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os meus cinquenta

por Maria Araújo, em 06.08.19

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(imagem da internet)

 

Aceitei o convite da Luísa  para participar no desafio que a imsilva lançou no seu blog, sobre os cinquenta ( a meia idade), no século passado era sinal de velhice, a verdade é que, quando  jovem, o conceito que tinha de uma mulher de quarenta anos era de velha, de modo que, quando lá cheguei, decidi que era um disparate, não me via nem sentia a idade, tive sempre uma vida rodeada de amigas e amigos, a maioria mais novas, os anos passaram depressa demais, cheguei aos sessenta com energia, à excepção de algumas mazelas que o raio do tempo se encarrega de me oferecer, e forma de estar, ser e pensar saudáveis.

Tive uma infância a brincar na rua, não gosto de bonecas porque não as tive, os poucos brinquedos que tive eram partilhados com a minha irmã mais velha, fui uma maria rapaz, mas bem comportada...e tímida.

Dediquei parte da minha adolescência aos meus dois irmãos mais novos, uma alegria, uma novidade, foi a fase da minha vida de quase mãe ( mal eu viria a imaginar que na adolescência destes seria eu a "mãe" deles), tinha  férias de um mês na praia, encontros com os amigos, anoiteceres de brincadeira, por isso, uma adolescência saudável.

Vieram os vinte. Ui os vinte! A fase mais louca: o querer e o não querer, a incógnita de saber se iria encontrar o homem da minha vida,  a loucura das noites de Verão nas discotecas, usava tudo o que a moda ditava, o meu 1,50cm não era problema, independente que era, e sou, fazia as férias de Verão com as amigas. 

Os trinta,  trabalhadora estudante que fui, foi a etapa mais difícil e mais crítica da vida, porém, com novas amigas de curso, que me ajudaram a ultrapassar muitas das minhas tristezas, tive momentos de cumplicidade, de desabafos e risos,  acabei o curso, mudei de emprego, deixei a paixão dos vinte, fiz-me uma mulher mais madura, mais sensata, mais feliz e orgulhosa com o que tinha alcançado.

Entrei nos quarenta, novos amigos e amigas de trabalho, alguns namoricos, férias fora do país, amizades mais sólidas, casa própria, carro, maior dedicação à família, mais sobrinhos, as primeiras rugas, os primeiros fios de cabelos brancos, ainda  as noites de discoteca, os dois irmãos mais novos casaram, tiveram filhos. E se a família tinha grande significado para mim, passou a ser o mais importante da minha vida.

Costumava comentar com as amigas que, contrariamente ao estilo de mulher do século passado, os cinquenta são os novos cinquenta:  as mulheres deste século, mais independentes, mais experientes, mais selectivas nas suas escolhas, não dão tanta importância ao que os outros pensam de si, frequentam o ginásio, cuidam de si, são mais sexy.

E foram os cinquenta os melhores da minha vida.

Positiva que sou, mais confiante e segura dos meus actos ( e cometi muitos erros), entrei no mundo da internet, conheci pessoalmente pessoas fantásticas, fiz boas amizades virtuais, fiz viagens que nunca esperei fazer, vivi aventuras que pensava não serem para a minha idade, passei a viver intensamente os encontros, os jantares com os amigos,  dediquei mais tempo à leitura, abri o blog.

Deixei de dar valor a coisas supérfluas, a pessoas negativas, egoístas, mesquinhas,  às conversas e amizades de circunstância.

O meu corpo mudou, ganhei um pneu que me custou aguentá-lo ( já não existe), eu, mulher baixa e elegante, cujos amigos elogiavam o corpo e a idade, não tive a crise de menopausa ( que sortuda, confesso), eis que um dia, depois de uma cirurgia, observava as rugas de expressão que desde jovem me habituei a elas, assustei-me com as que, de repente, faziam-se notar nos cantos da boca. A sensação que tive foi de que os meus olhos não quiseram ver que elas estavam lá há tempos.

Aprendi a aceitar cada faixa etária com gratidão pelo que vivi, já não sou a pessoa que fica obcecada  com as marcas que o tempo se encarrega de dar, quero ter saúde física e mental para viver os momentos mais pequenos e simples, com serenidade, até aos noventa (que duvido) quero ser uma velha gaiteira, se lá chegar, quero ver os sobrinhos netos crescidos e como vai ser o seu futuro. 

