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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

visita a Chaves # 2

Maria Araújo, 03.09.20

Quando fizemos o checck-in, a jovem funcionária da recepção disse-nos isto: " Fizemos um upgrade dos quartos, vão ter um suite para vós"

Olhamo-nos e sorrimos. "Uma suite?!"

Ofereceram-nos dois convites com direito a bebida ou jogar nas máquinas do Casino no valor de 2euros ( não era muito, também não estavamos à espera,iríamos à mesma ao bar, sendo oferta, melhor).

Subimos ao quarto, digo,à suite. E do elevador este magnífico lustre decristal chamava a nossa atenção.

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O mobiliário era preto. Nas paredes, e à excepção do corredor, os quadros do quarto e da entrada não tinham nada a ver com o tipo de decoração. Adorei a  enorme casa de banho, o melhor da suite, e as duas varandas, uma que dava para a piscina e a outra para a cidade, ambas com vistas fantásticas ( vídeo do hotel aqui).

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"A cama dá para três pessoas",  disse a minha amiga. Era confortável e à nossa espera tinhamos dois bombons ( que só vi à noite quando abri a cama).

Tinhamos roupões e chinelos para usar na piscina do SPA.

Levamos as nossas toalhas para usar na piscina exterior, não foram precisas porque também tivemos direito a dois cartões com a oferta das toalhas do hotel, no balcão do SPA. 

Fomos para a piscina exterior. Ainda havia a do SPA.

Estava cheia a agenda para marcação de massagens no SPA, não tive hipótese,nem para o dia seguinte,apenas aproveitei a piscina, estava à espera de jactos, que não tinha, a não ser para os pés.

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Do lado de lá da piscina, tirei a fotografia do nossa suite (andar de cima varanda da direita).

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Decidimos não jantar no centro da cidade, ficariamos pelo restaurante do hotel, o preço,sem bebidas, era acessível.

No restaurante, reservamos um mesa no exterior, perto da piscina, o ar condicionado lá dentro era demasio  frio e nenhuma de nós aguenta.

Para entrada comi uma deliciosa sopa de espinafres, a minha  amiga comeu  bacallhau. O prato que escolhemos bife, barrosã, grelhado, acompanhada de arroz de feijão vermelho. A sobremesa era variada, quisemos as iguarias da região ( muito doce) e que a minha amiga adora.

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Depois de jantar fomos conhecer o hotel e o casino ( não entramos,não nos interessava).

Os vários bares, gostei dos bares, àquela hora sem clientes.

Depois da nossa bebida no bar do casino,regressamos ao quarto.

Desfrutamos daa varandas, a temperatura estava excelente, eu só queria captar em fotografia  aquela paisagem noturna com a lua a iluminar a cidade ( a máquina fotográfica não fez melhor que isto):

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Quando me deitei, decidi acordar cedo e aproveitar aquela paisagem para fotografar o nascer do dia e do Sol.

 

o meu sono

Maria Araújo, 27.07.17

Há dias que a Kat me tira do sério.

Já estava a habituar-me ao sossego da manhã, de dormir tranquila, mesmo que ela entrasse no quarto, se deitasse aos pés da cama, que logo a seguir saía e dormia onde entendesse.

O que acontece é que há cerca de dez dias, às 6h, entra no quarto, passeia em cima das minhas pernas, e com as patas e a boca agarra e morde-me os pés. 

Não me deixa dormir.

Ralho, ela foge, tento adormecer, ela regressa ao quarto , volta ao mesmo.

Levanto-me, abro o estore da varanda, lá vai ela... E volta à cama, aos meus pés.

O meu sono vai-se.

Agitada que anda, deixa-me stressada.

À noite, caio de sono mal me sento no sofá.

Durante o dia, ela vai para o cesto e fica horas na preguiça e a dormir.

Hoje,  às 6h30 era o texas. Ela a brincar com os meus pés. Mal eu dizia: "Kat!", ela fugia. Mas voltava.

São 9h, ando aqui desde as 7h. 

Não gosto de andar na net de manhã.

Mas é ela que me faz estar aqui. Sem sono, o que fazer ?

E hoje, o dia de ginásio é à tarde.

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os apliques

Maria Araújo, 22.04.17

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O candeeiro da mesa de cabeceira obriga-me a posturas incorrectas e as dores de coluna incomodam, à noite, quando leio na cama.

