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O Mudo

por Maria Araújo, em 06.09.16

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A semana passada fomos almoçar a um restaurante na praia, muito conhecido cá no norte. 

A história desta casa, que tem muitos anos, era eu uma criança, vem de os seus donos, um casal, serem mudos.

O espaço era uma cabana de pescadores sito no lugar conhecido por Pedrinhas e que fica a 1 km de Apúlia, com o nome de "Os Mudos".

O casal fazia umas excelentes sardinhas assadas, passou para a confecção de outros peixes e mariscos. Restaurante sempre cheio, fazia-se e faz-se fila para almoçar.

O tempo passou, deixamos de passar férias nesta praia.

O restaurante continuava a servir os clientes que vinham de todos os cantos do país. 

Quando a semana passada decidimos comer umas sardinhas assadas, fomos lá. Deparei com um espaço completamente remodelado, apresentável, comparado com "Os Mudos" de há longos anos.

Entramos. Ao balcão, do lado esquerdo da porta, estava um homem nos seus 47 anos, alto, que controlava os lugares e as mesas,  que perguntou o que queríamos.

"Almoçar" respondemos os três, " e se possível, na esplanada".

A minha irmã dirige-se à esplanada, e diz o homem com voz arrogante: " A senhora não pode ir para aí".

Parvas olhámos para ele, diz a minha irmã: " Mas eu só vou espreitar a esplanada, não vou ocupar nada".

Volta a repetir ele: " Não pode ir para aí".

Se não fosse pelo nosso amigo, juro que me vinha embora.

Fui à casa de banho, quando regressei, eles estavam sentados à mesa. "Não gostei nada da arrogância do homem", comentei.

Os funcionários, muito simpáticos, andavam de um lado para o outro  sempre atentos aos pedidos dos clientes

No final do almoço, a jovem funcionária perguntou-nos se estavamos bem, ao que aproveitei para fazer a pergunta sobre os mudos, os donos do restaurante.

E foi então que soube da história. Os mudos morreram há anos, o filho ficou com o restaurante que por sua vez passou o negócio para o filho ( o homem que estava ao balcão).

O pagamento é feito num outro balcão. Estava ele, de novo, a controlar tudo,  dirigimo-nos lá, a minha irmã pega no cartão multibanco marca o código, mas não dá. Repara que o código é de outro cartão que também o levava consigo, faz a troca. O homem olhava-a, eu olhava-o, ele não articulava uma palavra.

A minha irmã marca  código e diz-lhe: "Quero a factura, se faz favor".

Ele dá-lhe o cartão, o talão e a factura, ainda sem articular uma palavra. Não saiu um obrigado daquela boca.

Saímos do restaurante e comentei; " Homem antipático e arrogante, não sei como o restaurante tem tantos clientes. Por mim, não ponho cá os pés, nunca mais!"

Hoje, fui cedo para a praia. Decidi tomar café no lugar do costume.

Quando cheguei a porta estava fechada. Achei estranho, vira um casal na esplanada de cima.  O café mais próximo era em Apúlia, aproveitei para fazer a minha caminhada. 

Passando à porta de " O Mudo" (é o nome actual) vi uma senhora sentada no banco, cá fora. A porta estava aberta, entrei para perguntar se serviam café.

Ao mesmo tempo que entro, sai uma senhora de porta-moedas na mão, deduzi que tomara lá café, ou não. 

Na grande máquina de café, vi ele, o dono e perguntei: " dá para tomar um café?"

Da mesma maneira que falara para a minha irmã, o mesmo tom de voz arrogante respondeu-me: " Não, não sirvo café".

Saí. Não fiquei surpresa porque esperava esta resposta quando vi quem ele era. Mas estou certa que nunca mais entro naquele lugar e se depender de mim, se alguém me perguntar como é o restaurante, respondo que não conheço.

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retrokitchen

por Maria Araújo, em 14.05.16

é um pequeno restaurante na estreita rua do Anjo, no centro da cidade, junto ao Museu Pio XII.

Toda a decoração é vintage, os anfitriões foram buscar as mesas a uma escola, está a abellha maia  o  símbolo que foi a entrada de um restaurante na rua de Souto, onde  as crianças que passeavam com os pais tinham de se sentar na abelha e o banco ora subia, ora descia, ao som da célebre música da abelha (a Sofia sentou-se imensas vezes); as peças de Lego; os quadros alusivos ao cinema e à música: o quadro do menino que as famílias dos anos setenta tinham na parede do quarto; a louça variada Bordalo Pinheiro nas várias cores; verde, azul, rosa, cinza, um toque diferente ao que estamos habituados a ver.

