uma montra

Porto
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Porto
Estive no fim de semana no Porto.
Fui ao Coliseu Porto Ageas assistir à fantástica peça de teatro "Dois de Nós" .
Não podia deixar de ver mais uma das peças com o excelente actor António Fagundes, muito bem acompanhado de três grandes actores Christiane Torloni , Alexandra Martins e Thiago Fragoso.
Cheguei ao Porto ao início da tarde, fui ao hotel, a poucos metros dos Jardins do Palácio Cristal, para o check-in, e de seguida passear pelo centro da cidade até à hora do espectáculo.
Pensei fazer o percurso da ida para o hotel, mas decidi seguir a dica do jovem da recepção: descer uma rua oposta ao hotel e seguir pela marginal do rio Douro até ao centro.
Ficava muito mais longe que se tivesse ido pelos Clérigos.
E lembrei -me que, há uns anos, fui almoçar ao Porto com a Sofia, e depois de um passeio pelos Jardins, enganamo-nos no caminho e fizemos precisamente este percurso
E pensei no quanto andamos para chegar onde queríamos.
Devia ter voltado para trás, era mais perto. Mas fui descendo a íngreme rua.
E arrependi-me. Muito!
Transpirei imenso.
Calçava botas, usadas, mas sentia que alguma coisa magoava um dedo no meu pé direito.
E com o impacto, o joelho também dava sinal de dor, embora leve.
Quando finalmente entrei na marginal, a dor no joelho foi passando.
Demorei muito tempo a fazer a marginal, queria atravessar a ponte D.Luiz e subir ao Jardim do Morro para ver o maravilhoso pôr-do-sol.
Quando cheguei à Ribeira, uma multidão de turistas andava de um lado para o outro.Era grande a confusão.
Fugi dela, entrei numa rua estreita, mas tive de subir outra rua que ia dar a um túnel de trânsito automóvel, também com passagem para peões.
Uma grande fila de automóveis, parados, ouvia-se as buzinadelas que ecoavam nos ouvidos dos transeuntes que seguiam o seu destino nas vias pedonais.
Cheguei à Ponte.
Mais turistas que ora desciam, ora subiam os passeios para andarem mais depressa, e eu fazia o mesmo, atrasavam a minha chegada a tempo para ver o pôr-do-sol.
Subi as estreitas escadas que levam ao Morro.
O que restou do sol foi a luz ao longe detrás dos prédios.
Música demasiado alta, os turistas desfrutavam da bebida, da paisagem, da serenidade que a natureza nos dava neste fim de tarde.
Tirei as fotografias da bela paisagem que nunca cansa.

Atravessei a ponte em direção à Batalha para me "meter" na Rua de Santa Catarina, e procurar onde jantar.
O espectáculo era às 21:00h, deveria dar entrada mais cedo.
A porta do teatro fechava exactamente à hora da peça, ninguém podia entrar se estivesse atrasado.
Logo que entrei na rua de Santa Catarina, ouvia-se música de Natal.
Tive de parar.

De tanta gente que estava parada no primeiro cruzamento da rua com a Rua Passos Manuel, vi braços erguidos cujas mãos seguravam os telemóveis e filmavam...
Nas pequenas varandas do prédio em frente, cantava-se e dançava-se ao som de "All I Want for Christmas is You".
Não conseguia atravessar a rua.
Quando acabou o espectáculo, fui pedindo licença para passar, mas foi muito, muito difícil porque os encontrões eram de mais e as pessoas não arredavam pé.
Mas consegui chegar ao outro lado.
À minha frente, uma loja de roupa foi o convite a entrar e ver-me livre dos empurrões.
A minha camisa estava molhada de suor.
Decidi comprar uma sweat em algodão.
Não perdi tempo.Elas estavam bem à vista.
A jovem funcionária convidou-me a entrar nos provadores, mas não quis.
A loja estava cheia e havia fila para os provadores.
Dirigi-me ao Centro Comercial Via Catarina .
E foi aqui que procurei os lavabos.
Tirei a camisa, dobrei-a, meti na carteira, e vesti a sweat.
Aproveitei para descansar as pernas, ficaria por lá a jantar.
Cerca das oito e trinta fui para o Coliseu, que já estava a ficar composto de público.

