Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cantinho da casa

cantinho da casa

o regresso

fiquei feliz porque o desconfinamento a conta-gotas vai acontecer já a partir de segunda-feira.

eu concordo, sobretudo porque  começa pelas crianças.

hoje, recebi um vídeo da minha sobrinha, em que a educadora do filho cantava aos meninos a dar os bons dias e o regresso ao colégio.

fiquei emocionda.

o menino estava comigo, a mãe pediu-me para lhe mostrar o vídeo.

primeiro ficou a olhar, percebeu que era a educadora, achou estranho,virou a cara.

depois, riu-se.

quando eu lhe disse que ia para o colégio brincar com os meninos e fazer trabalhinhos com a educadora, os olhos dele brilharam.

e disse-lhe: atira um beijinho à L

e com a carinha linda que ele tem, aqueles olhos azuis que encantam qualquer pessoa,  fez o gesto com a boca, chegou a mão a ela e enviou o beijo.

fiquei emocionada.

e agora, devagar, continuemos a cumprir as regras, sem pressas, porque quem aguentou dois meses aguenta mais um, para que em Maio estejamos todos  a comemorar, sem ajuntamentos, a nossa liberdade.

eu cumpro.

já sinto  a felicidade de ver as crianças nas creches e escolas.

 

desânimo total

apesar de sabermos que viria a segunda pandemia ( e se não nos precavermos virá a terceira), os últimos acontecimentos Portimão, e agora Nazaré, com os números de hoje  rapidamente ultrapassaremos os 5 000 infectados.

Tudo porque  a irresponsabilidade  e o egoísmo de algumas pessoas,nas faixas etárias do 20 aos 50 as leva a cometer erros crassos que so põem em risco quem cuida de si e se protege.

gráfico.jpg

covid.jpg

 

NAZARÉ.jpg

(foto do Sapo)

 

 

 

eu sei e cumpro

Lamentável o que aconteceu com Bruno Candé.

Os idosos merecem respeito e que cuidemos deles como seres frágeis que são.

Mas eles também devem respeitar os mais novos.

Quando escrevi este post, não contei a história toda. 

Vinhamos da praia, comentei com a minha sobrinha que o carro estava estacionado junto à curva impedia que os peões circulassem no espaço que lhes pertence, obrigando estes a caminharem pelo meio da estreita estrada, estavam a carregar o carro um casal de "idosos" nos seus quase setenta acompanhados de uma senhora também da mesma idade que viram que tivémos de sair do caminho porque o seu carro estava mal estacionado 

A minha sobrinha pára e chama a atenção que o carro não podia nem devia estar estacionado naquela área protegida, que além de estar em cima da curva também obrigava o peão a sair do passeio.

Palavra que disse! A senhora, que seria esposa, imediatamente resmungou contra minha sobrinha chamá-la à atenção e que adverti~.la de que o carro estava mal estacionada teria de advertir muitos outros donos de carros que  estavam no pinhal.

Como é óbvio,a minha sobrinha respondeu que chamava-os à atenção porque eles estavam ali.

Tentando fazê-los perceber que aquela áera é protegida e que ninguém devia estacionar as viaturas, a senhora juntou-se  à primeira discutindo com a minha sobrinha, que não tinha nada que adverti-la, que há mais carros mal estcionados, que chamasse a GNR, quem era ela para dizer aquilo.

A conversa foi aumentando de tom,  a senhora chamava-a mal educada à minha sobrinha, que apenas limitou-se a dizer que numa área protegida não podem estacionar as viaturas, pedi-lhe que acabasse a discussão, que não valia a pena falar com este tipo de pessoas. A minha irmã, que também é defensora do ambiente, pactuava com a sobrinha,até que pedi por favor que seguissemos o nosso caminho, que não servia de nada  "discutir" com estas pessoas, até que o marido,que não se meteu na discussão, saiu do carro, deu a volta  a este, e insultou a minha sobrinha de " vai para a p* que te pariu".

Dei um berro e pedi,mais uma vez, para acabar com aquilo, que o homem podia ter uma arma branca e vir no seu encalço e agredi-la.