Nas traseiras há um terraço com bar para uma bebida fresca nas noites quente de verão.

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Quem passa na rua não tem a noção de que é um restaurante peculiar na cidade.

As minhas sobrinhas (irmãs) tinham falado nele na altura da Páscoa, gostaram do ambiente, da comida, dos preços.

A conselho delas, uns dias mais tarde, passei lá para jantar com uma amiga, estava cheio, só por reserva. Adiámos para outra altura.

As minhas sobrinhas  estão cá de fim de semana. Tinhamos combinado jantar fora, falaram no Retrokitchen. Uma delas ia fazer a reserva. 

Houve alteração de planos, esgotadas as reservas  para jantar, decidimos antecipar para o almoço.

Almoço marcado, ontem, pela mais nova.

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Elas chegaram mais cedo ao restaurante, encontrámo-nos lá, eu, a Sofia e a minha irmã mais nova.

Estavamos nas entradas e diz a mana sobrinha, mais nova.

- Ontem, quando telefonei para fazer a reserva, deixei o meu nome, como de tinha de ser. Há pouco, quando aqui chegámos, o anfitrião abriu-nos a porta, dissemos que tinhamos mesa reservada.

- Em que nome ficou a reserva? - perguntou.

- Joana Vasconcelos.

- Oh! Ontem falamos que vinha cá a Joana Vasconcelos e afinal vejo duas lindas e elegantes jovens - comentou ele.

E a gargalhada na nossa mesa foi geral.

Ao que parece, já não é a primeira vez que alguém faz reserva com o mesmo nome de alguém conhecido, os anfitriões comentam se será a pessoa tal...

Então, para entrada comemos ameijoas de caldeirada, umas boas fatias de regueifa para molhar o pão, soube-nos muito bem.

Não há carta de ementa. Um dos anfitriões (um casal jovem) vem à mesa e diz qual a ementa.

Eu escolhi a moqueca de peixe, a Sofia e a mãe, bife com molho de pimenta,  e as sobrinhas manas, massa cozida em vinho tinto com espargos e queijo.

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Comida ótima a puxar um pouco ao picante, mas tudo muito bem cozinhado.

Para beber: cerveja, coca-cola e ice-tea.

Conversa, risos, as pessoas almoçavam, saíam do restaurane e nós continuavamos.

A Sofia come devagar, foi a última a acabar.

Sobremesas variadas, pedimos pana cotta de frutos silvestres, uma fatia de tarte lima e uma  de bolo de chocolate com molho de frutos silvestres.

No final café para três.

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Continuamos a conversa, os anfitriões despediram-se de nós, iam para uma feirinha que tinha lugar nos claustros, pagavamos à funcionária, ficaram a cozinheira e a funcionária.

Pedimos a conta. Pagamos 13 euros por pessoa.

Quem passar por Braga e deseja comer boa comida, e num ambiente familiar, deixe o carro numa rua ou parque no centro da cidade e passe pelo Retrokitchen. Garanto que vai gostar.

As minhas fotografias, do telemóvel, não foram as melhores, mas há muito para espreitar aqui.

 

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a exceção do século XXI

por Maria Araújo, em 07.03.16

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embora não seja correto ler o jornal à mesa enquanto se tem a refeição, o objetivo foi alcançado.

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Barcelona - dia 2

por Maria Araújo, em 19.03.15

No final da tarde do dia anterior, as nuvens ameaçavam chuva.  E eu dizia que Barcelona é cidade de chuveiros que passam de imediato e dá lugar ao sol quente.

Sábado de madrugada, as meninas dormiam, eu acordei com a forte chuva que caía.

Projectaramos visitar a Fonte Mágica  de Montjuic no final da tarde, para vermos o espectáculo de luz e som, o tempo não estava a ajudar.

Mas os chuveiros passavam e arriscamos sair sem o único guarda-chuva que uma delas levara (uma por todas, todas por uma). Mal saímos do apartamento, mais uma carga de água desta vez por cerca de meia hora, metemo-nos num café a saborear um queque de chocolate e um café (ai que o nosso café é, sem dúvida, excelente).

