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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 17.01.19

Tudo preparado para sair de casa, logo de manhã e mais cedo  para não perder a reserva da aula, ouço os nós dos dedos de alguém que batia à minha porta.

A Sofia tem esse hábito, sei quando é ela porque a maioria das vezes vem almoçar comigo, mas como está no Porto a estudar e nesta  época anda em exames, não poderia ser ela.

Perguntei de dentro quem era, respondeu-me uma voz rouca de homem. Não percebi nada do que disse.

Espreitei pelo monóculo, vi o homem que teria mais de sessenta anos, voltei a perguntar o que desejava. A voz era indistinguível, quando voltei a perguntar o que desejava, respondeu-me que estaria enganado, e subiu as escadas para o terceiro andar.

Tenho estacionamento pago no parque do ginásio, costumo tirar o cartão da carteira em casa,  ponho-o no tablier do carro, o lugar mais acessível para, à chegada ao parque, passá-lo na máquina e não perder tempo a  procurá-lo.

Entretanto, quando saí de casa, o homem estava no andar de cima, ouvia-se a voz do filho do casal a falar de dentro, continuei a não endentender nada do que dizia, até que o som do intercomunidar da porta do prédio fez-se ouvir várias vezes.

Saí de casa, não sei o que se passou.

Quando chego ao parque do ginásio, lembrei-me que não pusera o cartão no carro, fui à mala onde levo a minha roupa, procuro no bolso de fora, não sinto a carteira.

Estavam o telemóvel e porta-moedas, mas a carteira não. Abri a porta do carro, saí, tirei a mala para fora, tirei tudo do bolso. Nada.

O que me veio à mente: quando o homem batera à porta, eu tinha a carteira na mão pronta para tirar o cartão, mas pusera-a em cima do móvel e nunca mais me lembrara dela.

Ora, na carteira, tenho todos os documentos de identificação e os do carro.

Se por algum motivo tivesse de apresentar os documentos ( que raramente acontece), não os tinha comigo.

Estacionei o carro no parque exterior, fui à recepção levantar a senha. Para a levantar, tenho de ter o cartão do ginásio, o mesmo que me dá acesso a entrar no parque.

Disse ao recepcionista que me esquecera do cartão em casa. 

Conhecendo-me muito bem por ser cumpridora e  não abusar de nada, entregou-me a senha ( a aula estava reservada), voltei ao carro para ter a certeza de que não a tinha lá.

Fiz a aula, regressei a casa, lá estava ela no móvel da entrada.

Felizmente, nada aconteceu, como aqui, nem apanhei a polícia que, de quando em vez, está parada nas rotundas por onde passo nas minhas idas e vindas para/do ginásio.

E por falar em aqui, tenho algo para contar sobre este assunto.

 

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" está fechado"

por Maria Araújo, em 09.09.18

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 Da caminhada de Domingo, que não fazia há bastante tempo, fui em direcção ao novo, e inaugurado recentemente,  Parque Desportivo da Rodovia, fiz o percurso de sempre, saí do lado do Instituto de Nano Tecnologia, não vi a zona radical, mas do que se deparou aos olhos, parece que triplicou, tem espaços apetrechados de aparelhos para  várias modalidades desportivas, enfim, a cidade tem um parque moderno e convidativo às práticas desportivas.

Segui o meu caminho pela colina de Lamaçães, grandes construções acabadas, outras se erguem, passei pela loja Zu para comprar ração para a minha gata.

As minhas pernas têm dado sinal de cansaço, o regresso a casa era mais lento, faltavam 20 minutos para as 13h, numa curva  junto às casas que em finais dos anos 70 ficou conhecida pelo nome de aldeia dos macacos, vi um pequeno café que tinha a placa  "Jogos Santa Casa", a porta estava aberta, apeteceu-me comprar uma raspadinha de 1 euro ( o máximo que dou).

Entrei, estava uma senhora ao balcão junto à máquina de jogos, dei boa tarde, e diz ela de imediato: " está fechado".

Olhei para ela sem perceber, insisti que queria uma raspadinha.  Repete:"está fechado".