E o meu sobrinho neto, que não gosta de ver as pessoas falar num tom mais alto, choramingava. Peguei nele ao colo, acalmei-o.

Mas a minha sobrinha achava-se com razão, que a tinha, comentando que  pelo facto de serem idosos não significava que podiam ter direitos, e que se não chamasse à atenção continuariam com estes comportamentos.

Onde andam os princípios de convivência, da tolerância, do respeito, da ética, valores sociais estes na construção de uma sociedade ( nem refiro a igualdade) mais justa?

 

 

 

 

Senhores da Golden Energy

Sem Título.png

 

Façam-me o favor de contratarem pessoas, quer sejam jovens, ou menos jovens, com modos e perfil para lidarem com os clientes e de modo a que, quando tocarem à campainha de uma residência, se identifiquem como sendo funcionários da vossa empresa, e não da EDP que vêm para ver o contador da luz e gás. 

Depois, que tratem o dono da casa como uma pessoa de respeito e não como se fosse um qualquer da sua laia, tá?  

E antes de os enviarem para a rua angariar clientes, dêem-lhes formação sobretudo de regras de tratamento de pessoas, certo?

E não enviem os seus colaboradores para pedirem faturas com a treta que está a pagar a mais x de eletricidade, y de gás e z de contador deste, tá?

Passo a explicar.

14:30h tocam à campainha. Pelo intercomunicador faço a pergunta habitual:

- Sim?

- Boa tarde, somos da EDP, queremos ver o contador da luz e gás.

Abri a porta. Aparecem-me dois rapazes com idades entre os 23 e 30. Vestiam coletes em tom cinzento.

Tiro o quadro que esconde o contador da luz quando passa cá o funcionário da EDP.

- Tenha calma, não é já que vamos ao contador - respondeu o mais novo, mostrando uma simpatia invulgar.

- A senhora tem gás natural?

- Sim - respondi.

- Podemos ver uma fatura?

- Sim, mas as faturas são eletrónicas, tenho-as numa pasta no computador.

O pc estava ligado, abri a pasta, procurei uma fatura recente.

Enquanto o colega foi ao andar de cima, este, com o maior à vontade,senta-se na cadeira ( eu, parva, esperei para ver e ouvir) e de repente vê a fatura em meu nome e pergunta:

- Você vive sozinha?

- Como? O que é que isso lhe interessa ?, - perguntei

- Ah, não fique chateada, só perguntei. Olhe, você não tem desconto na luz, tem no gás, está a pagar aluguer de contador do gás...

- Desculpe, mas vocês são da EDP?

Desta vez não sei o que me respondeu mas foi de forma abusiva, porque eu reagi tratando-o por senhor:

- O senhor veja como fala para mim. Está em minha casa, e além disso eu tenho idade para ser sua mãe.

Ficou um pouco atrapalhado e respondeu:

- É a minha maneira de falar com as pessoas.

- É sua maneira, mas é falta de educação falar assim para as pessoas - já estava a passar-me, não pensava em mais nada senão neste à vontade e abuso de confiança.

Entretanto, o colega desce, a porta estava aberta e pergunta:

- Posso?

- Podes - respondeu ele imediatamente, e sem que eu tivesse tempo para dizer nada.

Eu já estava a prever o que vinha a seguir,  já fervia, até que reparei que o colete tinha umas letras, vejo um G que me pareceu Galp.

- Afinal vocês são da Galp?! O que é que querem? 

- Ó mulher- responde - nós não somos da Galp.

Alterada que fiquei com o "ó mulher", com o dedo apontei para porta e digo:

- Ponham-se imediatamente daqui para fora! Não admito que me tratem desta forma dentro da minha casa.

Resposta dele:

- Tantas casas que vamos, falo desta maneira porque é o meu jeito de falar, nunca ninguém reclamou, vem você reclamar agora.

- Fora da porta, já disse. Se os outros admitem, eu não admito. Não o conheço de lado nenhum nem andamos juntos na escola para falar comigo dessa maneira, entendido? 

