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as portas e as janelas

por Maria Araújo, em 10.03.16

que a máquina fotográfica do português, André Vicente Gonçalves, captou, nas suas viagens mundo fora .

Encontrei em Galileu, podem ver a sua extensa coletânea neste site.

 

Portugal

portas-portugal.jpg

 

Inglaterra

 

portas-inglaterra.jpg

 

Burano , Itália

portas-burano.jpg

 

Isto faz-me lembrar o desafio "janelas para o mundo" que a Teté lançou no blog, o  quiproquo , no ano passado. As fotografias eram tão bonitas e fiz um painel que publiquei aqui.

E o resultado do desafio "janelas para o mundo",  foi este:

18401504_clQPU.png

 

 

 

 

 

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Barcelona - dia 3

por Maria Araújo, em 21.03.15

Domingo com sol, planos para passarmos pela Praça de Espanha e vermos a Fonte Mágica de Montjuic e, de tarde, seguirmos para as praias de Barcelona.

Saímos cedo, passamos pelo Museu de Arte Contemporânea, tiramos algumas fotos e seguimos na direcção da Avenida del Paralelo.

Ouvimos música, pessoas que gritavam "fuerza" , palmas, quando chegamos à avenida e vimos atletas que corriam: realizava-se a Maratona de Barcelona .

Ao longo da avenida as esplanadas cheias de pessoas, o sol quente compensava o dia anteriror, de chuva.

Chegamos ao fim da avenida e surge-nos a Praça de Espanha com uma enorme multidão que aplaudia os atletas à chegada.

Fomos tomar um café e subimos ao terraço do Centro Comercial Arenas , onde em todo o raio de 360º se via a cidade.

Descemos, metemos pela multidão e chegamos à Fonte Mágica. Mais fotografias para ficar para a eternidade, ainda era cedo para o almoço, descemos novamente a avenida em direcção à praia de Barcelona. Os últimos atletas ainda corriam, seguidos da polícia que fechava a Maratona.

Sempre a andar, pensava eu que as praias não seria longe do Porto de Barcelona, mas enganei-me. A hora do almoço já tinha passado, a fome apertava.

Os restaurantes de Barceloneta estavam cheios. Passamos num supermercado aberto, com padaria, compramos pão de sementes acabado de fazer, e abastecemo-nos dos ingredientes para meter no pão.

A praia estava à nossa frente, cheia de turistas. Sentamo-nos, preparamos as sandes, que nos souberam muito bem. Muitas pessoas faziam o mesmo.

Fui provar a água do Mediterrâneo, mais fotografias e seguimos pelo passeio ao longo da praia para vermos de perto o peixe olímpico que, de longe, tinha um brilho dourado muito bonito.

As praias eram limpas e muito bem organizadas, com campos de voleibol afastados dos banhistas e espaços de brincar para crianças e de descanso.

Tomamos café (caríssimo) junto à praia e metemos pelo Jardim Zoológico e Parque de La Cuitadella para vermos o Arco de Triunfo. Um lindíssímo espaço de passeio e lazer

Seguimos para o Palácio de Música Catalã, um edifício com o exterior lindíssimo (mais um Património Mundial da Humanidade) metemos pelo Bairro Gótico e regressamos ao apartamento, mais uma vez cansadas dos muitos quilómetros que fizemos neste dia.

 

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 (Museu de Arte Contemporânea)

Barcelona 2015 166.JPG

(Maratona na Avenida del Paralelo)

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(grupo de bombos)

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(perto da Praça de Espanha)

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(edifício da Feira de Barcelona)

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(Cento Comercial Arenas)

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(nós)

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(Portugal presente na Maratona)

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 (no terraço do Centro Comercial Arenas)

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(edífico da Feira de Barcelona e Praça de Espanha)

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(no terraço)

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 (dos vários pontos do terraço)

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 (Montjuic)

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(na Fonte Mágica)

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(Museu de Arte da Catalunha)

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 (World Trade Center de Barcelona)

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(Praias de Barcelona) 

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(massagem tailandesa, na praia) 

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(esplanadas na praia) 

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(o peixe olímpico) 

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(a minha amiga)

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(no Parque de La Cuitadella)

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(Arco de Triunfo)

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(jogos de patins junto ao Arco de Triunfo)

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(Palácio de Música Catalã)

Barcelona 2015 301.JPG

 

(continua)

 

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O Milionário é Português

por Maria Araújo, em 24.10.14

Os 190 MILHÕES saíram a UM PORTUGUÊS... Mas não sou eu.
Não queria ser MILIONÁRIA, podeis acreditar,  mas um cadito, sabia bem.
E o estado esfrega as mãos de contente... Vai arrecadar 38 MILHÕES!

 

881687.jpg

 

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PROVE

por Maria Araújo, em 08.11.13

Fui, às 18h e pela primeira vez, buscar o meu cesto de frutas e legumes daqui.

Um armazém com pouca luz, mas com uma enorme mesa cheia de cestos.

Foram buscar o meu.

Paguei os 7 euros, cheguei a casa e gostei:

 

1 pé de couve (tenrinha)

1 pé de alface

1 chu chu

1 ramo de salsa

1 alho francês

1 beterraba

1 pimento

3 cogumelos

2 cebolas grandes

1/2 abóbora

batatas

feijão verde

laranjas

maçãs

1 kg  (aproximadamente)de castanhas

 

Esperava ter cenouras, talvez venham no próximo cabaz, daqui a 15 dias. 

Independentemente do preço que paguei, valeu a pena.

Senti-me bem perceber  que estou a ajudar os nossos produtores, que tanto precisam de apoio, e que vou comer os produtos da nossa terra.

A continuar, quem sabe vá para o cabaz maior.

 

 

 

 

 

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"Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso, confesso.

E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles.

Aqui ficam, e espero que vocês também se divirtam. E depois de rirmos espero que nós, adultos, façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.

 

Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa

 

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito. “O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele?
Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.

No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há determinante o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.

 

No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa. No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?

A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a
autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização de verbal e de adjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6
letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.) Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa.
Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou
ter zero.

E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação. O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A
culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.

 E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está
nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

 

João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática)."

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