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cantinho da casa

cantinho da casa

e se amanhã vai chover

depois do ginásio, fui à praia: Apúlia, Ofir e Esposende.

Estava o sol quentinho, andei de camisola ,  apanhei umas conchas (quem me dera ver búzios como noutros tempos), tirei fotos aqui e acolá.

Almocei, em Esposende, filetes de pescada com molho de camarão. As opções eram, arroz e batatas fritas ou batata cozida com legumes.

A minha escolha foi para a batata cozida.

Os filetes  estavam excelentes.

Só usei azeite nos legumes, usei o molho de camarão para as batatas.

Pensei não comer sobremesa, mas tinha doces deliciosos;  leite creme que se estivesse torrado, comia; cheesecake de frutos vermelhos, e salada de frutas.

Optei pelo cheesecake de frutos vermelhos.

Foi a primeira vez que entrei neste restaurante, simples, sem mordomias, mas com um atendimento simpático.

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Pedi o nome do restaurante, para que na próxima vez que voltar, e com a sobrinha, e o meu menino, quero a opinião dela.

Costumamos ir ao restaurante na mesma rua, cuja especialidade é churrasco, mas tem outros pratos.

A última vez que lá fomos, comemos feijoada à moda do Porto. Estava boa mas precisava de mais tripa, que adoro.

Era neste que tencionava almoçar, mas estava fechado.

O de hoje, convenceu-me.

Depois, fui dar uma volta e ver algumas lojas.

Fechadas à hora do almoço, num pequeno centro comercial, entrei numa loja que tem umas coisas interessantes, mas não comprei nada (também não preciso).

Entretanto, as outras lojas abriram. Por curiosidade, entrei numa de roupa. Uma mulher nos 40tas andava de um lado  para outro, olhou-me com um ar de que eu não seria a cliente indicada para as roupas que tem,  fui ver as camisolas penduradas nos cabides. E no momento que eu estava a ver  uma, como se ninguém lá estivesse, ela põe-se à minha frente a mexer nas roupas, eu tive que ir por trás dela e sair dali, porque perdera a vontade de ver mais nada .

Mesmo que gostasse de alguma peça, não iria comprar. Foi tão parva!

Entretanto, entrou uma jovem, que me cumprimenta, e diz a outra: "liga a televisão, senão nem sei o que parece...".

E eu saí da loja sem agradecer ou dar boa tarde.

Entrei no carro, fui até à praia.

Quem a viu e quem a vê!

A extensão de areal, entre o mar e as dunas, está reduzida a metade. E a acrescentar os pedregulhos que  inundam a praia desde há alguns anos, mais uns poucos de anos não há hipótese de  os banhistas estenderem as toalhas na areia.

Dirige-me a Cepães, uma das que eu mais gostava de frequentar com os meus sobrinhos, em setembro, antes de começarem as aulas.

O café restaurante e bar, junto à praia,  está aberto todo ano, tem uma esplanada que convida ao sol de inverno e a uma bebida.

No regresso, já perto das 16horas, passei num armazém de artigos de hotelaria, que tem loja aqui na cidade, e onde já fiz algumas compras, fui ver os serviços de jantar da Vista Alegre.

Comprei os presentes para a minha sobrinha e afilhada, e para o marido.

Acho que vão gostar.

A funcionária disse-me para aproveitar os saldos e comprar loiça, que neste mês  do natal  as vendas estão a correr bem,  mas  já foram avisados que em janeiro os preços vão subir muito e que quando as pessoas perceberem que já não aguentam esta pressão dos preços, vão ter de dizer "Chega!  É insustentável viver!"

De volta  a casa, vim pela estrada nacional, queria passar no Lidl em Gamil..

Os cereais de pequeno-almoço, que eu  gosto e não dispenso com o iogurte, estão 1€ mais caros, os lenços de papel, que custavam 1,20€ , entretanto subiram para 1,68€,  já custam 1,89€. A recarga do sabão líquido para as mãos, que não chegava a 1€, já vai com o segundo ou terceiro aumento.

Os iogurtes magros, que raramente compro nesta loja, também estão mais caros, comprei porque precisava.

Tenho usado champô sólido da Cien, que gosto, comprei também o condicionador sólido. A minha sobrinha usa e diz  que é bom. Tenho máscaras de cabelo, condicionador, mas as embalagens são grandes e para o ginásio os sólidos são mais práticos.

Então, e porque amanhã vem de novo a chuva, ficam as fotos destes dia quentinho e sereno deste passeio.

Cedovem, Apúlia 

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Ofir

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Os geocilindros que foram cobertos de areia antes do verão,  com as chuvas e as tempestades do mar, já se vêem.

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Esposende

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Cepães 

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Pantanal

Gosto de ver a novela da SIC, embora passe um pouco tarde, deixo a gravar quando tenho de me levantar cedo no dia seguinte.

Ora, a propósito de uma fotografia e dos vários vídeos que recebi da sobrinha que anda a viajar com o marido e os  filhos por Mato Grosso, agora pelo Pantanal, pensei que aquela onça que aparece na novela fosse alguma montagem, e que este felino estivesse em extinção. Mas estava enganada, não estão em extinção e viram várias. E soube que são as maiores do mundo.

Estavam fascinados com as onças, e eu vi-as no vídeo.

E como seria de esperar, a fotografia de uma delas.

Fiquei encantada.

 

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a moeda de um euro

Saí do ginásio, segui metade do percurso na direção contrária ao habitual, precisava de ir a uma loja de reparações de electrodomésticos.

A minha máquina  de lavar roupa faz um ruído estrondoso durante a centrifugação, precisava de saber o que fazer.

