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Recordações

por Maria Araújo, em 28.02.15

 

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 e que ficam para sempre.

 

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As nossas cestas

por Maria Araújo, em 28.02.15

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 No Jornal da Noite, passou a notícia do jovem Nuno Henriques que teve a ideia de recuperar a tradição do fabrico de cestos de junco, uma herança da família, fazer o seu negócio e expandi-lo.

Os únicos artesãos do fabrico da cestaria são pessoas de avançada idade, mas o jovem empresário quer dar a conhecer ao mundo esta linda tradição dos cestos portugueses, como aqui refere:

Todo este processo está ameaçado a acabar. Não há artesãos jovens que queiram aprender este trabalho e mesmo a apanha do junco no sul de Portugal, também ela perfeitamente manual, não encontra mãos novas. Mas antes que isso aconteça eu gostaria de partilhar e valorizar esta bela parte da minha herança cultural consigo (da página de Toino Abel).

 

Aqui no norte também se faziam, felizmente ainda se mantém a tradição, eram vendidos nas feiras e em lojas de cestaria. Em Braga havia uma loja, as Cesteiras que, infelizmente, já não existe, onde se vendia de tudo o que se fazia cá em Portugal, de norte a sul, em verga e junco: chapéus, baús, malas, cestas, cadeiras, tabuleiros, camas de criança...

Lembro-me de, em miúda, gostar muito destes cestos e de os ver nas mãos das empregadas domésticas (minha avó paterna tinha uma cesta grande que era usada para a empregada ir às compras ao mercado e à mercearia) e das lavradeiras que iam vender para o mercado (ainda hoje se vêem nas vendedoras mais velhas). Eram cestas usadas para as compras, pelas  mulheres de condição social baixa.

Nessa altura, vivia-se mal. As mulheres faziam docinhos, pequenas coisas de artesanato, rendas, tudo o que fosse possível vender de porta em porta para ganhar alguns trocos para o sustento da família. E estes cestos andavam nas suas mãos.

Minha mãe era uma mulher muito habilidosa na costura, bordados e tricot. Fazia pequenas coisas para a casa, sacos para o pão, panos de cozinha, os babeiros (alguns bordava-os) para mim e para a minha irmã mais velha, os remendos nas calças dos meus irmãos.

Costumava comprar retalhos a uma velhinha, muito limpa, que trazia os retalhos muito bem dobrados, cobertos com um pano branco bordado, dentro do cesto. Batia à porta, eu descia com a minha mãe para ver as novidades dos retalhos que eu tanto gostava. Adorava mesmo mexer naqueles pequenos tecidos tão arranjados e dobrados. A senhora falava muito baixinho, era de uma humilde imensa e minha mãe, uma boa cliente da senhora, muitas das vezes, penso eu, devia comprar mais para a ajudar que por necessidade.

Os anos passaram, as mercearias deram lugar aos supermercados e mercadinhos, o mercado das lavradeiras foi  quase esquecido, as sacas de pano foram substituídas por sacos de papel e de plástico, os remendos deixaram de se fazer, tudo passou a descartável e os cestos deixaram de ser usados na cidade.

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Mas os tempos também ajudam as pessoas a procurar alternativas ao desemprego e a recorrer ao que antigamente se fazia.  E  "Toino Abel" está a desenvolver um bonito negócio e a divulgar  lá fora o que de muito bom de artesanal se faz neste país.

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E foi então que vim pesquisar se a nossa cestaria andava por aqui... E encontrei  a marca  Toino Abel, do jovem que foi notícia no Jornal da Noite.

Tem uma página em português e inglês onde explica como começou este seu negócio, a história da família, de como são feitos os cestos, de quem os faz, onde são feitos e o vídeo que mostra como se fazem as asas das cestas.

Um negócio em expansão, com necessidade de mão d'obra mais jovem para dar continuidade a uma tradição familiar tão bonita e moderna.

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Os cestos andam aí, chamam a atenção das mulheres portuguesas (esta blogger adora-os) e poderá ser a mala da moda urbana para o próximo verão e para a praia, porque não os lindos cestos com o design "made in Portugal"?

E há  modelos para todos os gostos. Eu gostei de todos.