E foi então que eu comentei: " Então a senhora diz que está fechado, mas eu entrei porque tem a porta aberta".

"Já disse que está fechado".

Virei as costa e saí, comentando  para mim: " Ora esta!  Devias ser mais simpática, dizias que estava na hora de fechar, pedias desculpa, não podias vender nada."

 

 

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que se passa comigo?!

por Maria Araújo, em 26.07.18

em média, troco de óculos de sol de três em três anos, guardo os "velhos", porque estão em bom estado, vindo a moda deles, tenho-os para me servirem.

Penso que os últimos que comprei foi há quatro anos, de quando em vez usava os  Ray Ban (lembrei-me deste post, sim, tem 10 anos, os meus Ray Ban), até à semana passado que os perdi, foi maneira de comprar outros, assunto deste post.

Terça-feira, fui para a praia cuidar dos meus sobrinhos netos, os pais tinham muitos assuntos para tratar na cidade, ontem, fomos para a praia, tinha os óculos de sol postos.

Fomos almoçar a casa, costumava pô-los numa mesinha junto ao sofá.

À tarde, decidimos volar à praia, não me recordo de os levar, de os ter posto, de brincar com os meninos,  com os óculos no rosto, estava nublado, esqueci de todo se os levara comigo.

Chuviscava à hora de jantar, quando regressei a Braga, não precisava dos óculos.

Hoje de manhã, dia de ir ao mercado,  apesar de estar um pouco nublado, queria levaá-los... E foi quando dei fé que não os tinha.

Procurei tudo, revirei o saco, nada!

Liguei à minha sobrinha. Não atendeu o telemóvel.

Estava a sair do parque, ligo de novo, atendeu o filhote, pedi para perguntar à mãe se ela não os viu.

Enviei uma SMS a pedir que procurasse nos lugares da casa onde eu os deixava quando chegava da praia.

Ainda não tive resposta.

Estou frustrada, não pelos óculos, desta vez não fui para as marcas caras, mas porque a cabeça anda ocupada com tanta coisa que não sei o que faço. 

Há pouco, meti as compras no carro, e já pronta para sair do parque, lembrei-me que não tinha ido à caixa pagar o estacionamento.

Sou muito cuidadosa com as minhas coisas e embora não seja por de mais agarrada a elas, nunca me aconteceu algo semelhante em tão pouco tempo.

 

 

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foi um dia e tanto

por Maria Araújo, em 08.04.18

Quinta-feira, depois da cena do jovem  "o ruivo",  já na descida da rua 31 de Janeiro, o telemóvel tocou.

Era a minha amiga M a responder-me  à SMS que enviara (em conversa, no café, no dia anterior, dissera-me  que tinha intenção de ir ao Bom Jesus do Monte, no dia seguinte, supus que iria sozinha).

Estava um dia muito agradável, depois desta caminhada, e porque há muito tempo que não vou ao Bom Jesus a pé, far-lhe-ia companhia se ela assim o entendesse.

Os filhos fora de casa, era o dia ideal. Ia, sim, sozinha. Eu sentia-me com forças para mais uns quilómetros, ofereci-me para fazer companhia, combinamos  sair por volta do meio-dia.

Pés a caminho, rodovia fora, subimos por Tenões. Eram inúmeros os jovens que desciam aquela estrada.

Chegamos aos escadórios lá estavam os autocarros que aguardavam os turistas que subiam o monte pelo velhinho ascensor movido a água, e desciam pelos escadórios.

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Subimos, e parámos no belo largo para as fotografias, continuámos a subida.

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Corpo quente da caminhada e da subida, não convinha entrar no frio Santuário, fizemos uma pequena paragem no miradouro para vermos a cidade.

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Após uns minutos de reflexão, e como adoro fotografar tectos e nunca me lembrara deste, chegou a sua vez.

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Orações cumpridas, fomos comprar gelados, ouço a minha amiga dizer "one hundred and forty", virei-me,  traduzia para  um estrangeiro o valor que a senhora lhe dissera em português. Uns segundos depois vejo-a  falar com outro senhor, a quem pediu desculpa pensando ser estrangeiro, que era, mas brasileiro.

