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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

# fique em casa 9

Maria Araújo, 24.03.20

Ficar em  casa todo o dia, não fiquei.

Fui fazer umas pequenas compras ao Lidl (vou de carro,sinto-me mais segura).

À minha frente, na fila, estava apenas uma pessoa.

Lá dentro, achei que tinha mais pessoas que as vinte( penso que é o máximo em todo estes lugares), tinhamos de nos desviar o suficiente para manter alguma distância.

Penso que ainda têm alguma coisa a mudar. Talvez entrarem 20 pessoas, o normal,mas quando saíssem dez,entravam duas ou três.

Também na zona do pão é onde se  concentra mais pessoas.

Depois do almoço, fui a casa da sobrinha, enquanto ela trabalhava, eu brincava com o filhote.

Depois da hora do tele trabalho,fomos dar uma volta pelo quarteirão.

O menino precisava de sair.

Levamos, pelaprimeira vez, o triciclo,que ele adorou.

Evito o máximo que posso sair de casa, mantenho a distância.As saídas têm sido de dois em dois dias.

O Sapo mudou a "casa" Mail.

Dou os parabéns à equipa, destaco a área dos contactos,agora de fácil acesso e visibilidade, já apaguei uns quantos que não me lembro quem são...também ando por cá desde 2008.

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Vila Viçosa

Maria Araújo, 09.03.20

Depois das visitas à praia de Monsaraz e Herdade do Esporão, almoçámos em Reguengos, fomos visitar Vila Viçosa.

Estrada sem fim, contam-se pelos dedos as curvas que tem (cinco, no máximo)  a estrada nunca mais acabava ( a volta custou menos a fazer),  lá chegamos a Vila Viçosa.

A praça principal estava fechada, havia um desfile (bem grande) de Carnaval.

Não parámos para o ver, fomos ver o Castelo.

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As laranjeiras carregadas de laranjas, davam cor e vida às ruas da vila.

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Entramos no Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

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Seguimos em direcção do Paço Ducal, queríamos vê-lo por dentro.

O miúdo adorou ver os patos ( nunca vira ao vivo).

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Paço Ducal

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Fiquei deslumbrada com o espaço.

Do lado oposto, a fachada da Igreja dos Agostinhos ( infelizmente, fechada).

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Com pena nossa, já passava da hora, não vimos o interior, perdemos um bela oportunidade de ver isto ( que trouxe do instagram deste blog).

Seguimos em direcção à Praça da República, foi então que vi a casa de Florbela Espanca.

O desfile estava no fim, fui dar uma espreitadela à Igreja da Misericórdia e de  São Bartolomeu.

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Regressamos a Monsaraz,o dia seguinte seria o último da nossa estada nesta lindíssima aldeia alentejana.

 

Monsaraz é linda!

Maria Araújo, 22.02.20

aqui publico algumas fotografias do telemóvel (há muitas na máquina fotográfica).

Pequeno-almoço em casa, em Lisboa, um mini bolo que a sobrinha fez.

Estava delicioso

O meu sobrinho neto, delirou com as velas acesas.

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Saímos de Lisboa em direcção a Reguengos, estivemos numa fila de trânsito em Palmela, fomos abrigadas a segui na direcção de Setúbal, voltarmos para trás para entrarmos de novo na auto-estrada uns quilômetros mais à frente do local do acidente.

Chegamos a Reguengos era hora de almoçar, o menino tinha de comer

A minha sobrinha dizia que os restaurantes que nos aconselharam estariam na entrada de Reguengos e eis que o.primeiro que me foi sugerido, apareceu-nos, ficamos logo por ali.

Estava cheio, mas a espera não ia além de vinte minutos.

Entretanto, pedimos a sopa para o menino.

As azeitonas e o pão da região foram o petisco de entrada, que me souberam pela vida.

Veio para a mesa borrego assado no forno e migas com  espargos.

A sobremesa foi sericaia. 

Estava tudo muito bom.

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Seguimos em direcção a Monsaraz, fizemos o check-in, fomos à muralha.