A chuva dava lugar ao sol, pouco sorridente, aproveitavamos para tirar fotografias. Descemos as Ramblas na direção do porto de Barcelona para espreitarmos o centro comercial onde tem uma perfumaria com produtos de cosmética que não temos cá, e com boas promoções todo o ano.

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(junto à Estátua de Colom)

Encontrei o creme de rosto que queria, que nunca usei mas ouvi falar muito bem dele, e o perfume Noa, pequeno, ambos os produtos em promoção ( o perfume custava 49 euros, comprei por 19 euros).

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(almoço no SubWay)

Almoçámos, tendo por companhia dois jovens Coreanos que se entretinham a manusear os seus telemóveis, fizemos mais umas compras de T-shirts para os filhos de uma das minhas amigas, saímos em direção ao Bairro Gótico.

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(jovens Coreanos)

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(vista do Porto Velho)

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(Plaça Reial)

 

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(Câmara de Barcelona)

 

Chegamos à Catedral, e as nuvens negras ameaçavam uma forte carga de água.

Na entrada principal da Catedral viam-se uma pequena orquestra e um alguns grupos de pessoas, na sua maioria casais maduros, que formavam círculos e no meio destes, no chão, os sacos das compras.

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(a dança no rossio da Catedral)

De repente, eles e elas, de mãos dadas, levantam os braços e começam a dançar. Pé esquerdo à frente, vem atrás, pé direito à frente, volta atrás... Uma dança muito engraçada que não foi executada na sua totalidade porque a chuva fez o favor de estragar o espectáculo. Era vê-los fugirem para junto das lojas e abrigarem-se, como nós também fizemos. Ora entravamos numa loja, ora saíamos, até que a chuva passasse, o que demorou mais de meia hora. Aproveitamos para mais umas compras (elas, porque eu não comprei mais nada nesse dia).

Estavamos perto do apartamento, era hora fazer o percurso até à Praça de Espanha para vermos o espectáculo na Fonte Mágica, que acontecia entre as 19h e as 21h.

Mas a chuva não desistia, o caminho era extenso. Desistimos na esperança de no domingo haver espectáculo. E depois de perguntarmos a várias pessoas, inclusive no Teatre Del Liceu, onde iria actuar nessa noite James Taylor, ninguém sabia dar-nos a informação (soubemos no dia seguinte que no inverno só há espectáculos à 6ª feira e ao sábado).

Fomos jantar paella ( boa, mas com algum sal a mais) num simpático restaurante nas Ramblas. Conhecemos um casal francês que jantava na mesa ao lado. Ele ofereceu-se para tirar uma fotografia às três, e a conversa pegou.

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(o "trio" no restaurante)

As noites estavam muito frias, não tinhamos vontade de passear, regressamos ao apartamento.O meu quarto era o que apanhava melhor a net, sentavamo-nos na cama e com os telemóveis na mão, conversavamos e combinavamos os planos para o dia seguinte. Adormeci cedo.

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(o quarto do WiFi)

 

Este sossegado dia terminou quando, por volta das 3h, talvez, acordamos com o estrondoso som de vidro que se partiu e uma voz de homem bêbedo sobressaía de uma outra voz que, pensamos, tentava controlar a primeira.
Meu coração batia forte, do susto.

E as vozes não se calavam. Esta cena durou cerca de 20 minutos, até que o sossego voltou.

É o senão de se alugar um apartamento. Há sempre alguém que não respeita o descanso dos outros.

 

(continua)

 

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Caminhar no outono com sabor a verão

por Maria Araújo, em 26.10.14

À excepção de sexta-feira, que fui ao Porto, a semana foi  muito bem aproveitada para caminhar todas as manhãs, cerca de 6/7 km.

Como ainda não posso ir ao ginásio, comecei a fisioterapia à mão há quatro dias, tenho tido algumas dores no pulso, o médico acha muito cedo, ainda, para regressar ao ginásio.

Quase dois meses sem actividade física é muito e sinto que o meu corpo pede exercício.

Então hoje, fui caminhando, caminhando, a temperatura era a ideal para caminhar, dei por mim na direcção do Bom Jesus.

Muitos casais, famílias, mulheres, homens subiam e/ou desciam a rodovia.

