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do fim-de-semana # 2

por Maria Araújo, em 01.05.19

Visita feita à igreja, hora de almoçar, passámos pelos restaurantes de Fão, que estavam cheios, a espera era de 30 a 40 minutos.

Com um bebé era complicado esperarmos e a fome já apertava. Lamentamos não ter reservado mesa. Mesmo que levássemos o almoço para casa teríamos de esperar. E desistimos.

Sem alternativa para uma boa refeição, decidimos almoçar umas sandes no café-bar do costume, junto à praia.

Há jovens, contratadas nestes fins de semana de bom tempo, que deviam ser mais educadas e ter maior atenção com os clientes. Estão a prestar um serviço, olham para os cliente como se estivessem a fazer um favor, têm o dever de esclarecer as alternativas que podem oferecer se o serviço está demorado.

Estávamos com fome, perguntamos quanto tempo poderia demorar o serviço, a resposta foi seca, mas quando dissemos que poderiamos pedir uma entrada, a postura foi outra. Acabamos por não a pedir, a espera para servir a entrada demorava, também. Mas  as sandes chegaram à mesa em pouco tempo.
Depois do café, fomos à praia, queríamos pôr o bebé a andar na areia.

E ele adorou. Mexia os pés, as mãos pegava a areia, batia palmas, ria-se.

Regressámos a casa, fomos brincar para a relva, piscina limpa e a encher, estavamos só nós três por conta daquele espaço.

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O bebé pontapeava a bola, ia atrás dela. Sentado na relva fazia a sua ginástica do momento e que só as crianças têm agilidade e flexibilidade, aquilo que dei o nome de Pilates Baby.

E passamos para o baloiço.

Foi uma alegria imensa. Ria-se perdidamente.  A mãe segurava-o por trás, mas ele escorregava.

E eu aproximei-me, pus as suas mãozinhas fofas nas cordas, que não as largou, e eu por trás segurava-o pelas coxas e movimentava o banco para a frente e para trás, o miúdo delirou andar de baloiço ( sai  à tia avó e à mãe).

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Antes de regressarmos a Braga, passámos pela loja onde, por quem lá passa sente a frescura dos bons produtos que invadem as nossas narinas: a frutaria e mercearia.

Ao balcão estava uma senhora, a primeira vez que a vi na loja, que ao mesmo tempo que atendia um casal,  resmungava com o filho, que teria cinco anos, um reguila, com a resposta na ponta da língua.

Não ouvi metade da conversa, estava com o meu sobrinho neto ao colo e enquanto a mãe fazia as compras, eu escolhia umas maçãs, abstrai-me do que se passava por lá, até um determindado momento.

A cliente falava alto, não sei o quê, pois ouvia-se o som da televisão do canal do povo, até que passa à minha frente, estava eu a escolher maçãs, viu-me  com o bebé ao colo,  "saca" das bananas que tocam nas maçãs e uma cai ao chão. Pediu desculpa, não apanhou a maçã, e eu deixei-a no chão, não tinha como pegar nela e pô-la na caixa, de novo se põe à minha frente para escolher maçãs, até que a senhora do balcão, que me pareceu não gostar de ver a cliente ignorar-me, perguntou-me se queria que pegasse no bebé enquanto eu escolhia a fruta. 

Agradeci. A minha sobrinha tinha as compras feitas, pegou nele, eu fui escolher os morangos.

E foi então que ouvi algures como: "Ó Rui ( nome fictício) estás farto de comer gomas, pára com isso!".

Deito os olhos ao miúdo, vejo um pequenote de cabelo loiro, muito parecido com a senhora do balcão, que com ar de rufia lança de novo a mão ao saco das gomas.

De repente, e para que o miúdo deixasse de assaltar o saco das gomas, ouvi-a dizer:

" Ó Rui, olha que lindo bebé. Não queres ter um irmão como ele?!"

Responde  ele, grosseiramente: " Era o que tu querias, já temos a Luísa ( nome fictício)"

O pai da criança entra na loja, a mãe pede-lhe que leve o saco das compras da minha sobrinha, ao carro.

Eu agradeci, disse que o levava.

Já perto do carro, comento com a minha sobrinha que percebia-se que o miúdo dominava os pais,  era um mal educado, eles nada fizeram.

E foi então que ela me contou o que eu não ouvira antes.

O casal cliente que estava na loja, picava o miúdo para ouvir as asneiras que dizia.

Quando saíam da loja, perguntaram pelo pai, ao que a resposta dele foi: " O meu pai foi prós copos", no preciso momento que o pai entrava na loja.

