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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o meu sono

Maria Araújo, 27.07.17

Há dias que a Kat me tira do sério.

Já estava a habituar-me ao sossego da manhã, de dormir tranquila, mesmo que ela entrasse no quarto, se deitasse aos pés da cama, que logo a seguir saía e dormia onde entendesse.

O que acontece é que há cerca de dez dias, às 6h, entra no quarto, passeia em cima das minhas pernas, e com as patas e a boca agarra e morde-me os pés. 

Não me deixa dormir.

Ralho, ela foge, tento adormecer, ela regressa ao quarto , volta ao mesmo.

Levanto-me, abro o estore da varanda, lá vai ela... E volta à cama, aos meus pés.

O meu sono vai-se.

Agitada que anda, deixa-me stressada.

À noite, caio de sono mal me sento no sofá.

Durante o dia, ela vai para o cesto e fica horas na preguiça e a dormir.

Hoje,  às 6h30 era o texas. Ela a brincar com os meus pés. Mal eu dizia: "Kat!", ela fugia. Mas voltava.

São 9h, ando aqui desde as 7h. 

Não gosto de andar na net de manhã.

Mas é ela que me faz estar aqui. Sem sono, o que fazer ?

E hoje, o dia de ginásio é à tarde.

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os apliques

Maria Araújo, 22.04.17

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O candeeiro da mesa de cabeceira obriga-me a posturas incorrectas e as dores de coluna incomodam, à noite, quando leio na cama.

Nos vários sites de decoração que costumo ver, gostei dos apliques de parede à cabeceria da cama.

Procurei no site do Ikea e do Leroy Merlin e encontrei o que queria.

Em inícios de Março, passei no Ikea e comprei dois apliques ( iguais ao da imagem) para ter luz directa para o livro, e sentada ou deitada na cama, pudesse ler confortavelmente.

Não me atrevo a mexer em máquinas de parafusos eléctricas, faço muitas outras bricolages acessíveis às minha mãos, então os apliques aguardavam as mãos de um perito na coisa.

Tenhos dois irmãos que são fantásticos em todo o género de bricolage, mas o tempo é pouco para cá virem. 
Hoje, veio cá o mais velho. Quando viu os apliques, resmungou de imediato que aquilo não prestava, que eram de fraca qualidade, que temos a mania de ir ao Ikea e há coisas melhores no nosso mercado.

E tem razão.

Abre uma das embalagens, coloca na parede para eu dizer que altura queria e, de repente, ele experimenta a flexibilidade e segurança da extensão e verificamos que ela não se segura. Ou seja, quando me sentasse a ler e quisesse orientar a luz para o livro, a extensão caía.

Ele diz-me que esteticamente ficam mal, vêem-se os fios, não são uma boa opção para o fim que eu queria. 

A máquina de parafusar não chegou a trabalhar, porque desisti de os pôr.

As lâmpadas LED são sempre úteis, mas os apliques vou devolvê-los.

Nada foi usado, presumo que os aceitam, até porque o talão não tem qualquer indicação do prazo de validade para devolução.

Conclusão: nem tudo o que vemos nas lindas imagens de decoração ficam bem ou são o que parecem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

tartarugas no quarto

Maria Araújo, 22.03.17

Há um mês que não via a minha empregada, que vem quinzenalmente limpar a casa. Tem uma chave de casa para entrar quando não estou.

Hoje, era o dia de vir, fez ium qaulquer comentário por estar em casa. Não lhe dei satisfações da minha ausência nesses dias.

Depois do almoço, e porque a gata ficou toda a manhã aos pés da minha cama no bem bom do edredão,enquant fui para o ginásio, fomos fazê-la.

Ela trabalha um dia por semana em casa da minha irmã. 

E contou-me as malandrices do gato Mickey, adoptado há  seis meses do gatil.

De repente, fala-me em tartarugas.

- Tartarugas?!,- perguntei.

- Sim a sua irmã tem tartarugas em casa.

- Como assim, tartarugas? Estive lá em casa no sábado e não vi nenhuma tartaruga.

- Sim, tem duas tartarugas no quarto do menino Duarte.

Foi então que me lembrei que o meu sobrinho, que vive no Porto, mudou de casa recentemente e como não tem espaço para ter as tartarugas, trouxe-as para casa da mãe e deixou-as no seu quarto.

E contou-me o que lhe acontecei no dia em que viu as tartarugas. Assustou-se.

Estava sozinha, não tinha sido avisada de que havia alguém de novo em casa.

Então, entrou no quarto, vai a puxar o estore e vê-as. Assustou-se. Gritou.

- E agora? O que é isto? Estou sozinha em casa. Que medo! - contava ela o que falava no momento que as viu, ela que detesta este tipo de animais.

E as tartarugas dentro de um aquário, levantavam a cabeça e olhavam-na.

Cheia de medo, queria fugir, mas tinha o trabalho para fazer.

Ás tantas ouve um "poc!". As tartarugas mergulharam. Ela, cheia de medo, não sabia o que fazer. Fugir?

- E se elas saem do aquário? Estou sozinha. Que vou fazer?

Fechou a porta do quarto e foi limpar a casa.

Quando a minha irmã foi pagar-lhe ( vive no prédio em frente) contou-lhe o que se passou, o susto que teve.

A resposta da minha irmã:

- Já viu a minha vida? Eu que  sempre disse  que não queria animais dentro de casa, a Sofia traz-me dois gatos  e o meu filho que mudou de casa, não tinha espaço, trouxe as tartarugas para cá. Mas teve de as deixar no quarto, não a haver luta entre gatos e tartarugas.

E enquanto ela contava a história e fazia os gestos da sua reacção, eu ria-me às gargalhadas.

Mas a verdade é que eu também me assustaria.

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