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ficamos encantadas com o lugar, as maravilhosas paisagens que a nossa vista alcança e, para acabar bem  a tarde, o sol deu-nos uma bela cor quando se despediu deste lindíssimo lugar.

Andamos muito a pé, o menino acompanhou-nos sem hesitar ( andar no carrinho com um piso irregular seria para o deixar irritado e ele adora andar).

Agora, dorme um sono tranquilo.

Amanhã, há mais.

do fim-de-semana # 2

Maria Araújo, 01.05.19

Visita feita à igreja, hora de almoçar, passámos pelos restaurantes de Fão, que estavam cheios, a espera era de 30 a 40 minutos.

Com um bebé era complicado esperarmos e a fome já apertava. Lamentamos não ter reservado mesa. Mesmo que levássemos o almoço para casa teríamos de esperar. E desistimos.

Sem alternativa para uma boa refeição, decidimos almoçar umas sandes no café-bar do costume, junto à praia.

Há jovens, contratadas nestes fins de semana de bom tempo, que deviam ser mais educadas e ter maior atenção com os clientes. Estão a prestar um serviço, olham para os cliente como se estivessem a fazer um favor, têm o dever de esclarecer as alternativas que podem oferecer se o serviço está demorado.

Estávamos com fome, perguntamos quanto tempo poderia demorar o serviço, a resposta foi seca, mas quando dissemos que poderiamos pedir uma entrada, a postura foi outra. Acabamos por não a pedir, a espera para servir a entrada demorava, também. Mas  as sandes chegaram à mesa em pouco tempo.
Depois do café, fomos à praia, queríamos pôr o bebé a andar na areia.

E ele adorou. Mexia os pés, as mãos pegava a areia, batia palmas, ria-se.

Regressámos a casa, fomos brincar para a relva, piscina limpa e a encher, estavamos só nós três por conta daquele espaço.

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O bebé pontapeava a bola, ia atrás dela. Sentado na relva fazia a sua ginástica do momento e que só as crianças têm agilidade e flexibilidade, aquilo que dei o nome de Pilates Baby.

E passamos para o baloiço.

Foi uma alegria imensa. Ria-se perdidamente.  A mãe segurava-o por trás, mas ele escorregava.

E eu aproximei-me, pus as suas mãozinhas fofas nas cordas, que não as largou, e eu por trás segurava-o pelas coxas e movimentava o banco para a frente e para trás, o miúdo delirou andar de baloiço ( sai  à tia avó e à mãe).

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Antes de regressarmos a Braga, passámos pela loja onde, por quem lá passa sente a frescura dos bons produtos que invadem as nossas narinas: a frutaria e mercearia.

Ao balcão estava uma senhora, a primeira vez que a vi na loja, que ao mesmo tempo que atendia um casal,  resmungava com o filho, que teria cinco anos, um reguila, com a resposta na ponta da língua.

Não ouvi metade da conversa, estava com o meu sobrinho neto ao colo e enquanto a mãe fazia as compras, eu escolhia umas maçãs, abstrai-me do que se passava por lá, até um determindado momento.

A cliente falava alto, não sei o quê, pois ouvia-se o som da televisão do canal do povo, até que passa à minha frente, estava eu a escolher maçãs, viu-me  com o bebé ao colo,  "saca" das bananas que tocam nas maçãs e uma cai ao chão. Pediu desculpa, não apanhou a maçã, e eu deixei-a no chão, não tinha como pegar nela e pô-la na caixa, de novo se põe à minha frente para escolher maçãs, até que a senhora do balcão, que me pareceu não gostar de ver a cliente ignorar-me, perguntou-me se queria que pegasse no bebé enquanto eu escolhia a fruta. 

Agradeci. A minha sobrinha tinha as compras feitas, pegou nele, eu fui escolher os morangos.

E foi então que ouvi algures como: "Ó Rui ( nome fictício) estás farto de comer gomas, pára com isso!".

Deito os olhos ao miúdo, vejo um pequenote de cabelo loiro, muito parecido com a senhora do balcão, que com ar de rufia lança de novo a mão ao saco das gomas.