Quando a mãe lhe falou do bebé, meu sobrinho neto, e a resposta foi, " Era o que tu querias, já temos a Luísa", virou-se para a minha sobrinha que o observava, e faz-lhe o gesto que todos nós conhecemos:

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E é isto que acontece em muitos lares portugueses. Não há regras, não há valores, não há respeito, não se incute o mínimo de educação.

Depois, mais crescidos, vão para a escola e tornam-se uns arruaceiros. Desafiam tudo e todos e a escola não consegue dar resposta ao que esta sociedade lhe dá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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do fim de semana # 1

por Maria Araújo, em 28.04.19

Sábado, pela primeira vez,  fomos à actividade "Sessões Pais & Bebé" nesta biblioteca, assistir ao conto " A Carochinha e o João Ratão",  para crianças dos 12 aos 36 meses de idade.

Além da história,  pretendia-se que as crianças tomassem  contacto  sensorial com os objectos que faziam parte da história.

A história demorou o tempo suficiente para as crianças a ouvirem, a maioria portou-se muito bem contrariamente a alguns pais que falavam muito alto e perturbavam a actividade.

No final, os miúdos brincavam com legos, pequenas garrafas de plástico com areia, brinquedos, enquanto outros sentavam-se à volta de uma pequena mesa para a sessão de pintura.

Eu e a minha sobrinha não estávamos à espera que o bebé ( meu sobrinho neto) tivesse um comportamento exemplar. Sempre atento à história, era a canção que captava a atenção dos miúdos, na interacção com os outros bebés, na brincadeira com os materiais que, pelo tacto, visam promover o desenvolvimento da criança.

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Depois da sessão, fomosao lanche numa esplanada, e um passeio pelo centro da cidade. O bebé, que adora empurrar o carrinho, lá foi de mão dada com a mãe, a outra tia avó empurrava o carrinho e eu fotograva a cena.

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Combináramos passar o domingo na praia, passaríamos por Fão, almoçaríamos por lá, queríamos ver o tapete de flores feitos de pétalas de camélias, pampilos, cravos e cardos, para a festa do Bom Jesus de Fão, estando o tempo com sol, aproveitaríamos, também, para levar o bebé à praia e deixá-lo sentir a areia nos pés.

Deixámos o carro no parque do aldeamento, fomos pelo paredão junto ao rio Cávado em direcção a Fão.

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Chegamos à praça, não vi o tapete de flores na rua.

Aproximamo-nos da igreja, lá estava ele aos pés do altar, lindo e cheio de luz.

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Um espelho permitia que víssemos o outro lado do tapete.

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Subi as escadas que me levaram atrás do altar para tirar uma fotografia de outro ângulo quando escuto um homem que, sentado junto a uma mesa, presumo que guardava o crucifixo do Senhor onde tinha a seus pés uma bandeja com dinheiro, me disse que teria uma perspectiva mais bonita de todo o tapete se subisse as escadas que  dão acesso ao coro, estas do lado direito da igreja.

Comentei que esperava ver o tapete na rua,a resposta foi que há um tapete que é feito na rua, sim, de quatro em quatro anos e quando a imagem do Senhor dos Passos vai no cortejo da procissão. 

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E assim o fiz...

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pelo Porto

por Maria Araújo, em 15.04.19

Um encontro com um casal amigo, saímos de Braga pela manhã, com chuva, para um passeio, tinhamos pensado visitar a Casa da Música, que a nossa amiga não conhecia.

 

Casa da Música 

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O casal costuma almoçar, de quando em vez, neste lugar, e que as meninas de Braga não conheciam, Porto Business School,  localizado nas bandas da Senhora da Hora. 

Passem por lá, é um espaço calmo, aberto a quem quiser almoçar ou tomar uma bebida,  com uma esplanada e um jardim propícios à conversa, sem pressa.

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Depois do almoço, o Sol abriu, fomos passear pelo jardim. 

E sentados na esplanada, aproveitei para tomar a minha vitamina D. 

 

Porto Business School

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Desta vez regressamos mais cedo a casa,  outras visitas ficarão para o próximo encontro, nas férias de verão. 

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manhã de domingo

por Maria Araújo, em 30.09.18

 pela minha cidade

 

uma loja

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 uma igreja (Terceiros)

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 um jardim

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 um largo 

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uma rua estreita (o outro lado da Sé)

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manequim observando os turistas

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 igreja (São João do Souto)

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 Praça de Santa Cruz (Igreja de São Marcos)

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 Igreja e Santa Cruz

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 um desfile de automóveis Citroen.

