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cantinho da casa

cantinho da casa

a sesta

Um hábito que devíamos ter na nossa rotina depois do almoço.

As nossas energias seriam outras para o todo o dia.

E a noite seria mais tranquila, também.

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O meu sobrinho neto tem rotinas.

Dormia sempre a sesta no colégio.

Mudou para a escola pública, não dorme.

Quando vou buscá-lo de carro, adormece e deixo-o ficar a descansar antes da terapia.

Nem que sejam dez minutos.

Acordo-o, ele espreguiça-se, saímos do carro, noto que fica bem disposto.

E se o tempo estiver bom, ainda vai brincar um pouco no parque.

Ao fim de semana, dorme a sesta, por vezes, é preciso acordá-lo.

A mãe gosta de fazer uma pequena sesta, criou esse hábito, desde criança, porque também dormia no colégio.

Se tiver um tempinho, quando trabalha em casa, dez minutos são suficientes para recuperar.

Fazer-me-ia bem criar este hábito, mas só o faço quando estou muito cansada e mal disposta.

Por vezes, sento-me no sofá, e leio um pouco.

Quando está na hora de fazer as minhas coisas, a energia é outra.

 

enquanto estou por casa

Sem poder sair, tive de dizer à empregada que não viesse esta semana, os meus dias são:

tirar as cortinas da sala para lavar, e como são seis, lavo aos pares na máquina

- lavei as do meu quarto num programa mais curto, já estão prontas e no lugar

- aspirar

- estive a experimentar várias cores de maquilhagem para os olhos, tenho a festa de casamento da sobrinha já este sábado, mas desabituei-me de usar sombra, tenho uma paleta com cores que gosto, não sei o que escolher. No dia, vai ser o que calhar.

-o meu vestido para o casamento tem um decote que abre de mais e eu detesto-os ousados à frente (se for nas costas adoro), foi para a modista para pôr uma mola invísivel. Tentei fazer isso, mas como as mangas são asa de morcego, não acertava com a coisa. E o facto é que ontem era o dia de o ir buscar, quero lavá-lo antes de o vestir, amanhã vai a sobrinha fazer isso por mim. A modista foi avisada que vai lá alguém buscá-lo.

-tinha marcação de limpeza de pele e massagem corporal para sexta-feira, neste dia já posso sair de casa, desmarquei a de rosto, ficou a de corpo, uso a máscara.

-de tarde, vou ao cabeleireiro, para variar quero o cabelo com ondas. No sábado é impossível fazer tudo isto, o casamento é às 13h,e temos de fazer uma viagem.

Felizmente, o covid foi leve, mas veio perturbar a minha rotina do ginásio e de ir levar e/ou buscar o sobrinho neto ao colégio.

Dois dias mais tarde ia imperdir-me de ir ao casamento.

 

 

 

 

 

do regresso

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( como ele sobe e desce no escorrega)

 

Segunda-feira abriram os colégios, as creches e as escolas do 1º ciclo. O frenesim nas ruas é  muito, as crianças do 2º ciclo aproveitam, também, para sair de casa.

Ontem, num mini-parque da igreja desta freguesia, andavam elas a brincar com os mais novos, apoderaram-se do escorrega, da ponte, era uma algazarra que nos impediu de deixar o nosso pequenote de brincar no escorrega.

Jogou a bola com a mãe, naquele pequeno espaço relvado, que tem ao lado das diversões.

Quando todos se afastaram, estava na hora de regressarem a casa, o meu sobrinho neto subia e descia o escorrega. Depois, jogámos à bola com uma menina brasileira, muito educada e delicada, que passava a bola para os pés dele, como quem diz: "a bola é tua,não posso abusar". Fomos os últimos a sair daquele espaço.

Agora que as crianças voltaram à rotina dos colégios e escolas, eu tenho mais tempo para mim, voltei ao ginásio via APP,  que muita falta me fazia... É que, entretanto, engordei...finalmente!