Cheguei aos escadórios e pensei em voltar para trás. Desisti. E subi com ideia de descer de elevador.

A fachada da igreja está de rosto lavado, entrei no santuário, como sempre faço.

Desci no elevador.Um autocarro estava a chegar ao parque junto à entrada dos escadórios mas fiz o regresso a casa, a pé.

Antes, fui tomar um óptimo café Buondi num quiosque que fica junto ao célebre restaurante "Pórtico" (que bem se come por lá).

A meio da descida, antes de atravessar para o outro lado da via, com mais sombra, um restaurante chamou-me a atenção para um pequeno placard com a ementa, fechado por uma portita em vidro, que de tanto se refastelar ao prazer do sol, mal se distiguiam os muitos e variados pratos e os preços. Mas vi um que me fez uma fome e uma saudade imensa de comer: "pica-no-chão", 42,50 euros.  

E se tivesse levado um bom dinheiro, entrava e trazia uma dose de qualquer um dos pratos que não consegui ler. É que o restaurante serve almoços para fora, tem um aspecto tão caseiro e com uma gastronomia à  moda do Minho que me leva, por um dia,  a mandar os cuidados que tenho com a alimentação à merda.

E prometi a mim mesma que hei-de lá ir uma noite destas.  

Adiante, que já sinto o pica-no-chão nas papilas gustativas. Não sei quantos quilómetros são de minha casa ao escadórios, mas presumo que serão  6 km, teria caminhado cerca de 12 km.

Com sabor a Minho, a continuar este outono com temperaturas de verão, tenho caminhada para toda a semana.

 

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 (um grupo de cavaleiros subia o Bom Jesus)

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 ( a casa mais bonita )

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 (na subida)

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(o elevador) 

 

 

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(o restaurante, imagem da internet) 

 

 

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O que foi o meu único

por Maria Araújo, em 08.10.14

colégio que frequentei teria 5 anos idade, Colégio Dublin, e antigo Convento do Carmo, é agora um espaço muito agradável para almoçar ou jantar, com música ambiente e ao vivo.

Pela noite dentro, uma boa companhia, um copo na mão com a bebida que mais gostares, esqueceres os ruidosos e insuportáveis bares,  tens aqui um óptimo espaço para uma tranquila conversa.

Nas noites quentes de verão (como as deste ano ), refrescar os pés na deliciosa piscina, também faz parte do convívio e do relaxe.

 

 

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Não sou mulher de sorte

por Maria Araújo, em 07.03.14

em sorteios, giveaways, euromilhões, lotaria (só jogo no Natal), enfim, mas não me queixo.

Ora um dia destes, neste blogue, que eu adoro ler e já escrevi aqui sobre ele, lançou um desafio: quem quisesse candidatar-se a um jantar para dois,  teria de escrever nos comentários, isto: "homem sem blogue e portugal restaurante week, quero levar alguém a jantar."

Não tenho sorte nestas coisas, e não sendo de Lisboa, pensei em não me candidatar. Por outro lado,  pensei que tenho família jovem por lá, quem sabe desta vez não fosse eu a feliz contemplada?

E se bem pensei, dedos no teclado e "pimba", enviei...Nunca mais me lembrei do desafio.

Diariamente, vou lê-lo. Além dos posts, costumo ler o que ele comenta sobros os nossos comentários. Não fosse fazê-lo, não teria reparado que ele tinha deixado, ontem,  um "alerta" do resultado do sorteio...eu tinha sido a feliz contemplada.

Agora imaginem a minha gargalhada.

Tratei de imediato de lhe responder.

Mas esse jantar não veio para a "je", não.

Enviei o mail da minha sobrinha, avisei esta do que se passou e hoje de manhã , o simpático blogger já tinha feito os contactos...É que o prazo para jantar termina domingo.

Vá, de vez e quando a sorte bate à porta.

 

 

 

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Humor 2014

por Maria Araújo, em 02.01.14

A nova gastronomi​a

 

 

- Hoje fui a um restaurante gourmet!
- Ah sim, e então?
- O meu almoço foi camarão envolvido em molho béchamel, com pequenos apontamentos de salsa frisada em cama de massa fina, banhada em pão ralado crocante e confitada em óleo vegetal.
- O quê? Mas afinal que
porra é que tu comeste, pá?

- Olha, comi um rissol...

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