Encetou-se uma conversa sobre o ascensor que queria saber onde era, a explicação de como funcionava a subida e a descida, que o Santuário é dos mais bonitos da Europa, nem o de Notre Dame é tão belo, que temos uma paisagem lindíssima...

Eu pouco falava, e nem precisei, limitei-me a observar o senhor. Uma simpatia de homem, cabelos grisalhos a tender para o branco, olhos castanhos, barba de 2/3 dias, vestuário desportivo mas elegante, fazia perguntas sobre Braga e comentava se há casas para alugar, que somos um povo tranquilo, que a polícia trata bem as pessoas, que no Brasil as balas perdidas matam muita gente, que é impossível lá viver, que é do Recife, que tem intenção de viver em Portugal, que pensou viver em Cascais ou Oeiras..

Chamou a esposa que, mais à frente, observava a vista da cidade, para ouvir a nossa conversa.

Ela aproximou-se e cumprimentou-nos.

Os óculos escuros não deixavam ver o seu rosto moreno, mas pareceu-me ser uma bela mulher.

À minha pergunta se estavam de carro, e  à resposta afirmativa, reparando  no calçado prático que traziam, aconselhei-os a descer os escadórios, "a descer todos os santos ajudam", disse, e fazer a subida de ascensor;  que o parque era grande, havia o lago na parte superior, muito para ver neste espaço.

Despediram-se de nós, dirigiram-se à loja de recordações.

Subimos ao lago, vimo-los caminhar na direcção da gruta, cá em baixo.

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Gosto de tirar fotografias dos mesmos locais, e este, em particular, onde se vê a cidade ao fundo. 

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Pais e filhos passeavam de barco. Do outro lado do parque  as crianças divertiam-se no renovado "parquinho" infantil.

E as numerosas árvores carregadas de camélias dão vida e cor ao espaço.

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Muitos eram os turistas que tiravam a fotografia da praxe, consegui um pequeno espaço para fotografar a minha amiga.

Decidimos fazer o regresso a casa a pé, passamos pela antiga bracalândia que deu lugar ao Instituto de Nano Tecnologia, lembrei-me da "anedota" com imagem  que alguém me enviara e que diz mais ou menos isto: 

Bracarense que é bracarense dirá sempre que foi ao Feira Nova (Braga Parque), que estacionou o carro na Bracalândia ( Instituto de Nano Tecnologia)  e meteu gasolina na Mobil ( BP).

5 km de manhã, mais estes 9,5 km, comentei com a minha amiga que as pernas estavam a dar os mesmos sinais de cansaço da nossa longa caminhada em Barcelona, naquele domingo de Março de 2015.

E por falar em Barcelona, comentei, também,  que "conheço" um blogger que viveu nesta bela cidade, que escreve belos textos dos lugares menos frequentados pelos turistas, e que, quem os lê, apetece meter-se no avião e conhecer o que passa ao lado.

Metemos pelos campos de jogos da Rodovia, em reconstrução, vê-se algum betão (espero que não deja demais), um parque radical já pronto, barras paralelas para os atletas de rua,  novas vias pedonais a alcatroar.

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A M é uma boa companhia ( ela diz que sou a sua mana) tem o tempo muito ocupado com a família e o trabalho, já nem os nossos passeios à noite, pelas ruas da cidade, fazemos.

Gostaria de repetir as nossas caminhadas, as conversas, os desabafos, as gargalhadas.

Foi um dia e tanto, esta quinta-feira.

 

 

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a cidade

por Maria Araújo, em 24.02.18

Na 5ª feira, depois do almoço, com tempo para dar um salto à Foz do Arelho, deixei a visita à cidade de Caldas de Rainha para 6ª feira, perguntei na bilheteira a hora do transporte: "às 17h30", foi a resposta. Estava fora de questão,  três horas era o tempo que desejava ficar lá.