 

 

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Acontecimentos que ficam para sempre na nossa memória e me fazem lembrar outros, no mesmo dia.

 

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Carinhos de Natal

por Maria Araújo, em 22.12.13

 

 

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Sonhei e...

por Maria Araújo, em 21.04.13

carro à estrada, fui relembrar os anos da minha infância e juventude, aqui, nesta praia que os "homens destruíram" com a força do mar.

Mas hoje, maré vaza, desci à praia e captei as fotos daqueles que foram os lugares de muitas noites de serenatas, cantares, dançares, diversão.

Saudades dessa que foi a imensa praia com aroma das algas " sargaço , que invadem os nossos olfactos.

O sol estava quentinho, o passeio foi sereno e cheio de recordações.

Duas horas a "tomar" os primeiros banhos de  sol e de mar de 2013.

No regresso, comprei as apetitosas batatas, as cebolas, as alfaces, as hortaliças de Apúlia  e "bora" porque o trabalho para o início da semana esperava-me (que por acaso ainda nem comecei).

Acordei cedo,  com o sonho da praia da minha juventude e fui lá:

 

 

 

(o restaurante/café/esplanada, abandonado, dos mirones, de dia, e das noites de cerveja)

 

 

 

(o castelo, agora um café)

 

 

a azáfama da recolha dos barcos (lamentável o cheiro a gasóleo dos tractores)

 

 

 

(o rochedo que foi testemunha dos nossos cantares e dançares, nas noites de luar)

 

 

 

 

 

(moinhos recuperados e habitados)

 

 

(flores de praia, nas dunas)

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

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Mac Vida(s) a preto e branco

por Maria Araújo, em 30.11.12

Esta menina fez-me recordar a minha adolescência quando lia os "caprichos", assim chamados, (há venda aqui), e os romances nas páginas interiores da revista da Crónica Feminina.

 

 

 

(ai, como me lembro tão bem destas capas!)

 

 

 

 

 

 

 

 

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Heróis do Mar

por Maria Araújo, em 30.06.12

o grupo  que, neste blogue, me fez voltar atrás no tempo e, logo, com certeza, vai passar aqui.

 

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dia

por Maria Araújo, em 22.02.12

de meu aniversário.

Dia que recordo todo um passado de trabalho,objetivos,  (in)certezas, sonhos, alegrias,  paixões.

Recordo os medos, que  foram muitos.  E ainda são. O medo de ver a minha família sucumbir.

Recordo que tenho fraquezas, pensamentos de mais, preocupações e tarefas mil.

Recordo que a minha vida foi , é/está cheia de  defeitos, (in)decisões, (in)certezas, mas sobretudo de coragem.

Tenho sempre uma palavra positiva, sabendo que pode nem sequer chegar lá, ao destinatário.

Não sou negativa, apesar dos medos.

Gosto de dar, mas também adoro receber: elogios subtis, abraços, gestos, beijos.

Sou uma romântica, porque ainda vivo num mundo de ilusões...Na ilusão de que o mundo vai ser melhor.

Tenho fé, tenho esperança no futuro.

Hoje é o dia de aniversário. Nasci às 10:15 h.

Espero continuar a ter força, saúde (enquanto Deus quiser) e a esperança de dizer, em cada ano que passa: "que seja como o anterior".

E porque sou uma mulher linda (tenho que me elogiar), dedico esta canção a todas as mulheres lindas que aqui vêm visitar-me. E aos homens também, porque sem eles a vida não teria/tem sentido.

 

 

 

 

 

 

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Lembranças

por Maria Araújo, em 11.12.11

A manhã estava com sol, embora fraco, mas parecia que pela tarde iria brilhar com mais intensidade.

Levantei-me cedo. Tinha a missa de 7º dia de uma amiga, de coração.

Eramos uma família.

Ela e irmãos viveram até à idade de entrarem para a universidade e de casar, com os tios, sendo estes padrinhos do meu irmão mais novo.

Em julho e agosto, alugavamos casa na praia. A minha mãe cozinhava para todos, e à noite, vinham de trabalhar, o meu pai e os tios deles.

Dias de praia fantásticos, serenatas à noite, pão quente, brincadeiras que eles, os rapazes, faziam a elas,as raparigas,  enquanto dormíamos, e não só.

