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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

# idosa

Maria Araújo, 20.05.19

Publiquei no meu Instagram umas fotografias dos ramos de flores que comprei a uma senhora de 82 anos que, por esta altura, costuma estar sentada num muro que separa o passeio da entrada de um banco, a vendê-los.

Escrevi este texto:

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Ontem, arrumava as roupas de inverno, lembrei-me da senhora, dos raminhos de flores espalhados em cima daquele muro, algo me dizia que, no ano passado, tinha escrito um post sobre ela.

Procurei. E foi em 2017 que o escrevi...

 

# idosa

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o dia 25 de Abril

Maria Araújo, 25.04.18

 

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trouxe-me este inesperado destaque, obrigada Equipa do Sapo, foi um miminho que recebi.

Um "olhar" pelos posts  mais antigos que escrevi sobre o Dia da Liberdade, transcrevo este de 2010 que me trouxe recordações do que se vivia cá em casa, antes da revolução das armas, e por que hoje tenho pensado, com muitas saudades, nos meus familiares..

 

«36 anos, muito aconteceu, pouco mudou no que ao poder diz respeito.

Lembro-me que  nesse dia fui para a escola, logo de manhã, aqui bem perto da minha casa, onde vivo actualmente.

Falava-se da queda do governo.

Mandaram-nos para casa.

Rádio a toda a hora, TV também. Ninguém queria acreditar.

Minha mãe estava ansiosa  e com medo que as armas disparassem, por cá.

Meu irmão encontrava-se na Guiné, em combate.

Foi um alívio para ela. Vivia em constante ansiedade.

De cada vez que eu ia à caixa do correio, que fica na entrada da porta do prédio, se eu demorasse um pouco mais a subir, pensava que havia alguma má notícia. Se houvesse, seria por telegrama, era entregue em mão.

Naquele tempo,escreviam-se aerogramas a via mais simples de os filhos da guerra escreverem à família.

Uma folha de papel fino, amarelo, que era dobrado em três. Escrevia-se o remetente e o destinatário e lá chegava o bendito aerograma. 

Gostaria de os ter de recordação, mas não os encontrei. Deduzo que minha mãe teria rasgado quando meu irmão regressou a Portugal.

Hoje comemora-se mais um ano do dia dos cravos.

Tenho grande admiração por todos os homens que foram combatentes de guerra.

Os amigos do meu irmão, amigos meus também, combateram em Angola e Moçambique. Um amigo e funcionário na empresa do meu pai combateu em Timor. Todos foram separados. Estão por cá, alguns já são avós. Meu irmão, não. Está "lá noutras vidas", com minha mãe, minha irmã e meu pai.»

 

 

 

 

 

 

cinco meses depois,

Maria Araújo, 09.03.18

Sem Título.png

 

ela regressou e não deixou ninguém sem resposta ao seu último post de 2 de Outubro, o dia em que foi para uma "pequena pausa", e por algo tão belo quanto ser mãe.

Sinceramente, Chic'Ana, eu não conseguiaria responder, um a um, aos comentários que ficaram por lá durante este tempo que esteve  ausente.

Grande Ana.

Da minha parte, muito obrigada.

 

 

consulta marcada

Maria Araújo, 22.09.17

Depois deste post de ontem, e disposta a prescindir da aula que tão bem me faz , às 9h30 peguei no telefone e liguei para o hospital.

Trinta segundos de espera, atendem , passam a chamada para a especialidade, que também não demora a atender, pedi se era possível marcar a consulta tratamento para a médica x, e a resposta foi esta:

" dia 23 de Novembro estão abertas as marcações a partir das 15h,  a senhora escolha a hora que entender".

Escolhi a hora, dei o nome e data de nascimento.

Ficou a consulta marcada.

Ainda tive tempo de tomar o pequeno-almoço, vestir a roupa do ginásio, preparar a mala, tirar o carro da garagem.

Cheguei à entrada do ginásio, deixei o carro com os piscas ligados, atrás dos que estavam estacionados, fui à recepção saber se ainda havia senhas  para a aula ( já passava das 10h15), havia senhas, sim, fui estacionar o carro no parque.

Correu bem.  Fiquei satisfeita ( mas vou fazer a reclamação).