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Coisas do meu dia# o abrigo

por Maria Araújo, em 29.08.18

 

 

 Bebé no carrinho, fomos para a praia de manhã, levamos o termos com a sopa, o tupperware com a fruta.

Chegamos lá, montamos o abrigo para menino  no limite da área das barracas.

Estava vento.

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Um casal observava-nos a montá-lo.

Montada este, a minha irmã adormecia o menino,  quando ouço uma voz atrás de mim.

Pedia desculpa mas não podia ter "a tenda" naquele lugar, que não reparara que estávamos a montá-la, teria avisado a tempo.

Respondi que conheço as regras mas como estava no limite do espaço das barracas não haveria problema.

"Basta uns metros mais ao lado, olhe ali naquele bocado de espaço já pode"disse ele.

E o casal não tirava os olhos de nós.

Sozinha, tirei as espias, peguei no abrigo e levei-o para onde ele pediu.

Com uma das espias na mão prendo-o, as outras deixara junto à cadeira do bebé, a minha irmã andava de um lado para outro a adormecê-lo.

De repente, ouço uma voz masculina que me pergunta se quero ajuda.

Agradeci, disse que tinha as outras espias para pôr, então segurava a tenda, ia buscá-las.

Assim fiz. Agradeci, já não precisava de nada.

O bebé dormia no colo, deitámo-lo dentro, ficou tranquilo, protegido do vento e nós também.

A minha irmã perguntou-me de onde surgira o senhor que prestara ajuda, respondi que não vira, que fora muito simpático, e o casal que nos observava, e que podia ter perguntado se queríamos ajuda, nada fez.

Provavelmente, observavam se sabiamos montar o abrigo, ou comentavam qual de nós seria a mãe, já que não temos cara de quem tem um filho bebé.

Uma coisa é certa:  fosse eu a ver a cena,  teria feito o mesmo que o senhor, que surgiu não sei de onde,  e que veio em meu auxílio.

Continuo a afirmar que levar um bebé para a praia exige muita logística.

Faço pouquíssima praia, mas passa-se bem o tempo. Passeia-se pelo paredão, pelos passeios do pinhal, pela piscina ao final da tarde, ora dá-se a sopa, vem a hora da sesta,  depois a papa, mais uma sesta, está na hora de jantar, a mãe chega do trabalho, cabe-lhe a vez de cuidar dele  até dormir o soninho da noite.

Assim se passaram nove dias, no fim de semana acabam as nossas férias, tenho apenas 4h de praia.

Mas sabe bem cuidar dele, lindo, muito sorridente e bem disposto.

 

 

 

 

 

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fim de semana na praia

por Maria Araújo, em 21.07.18

com a chave de casa da praia da minha sobrinha, vamos aproveitar o fim de semana, faça sol ou nevoeiro,  para relaxar, ler, passear, e usufruir da  piscina  se estiver vento na praia.

A Sofia, que não gosta de praia mas adora piscina, também vai.

As temperaturas não são altas, mas as ideais para mim.

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um passeio pelo Porto

por Maria Araújo, em 11.07.18

com os meus amigos bloggers Rui e esposaAfrodite e Ju e marido, andamos pelo Jardim do Palácio de Cristal

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 passamos pelo jardim das rosas, belíssimas com as gotas da chuva que caíra.

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os nenúfares

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Depois de um bom almoço buffet, passamos por Leça, subimos ao topo do farol ( fechado o exterior, as fotografias possíveis tirei-as do interior).

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o degrau 100

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 e o...

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antes de descer tive de fotografar a placa na porta de saída do farol

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 Mais um dia bem passado e em boa companhia, e o nevoeiro não chateou nada, até por que dentro do farol estava muito quente, cá em baixo a brisa era deliciosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Madrid # 1

por Maria Araújo, em 09.07.18

A convite da minha amiga M, decidi acompanhá-la a Madrid ( que visitei em 2014) na viagem, de autocarro, de finalistas dos alunos do 9º ano. 

Uns dias antes, a minha amiga tivera um pequeno acidente na perna, estava a ver que seria substituída por alguém que não conheço, garantiu-me sempre que ia, levava as muletas, não desisitiria da viagem, em Madrid os outros dois colegas acompanhariam os alunos quando ela se sentisse cansada.

Felizmente, pela primeira vez este ano, o contrato foi feito com uma empresa que dispôs de um guia, pelo que tomou este toda a responsabilidade das visitas, e até das  regras a ter no hotel, nos museus, nas ruas. À excepção do Estádio Bernebéu, a minha amiga acompanhou-nos em todas  elas.

