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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o telefone fixo

Maria Araújo, 18.10.16

 

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cá de casa andava a deixar-me ficar mal há algum tempo.

Fui à PT/Meo há cerca de um ano, substituíram as pilhas: " ah, não pode comprar dessas pilhas que se vendem nas grandes superfícies de eletrodomésticos, têm de ser as pilhas que fornecemos, e tal ( e eu nem sequer imaginava que forneciam as pilhas).

Mas o facto é que, de vez em quando, o telefone deixava de funcionar estivesse eu a meio de uma conversa, pegasse nele para ligar. Outras vezes, deixava-me falar à vontade.

Ontem, o carregador fazia uns ruídos estranhos. Desliguei-o da corrente, voltei a ligar. Até que deixei de os ouvir.

À noite, recebo uma chamada. Uns segundos depois, foi abaixo.

Tive que usar o telemóvel.

Ficou a noite toda no carregador. Fiz uma experiência, liguei do telemóvel, não toca.

De manhã passei na loja, expliquei ao funcionário o que se passava. Perguntou-me ele:

- Quantos anos tem o telefone?

- Deve andar pelos cinco a sete anos, que me recorde -,  respondi.

- Então tem de comprar um telefone novo. 

- Como assim? - perguntei - Então a PT não substitui?

- Não. Só se estivesse dentro da garantia, que é de dois anos.

- Mas a PT sempre substitui os telefones quando eles avariam. Pelo menos há alguns anos.

- Não, isso já não existe.

Estou desactualizada. Em tempos, qualquer avaria,  ligava-se para a PT, vinha um técnico fazer a reparação e substituía o aparelho se necessário fosse.

Agora, que os há aos montes e à venda em qualquer loja, temos de os comprar. Fiquei lixada.

Eu gosto de ter o telefone fixo. Não prescindo dele. Então,  vou ter de comprar.

O pessoal é rico. Eu não sou.

Nada é como antigamente ( embora eu não seja demasiado saudosista).

 

Há coisas que me tiram do sério

Maria Araújo, 30.08.13

e que, com muita paciência, às vezes, aguento. 

Uso pouco o telefone fixo, mas não quero privar-me de o ter. Há alturas, poucas, que ponho a conversa em dia com as amigas e sou capaz de estar ao telefone 1 hora, pelo que não se justificava pagar cerca de 15 euros de linha, porque o que gasto em chamadas é pouco.

No início do mês fui pedir o pacote de chamadas PT de 9,99.

Muito bem, a partir desse dia passaria a pagar este valor com chamadas grátis para os números começados por 2...

Ora, ao receber a fatura eletrónica, qual não é o meu espanto e vejo o valor a pagar 26,52,  muito superior ao que habitualmente pago (média de 18 euros).

Imprimi a fatura e fui à PT/MEO/TMN, aqui bem perto de casa.

Fui atendida por um jovem que perguntou: "em que posso ajudá-la?"

Expliquei o que se passava.

Pegou na fatura, verificou o valor, pousou-a junto ao pc, dedos no teclado...Durante 20 minutos não articulou uma única palavra, um único som. Após este tempo disse "aguarde um momento".

Levantou-se entrou num gabinete e regressou.

O ar condicionado incomodava-me. Senti frio. Coloquei-me junto ao balcão na posição lateral de modo a que o ar não me "batesse" nas costas, parte do corpo que sou demasiado sensível à temperatura.

De vez em quando, disfarçava um bocejo e com o corpo fazia girar o banco onde se sentava.

Passado mais 15 minutos, peguei no telemóvel e comecei a escrever uma mensagem sobre o que estava acontecer. Penso que o jovem percebeu e comenta:"tem de aguardar mais um pouco porque estão a acertar a fatura".

Agradeci e continuei o que escrevia.

12:57h, diz o jovem, que mastigava uma chiclete: "o assunto está resolvido, vai ser debitado na sua conta o valor x e na próxima fatura vai aparecer o acerto que fizemos".

Perguntei: "Vão enviar uma nova fatura do valor que vai ser debitado?"

Respondeu: "Provavelmente, sim". E nada mais articulou.

Sem pôr em questão o profissionalismo do jovem, penso que nós, clientes, merecemos algo mais como (e sem a chiclete na boca): "A senhora tem de aguardar um pouco...o processo está a ser verificado... demora algum tempo a obter uma resposta".

É tudo uma questão de atitude que, a mim, como cliente, me faz sentir que estou a ser simpaticamente atendida.

 

 

 

 

 

 

 

1299900

Maria Araújo, 30.07.13

É o número que, hora a hora, durante 14  horas do dia, me incomoda, sem que ninguém fale.

Por favor, senhor candidato à autarquia, acabe com isto. Estou farta.

E perguntais vós "como sabes que é um candidato à autarquia?".

Respondo: "Sábado, depois de várias ligações, o serviço de mensagens da PT ligou e, desta forma, ouvi uma voz  que, com uma liguagem pouco clara e rápida,  falava de autárquicas".