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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Veio o sol

Maria Araújo, 24.01.15

e a vontade de sair estrada fora e passear pela praia.

Aproveitei para comprar peixe fresco (pescada, lulas, perca e salmão)  e fruta em Apúlia, passar por Ofir (há um ano que lá não ia), seguir depois para Esposende.

Cheguei a Ofir e apeteceu-me um gelado Magnum e comi pela primeira vez um Double Caramel, que me soube pela vida.Fui passear pela praia,  o mar estava com um azul lindíssimo, vento fresco, mas nada que impedisse o meu passeio.

Lamentavelmente, de ano para ano, a praia minga.

Fui até ao extremo onde o mar chega às pedras ali colocadas para protegerem as dunas e as vivendas.

Quando vi as horas (decidi deixar a visita a Esposende para outro dia) pouco faltava para o pôr-do-sol e sentei-me a apreciar os pescadores, as pessoas que passeavam, o fim do dia calmo e com cheiro a maresia.

Já vos disse que tenho imenso prazer em desfrutar dias como este?

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O pargo e a espinha

Maria Araújo, 23.01.15
 
Há três semanas, ao jantar, comi um saboroso pargo assado no forno. Uma espinha fez o favor de se encravar no céu da boca.
Tentei tirá-la, não a senti mais, fiquei tranquila. Passados três dias, ela dá sinal de si.
Fui imediatamente ao centro de enfermagem Cruz Azul, bem perto de casa e, como estava visível, o enfermeiro conseguiu "pescá-la", caso contrário, só no hospital. Era bem grande, caraças!
Agora ao jantar comi novamente este peixe, que gosto muito, e aconteceu o mesmo. Não consegui tirá-la. A minha língua toca no céu da boca e sente-a.
Amanhã de manhã, não escapa!
Conclusão: a partir de agora e para que não aconteça mais isto, como este tipo de peixe ao almoço. Vejo melhor as espinhas.
Malditas!
 

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Oh, quem diria!

Maria Araújo, 15.07.14

Fui à praia, muito cedo.

Vendo a meteorologia, e as probabilidades de amanhã chover, decidi ir hoje.

A meio do caminho, na auto-estrada, já se via o nublado no mar.

A 2 km era cerrado, completamente. "Oh, quem diria!"

Cheguei às 9:30h, fui para a esplanada à espera que o sol tivesse força suficiente para afastar o nevoeiro.

Estava fresco e, contrariamente ao habitual, levo sempre um casaco. Mas hoje esqueci-me.

Por sorte, levei uma écharpe grande que não costumo usar na cidade, gosto de usá-las na praia.

Então, "agasalhei-me"  nela, pois a fresco da manhã era qb.
Mas o nevoeiro vinha para o interior, encobria o sol.

Na expectativa que o sol sorrisse por voltas das 11h, ia lendo um dos meus livros de verão.

Decidi ver o mar. Muitas crianças brincavam na praia, a maré vaza, mas mal se vislumbravam as pequenas ondas.

Subi o passadiço. Um funcionário da câmara de Esposende, com uma enxada puxava a areia do passadiço para a praia.

Parei e meti conversa com ele, sobre os estragos do último inverno (a praia está muito mais pequena e tem muitas pedras), o tempo que tem estado neste mês de julho:  "Com vento. Ontem ninguém aguentava aqui com a nortada e hoje, prevê-se chuva" dizia ele. "E a praia está assim porque o mar leva, o mar traz e não vai faltar muito tempo que o mar vai destruir tudo isto. As casas que estão por aqui destruiram a praia. Há muito que se fala nisso, mas ninguém prestou artenção".

Contei das caminhadas que eu e os meus amigos fazíamos pela beira-mar de Apúlia a Ofir,e o areal extenso de praia que havia.

Mas já lá vão muitos anos.

Fui na direção de Apúlia, o sol ia sorrindo, mas o nevoeiro teimava não nos deixar gozar a praia.

Fui comprar polvo e pescada.

Na padaria em frente, comprei o pão doce que eu adoro (nesse tempo a minha mãe costmava comprar para o nosso lanche) . 

Recordações pequenas dos belíssimos verões que lá passei.

Voltei à estrada e, uns quilometros além, o sol brilhava.

 

 

 (imagem da web)