Um à parte. Sou baixa. Tenho o azar de ter à minha frente uma mulher ou um homem mais altos que me impedem de ver o espectáculo.
E assim aconteceu.
A careca do homem à minha frente, que ora se inclinava para a direita, ora para a esquerda, não permanecia quieta, obrigava-me a fazer o mesmo para ter uma pequena visão dos actores conforme se moviam no palco.
Ao meu lado direito, pai e filho, altos, levaram-me a pensar que as pessoas que estavam atrás teriam o mesmo problema.
É o que mais me incomoda.
A peça foi fantástica.
No final os actores queriam um bate-papo com o público.
Fiquei.
Um dado momento, António Fagundes perguntou se estava na sala público de Braga.
E foram muitas as pessoas que levantaram os braços.
A peça não estava na agenda de espectáculos nesta cidade.
Saí do Coliseu para apanhar um táxi.
Vi-os junto à Câmara do Porto.
Entrei e disse ao motorista qual o meu destino, " Na direcção do Super Bock Arena, antigo Pavilhão Rosa Mota".
Que diabo disse eu para o homem começar a protestar?
"Super Bock Arena? Pavilhão Rosa Mota?
Morreu um bombeiro a cumprir a sua missão, foi o Presidente da República, foi o Primeiro Ministro. Se eu morrer em serviço ninguém vai ao meu funeral."
Levei para a brincadeira e comentei: " Pode ser que sim".
E repetia o mesmo.
O homem não se calava
"Pavilhão Rosa Mota? Porquê? "
" É Palácio de Cristal! Vêm com modernices!"
Decidi ficar calada.
"Estive no Ultramar, muitos soldados morreram, alguma vez fizeram homenagem aos soldados mortos?
Há algum monumento, ou pedra que homenageie os soldados?
Vêm cá com homenagem ao bombeiro e dias de luto. Ele estava a fazer o seu serviço."
Tentei mudar de conversa mas o homem descarregava com palavras de revolta o seu mal viver.
Não me ouviu.
Deixou-me à porta do hotel.
Paguei, saí do carro com um "boa-noite" e a falar para os meus botões ;" Que homem tão rude, tão mal com a sua vida".
Foi combatente, pelas minhas contas teria 75/ 76 anos.
Ele estava a prestar um serviço que era pago, não devia ter este tipo de conversa e soltar as frustrações para cima do cliente.
Apesar deste final de dia, a noite no Porto estava cheia de vida e luz.
Gosto do Porto!
Não gosto de turismo de massa.
Estive na Invicta, e sem imaginar que iria fazer o percurso de 2023 para chegar à Ribeira, passei junto à Alfândega do Porto.
E lembrei -me que poucos metros à frente iria ver a mesma casinha que fotografara em 2022, ía para um almoço com a Sofia, minha sobrinha, e em 2024, num passeio com umas amigas:
pela sua cor;
pelo "adereço" que lhe dava um toque especial.
A mesma casa em 2022 e 2024...

E a fotografia de sábado passado, com o adereço branco.

António Fagundes divulgou na sua página de Instagram a vinda a Portugal para apresentar o espectáculo de grande sucesso no Brasil, "Dois de Nós".
Fã que sou deste actor, procurei as cidades que o grupo vai actuar, Braga não está na lista, decidi pelo Porto, uma vez que são três dias de espectáculo, no Coliseu Porto Ageas.

Acabei de comprar o bilhete online para 8 de Novembro.