Mas tenho saudades das aulas presenciais, do bocadinho da manhã para tomar o café no bar do ginásio e deixar-me ficar ali a ler os blogues no telemóvel. 

Será que os ginásios vão abrir?

 

 

confinamento e as crianças

continuo a bater na mesma tecla de que as crianças são as que mais saem prejudicadas deste confinamento.

O meu sobrinho neto é uma criança de rotinas. Desde bebé.

No colégio, tem actividades de música e ginástica, almoça pelas 11h30, 12h00,  depois tem a sesta.

À tarde terá outras acividades lúdicas, a partir das 16h00  brinca  com os colegas e as auxiliares.

Costumo ir buscá-lo pelas 17h00, damos um passeio pelo centro da cidade, ou trago-o para minha casa, brincamos os dois,  a mãe vem ter connosco depois do teletrabalho ( desde Março de 2020  que assim é).

Se no primeiro confinamento foi complicado gerir o tempo do teletrabalho com a criança, e eu  tive de gerir o meu para dar apoio à mãe, cuidando menino, este confinamente tem sido mais difícil para nós.

Umas vezes,  vou para casa dela, brinco com o miúdo, ora no quarto dele, ora na sala onde a mãe trabalha. E lá estou eu a ouvir a  conversa com os colegas de equipa, as reuniões,  e a criança  ouve a mãe a falar e tenta chamar a atenção para si.Ou pega nos carrinhos e vai brincar com eles na mesa onde a mãe trabalha.

E vou eu buscá-lo, ou chamo-o, para brincarmos, jogarmos à bola ( que ele adora),mas nem sempre está para me aturar.

E ontem foi um dia complicado. O tempo estava de chuva, não deu para sair com ele, andar no triciclo, desviá-lo da atenção que requer da mãe.

Então, fez de tudo o que uma criança faz quando está farta de estar em casa, de brincar com os brinquedos. E ele é criança para estar bastante tempo com os carrinhos, sem incomodar ninguém.

Depois, tem a televisão, que ajuda a entreter, mas cansa, também.

E tem as almofadas do sofá, que as atira para o chão, deita-se em cima delas,  ou então sobe para o sofá  e faz as  piruetas inimagináveis para uma criança de três anos, desafiando-se  e a quem está por perto.Ele é um menino de desafios. Gosta de fazer o mais difícil. Gosta mais disso de que fazer certas actividades, como desenhos.

Mas é uma criança tranquila, e meiga, e tem as suas horas de dormir.

Ontem, fartou-se de fazer corridas no corredor da casa, com o carrinho de brinquedos do Ikea. Primeiro com os brinquedos que lá estavam, depois sem nada. E ria-se, e dava o sinal de partida, emtrei na brincadeira dizendo: um,dois, treês. E advertindo-o para correr com calma.

Quando acaba o teletrabalho, a mãe dedica o tempo que tem até à hora do banho dele, e de jantar, para brincar ou fazer actividades com cartolina, ou desenhos,  ou jogos.

Com aquela brincadeira da criança, que estava excitada de tanto correr, a mãe comentou comigo que à noite com certeza que ia cair na cama de sono com tanta brincadeira.

Por volta das 22h00, a mãe ligou-me , desesperada, porque o miúdo, que vai dormir por volta das 20h30, não adormecia. E que, de cada vez que ia ao quarto, e tentava adormecê-lo ( e ele é uma criança que se deita e adormece logo), e pensando que estava a dormir, ia para a sala porque queria trabalhar um pouco, ele acordava e choramingava, ou aparecia na sala a choramingar.

E isto aconteceu várias vezes, e no preciso momento que ela falava comigo.

E ela desabafava que já estava farta de confinamento, que isto é muito mau para as crianças, que só tem um e é complicado, quanto mais quem tem dois ou mais filhos, está em teletrabalho, e ainda tem de os ajudar nas aulas online.

E eu muito calada. Não sabia o que dizer, sinceramente. E ela sabe que estou do seu lado. 