Fico grata por acordar de manhã sempre bem disposta, fazer o que gosto, tratar dos meus compromissos, ler, fazer o que me apetece e à noite deitar-me tranquila e feliz porque o dia até correu bem.

 

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há pessoas e pessoas

por Maria Araújo, em 20.02.19

Há pessoas que são muito totós. Ou então fazem-se de totós.

Mas também constacto que se fazem de chicas-espertas, ou serão as tais ratas de sacristia?

E há momentos que não conseguimos controlar o riso, por mais que queiramos.

Hoje, no ginásio, foi um desses momentos.

 

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as palavras e a imagem de

por Maria Araújo, em 18.11.18

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o último fecha a porta, são as minhas palavras e imagem, mas em praias diferentes.

As pessoas correm perigo porque querem.

 

 

 

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no cemitério

por Maria Araújo, em 31.10.18

Não chovia quando saí de casa para ir ao cemitério fazer aquelas limpezas mais profundas às campas dos meus familiares.

No cemitério há armários em todos os sectores, com regadores azuis e vassouras para as pessoas servirem-se e colocá-los no lugar depois de os usarem, o que faço  sempre que lá vou.

Ora,  hoje, calculei que estariam muitas pessoas nas limpezas, levei um balde azul e uma vassoura. 

Lavada a dos meus avós ( onde está o meu irmão mais velho, muito querido que foi deles) fui para a dos meus pais e irmã mais velha.

Numa das vezes que fui buscar água, estavam duas senhoras junto à torneira, apontando para o meu balde diz-me uma delas:

- Dê-me esse.

Respondi que era meu e que no cemitério não há baldes, mas regadores, e que estava a precisar dele.

- Ah, tem razão.

Uns minutos depois, estava eu a lavar a campa, aproximam-se uma mãe e filha, páram na campa em frente e diz a mãe para mim, tratando-me por tu:

- Olha, quando acabares dá-me esse balde.

Fiquei parva a olhar para as duas, primeiro porque me tratou por tu e não a conheço, nem ela a mim, tanto quanto eu saiba, de lado nenhum, e porque também ela sabe que no cemitério há regadores e não baldes.

Respondi  que o balde era meu, que se quisesse dava-lhe a vassoura porque tenho várias na garagem, que estava a acabar a limpeza e ia embora, não podia deixar-lhe o balde.

- Ah, desculpa. Vou ver se encontro alguém que me empreste um regador.

Voltei à torneira, enchi o balde, reparei que no armário tinha um regador.

Peguei nele e levei-o para ela.

Numas campas mais à frente, na tentativa de que alguém lhe passasse o regador,  e tratando-a por "senhora", disse-lhe que tinha um para ela e que deixava a vassoura.

Agradeceu e comentou comigo, agora retribuindo a forma de tratamentoque a campa está escura, que mandara aplicar um verniz para proteger da humidade, mas não resultara.

Não suporto esta forma de tratamento de  "tu" que a sociedade  moderna usa como se todos fossemos familiares, colegas, amigos (as).

Sou uma pessoa simples e informal, mas por incrível que pareça, tenho amigas e colegas de trabalho mais jovens que não consigo tratá-las por " tu".

E nada tem a ver com  idade. 

 

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doidices minhas

por Maria Araújo, em 23.04.18

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Tinha escrito neste meu post que num dia de sol iria dar um passeio pela Foz no Porto.

Ora o dia chegou mais cedo, e inesperado, pois estava à espera de ir a uma consulta à clínica em Lisboa mas como o pequeno problema que tinha num dente podia ser resolvido no Porto, sexta-feira, ligaram-me, foi marcada uma consulta para hoje ao fim da manhã.

Gostei da médica (jovem e simpática) meia hora no consultório, tudo correu bem, feita a reparação, saí com destino à Foz, tinha a tarde para mim, estava quente, decidi ir a pé.

Mais à frente da clínica, reparei numa loja com umas roupas engraçadas, para todas as idades e estilos, com uns preços bastante interessantes, entrei, e apesar de muitas das peças serem tamanho único, comprei duas blusas.