Hoje, às 06:30h, a minha gata decidiu acordar-me.
Miava, miava, eu perguntava " o que queres?", ou "shiu! cala-te!" (o meu receio é que os mios dela acordem os vizinhos).
Entrou no quarto e senti o nariz perto da minha cabeça.
Disse-lhe, batendo com a minha mão no edredão: "deita-te ali!"
Ela adora deitar-se aos pés da cama, mas há algum tempo que não vem para o quarto.
Pasado uns quantos minutos, calou-se.
Tentei voltar a adormecer.
E acordei com o despertador.
Tinha aula de Pilates às 10:00h no ginásio. E foi muito puxada. Mas é para isso que lá estou.
Depois da aula, tomei banho, lá, e quando já estava pronta para vir, decidi sentar-me no sofá, o bar estava cheio e eu também já tinha tomado café) deixei-me estar com o telemóvel a ver as notícias, ler alguns blogues. Foram 30 minutos de sossego.
Vim para casa.
Tinha o almoço adiantado, pus a roupa a lavar.
Enquanto almoço, o sol entra pela janela da sala, é um consolo olhar através dos vidros, ver sempre a mesma paisagem, e deixar-me levar pelos pensamentos.
Ora, quando o sol entra pela janela, vê-se bem a sujidade dos vidros.
Há muito que quero lavá-los,mas com a chuva era impossível, ou se estava sol, nesse dia não dava, tinha outras coisas para fazer, ou não me apetecia fazer este serviço que a empregada há muitos anos não faz. Ela pega num pano, nem sei se é seco, se húmido, passa-o nos vidros até onde os braços chegam. E ficam pior.
Eu sei que nunca usa o limpa vidros porque fui eu que o usei quando comprei,em tempos, e o nível é sempre o mesmo. E eu não lhe digo nada. Ela está muito limitada nos movimentos. Eu entendo, e deixo passar. É uma boa pessoa, confio nela, faço eu o serviço pior quando posso ou me apetece.
Então, decidi limpar os vidros.
Eu tenho cinco janelas com dois caixilhos, logo cada uma tem quatro vidros, logo são 20 vidros.
Limpei 4 janelas. Ficou uma por limpar. Os vidros da varanda são mais fáceis.
Estive hora a limpá-los.
Depois, aspirei o colchão e o quarto.
Fiz a cama.
Passei para as outras divisões. Aspirei tudo.
Passo a mopa de móveis nas portas e nos roupeiros.
Limpei a casa de banho.
Foram mais 3 horas que levei a fazer isto.
Tomei um chá por volta das 18:15h.
Liguei o pc.
Quando me sentei para escrever qualquer coisa, acabei por escrever sobre este dia, percebi que estava mesmo cansada.
Que tarde de sábado!
Ainda não liguei o televisor. Está sempre desligado durante o dia.
Hoje, dá o jogo Braga-Estoril. Vou ver.
A minha amiga Mafalda não foi a Leiria, porque não tinha companhia.
Eu disse-lhe que eu até ia,mas não nos autocarros que o Braga disponibilizou para os adeptos.
Se fosse, ia por minha conta.
Mas só hoje soube que não ia, porque ,demanhã,no sofá do ginásio, perguntei-lhe se já estava a caminho.
Ganhe quem ganhar, que seja um bom jogo.
Bom fim-de-semana.

Já agora, e porque há algum tempo que não tenho publicado a música de sábado, fui ao Porto ver Candlelight Queen e Coldplay, os músicos são portugueses, de Aveiro, mas não encontrei no youtuve nenhuma gravação.
Fica esta:
Estive no Porto no fim de semana passado.
Depois do check-in no hotel, fui dar uma volta pela beira do rio.
Entrei na Alfândega do Porto, havia uma Exposição de Roupa de Noivas.
Não tencionavs ir mais além, estava um vento frio, atravessei a passadeira para o outro lado da rua, voltei para trás. Precisava de tomar um chá.
De repente, a varanda de uma casa chamou a minha atenção.
A roupa, perfeitamente estendida nas cordas, sobretudo as meias, lado a lado, era digna de um fotografia.
Segui o meu caminho e, de repente, lembrei-me que tirara uma fotografia à mesma casa, quando fui com umas amigas ver Lloyd Cole, e que escrevi um post sobre isso.
Procurei nas tags e lá cheguei.
Aqui estão:
Março de 2022

Janeiro de 2024

Este fim de semana, estive no Porto.
Fui ver Candlelight, "o melhor dos Queen" e "Coldplay vs Imagine Dragons"
Tinha comprado os bilhetes online no início de Novembro, assim como procurei um hotel por perto e reservei na mesma altura.
Quando fiz o check-in, o senhor que estava na recepção pediu-me o cartão de cidadão e disse que tinha de pagar na hora.
Eu respondi que sim, e paguei com o cartão.
Entregou-me o talão de pagamento, e pensando eu que ia dar-me a factura, não.
Não perguntei nada.
Já aconteceu datem-me no check-out.
Peguei no talão e fui para o quarto.
É a primeira vez que não recebo factura.
Em todos os hotéis por onde tenho passado, seja de 3* , 4* ou 5*, pediram-me para aguardar um momento para me darem a factura.
Recebi da Booking o inquérito de satisfação, não me lembrei de referenciar este pormenor.
Gosto de ler os comentários e verifiquei que algumas pessoas fazem referência a isto.
Na minha opinião, a factura devia ser obrigatória sem ter de o cliente a pedir, seja onde for.
Quem cobra é que deve pedir o número do NIF.
Se o cliente não quer factura com NIF, o problema é seu.



É já no próximo sábado que vou ver dois espectáculos à luz das velas, no Palácio da Bolsa, no Porto.
O primeiro será às 19h30, "O melhor dos Queen", e o segundo às 22h00, "Coldplay vs Imagine Dragons".
Fiz reserva de um quarto no Hotel da Bolsa, aproveito o domingo para dar um passeio pela cidade, quiçá, descobrir outros cantos que não conheço.
Quanto ao tempo, o sol vem no fim de semana.