Tudo começou à saída da escola, alunos sentados no autocarro, o guia foi num dos lugares da frente, mais espaçoso, do outro lado, sentou-se um colega que não deu oportunidade a ter companhia a seu lado (eu ou o outro colega), várias vezes lhe disse que aquele lugar era o ideal para a minha amiga M estender as pernas, mas fez ouvidos surdos, nunca teve a amabilidade de lhe oferecer aquele lugar.

Eu estava sentada ao lado dela, ainda procurei entre os alunos um lugar para me sentar, não me conhecendo eles de lado algum, e querendo estar à vontade nas brincadeiras, desisti da ideia.

Depois da primeira paragem em Espanha, entrando no autocarro,  voltei à carga e disse-lhe que o lugar que ele ocupava deveria dar à M, mas ele ignorou, foi quando lhe disse que me sentava ao lado dele para que ela pudesse estender as pernas e descansar um pouco. E que remédio teve ele senão acatar o meu pedido. 

Muitas horas de viagem, chegamos a Madrid, muito trânsito à entrada da cidade, chegamos por voltas das 16:30 horas locais.

Fomos directos ao Museu Rainha Sofia, seguiríamos para Atocha  e Jardins do Retiro ( que eu não conhecia),  finalizavamos por este dia as visitas, seguiríamos para o hotel a cerca de 20 km que Madrid.

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Museu Rainha Sofia

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Jardins do Retiro

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hotel

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o sol chegou

por Maria Araújo, em 13.06.18

o ânimo é outro, saí para umas compras.

Fotografei as decorações da cidade para a festa de São João, algumas ainda em montagem, encontrei um amigo que não via há mais de um ano, conversámos sobre a família e a vida.

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Passei na Sé, estava a imagem de Santo António  junto ao altar-mor.

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No regresso a casa, passei junto ao Starbucks, que abriu hoje, estava cheio de jovens na esplanada e havia fila para entrar ( não sou fã desta cadeia, a não ser fora do país quando quero tomar café).

 

 

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"Aqui nasceu Portugal"

por Maria Araújo, em 27.04.18

Dizem com muito orgulho os Minhotos de Guimarães, rivais também dos Minhotos de Braga, embora para mim somos todos portugueses não há cá rivalidades, isso é só no futebol, que também acho ridículo, mas é um facto que os Vimaranenses são vaidosos porque a sua cidade é o berço da "naçon", dificilmente aceitam perder, ou ter menos que os outros, quando um tem, eles também querem ter.

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A minha amiga M tinha-me convidado para ir com os alunos a Guimarães. O plano era a visita ao Paço Ducal e Castelo, subíamos o teleférico até à Penha, almoçávamos por aqui, seguíamos à tarde para o Bom Jesus,  subíamos no funicular, os miúdos (adolestcentes, na sua maioria) iriam andar de barco, os autocarros esperavam por nós, seguiam para a escola à hora de os miúdos apanharem os transportes escolares para casa.

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Raramente recuso os convites da minha amiga M, disse que sim, bastava dizer o dia do passeio para não marcar nada para o dia. E nas férias da Páscoa avisou-me que seria dia 27, hoje, portanto. 

Levantei-me às 7h00, roupa destinada para passear, mal acordo e vejo o tempo que fazia, estava a chover, altero para uma roupa mais quente. Grande azar! Ontem ainda tinhamos um calorzinho agradável, pensei que a chuva viesse para o final do dia.

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Já estava no carro à minha espera, quando cheguei, fomos ao lugar habitual de trocas de boleias, já estavam alguns colegas à nossa espera, seguimos para o encontro com os alunos.

Feita a distribuição dos miúdos pelos autocarros, fizemos a pequena viagem até Guimarães, a chuva não era intensa, mas estava frio, sabia bem mais uma camisola aconchegada ao corpo.

 

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Chegamos a Guimarães, os miúdos iam comer um lanchinho, estão sempre com fome (passam o tempo a comer merdices( gomas, rebuçados, chiqueletes, batatas fritas...) antes de entrarem para o Paço. No largo já se viam muitos turistas, eu ansiava um café, felizmente tinha um em frente ao monumento, senti-me mais confortável com a cafeína.

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Infelizmente, a maioria dos miúdos não sabe estar em lado nenhum. Foi-lhes pedido que não falassem alto, mas não escutam, não querem saber, corriam dentro das salas do Paço, tocavam os objectos, foram chamados à atenção várias vezes não só por nós como pelos funcionários do edifício.

