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Como diz a Teté

por Maria Araújo, em 07.12.15

 

 

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 " ainda vai ter muito que tricotar."

 

Imagem, daqui

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Um diálogo muito actual...

por Maria Araújo, em 20.03.14

(recebido por e-mail)

 

DIÁLOGO QUE OCORREU ENTRE 1643 E 1715, REALIDADE NO BRASIL DE 2003 a …..…?

 

AO LER ESTE DIÁLOGO ME LEMBREI DE NÓS, DA FALECIDA CLASSE MÉDIA!!! OLHA COMO ESTAMOS DESTINADOS A TRABALHAR SEMPRE MAIS E TER CADA VEZ MENOS.

 

ACONTECEU ENTRE 1643 E 1715 e REPETE-SE NO BRASIL ATUAL… e em PORTUGAL.

 

 

 


Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:


Colbert:- Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…


Mazarino:- Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!


Colbert:- Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?


Mazarino:- Criando outros.


Colbert:- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.


Mazarino:- Sim, é impossível.


Colbert:- E sobre os ricos?


Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.


Colbert: - Então, como faremos?


Mazarino:
- Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!

 

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NÃO QUERO MORRER…..

por Maria Araújo, em 15.03.14

Uma carta com data de fevereiro passado, recebida hoje, no meu e-mail, julgo ser de conhecimento de muitas pessoas, sobre um assunto que me toca e aos milhares de portugueses que se encontram em situação precária, " não quero morrer..."a carta de Júlio Isidro, aqui, no meu cantinho.

 

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Apareceu, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro que dá para este fim de semana dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro.

 

 

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!

NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!

 

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

 

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.

Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

 

Júlio Isidro

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Pois é

por Maria Araújo, em 25.07.13

Há dois dias, o telefone tocou. Vi um número local e atendi.

Uma voz gravada dizia, mais ou menos isto: "Boa tarde. Sou ... e gostaria que despendesse alguns minutos do seu tempo para responder a ...".

Desliguei o telefone.

Hoje, final do dia, regressava a casa, vi um amontoado de pessoas que batia palmas a uma voz que falava de crise e de políticas de direita.

Aproximando-me do local (sou obrigada a passar por lá), percebi porque a antiga oficina da Rover está  com ar fresco e renovado (pensei que alguma grande superfície de vestuário fosse abrir)

Estamos em tempo de crise?!

 

 

(a foto não mostra tudo)

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Portas

por Maria Araújo, em 02.07.13

que se abrem...

 

 

 

e que se fecham.

 

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Multibanco, sim!

por Maria Araújo, em 21.08.12

Soube da notícia do PD não aceitar pagamento com multibanco, aqui e agora nas notícias.

A não aceitarem pagamento de valores  inferiores a 20 euros, vou ter de mudar o meu comportamento ( !!!) pois não costumo trazer muito dinheiro na carteira.

Mas não há-de faltar muito tempo que desistam da ideia.

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"Conversa no messenger"

por Maria Araújo, em 27.09.09

Há pouco minutos, estava no messenger a teclar com um amigo, também blogger, sobre as eleições e a vitória do PS.

Embalados na "conversa" diz ele: "Estamos mal do ponto de vista Económico-Financeiro. Qualquer dia vem alguém de fora e vai  ditar as regras do jogo. Alguma Organização Internacional ou a União Europeia"

Eu comentei em tom de brincadeira: "Vamos passar a ser uma província da Europa...", ao que ele respondeu: "Somos um país morto na Europa. MORTO e CARO"

Estas duas palavras bateram certeiro na minha vista e no meu pensamento.

E andam os nossos políticos e "algum povo" a vangloriarem-se da modernidade deste país.

Espero que, desta vez, José Sócrates aja com mais contenção nas palavras, nas obras e no dinheiro público.

 

Não quero temer o futuro.

 

 

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Europeias

por Maria Araújo, em 07.06.09

A eleição para o Parlamento Europeu foi ganha pelo PSD.

Não querendo fazer grandes comentários sobre o assunto, até porque não sou filiada em qualquer partido político, nem "percebo" de política, porque também não quero, fiquei satisfeita com estas eleições. Por um motivo. O povo português está cansado da arrogância e despotismo do PS.

Gostaria que o PS respeitasse um pouco o povo português, que votou nele, para bem da política nacional.

Ponto final.

 

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