Nos vários sites de decoração que costumo ver, gostei dos apliques de parede à cabeceria da cama.

Procurei no site do Ikea e do Leroy Merlin e encontrei o que queria.

Em inícios de Março, passei no Ikea e comprei dois apliques ( iguais ao da imagem) para ter luz directa para o livro, e sentada ou deitada na cama, pudesse ler confortavelmente.

Não me atrevo a mexer em máquinas de parafusos eléctricas, faço muitas outras bricolages acessíveis às minha mãos, então os apliques aguardavam as mãos de um perito na coisa.

Tenhos dois irmãos que são fantásticos em todo o género de bricolage, mas o tempo é pouco para cá virem. 
Hoje, veio cá o mais velho. Quando viu os apliques, resmungou de imediato que aquilo não prestava, que eram de fraca qualidade, que temos a mania de ir ao Ikea e há coisas melhores no nosso mercado.

E tem razão.

Abre uma das embalagens, coloca na parede para eu dizer que altura queria e, de repente, ele experimenta a flexibilidade e segurança da extensão e verificamos que ela não se segura. Ou seja, quando me sentasse a ler e quisesse orientar a luz para o livro, a extensão caía.

Ele diz-me que esteticamente ficam mal, vêem-se os fios, não são uma boa opção para o fim que eu queria. 

A máquina de parafusar não chegou a trabalhar, porque desisti de os pôr.

As lâmpadas LED são sempre úteis, mas os apliques vou devolvê-los.

Nada foi usado, presumo que os aceitam, até porque o talão não tem qualquer indicação do prazo de validade para devolução.

Conclusão: nem tudo o que vemos nas lindas imagens de decoração ficam bem ou são o que parecem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

tartarugas no quarto

Maria Araújo, 22.03.17

Há um mês que não via a minha empregada, que vem quinzenalmente limpar a casa. Tem uma chave de casa para entrar quando não estou.

Hoje, era o dia de vir, fez ium qaulquer comentário por estar em casa. Não lhe dei satisfações da minha ausência nesses dias.

Depois do almoço, e porque a gata ficou toda a manhã aos pés da minha cama no bem bom do edredão,enquant fui para o ginásio, fomos fazê-la.

Ela trabalha um dia por semana em casa da minha irmã. 

E contou-me as malandrices do gato Mickey, adoptado há  seis meses do gatil.

De repente, fala-me em tartarugas.

- Tartarugas?!,- perguntei.

- Sim a sua irmã tem tartarugas em casa.

- Como assim, tartarugas? Estive lá em casa no sábado e não vi nenhuma tartaruga.

- Sim, tem duas tartarugas no quarto do menino Duarte.

Foi então que me lembrei que o meu sobrinho, que vive no Porto, mudou de casa recentemente e como não tem espaço para ter as tartarugas, trouxe-as para casa da mãe e deixou-as no seu quarto.

E contou-me o que lhe acontecei no dia em que viu as tartarugas. Assustou-se.

Estava sozinha, não tinha sido avisada de que havia alguém de novo em casa.

Então, entrou no quarto, vai a puxar o estore e vê-as. Assustou-se. Gritou.

- E agora? O que é isto? Estou sozinha em casa. Que medo! - contava ela o que falava no momento que as viu, ela que detesta este tipo de animais.

E as tartarugas dentro de um aquário, levantavam a cabeça e olhavam-na.

Cheia de medo, queria fugir, mas tinha o trabalho para fazer.

Ás tantas ouve um "poc!". As tartarugas mergulharam. Ela, cheia de medo, não sabia o que fazer. Fugir?

- E se elas saem do aquário? Estou sozinha. Que vou fazer?

Fechou a porta do quarto e foi limpar a casa.

Quando a minha irmã foi pagar-lhe ( vive no prédio em frente) contou-lhe o que se passou, o susto que teve.

A resposta da minha irmã:

- Já viu a minha vida? Eu que  sempre disse  que não queria animais dentro de casa, a Sofia traz-me dois gatos  e o meu filho que mudou de casa, não tinha espaço, trouxe as tartarugas para cá. Mas teve de as deixar no quarto, não a haver luta entre gatos e tartarugas.

E enquanto ela contava a história e fazia os gestos da sua reacção, eu ria-me às gargalhadas.

Mas a verdade é que eu também me assustaria.

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