Nunca tinha visitado o Paço, fiquei fascinada  não só com o exterior, mas também o interior sobretudo as tapeçarias, que muito gosto.

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Ao lado, fomos para o Castelo. Adoro muralhas, castelos, torres, tudo o que seja alto, e seguro, para poder apreciar tudo o que está à volta e fotografar.

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Mais uma vez aqui, andei pelas muralhas, mais uma vez aqui foi preciso repreender os miúdos, algusn com 14/ 15 anos, que faziam das suas diabruras como se estivessem no pátio da escola a brincar.

Os estrangeiros seguiam com cuidado e olhos abertos, não fosse algum dos miúdos ter ou provocar alguma queda.

E sem me conhecerem de lado algum, repreendia-os, dizia que era uma inspectora contratada para os vigiar.

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Pela hora do almoço fomos para, e diziam eles o "telesférico". Muito miúdos demorámos bastante tempo metê-los nas cabines. Vários casais estrangeiros atrás daquele infinito número de crianças, um deles perguntou-me onde podiam  comprar os bilhetes, ( que era no mesmo local onde se entrava para as cabines), tiveram de esperar que a criançada entrasse para comprarem os seus bilhetes, e enquanto isso não acontecia, estava eu no fim da fila para que nenhum miúdo ficasse de fora,  o casal que estava atrás de mim meteu conversa e soube que eram Mexicanos, tinham começado a visita a Portugal pelo sul, subiram até Lisboa. Já tinham visitado Coimbra e Fátima, subiram até ao norte do país, e daqui desceram passando por Caminha, Cerveira, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Braga, Guimarães. Voltariam a Braga , queriam ir ao Santuário do Sameiro, já tinham visitado o Bom Jesus, iriam para o Porto. 

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Entretanto, entrei para a cabine com a minha amiga M mais três miúdas que estavam histéricas com a subida e o que viam.

Do lado oposto, virava-me para poder fotografar a cidade lá do alto.

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Gostei, ignorei a altura, o que estava por baixo de nós, o percurso e sobretudo porque se percebe que este já precisa de manutenção. Quando pus os pés em terra foi um alívio.

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Já na Penha, o sol brilhava, os miúdos estenderam as tolhas nas mesas de granito, abriram as marmitas com o farnel, almoçaram a correr para irem para a brincadeira.

Eu e a M sentamo-nos a comer as nossas sandes, as outras colegas tinham farnel.

O comboio de cidade estava no local para ganhar dinheiro, era ver os miúdos pagarem 1 euro para dar a volta ao espaço da penha, uma alegria, pareciam bandos de pardais à solta. Dizia eu que o dia estava ganho com estes miúdos.

Fui visitar a igreja da Penha.

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16horas metemo-nos à estrada, íamos dar o prazer de algumas crianças subirem o fincular do Bom Jesus, experiência que nunca tiveram.

Mais algazarra, todos excitados à medida que o funicular subia.

 

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Lá em cima, foram directos aos gelados, seguiriam para o lago para andarem de barco. Cada bilhete custava 1,50 euros por 15 minutos. A excitação era maior quando se meteram nos barcos, à vez, alguns atreviam-se a fazer algumas piruetas, as colegas tinham de berrar para  que tivessem cuidado.

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Felizmente nada aconteceu, mas é um risco e uma reponsabilidade para os adultos estes passeios e terem de tomar conta de cerca de 150 adolescentes e levá-los para casa direitinhos.

 

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Ora eu ficaria pelo Bom Jesus, não precisava de ir à escola com a minha amiga M, um ex-colega reformado ia buscar uma das colegas, vinha com eles.

Lembrei-me de fazer o pecurso a  pé do Bom Jesus até ao lugar onde deixara o meu carro. E se o pensei, pus em prática. Despedi-me de todos os professores, voltei ao funicular fiz a descida, e meti pés ao caminho estrada abaixo.

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O vento era frio, mas estava sol, em 45 minutos estava junto ao meu carro, segui para casa.

A M perguntara-me se estava arrependida de ter ido. 

Óbvio que não. Nunca visitara o Paço Ducal, nunca fora ao Castelo, fora à Penha em criança, e apesar de ter ido várias vezes a Guimarães, uma cidade simpática e que gosto de verdade, ficara pelo centro da cidade.

Os vimaranenses têm orgulho em dizer "Aqui nasceu Portugal" e  honra seja feita, têm os seus monumentos bem conservados, dignos de receberem os mais altos representantes do país e do estrangeiro.

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