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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

há anos que não o cozinhava

Maria Araújo, 21.01.20

a minha mãe costumava fazer ensopado de costeletas de borrego à Alentejana.

Quando ela facleceu,  fiz os possíveis ( aprendi com ela ) por fazer os pratos que ela muito bem cozinhava.

À medida que os irmãos saíam de casa, fui deixando, também, de fazer os pratos mais elaborados, até porque trabalhava fora da cidade, almoçava fora de casa ( na altura ainda não havia a moda da marmita), tornei-me mais prática na cozinha, excepto quando os sobrinhos , que andavam na escola perto de casa, e almoçavam comigo, cozinhava o que eles mais gostavam.

Por vezes, não me apetece estar com muito trabalho na cozinha, faço pratos simples, alguns vegan, faço o que na hora me apetece.

Mas eu estou magra, não gosto de me ver com o peso dos meus 20tes ( nessa altura queria ser elegante,e sempre fui), e comendo melhor ao almoço que ao jantar ( sopa e uma refeição mais ligeira e em menos quantidade), tomei a decisão de fazer o que gosto, e à portuguesa.

Hoje, passei no talho e vi umas costeletas de borrego olharem para mim.

E lembrei-me do ensopado de borrego.

Peguei no famoso livro " Doze Meses de Cozinha" que aqui em casa deve ter cerca de 40 anos, e fui ver a receita.

O único senão deste prato, mas que adoro, é o pão.

E a verdade é que comi as quatro costelestas ( são pequenas, têm pouca carne)  e dois pães em fatias naquele molho, ai Jesus!

Estava tão bom!

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Estou como o Trip, enfardei tudo.

Também decidi que quando janto fora com a minha amiga M, se decidirmos comer pizza ou hambúrguer,  que ela muito gosta, alinho com ela.

Já a francesinha, não!

Preciso encher este body com pelo menos 3kg.

E dizem as médicas que eu falo de contente.

 

ninguém dá ponto sem nó

Maria Araújo, 09.02.18

Quando mudei de ginásio, fiz uma avaliação física e mais tarde uma consulta de nutrição cujo resutado vai no sentido de os sócios terem uma orientação nutricional com consultas mensais, pagas à parte.

Não estava nos meus planos pagar mais do que a mensalidade, informei o nutricionista que não estava interessada.

Passados mais de dois anos, recebo uma chamada de uma nutricionista a informar-me que estava na hora de fazer uma avaliação, a que tinha direito.

Aceitei, ao mesmo tempo que comentava para os meus botões " Vem aí coisa. Mais dinheiro? Não! Já basta a mensalidade que pago".

Hora marcada, uma jovem simpática,dá-me um beijinho,fomos para o gabinete.

Faz-se uma ficha, perguntas disto e daquilo, vou para a balança digital, para medir o peso ( que continua baixo) , a altura, o indíce de massa corporal, etc.

Quando ela analisa o IMC, 18,5, sugere-me que tenha uma orientação mensal para recuperar o peso perdido.

Ri-me cá por dentro e comentei para o meu decote: "Pronto, já está! Esta gente não dá ponto sem nó".

E lá vêm as condições:  mês, pack e... Não deixei acabar.

Educadamente disse que não estava interessada em gastar mais dinheiro do que aquilo que pago mensalmente (ginásio, mais aulas particulares de pequeno grupo, pagas à parte).

Então, ficou acordado uma avaliação trimestral, sem pagar nada visto que fica incluído na mensalidade.

Deu-me algumas orientações para  a alimentação a fazer, aumentar o número de refeições que são necessárias à recuperação de peso.

Ora bem, se uma pessoa é obesa, precisa de orientação nutricional, se é magra precisa de orientação, se tem peso normal, arranjam sempre um senão para fazerem dinheiro.

E são estas e outras novidades, que por várias vezes cedi e comprei, as boas estratégias de marketing.

 

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estou mais magra

Maria Araújo, 10.11.17

Nunca fui uma pessoa abonada de peso. Nos meus 20 anos e até aos 40 e poucos, o peso normal, e porque sou baixa, andava pelos 45kg.

Nos 50tas o corpo mudou, apareceu um pneu ( ai, que raiva! adorava a minha barriga lisa) tentei combatê-lo, o que consegui, a barriga normal nestas idades não era demais, o peso aumentou chegando aos 47,5kg.

Há algum tempo que me pesava na balança do ginásio, não todos os dias porque não sou obcecada por ela, todos os 15 dias e depois das aulas, quando ia para o banho.

O verão é a estação que sempre me tirou o apetite. Em tempos idos cheguei a pesar 42 kg, foi mau, muito mau, outras coisas aconteceram, felizmente superadas, pelo que era normal  perder peso, não dava grande importância. 

No verão passado as minhas sobrinhas observaram-me que estava mais magra, criticavam-me por só comer peixe ( o que não é de todo verdade), que como pouco, que devia ter cuidado. 
Retroquei que me sentia bem, que evito carne vermelha, que também abuso, de  quando em vez faço os meus pecados, comendo umas batatas fritas, umas petingas fritas, bolinhos de bacalhau, uma picanha, enfim, essas coisas que adoro. Que o calor tira-me o apetite,  que me vou abaixo, a minha alimentação é mais leve, reduzo-a a saladas, sopa, fruta, pão. Mas fiquei a matutar nisto...