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Alterei os planos, fui conhecer o centro da cidade: o Parque D.Carlos I. Mal passei o portão percebi que estava num extenso parque onde, àquela hora, pessoas de todas as idades passeavam e/ou sentadas nas esplanadas dos cafés existentes deliciavam-se com o sol quentinho da tarde fria de inverno. 

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Do belo mas degradado edifício que chama a nossa atenção lamentei o seu estado, imaginei alguém com muito dinheiro capaz de fazer daquela espectacular construção um hotel termal.

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O lago é o centro das atenções das crianças e adultos, o Museu José Malhoa ao fundo, o Parque das Merendas, o campo de ténis, as várias estátuas, as despidas árvores que ladeiam os caminhos, estarão, na estação que se aproxima, repleta de folhagens verdes darão um cenário lindíssimo ao longo do parque e um lugar ainda mais apetecível a todos.

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Na loja Bordalo Pinheiro foi-me dito que o edifício foi comprado, será um hotel num futuro breve. Fui procurar a sua história e encontrei-a aqui.

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Um parque que fez as minha delícias, saí pelo lado oposto, que entrara, vejo à minha frente a loja de fábrica Bordallo Pinheiro.  Subi ao 1º andar, o outlet, para ver as oportunidades, comprei três peças a um preço bastante simpático.

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Seguindo pela rua paralela ao parque, cheguei ao Hospital Termal Rainha Dona Leonor, fui ter à da Praça da Fruta. Fotos aqui e ali...

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... estava nra hora de regressar a Óbidos para um pequeno passeio pela Muralha e saborear a deliciosa ginginha em copo de chocolate.

 

 

 

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Buddha Eden

por Maria Araújo, em 22.02.18

É um grande e bonito espaço de arte,  cultura, luz, religião oriental.

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Mas pagar 4 euros pelo comboio que tem três paragens que não servem para nada, foi a desilusão.

Cinco euros para andar nos jardins é justo. Convicta que o comboio levava para outros lugares longínquos, dei por mim, nas segunda e terceira paragens e a poucos metros da primeira, junto às estátuas, onde ficara para ver os jardins. Afinal, para ver estes, tive de voltar para trás.

Comboio? Não aconselho. Um modo de sacar dinheiro.

Acredito que no verão seja mais complicado, mas para quem não tem problema algum em caminhar e ver o que interessa e com  pormenor, dispensa-o. E 3 horas são suficientes. Eu vi em 2h.

Gostei da visita, do espaço, do ambiente, dos alunos de uma escola que pareciam putos de 5 anos que corriam por aqueles caminhos que circundavam os jardins enquanto as raparigas posavam  junto às  imponentes estátuas para as  habituais selfies

Não fui á prova de vinhos. Não bebo sem comer.

De tarde, fiquei na cidade de  Caldas da Rainha, onde se pode desfrutar do enorme, fresco,  soalheiro  e belo Parque Dom Carlos I

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Lisboa é

por Maria Araújo, em 05.12.17

uma bela cidade. De manhã, apesar do frio, fui dar uma pequena caminhada pelo Parque Eduardo VII e a paisagem é esta.

Do Restaurante Eleven, estas fotografias

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Na descida do Parque

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Adoro esta cidade mas lembrando o saudoso Zé Pedro e os Xutos & Pontapés, "Que saudades que já tinha da minha alegre casinha...", depois de missão cumprida, hoje, regresso a casa.

 

 

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viver a cidade

por Maria Araújo, em 20.11.17

Desde o início do verão passado que não caminhava pela via pedonal da Rodovia. Com este tempo soalheiro, temperatura agradável, o ideal para caminhar, ontem, resolvi voltar a fazer o percurso da via pedonal mas na direcção do Bom-Jesus.

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O rio Este tem pouco água, mas na pedra desnivelada do seu caminho ela cai e ouve-se o seu som sereno despertando-me o pensamento, talvez a chamar a atenção que há muito limpeza de vegetação a fazer.

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Quando cheguei à zona dos campos de jogos, à excepção destes que continuam a funcionar, toda a zona pedonal está vedada.