Estacionei o carro a poucos metros da loja, descia pelo passeio, estava uma jovem estudante da Escola Secundária daquela zona, e uma senhora que teria no máximo 70 anos, paradas.

A senhora viu-me e disse qualquer coisa que não entendi.

A jovem olhava para mim sem dizer nada.

Perguntei à senhora o que queria, respondeu ela: "arranje-me um euro, preciso muito de dinheiro, não tenho que comer".

Fiquei sem saber o que dizer, ela voltou a insistir, e eu disse que não tinha um euro para lhe dar.

Continuava a insistir que queria um euro, que não tinha nada para comer, se arranjasse cinco euros, comprava muita comida.

Achei que ela estava a tentar enganar-me, voltei a dizer que não tinha um euro ( na verdade, tinha tomado café no bar do ginásio e como paguei com a única moeda de euro, recebi o troco, mas sabia que tinha mais umas moedas que não chegavam à quantia que  ela queria).

A senhora estava a ser chata, disse a jovem para mim: " Eu já lhe dei um euro".

Tirei o porta-moedas, ao mesmo tempo que afirmava que não tinha um euro para lhe dar. As moedas que juntei paea lhe dar, foram  duas de vinte cêntimos, dei-lhe os  quarenta cêntimos.

Diz ela muito depressa " Isto não é um euro!"

Respondi que eram as moedas que tinha.

Às tantas, perguntei se ela não tinha pensão de reforma ou algum subsídio.

Não respondeu à pergunta, mas disse, com a voz de choro, sem  chorar: "Eu não tenho dinheiro e só recebo no próximo dia dez de Abril".

Virei as costas, a jovem também, que, entretanto, reparei que estava com o telemóvel na mão, o altifalante ligado, falava com alguém.

Quando vinha para casa, lembrei-me que hoje são dezasseis, pelo que, se recebeu no dia dez e disse que não tem dinheiro, estava a tentar mesmo levar-nos na conversa? 

Não quero julgar, sabe-se lá as dificuldades que na verdade pode ter, mas seria mais  humilde da sua parte aceitar o que lhe dão e não insistir que queria um euro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

estou preocupada

Tinha pensado ir pé até ao Bom Jesus, subir e descer os escadórios, preciso de exercício físico  que, à excepção do fim de semana,  não há oportunidade para  fazer as aulas que gosto.

A minha irmã mais nova e a filha vieram ter comigo ( chegaram tarde, desistimos do Bom Jesus), mantivemos a distância necessária, e quando as pessoas se cruzavam connosco, fazíamos uma fila para não haver aproximação.

Ora, quando chegamos à zona do Parque da Rodovia, ficamos estupefactas. Aliás,eu até já estava a contar com o que vimos: muita gente, famílias com os filhos, grupos enormes que passeavam por lá, que se cruzavam sem qualquer distância. Desistimos de atravessar o parque, metemos por zonas de vivendas que ninguém escolhe para caminhar.

E assim fomos descansadas. Quando chegamos à zona do Leroy Merlim, a coisa descambou, não pelo número de pessoas que por lá caminhava,  mas porque a circulação de viaturas era demais.

E no Leroy Merlim, que eu pensei que estava fechado, o parque estava cheio e havia fila para entrar.

Fizemos o caminho com segurança, eu conheço esta zona, cruzámo-nos com  poucas pessoas.

Há minutos, no Instagram do Sapo, que eu procuro para ver o quadro de infectados COVID19, fiquei de boca aberta:

há algum tempo que o Norte tinha um baixo número de infectados, Lisboa e Vale doTejo tinha substancialmente o dobro, hoje, inverteram-se os números.

Não são muitos, mas o suficiente para, com o que vi hoje nos arredores da cidade, os casos aumentarem.

Já perto de casa, passou o meu vizinho do andar de cima, que nesta pandemia vai fazer a sua corrida matinal, parou por segundos e disse: "Impossível andar nos arredores. Há gente a mais na rua".

Estou desolada.

Espero enganar-me, mas com estes comportamentos, tão cedo não desconfinamos.

 

 

Acabei de ler que vai haver Conselho de Ministros para aprovar as novas regras, mas as escolas só abrirão depois da Páscoa. Mas as lojas poderão abrir no dia 17.

Urge as crianças em idade pediátrica voltarem às creches.O meu sobrinho neto precisa muito de ir para o Colégio.

Aguardemos o que por aí vem.

ontem, foi assim

o tempo voa, mais um aniversário,  convidei a sobrinha para almoçar comigo.

depois do almoço, ela foi para casa trabalhar.

estava a sair de casa, recebo uma chamada de uma amiga,pediu-me que esperasse um pouco, estava perto da minha casa.

ela veio por trás de mim e abraçou-me pelas costas, a filha deu-me  a"cotovelada", ficamos um tempo a conversar. a minha amiga vai ser avó da  única filha que tem, muito feliz está a grávida, também.

na despedida, combinamos um jantar, quando for seguro, e pôr a conversa em dia.

e recebi este ramo de flores.

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precisava de comprar ração e areia para a gata na loja de pets ( estava aberta, pensei que teria de comprar outra marca no hipermercado), antes, fui lavar o carro.

na estrada para o Bom Jesus, eram muitas as pessoas que caminhavam em direcção aos escadórios.

queria subi-los, teria de deixar o carro no parque junto ao funicular, o regresso seria pelo funicular. mas este estava fechado,desisti. também queria ver o pôr-do-sol no Sameiro, segui de carro até lá cima.

nunca pensei ver os escadórios e os jardins com avós e crianças, de jovens que treinavam no recinto, de casais de namorados que desfrutavam do sol e da paisagem, de animais de estimação que passeavam com os seus donos.

e nesta época o Bom Jesus é mágico!

foram imensas as fotografias que tirei.

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a seguir, o Sameiro