A minha sobrinha é grata pelo que lhe faço, eu sei. Mas  há horas que são dela, outras que são minhas, e eu também fico cansada disto tudo.

Se todos pensassemos que temos de ser uns para os outros e se cumprissemos, o mínimo, as regras de higiene , a distância de segurança durante esta pandemia, certamente, não estaríamos tanto tempo confinados.

Quero ter esperança de que dentro de um mês estejamos a desconfinar, mesmo que faseado, e que  os primeiros a saírem  deste "buraco" sejam as crianças.

A ML, deixou-me a pensar por muito tempo com o comentário que escreveu neste  post :  "Não percebe e está a perder um ano da sua infância".

 

 

 

 

 

 

 

os exames médicos

 

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Ontem, ao fim da manhã, fiz exames médicos: mamografia e ecografias à mama e  tiróide.

Sábado, fizera as análises ao sangue que são fundamentais para os exames que vou fazer na próxima sexta-feira. Foi-me dito que estariam prontas na próxima 5ª feira.

Na segunda-feira, recebi uma SMS do Hospital a comunicar que estas estavam prontas, podia aceder ao portal x e ver os resultados.

Achei estranho, pensei que houvesse engano, não dei importância.

Ontem, final da tarde, à espera da chamada da oficina, que não recebi, para ir buscar o carro, entrou nova SMS  do Hospital Privado que dizia que os exames estavam prontos. Para ter acesso a estes, devia aceder ao portal  x, digitar o número da guia y e introduzir a password  z.

Foi então que me lembrei da SMS de ontem, que não apagara. Segui as instruções.

Pela primeira vez tenho acesso a análises e exames via internet.

Tudo direitinho e explicado, já sei  os resultados, que comparei com os anteriores. Nada de ficar preocupada.

No próxima sexta-feira farei os outros exames... de rotina.

 

as nossas rotinas

 

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Fui ao mercado fazer as compras, estacionei o carro no parque.

De repente, fez-se me luz que não tinha o porta-moedas onde guardara o cartão multibanco e os trocos, porque ontem, que não tinha carro, não tinha documentos, fora para o ginásio de autocarro, levara o mínimo possível numa pochete, .

Quando cheguei a casa, tirei tudo da pochete.

No parque remexo a carteira, para ter a certeza que o tinha comigo. Mas não, não tinha.

Fiz um feedback aos meus gestos habituais, e foi então que me lembrei que deixara o porta-moedas na cómoda, no meu quarto. Nunca deixo aqui nada, costumo guardar numa das carteiras ou na antiga mesa que tenho no hall, onde deixo sempre a chave do carro.

" E agora? Não tenho o cartão multibanco, não tenho porta- moedas, como vou fazer as compras e pagar o parque?!"

De repente, lembrei-me que, para usufruir de gasolina mais barata à terceira terça-feira do mês, ( acabei por não meter gasolina porque estava sem carro) e que uso para algumas compras extra, metera na carteira este cartão,  poderia levantar dinheiro.

E assim foi.

Se não tivesse este cartão, o carro ficaria no parque, enquanto eu vinha a pé, a casa, buscar o porta-moedas com o cartão multibanco e os trocos que davam para fazer as compras todas no mercado.

Um gesto fora da rotina, descontrola a mente.

Exames de rotina

Feitos os exames da tiróide e da mama, os alertas de quem os faz para os cuidados a ter fazendo o auto-exame mensal da mama (falta-me o resultado do rastreio da mama  feito na Liga Portuguesa contra o Cancro que, a haver dúvidas, já tinha recebido uma carta para fazer novos exames) fico mais tranquila quando venho para casa sem a ansiedade habitual de que algo possa estar mal.

O médico que fez a ecografia, hoje, recomendou-me a fazer uma nova ecografia (óbvio que terei de fazer também a mamografia) dentro de seis meses.

Enquanto isto, estava constantemente a dizer-me  o que todos os outros me dizem: "faça o auto-exame da mama uma vez por mês, durante o banho ou quando se deita".