O parque está em obras (e bem precisava) penso que tem a ver com o evento Braga Capital Europeia  do Desporto que terá lugar no próximo ano.

 

 

 

 

A Câmara de Braga tem feito um bom trabalho na recuperação dos espaços verdes tão importantes  para os bracarenses.

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As duas vias passaram para o outro lado do rio Este: uma para ciclistas, outra para peões, que se prolongam até ao hotel Mélia, como já tinha referido aqui.

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Famílias passeavam pelo caminho a si destinados, os ciclistas o seu, crianças que nas suas bicicletas seguiam os pais.

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Cruzei-me com a minha irmã que caminhava com a nossa prima. Vi pessoas conhecidas que corriam ( ai, não, correr, não!), e um amigo meu que, "vestido a rigor" na sua pedalada para os lados do Bom-Jesus, se não me chamasse, não reparava nele. 

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Meti pelo passeio da Rodovia, sempre ao lado do Instituto Nano Tecnologia, passei nos campos de ténis, que estavam cheios de "desportistas" de fim de semana.

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Há quem diga que temos o Bom-Jesus e o Sameiro lá em cima que nos convida a respirar e  a viver a beleza dos seus templos e do ar puro, mas também precisamos de viver a cidade e nisto os bracarenses fazem-no muito bem.

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À tarde, fui dar um abraço à minha Sofia, que veio passar o fim-de-semana, mas a estudar.

Fui com ela até à estação de comboio, seguiu viagem para o Porto.

No próximo fim de semana a Tuna Feminina vai actuar numa cidade do interior do país e sendo um elemento do grupo, também vai.

 

 

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sobre nada

por Maria Araújo, em 07.11.17

O fim de semana foi calmo, conheci o meu lindo sobrinho neto, fui ver a Exposição " Do Outro Lado do Espelho", na Gulbenkian, dei um salto à Área, nas Amoreiras, que fica a dez minutos da rua onde vive a minha sobinha, dormi muito mal, tinha o corpo dorido, domingo vinha no comboio e dizia a minha irmã que as minhas olheiras eram profundas ( e o meu cansaço é  mostrado por elas).

Mesmo assim, ontem fui ao ginásio. Depois da aula, tomei o café no bar e deixei-me estar na treta com uma senhora que faz as mesmas aulas e adora antigravity quanto eu.

À tarde, apeteceu-me fazer umas compras de meias, e ainda bem que fui, encontrei uma amiga que não via desde Junho, decidimos ser eu a marcar o jantar de Natal, caso contrário, com o trabalho, a filha, o namorado, o pai, as prioridades da vida, ela adia, não tem tempo para nada, não vai a lado nenhum. 

Deitei-me tarde, como sempre, mas muito cansada. De manhã acordei para marcar as minhas alulas no ginásio, voltei a adormecer, acordei às 10h30. " Que bom!", comentei.

Decidi ir à feira semanal, cheguei a casa às 13h25, fiz um arroz de grelos e petinga frita para o almoço.

A tarde seria para fazer a limpeza da cozinha e da marquise ( a empregada nunca a faz, nem lhe peço porque ela limpa-a mal) quando acabei esta tarefa, e contrariamente ao normal, só liguei o computador às 19h25.

Tenho um cesto de roupa para passar a ferro, mas não é hoje que o faço.

Tudo isto para dizer que não me lembrava de estar tão bem, fazer as coisas sem pressa, deixar o blog para segundo plano, por que desde que aqui fui, a minha vida está mais serena.

E hoje, depois da feira, onde comprei uma toalha de Natal gira, por 7,50 euros, apenas porque de um lado precisa de ser cosida, passei no Parque da Ponte de São João e tirei as fotos do meu outono. 

E é este o meu post sobre nada.

 

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e ela continua

por Maria Araújo, em 30.06.17

quarta-feira, 10h15, hora que cheguei ao ginásio porque não despertei,  parque bastante cheio, perto da entrada da acesso ao elevador, no mesmo lugar, na mesma posição, lá estava ele:

 

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