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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o dia 25 de Abril

Maria Araújo, 25.04.18

 

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trouxe-me este inesperado destaque, obrigada Equipa do Sapo, foi um miminho que recebi.

Um "olhar" pelos posts  mais antigos que escrevi sobre o Dia da Liberdade, transcrevo este de 2010 que me trouxe recordações do que se vivia cá em casa, antes da revolução das armas, e por que hoje tenho pensado, com muitas saudades, nos meus familiares..

 

«36 anos, muito aconteceu, pouco mudou no que ao poder diz respeito.

Lembro-me que  nesse dia fui para a escola, logo de manhã, aqui bem perto da minha casa, onde vivo actualmente.

Falava-se da queda do governo.

Mandaram-nos para casa.

Rádio a toda a hora, TV também. Ninguém queria acreditar.

Minha mãe estava ansiosa  e com medo que as armas disparassem, por cá.

Meu irmão encontrava-se na Guiné, em combate.

Foi um alívio para ela. Vivia em constante ansiedade.

De cada vez que eu ia à caixa do correio, que fica na entrada da porta do prédio, se eu demorasse um pouco mais a subir, pensava que havia alguma má notícia. Se houvesse, seria por telegrama, era entregue em mão.

Naquele tempo,escreviam-se aerogramas a via mais simples de os filhos da guerra escreverem à família.

Uma folha de papel fino, amarelo, que era dobrado em três. Escrevia-se o remetente e o destinatário e lá chegava o bendito aerograma. 

Gostaria de os ter de recordação, mas não os encontrei. Deduzo que minha mãe teria rasgado quando meu irmão regressou a Portugal.

Hoje comemora-se mais um ano do dia dos cravos.

Tenho grande admiração por todos os homens que foram combatentes de guerra.

Os amigos do meu irmão, amigos meus também, combateram em Angola e Moçambique. Um amigo e funcionário na empresa do meu pai combateu em Timor. Todos foram separados. Estão por cá, alguns já são avós. Meu irmão, não. Está "lá noutras vidas", com minha mãe, minha irmã e meu pai.»

 

 

 

 

 

 

um dia de primavera em novembro

Maria Araújo, 08.11.15

quando devíamos estar a vestir os casacos de pele e de pêlo?!

Lembro-me que há muitos anos, a minha imã mais nova estudava em Coimbra e numa das minhas consultas em Lisboa, passamos por lá para a levarmos connosco.
Estava muito calor nessa altura...E foi em novembro.

Apeteceu-me ir à praia, mas há coisas que preciso fazer hoje, fui caminhar, viver a cidade sem carro.

O sol quente, um dia de primavera em novembro com as cores do outono. 

E recordei aquele calor de novembro de há anos.

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 fotografias do meu telemóvel