Saíram. Quando fechava a porta, abro-a num ápice, e antes que desaparecessem, perguntei:

- Digam-me, qual é a vossa empresa?

Responde alto e com ar desafiador e descarado:

- Somos da Golden Energy, a melhor empresa do mundo.

- Pois pode ter a certeza que vou enviar um e-mail a participar o vosso comportamento.

- Mande. Quero lá saber!

Fechei a porta, fiquei incomodada e alterada.

Esta coisa do tratamento por tu, só gera conflitos. 

Tinha duas aulas de Pilates, valeram-me estas para tentar esquecer o assunto.

 

 

passo-me

quando estamos na aula de Pilates e, de repente, toca um telemóvel ( não é permitido para estas aulas que exigem concentração) uma , duas, três vezes. a dona(o) não se mexe. o toque incomoda...

á terceira vez, o professor aproxima -se da pessoa(neste caso , uma jovem) e pede-lhe para desligá-lo.

se toda(os) sabem que não é permitido levá-los para a aula, se há cacifos para guardarem os seus pertences, por que razão quebram as regras?

estas pessoas não enxergam?

 

 

 

 

 

 

?!

Tenho o privilégio de morar no centro da cidade, com tudo o que é possível ter perto de casa: teatro, cinema, lojas, centros comerciais...)

Em frente à minha casa há uma escola primária e nas traseiras uma escola secundária.

Por volta das 11:40 h, as crianças da escola estavam numa aula de educação física, no campo de jogos.

Passam carros, há pessoas que saem dos prédios, há movimento na rua , há as finanças e o cartório,  também, junto á escola.

Pois ia eu a sair de casa, quando vejo em frente a uma das árvores junto ao passeio, e bem à vista de qualquer criança e habitantes deste prédio, um jovem, dos seus 16 anos, com pénis de fora, regaladamente fazia um grande chichi, ao mesmo tempo que olhava para a escola, talvez  para se certificar de que nenhuma criança o via.

Um colega, encostado ao muro do prédio, ria-se da cena.

Fiquei indignada. Apeteceu-me falar, não só porque  é uma falta de educação e respeito, mas também porque aqui perto há 4 cafés e, com certeza, sendo estudante da escola secundária, estava a escassos 100 metros da mesma. Mas não disse nada.

Desci a rua no sentido contrário onde ele se encontrava e murmurei algo como «será que estou a ver bem?! Como é possível estar a acontecer isto?!»

Já a meio da rua, olhei para trás. Estavam os dois encostados ao muro.

Nesta rua passam muitos jovens que se sentam na beira dos passeios a namorar e/ ou partilhar cigarros, charros, ou outras coisas. Eles o sabem.

Mas fazer chichi em pleno dia com as crianças na aula, há anos que não via isto.

Ai, homens! Pensei que estas cenas já não existiam. A não ser num lugar isolado, sem "vivalma" à vista.

Senti vergonha. Porque sou professora e tenho consciência que transmito valores e regras cívicas, pelo menos do saber estar. Nem todos querem entendê-las, mas em alguns hão-de ficar.

E como dizia o meu orientador de estágio:" A sociedade encarregar-se-á desta tarefa".

 

 

"Conversa no messenger"

Há pouco minutos, estava no messenger a teclar com um amigo, também blogger, sobre as eleições e a vitória do PS.

Embalados na "conversa" diz ele: "Estamos mal do ponto de vista Económico-Financeiro. Qualquer dia vem alguém de fora e vai  ditar as regras do jogo. Alguma Organização Internacional ou a União Europeia"

Eu comentei em tom de brincadeira: "Vamos passar a ser uma província da Europa...", ao que ele respondeu: "Somos um país morto na Europa. MORTO e CARO"

Estas duas palavras bateram certeiro na minha vista e no meu pensamento.

E andam os nossos políticos e "algum povo" a vangloriarem-se da modernidade deste país.

Espero que, desta vez, José Sócrates aja com mais contenção nas palavras, nas obras e no dinheiro público.

 

Não quero temer o futuro.