico que protege a peça de roupa.

Ora hoje, ia para a fisioterapia, caí, de repente.

Não sei como, as minhas mãos e os joelhos amorteceram a queda, não bati com o corpo ou o rosto no chão.

Uma senhora aproximou-se, perguntou-me se queria ajuda.

Rapidamente levantei-me, disse que estava bem. 

Mas olhava as palmas das minhas mãos que me doíam imenso.

Ela teria percebido que estava com dores, perguntou-me de novo se precisava da sua ajuda.

Agradeci.

Olhei para trás, porque quando me levantei, senti o meu pé preso a qualquer coisa que, entretanto, se soltou.

Era um cabide de metal que estava no chão. Como é óbvio, ia a olhar para a frente, não o vi, o pé prendeu-se nele e caí.

A senhora viu-me a apanhá-lo, perguntou-me se tinha sido por causa dele que caí.

Disse que sim. E que ia pô-lo no lixo ( mais à frente tinha um recipiente de lixo) , não fosse mais alguém tropeçar e cair.

Mas as dores eram fortes.

O dedo mindinho da mão direita e a palma da mão esquerda  doíam-me de mais.

Os joelhos também.

Tive algum calor, e vertigens. Senti-me um pouco indisposta com as  dores. Logo que entrei no hospital, fui lavar as mãos, queria sentir nelas a água fria.

Quando cheguei à sala de espera da fisioterapia, fui beber um copo de água, que por sinal estava morna, pois o manípulo da água fria não funcionava.

Nem me apeteceu falar com a terapeuta, que me perguntou se estava tudo bem, eu apenas respondi que sim.Queria estar sossegada, apesar das dores na mão esquerda que, junto ao polegar, ficou inchada.

Os  joelhos, esqueci.

 

 

 

 

coisas que me irritam nas pessoas

 

sejam  elas o presidente,o trolha, o jornalista, o médico: usarem a máscara na ponta do nariz e andarem sempre a puxá-la para cima.

sugiro que dêem um nó nas pontas e adaptem-nas às orelhas que nada disto acontece.

a semana passada, fui jantar a uma pizaria muito frequentada pela  família.

o jovem empregado tinha-a mal colocada, estava torta, e sempre que se aproximava dos cliente, ela ia para baixo do nariz.

apeteceu-me dizer-lhe que uma pessoa que serve à mesa não pode estar constantemente a mexer na máscara, que fosse à casa de banho e, em frente ao espelho, que a pussesse direita e desse os tais nós nas pontas de molde a ajustar-se ao rosto.

no jornal da noite da RTP3, uma jornalista estava numa zona da capital a relatar como estava a situação sobre a proibição de circulação entre concelhos da área metropolitana de Lisboa. cada palavra que dizia, a máscara descia para a boca, e ela puxava-a para cima.

um país a ver as notícias, não fica bem.

eu mudei de canal, porque me irrita.

 

 

 

 

do fim de semana

Entrei sexta-feira ao final da tarde em casa, com o sobrinho neto, saí hoje de manhã para o levar ao colégio, como de costume.

A mãe vai mudar de casa, o trabalho é muito, sábado e domingo de tarde fiquei com o menino.

As lojas abriram no dia 19, não faço a mínima ideia como estão, do que há, do movimento no centro da cidade. Estou há dez dias limitada às saídas de carro para ir buscar o menino ao colégio.

Ginásio, zero!

Então, hoje, depois do fim de semana em casa, vim tomar o café fora, e longe do centro.

Boa semana.

a falta de civismo nos jovens

fui buscar o sobrinho neto ao colégio, no final da rua passo por uma mãe, ou avó?, com um rapaz nos seus onze anos.

ele com a máscara a tapar orosto, ela com a máscara debaixo do queixo.

percebi que ela resmungava

quando passava por mim, dizia: "estou cheia de calor, tenho de andar com esta merda,já não se aguenta mais"

 

vinha para casa, avenida da liberdade,sinal abriu para os peões,dois jovens na casa dos dezoito anos, nas suas bicicletas ultrapassam  os peões, tivemos que nos afastar

na esquina da rua vinham do outro lado as crianças,em fila, que saíram da escol, com as auxiliuares,quase as atropelavam.

diz uma das auxilares: " estes rapazes não podem andar de bicicleta no passeio. já têm idade para andar na estrada"

ao longe vi que eles pararam à porta de um café.

aproximei-me deles.

ambos sem máscara.

disse-lhe: " vocês não podem andar de bicicleta nos passeios"

diz-me um deles: "o quê'?

repeti.e questionou-me: " quem lhe disse que não podemos andar nos passeios? onde é que isso está escrito?"

repeti que não podiam e que na idade deles devem andar na estrada

viraram-me as costas e desataram a pedalar, pelo passeio, indiferentes a quem circulava.

procurei na net e é verdade: só as crianças com menos de dez anos podem andar de bicicleta nos passeios.

estamos a desconfinar a conta-gotas mas parece-me que não estivemos dois meses em casa. 

a cidade está cheia de pessoas, desde os mais jovens aos mais velhos.

eu saí para ir buscar o menino ao colégio.

 

 

os saldos pós Natal

na verdade, os saldos começaram antes do Natal.

Talvez os preços não fossem de saldos verdadeiros, mas eu comprei umas calças com 40% de desconto, posso dizer que foi de saldo.

Hoje de manhã, depois do ginásio, fui para os lados do  Braga Parque, mas não para lá ir, o trânsito estava caótico quer à ida, quer à vinda.

Por volta das 16:00h, saí de casa, não só porque precisava de arejar a cabeça, estive vários dias sem sair, mas também porque precisava de ir à lavandaria.

Todas as lojas de roupa tinham fila, umas mais que outras, com predominância na Bimba & Lola, na Zara, na Massimo Dutti, na Purifcación Garcia.

O tempo é de aguaceiros, está frio, tinha os pés e as mãos  gelados. Vim para casa.

O Natal é para isto: troca de roupas, procura de "pechinchas" ,filas à porta, confusão nas lojas.

Eu fujo deles.

E de ajuntamentos.

 

 

 

 

 

comércio tradicional

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procuro fazer as compras de Natal no comércio tradicional, e porque prefiro e gosto do comércio de rua, procuro as lojas do centro comercial quando não existe cá fora.

ontem, fui ao Braga Parque para comprar na Primark este modelo de botas para usar em casa.

todos os anos compro um par, este ano pensei que as que calço aguentariam até ao fim do inverno, mas vendo bem, achei que não, saí a meio da manhã, o tempo convidava a andar, e uma vez que não vou ao ginásio há um mês, fui a pé.

quando lá cheguei, fui directa à loja, mas, para meu espanto, havia uma longa fila que dava a volta  àquela ala, vinha algures de um  corredor, que não conheço, suponho dar acesso ao parque ( a semana passada, estive na loja na hora do almoço, entrei, fui procurar o que queria e quando saí ...já havia fila )

compreendo que há famílias que procuram esta loja por ter preços acessíveis, e o dinheiro não é muito, comentei comigo mesma que nem que precisasse muito delas não iria para a fila. não sendo coisas de extrema necessidade, não há paciência para estar de pé  a olhar para quem passa.

entrei na Tiger, fiz umas pequeníssimas compras,e saí do centro comercial.

hoje, comprei mais uns presentes nas lojas de rua. já só faltam quatro!