E eu rio-me... de receio.

 

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Ai, a bateria!

O meu carro está na garagem desde o dia 13 de setembro (quase dois meses), uma ou duas vezes por semana ligava a ignição deixava o motor trabalhar.  

Quando fui tirar a tala, há três semanas, o médico avisara-me que devia estar quinze dias sem conduzir.

Comecei a fisioterapia e depois de cinco sessões, das vinte que tenho, a mão ainda estava muito "empenada" não senti necessidade de conduzir, até porque faço o percurso a pé.

Na sexta-feira passada, fui à garagem, mais uma vez, para ligar o motor e enquanto este trabalhava, fui varrer umas quantas pontas de cigarro, cinco das quais com marca de baton vermelho, para o lado das escadas da madame do baton vermelho. (Que raiva! As pontas de cigarro continuam a acumular-se em frente à porta da garagem, mas não quero conversa com a madame do baton vermelho. Entretanto, no dia seguinte, verifiquei que ela apanhou-as. Presumo que tenha percebido a mensagem).

Voltei à garagem arrumei a vassoura, desliguei o carro e saí para a fisioterapia.

Como a recuperação está a ver-se, esta semana fiz os meus planos a contar pegar no carro e voltar ao ginásio e à minha vida normal.

Ontem, fui de novo à garagem e quando entro a minha boca diz: "Ai, a bateria! E agora?"

Entrei,meti a chave, a bateria dá sinal de si mas muito muito fraca e sem a força necessária para que o motor arranque.

O que acontecera? Na sexta-feira deixara a porta do lado direito aberta, a luz ficou ligada, descarregou a bateria.

Como resolver? Pedir aos familiares? Se estão a trabalhar e como o final da tarde agora é noite, não me apetece chatear ninguém.

Com o assunto por resolver, hoje, quando saí da fisioterapia (que frio que estava, apetecia um casacão de malha bem quente) fui à oficina.

Amanhã o carro vai sair do seu estado letárgico, vai à inspecção (os mecânicos da oficina fazem-me este favor e não pago nada por isso) e volto à minha rotina a quatro rodas, agora que o tempo é de outono de chuva e frio. Brrrrr!

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Quem gosta de ir ao dentista?

Fui à consulta de rotina, com a Sofia.

O médico, muito simpático, ouvia as perguntas e "reclamações" dela:

"porque tenho os dentes amarelos" (não tem, mas se comesse menos chocolates) ...

até que  ela diz: "o senhor é diabólico".

Riso geral.

E o médico advertiu-a:" Os teus dentes estão bons e branquinhos,só vens daqui a um ano, mas tens de os escovar muito bem, caso contrário, com o avançar da idade, podes vir a ter problemas".

E dava-lhe o espelho para verificar que os dentes estão brancos, mas ela não queria dar parte de fraca.

A Sofia tem uns dentes bonitos (sai à família do pai) mas adolescente que é, tem uma preguiça em os escovar!

E não é por falta de recomendação.

(Se ela imagina que escrevi isto...)

 

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Life

A VIDA É COMO JOGAR UMA BOLA NA PAREDE. SE FOR JOGADA UMA BOLA AZUL, ELA VOLTARÁ AZUL; SE FOR JOGADA UMA BOLA VERDE, ELA VOLTARÁ VERDE; SE A BOLA FOR JOGADA FRACA, ELA VOLTARÁ FRACA; SE A BOLA FOR JOGADA COM FORÇA, ELA VOLTARÁ COM FORÇA. POR ISSO, NUNCA "JOGUE UMA BOLA NA VIDA”, DE FORMA QUE VOCÊ NÃO ESTEJA PRONTO A RECEBÊ-LA. A VIDA NÃO DÁ NEM EMPRESTA; NÃO SE COMOVE NEM SE APIEDA. TUDO QUANTO ELA FAZ É RETRIBUIR E TRANSFERIR AQUILO QUE NÓS LHE OFERECEMOS.
 ALBERT EISTEIN