Era hora de almoço, estava com fome, fui caminhando até que vi o supermercado Bom Dia, atravessei a rua cujos semáforos foram feitos para os automobilistas pois estive uma eternidade à espera que abrisse o dos peões, almocei por lá.

Uma horita a descansar, aproveitei para ler e comentar alguns blogs.

Mal eu imaginava o que tinha para andar. A paragem de autocarro estava ali à minha frente, não me passou pela ideia apanhá-lo e sair na rotunda do Castelo, queria tomar por lá o café, fui andando, andando, andando e o Forte ( Castelo do Queijo) não me aparecia à frente.

Passo ao lado do Parque da Cidade, calculei que estava perto da rotunda, mas a cada 100 metros comentava comigo " que doida, Maria, fazeres estes quilómetro a pé. Porque não apanhaste o autocarro?" , e continuava a andar na expectativa de ver o Forte, a rotunda, o mar.

Não fazia a miníma ideia do comprimento da Avenida da Boavista ( sempre fizera o percurso de carro), cheguei 45 minutos depois de sair do supermercado, junto à Cufra.

Sentei-me na esplanada a tomar o café, deixei-me estar a ver o mar, reparei que os autocarros que vão para o centro param perto  do Castelo, fui dar um passeio pelo paredão, em direcção à Foz do rio Douro, caminhei cerca de 4 km, até à Praia dos Ingleses... E fiquei por aqui.

Surge-me aos meus olhos uma paragem de autocarro, apanhei o 500 que passava em São Bento, onde queria ficar para regressar a casa (cansada que estava adormeci no comboio, ahahah!).

Contas feitas, andei cerca de 9,5 km.

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E o que vi?
Vi muitas pessoas na praia, casais 3ª idade que apanhavam sol, uns vestidos, outros em fato de banho, pescadores, namorados, estrangeiros, grupos de jovens que brincavam na praia, pescadores, esplanadas cheias e...muito, muito LIXO!

"Que praias sujas, que mau aspecto! De que estão as Câmaras à espera para as limpar? Do Verão?"

Com tanto turista cá de dentro quanto lá de fora, é tempo de limpar ", comentei. Até um skate carcomido da água do mar jazia junto às rochas perto do passadiço. Fiquei desolada, porque era de mais o lixo que se estendia ao longo da praia.

À parte a minha desolação, deliciei-me com o passeio e, como seria de esperar, cá estão algumas das fotografias.

 

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E o lixo

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está aberta a época de Natal

por Maria Araújo, em 01.12.17

As pessoas saíram à rua,  apesar do frio que faz (é bom andar na rua a passear os casacos de pêlo e de peles, os gorros, os cachecóis), para ao anoitecer deste 1º dia de Dezembro verem as luzes das 50 ruas da cidade acenderem ao mesmo tempo.

O espírito de Natal está na rua.

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não pude evitar

por Maria Araújo, em 15.07.17

que as lágrimas escorressem pelo rosto, quando vi este vídeo.

Por que a música une pessoas, por que eles não se conheciam, por que se fosse eu que estivesse lá, iria amar este momento.

 

 

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 11.07.17

 

Domingo, depois do almoço, alguém tocou campainha da porta da rua.

Fui ao intercomunicador, perguntei quem era, respondeu-me uma voz masculina:

- Boa tarde. Somos da Cáritas e com parceria da Liga Portuguesa Contra o Cancro, gostaríamos de fazer um pedido de ajuda, estamos identificados, temos recibo para o IRS...

Evito abrir a porta a estas pessoas e não quero conversa, interrompi::

- Boa tarde. Obrigada, mas não me interessa colaborar porque faço-o doutra forma, não só pessoalmente na Liga Portuguesa Contra o Cancro, como através da internet e por transferência bancária.

- Ah! Mas a senhora podia abrir a porta e ouvir-nos.

- Desculpe, mas não estou interessada em vos ouvir , tenho outras vias para ajudar...-, respondi.

- Então a senhora confia mais na internet que em nós?- , perguntou, interrompendo-me.

- Sim -, respondi.

Silêncio.

Fui à janela , vi-os sair e entrarem na porta ao lado.