De repente, e para que o miúdo deixasse de assaltar o saco das gomas, ouvi-a dizer:

" Ó Rui, olha que lindo bebé. Não queres ter um irmão como ele?!"

Responde  ele, grosseiramente: " Era o que tu querias, já temos a Luísa ( nome fictício)"

O pai da criança entra na loja, a mãe pede-lhe que leve o saco das compras da minha sobrinha, ao carro.

Eu agradeci, disse que o levava.

Já perto do carro, comento com a minha sobrinha que percebia-se que o miúdo dominava os pais,  era um mal educado, eles nada fizeram.

E foi então que ela me contou o que eu não ouvira antes.

O casal cliente que estava na loja, picava o miúdo para ouvir as asneiras que dizia.

Quando saíam da loja, perguntaram pelo pai, ao que a resposta dele foi: " O meu pai foi prós copos", no preciso momento que o pai entrava na loja.

Quando a mãe lhe falou do bebé, meu sobrinho neto, e a resposta foi, " Era o que tu querias, já temos a Luísa", virou-se para a minha sobrinha que o observava, e faz-lhe o gesto que todos nós conhecemos:

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E é isto que acontece em muitos lares portugueses. Não há regras, não há valores, não há respeito, não se incute o mínimo de educação.

Depois, mais crescidos, vão para a escola e tornam-se uns arruaceiros. Desafiam tudo e todos e a escola não consegue dar resposta ao que esta sociedade lhe dá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

do fim de semana # 1

Maria Araújo, 28.04.19

Sábado, pela primeira vez,  fomos à actividade "Sessões Pais & Bebé" nesta biblioteca, assistir ao conto " A Carochinha e o João Ratão",  para crianças dos 12 aos 36 meses de idade.

Além da história,  pretendia-se que as crianças tomassem  contacto  sensorial com os objectos que faziam parte da história.

A história demorou o tempo suficiente para as crianças a ouvirem, a maioria portou-se muito bem contrariamente a alguns pais que falavam muito alto e perturbavam a actividade.

No final, os miúdos brincavam com legos, pequenas garrafas de plástico com areia, brinquedos, enquanto outros sentavam-se à volta de uma pequena mesa para a sessão de pintura.

Eu e a minha sobrinha não estávamos à espera que o bebé ( meu sobrinho neto) tivesse um comportamento exemplar. Sempre atento à história, era a canção que captava a atenção dos miúdos, na interacção com os outros bebés, na brincadeira com os materiais que, pelo tacto, visam promover o desenvolvimento da criança.

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Depois da sessão, fomosao lanche numa esplanada, e um passeio pelo centro da cidade. O bebé, que adora empurrar o carrinho, lá foi de mão dada com a mãe, a outra tia avó empurrava o carrinho e eu fotograva a cena.

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Combináramos passar o domingo na praia, passaríamos por Fão, almoçaríamos por lá, queríamos ver o tapete de flores feitos de pétalas de camélias, pampilos, cravos e cardos, para a festa do Bom Jesus de Fão, estando o tempo com sol, aproveitaríamos, também, para levar o bebé à praia e deixá-lo sentir a areia nos pés.

Deixámos o carro no parque do aldeamento, fomos pelo paredão junto ao rio Cávado em direcção a Fão.

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Chegamos à praça, não vi o tapete de flores na rua.

Aproximamo-nos da igreja, lá estava ele aos pés do altar, lindo e cheio de luz.

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Um espelho permitia que víssemos o outro lado do tapete.

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Subi as escadas que me levaram atrás do altar para tirar uma fotografia de outro ângulo quando escuto um homem que, sentado junto a uma mesa, presumo que guardava o crucifixo do Senhor onde tinha a seus pés uma bandeja com dinheiro, me disse que teria uma perspectiva mais bonita de todo o tapete se subisse as escadas que  dão acesso ao coro, estas do lado direito da igreja.

Comentei que esperava ver o tapete na rua,a resposta foi que há um tapete que é feito na rua, sim, de quatro em quatro anos e quando a imagem do Senhor dos Passos vai no cortejo da procissão. 

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E assim o fiz...

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