Com o exercício físico que faço semanalmente, o peso andava pelos 46,5kg, cheguei aos 47,5kg, não era o peso que gostava, mas alimentava-me conforme as minhas necessidades.

Há cerca de dois meses verifiquei que a balança andava a descer o peso, isto é, percebi que das várias vezes que me pesava os números eram sempre diferentes. Para mim a balança estaria descontrolada de tanto peso que passa por cima. E passei a verificá-lo com mais frequência, até que reparei que numa semana perdi 500 gramas. Passei para os 45kg.

No início desta semana voltei à balança. Fiquei assustada. Marcava 44,8kg. " Impossíve! Não me sinto mais magra, tenho abusado um pouco fora de casa, a balança está doida".

Na segunda-feira, encontrei uma amiga que não me via  há cerca de 5 meses que, nos breves minutos que conversamos, me disse umas quantas vezes: " estás mais magra".  Respondi-lhe que eram as rugas que fazem o rosto magro. Ela dizia que não. Fiquei a pensar naquilo até que hoje, depois das duas aulas que fiz, ia para o chuveiro e pesei-me: "44,7kg? Não, não pode ser, isto está mal".

De tarde tinha a consulta do ano de ginecologia. Antes desta, a enfermeira mede a tensão arterial e o peso. Quando fui para a balança, o peso estava nos 45,4kg. Comenta ela: " tiramos 600gramas para a roupa e sapatos" .

E foi então que comentei o que se passava. Que achava estranho a balança marcar pesos diferentes e baixos, que estava preocupada, pois estava com o peso dos 20 anos, sendo os 46kg o normal e que quero manter.

Comentou ela sorrindo: " a senhora queixa-se e muitas desejariam tê-lo. Costuma fazer exercício físico? Nâo estará a fazer de mais?, perguntou.

Fui para a consulta, falamos sobre o assunto, a médica riu-se e comentou: " quem dera a muitas mulheres ter o seu peso".

Depois de examinar,  já vestida, comenta ela: "uma senhora muito elegante e jovem" ao que respondo: " só no corpo que no rosto a idade vê-se". Responde ela de imediato: " mas essa cabeça está muito jovem". E rimo-nos. 

O facto é que eu acho estranho perder peso quando devia estar a ganhá-lo. Estamos no outono, as comidas são outras, o normal seria aumentar.

Resultado da consulta, por prevenção e porque a idade o exige: colonoscopia ( fiz há 9 anos a 1ª sem sedação e prometi que nunca mais queria sofrer) e endoscopia ( que nunca fiz) com sedação.

Na próxima semana entro em acção. 

 

 

 

 

 

 

 

Conversa de tia e sobrinha

Maria Araújo, 20.02.15

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A minha balança deve mostrar o mesmo peso, quer eu esteja em cima dela, quer ela esteja em cima dos meus pés.

Terça-feira passada, uma das minhas sobrinhas veio a Braga passar o dia com o pai.

Ligou-me para irmos à feira.  Já aqui em casa, "massacrou-me" a cabeça por estar magra.

"Porque às tantas não comes, porque dizes que tens o colesterol alto e não podes comer certas carnes, porque há dois anos atrás estavas mais gordinha, ficava-te bem, provavelmente à noite não comes uma refeição de jeito, fazes muito exercício físico ...", blá,blá, blá.

E quando falei que ando na nutricionista, então é que afinou: "Por que andas tu na nutricionista? Tu não precisas disso! Tu tens cuidados de mais com o que comes" blá,blá, blá.

E como boa tia que sou, desfaço-me em explicações " porque sempre fui magra, porque a atingimos uma certa idade e não podemos abusar, estou na nutricionista porque o ginásio oferece, mensalmente, a consulta", blá, blá, blá.

Na verdade, a idade não perdoa e há cerca de três anos o corpo mudou, estava mais rechonchuda, tinha um pneuzinho, pesava 47,5kg  (o peso mais alto que tive em toda a minha vida).

Voltei ao peso que sempre tivera, 45/ 46kg, o pneu foi à vida,não tenho flacidez na barriga,tenho-a mas coxas(oh!),  faço várias refeições ao dia e não me privo de comer o que gosto, não abusando, das carnes vermelhas e doces (gosto mas não sou muito gulosa).

Não emagreci. O meu corpo é que voltou à sua forma. Mas faria dieta, caso ele não ficasse como eu sempre fui.

 

A skinny mom

Maria Araújo, 17.01.15

Se foi mãe recentemente, se pretende que o seu corpo fique em forma, se não tem tempo para ir ao ginásio, então pegue no seu bebé, ponha uma música suave, ria e com muito carinho, faça estes 18 exercícios que a vão ajudar a perder peso e pôr a sua barriguinha mais sexy que nunca.

Para uma explicação pormenorizada, clique aqui.

 

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