 

Há cerca de 6 anos, comprei um vestido com um corte clássico e sempre actual mas que poucas vezes o vestia porque me cansam os estampados floridos e porque o comprimento era abaixo do joelho, precisava de subir a bainha. Leva um cinto comprido, passa duas vezes na cintura, apertava-o com um nó.

Este ano decidi vesti-lo, mãos à obra, subi a bainha.

Gostei do arranjo que fiz, mas já não queria o cinto original.

Decidi dar-lhe um toque diferente. Cortei-o, medi-o e, há 15 dias, levei-o à retosaria, escolhi a fivela.

A senhora comentou comigo que não sabia se tinha fivela para o que eu queria. Olhei para ela feita parva porque se escolhera a fivela seria essa que teria de a pôr.

Pediu-me o nome e o contacto, dir-me-ia alguma coisa sobre o assunto.

Ok, dei-lhe. Ela é que sabia o que fazer, deixei cinto, contacto, nome.

Passou-se uma semana, não tive nenhum telefonema.

Entretanto, vesti o vestido sem o cinto, que pode ser usado com ou sem ele.

No fim-de-semana lembrei-me do assunto. «Duas semanas sem notícas? Que se passa?» comentei comigo mesma.

Ontem, passei na loja.

Expliquei o que se passava mas ela não deu o braço a torcer sobre a falta do telefonema que me dissera fazer.

Mandou-me esperar um pouco, foi à pessoa que faz os serviços de costura e aplicação dos acessórios. 
Voltou ao balcão e pediu-me para esperar um pouco.

Sozinha na loja, esperei mais de dez minutos.

La dentro ouvia uma máquina de costura a trabalhar. O meu cinto não precisava de costura, apenas de meter os ilhós e aplicar a fivela.Percebi que a pessoa que estava a costurar não pegaria no meu cinto enquanto não acabasse a obra que tinha na máquina.

Entraram clientes, ela não dizia nada, até que perguntei:

- Vão tratar do meu cinto?

- Sim, vão fazer a aplicação da fivela. Espere um pouco.

Farta de estar na loja, disse-lhe que ia dar uma volta e passava lá mais tarde.

Meia hora depois, voltei. 
Foi buscar o cinto, que já estava pronto. Fez a conta.

Paguei. Saí da loja sem que em algum momento que estive lá me pedisse desculpa por não ter dado qualquer informação sobre o assunto.

Presumo que quem faz estes serviços deve ter muito trabalho, o cinto era uma coisinha sem importância, ficou lá a um canto, jamais iriam fazer a chamada a dizer que estava pronto, que podia ir buscá-lo.

Ainda não entendo o que a levou a dizer-me que me telefonaria a informar se tinha a fivela.

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aqueles momentos

por Maria Araújo, em 02.01.17

que penso, penso, e falo sistematicamente para o meu decote: " É preciso ter lata. Não pediu a x, veio perdir a y (eu)".

Odeio pessoas interesseiras. Mas  parece-me que o  mundo é para elas. Conseguem sempre o que querem.

Não gosto de incomodar ninguém, não uso ninguém, nem sequer a família, para alcançar o que quero,vêm as chicas espertas fazerem-se de amigas com o objectivo de realizarem os seus sonhos, à custa de outros.

De mim não leva nada. Só com autorização de terceiros.

Já disse que odeio pessoas interesseiras? 

 

Resultado de imagem para cartoon para pessoas interesseiras

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o melhor para 2017

por Maria Araújo, em 31.12.16

Sou um pouco altruísta, é verdade, mas também penso e gosto muito de mim.

Se o ano de 2016 foi o concretizar de alguns objectivos que queria ver definitivamente cumpridos, e foram ( não devo um cêntimo dos empréstimos que tinha, ao banco),    não faço planos para 2017.

Aliás, não sou pessoa de os fazer, porque a experiência diz-me que nem sempre cumpro e/ou consigo realizá-los.

Então, vou vivendo cada dia com as decisões que tomo de véspera ou uns dias antes, ou decido hoje, por vezes, o que quero fazer hoje.

Para 2017 desejo que as pessoas que gosto muito, consigam ter força suficiente para vencer o cancro.

Um beijinho especial à CC, à Lu, à Fátima, e à Alice.

Feliz Ano para todos(as).

 

 

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