E quando nós, raparigas, queriamos ir para a noite, diziam eles :" hoje há noite de King".

Belos tempos de praia que, quer estivesse uma nortada fortíssima, quer estivesse nevoeiro, chuva ou sol, quase sempre o regresso a casa para jantar era depois do sol posto. Por vezes, alguém tinha de nos chamar.

A amiga faleceu há uma semana e soube na 6ª feira.

Ela deixara escrito que queria um funeral discreto, só para a família.

E hoje, o final desta missa foi de emoção. O marido leu algumas palavras que  a esposa deixara escritas, e um poema que um dos meus primos lhe dedicou.

Quando me aproximei para cumprimentar a família, como sempre, chorona que sou, as lágrimas caíam-me rosto abaixo.

Ele, o marido, estava emocionado.
Com três filhos casados, um neto , e a caminho do 2º,  o casal dava-se muito bem , viviam bem a vida,viajavam muito.

Ela tinha a doença há muitos anos. Desde início que estava controlado.

O que mais admirava nela era a força psicológica, o modo de ela ver a vida.

Os anos passaram e estava curada.

Mas, infelizmente, estas doenças voltam a dar sinal. Há cerca de 4 anos, manifestou-se.

E ela recomeçou os tratamentos, sempre com a mesma força e determinação.

Entretanto, os meus irmãos mais velhos foram embora. Ela resistia.

A última vez que a vi, há cerca de 6 meses,contara-me que tinha viajado pela China.

Estava muito bem. Tinha-a visto um ano antes, mais combalida.

Mas como estas doenças vão minando o corpo, sucumbiu domingo passado.

E porque estamos a chegar ao natal e lembrei-me dos muitos natais e passagens de ano que vivemos todos juntos em casa dos tios,  decidi dedicar a minha tarde de hoje, em sua memória, à procura das poucas fotos que tenho guardadas e (re)lembrar os tempos da nossa juventude.

Porque a vida passa, porque estamos absorvidos pelo trabalho;quando alguém se lembra de reunir as belas e saudáveis amizades , encontramos sempre um motivo para que seja para amanhã e então adiamos por mais algum tempo, porque  não sabemos por anda A, o B está longe, o C é capaz de não querer vir,  toda uma séria de pensamente sem sentido que, quando nos apercebemos, essas pessoas que muito queremos vão embora para sempre.

Isto faz-me pensar que não compensa passarmos o tempo a adiar encontros, a "esquecer" que estamos todos bem, não vermos há anos as pessoas que fizeram parte das nossas vidas, até daquelas que  estão aqui tão perto, dando mais valor ao trabalho e ao tempo, que escasseia.

E hoje pediram-me para eu organizar um almoço e juntar estas velhas amizades para/e recordar a minha amiga, os meus irmãos, os meus pais, os tios...

Quando morre alguém das nossas relações, e à medida que amadurecemos,  tomamos consciência de que há laços que nos unem e que a distância e o tempo não podem separar.

Depois do natal, vou contatar quem não vejo há muitos anos.Onde estão? Não sei. Mas hei-de conseguir. Em memória dos meus irmãos Xico e Mena, da nossa amiga Marimé, do noso amigo Tino, dos nossos pais e dos nossos tios.

Algumas fotos das três famílias mais unidas, dos piqueniques e do verão na bela praia de Apúlia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais aqui.

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20 anos?!

por Maria Araújo, em 12.11.11

20 Anos Massacre de Santa Cruz

 

Nunca esqueci as imagens. Mas do tempo que já passou, sim.

Uns meses depois do massacre, ironia do destino, num dos nossos jornais portugueses apareceu uma notícia com a foto de um jovem de 15 anos, vítima do massacre, cujos dados de identificação correspondiam aos de um grande amigo meu.

Contatei-o.

Mas nunca soube se fizera alguma coisa por ele, o filho "esquecido" e fruto de um amor que eu sabia ser verdadeiro e, ao mesmo tempo,louco.

Uma coisa sei. Esse filho, se é vivo, nunca conheceu o pai.

Tenho a notícia algures aqui guardada, com outras.

20 anos passados e essa imagem do filho "esquecido", vem-me muitas vezes ao pensamento.

 

 

 

 

 

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