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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

coisas minhas

Maria Araújo, 05.07.19

Preciso de uma tábua de engomar, fui vê-las ao espaço Kasa do Continente.

Decidi almoçar por lá.

Estava sentada de frente para o balcão da padaria.

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A uns metros da minha mesa, dois balcões com palmieres e línguas de veado acondicionados em caixas de plástico, mais à frente eram os croissants e os donuts.

Um jovem funcionário abria umas quantas caixas de cartão, tirava embalagens de rosquinhas e colocava-as noutro balcão.

Questionei-me da quantidade de papel e plástico que se gasta, poderiam vir os doces acondicionados em sacos transparentes, poupava-se muito plástico. 

Está, também, nas mãos das grandes superfícies e lojas comerciais reduzir, reduzi, reduzir.

 

 

lixo, muito lixo

Maria Araújo, 09.08.18

Durante muitos anos,  a feira municipal, que se realiza à terça-feria, ocupava o recinto daquele que foi o Parque de Exposições, que após grandes obras de reestruturação, passou, desde Abril deste ano, a ser o Fórum de Braga, pelo que aquela passou a ter lugar na estrada, cortada ao trânsito neste dia, junto ao monte Picoto.

Acabada a feira, quem por lá andasse, via o lixo de papel e sacos de plástico que jaziam no chão. Aberta a estrada, e enquanto os funcionários da Câmara não chegavam para o limpar, quem passasse de carro era surpreendido por uma folha de papel de jornal, ou um plástico, que batia no pára-brisas,  porque o vento era forte levava tudo pelos ares.Passou, recentemente, esta feira para o parque de estacionamento do monte Picoto.

Por que falei de feira e de lixo, à quinta-feira, num espaço mais pequeno junto à entrada do mercado municipal, há, também, o que eu chamo de uma mini feira.

As tendas dos vendedores de etnia cigana estendem-se ao longo do passeio que circunda o mercado, gerava-se uma confusão à entrada, as pessoas que iam às compras passavam com os carrinhos tinham de fazer algum malabarismo para conseguir entrar, eles não se desviavam um millímetro, foram muitas as vezes que tive de pedir licença para passar, até que, uma dada altura, a polícia municipal andava por lá tentando manter alguma ordem, e tudo corria bem.

Ora o mercado está previsto fechar para obras  há mais de um ano, e até ver continua a funcionar, afastou dali os vendedores.

Convicta que a mini feira tivesse acabado, numa quinta-feira que decidi ir a pé ao mercado, já em frente à Arcada  e uns metros à frente, vi uns toldos do que me pareceu ser uma feira ocasional, meti por esse caminho, eis que os  vejo todos lá, os vendedores. Comentei com o meu decote: " afinal a feira continua, só mudou de lugar".

Nunca mais passei por lá.

Combinara almoçar, hoje,  com uma das minhas sobrinhas, era cedo, demos um passeio, queria mostrar o restaurante vegan e self-service que gosto, metemos por esse caminho e que dá acesso ao restaurante, vejo as tendas e os vendedores.

Expliquei à minha sobrinha o que era aquilo, demos mais uma volta, chegou a hora do almoço, escolhemos uma mesa na esplanada, estava uma temperatura boa para a nossa refeição lá fora.

Ao lado da esplanada ouviam-se as vozes dos vendedores e os ruídos da desmontagem das tendas. 

Deixamo-nos ficar a conversar naquele agradável espaço, por volta das 15h deixamos o restaurante.

Referi que aquele acesso fica a escassos metros da Arcada, o lugar de referência da cidade, muitos turistas passam aqui, eis que no chão, e do lado de dentro da porta, estava uma folha de papel amarrotada. Quando passamos a porta, deparamo-nos com o  imenso lixo  que o vento forte espalhava pela rua e em direcção à Arcada. Em frente à saída estava a ser desmontada a única tenda, não me intimidei, peguei no telemóvel e fotografei.

Comentava então com a minha sobrinha, que os vendedores tinham por obrigação, e à medida que vendiam os seus produtos, guardar os sacos e os papeis, os levassem para novas feiras e/ou  os deixassem nos respectivos ecopontos. Ou  a Câmara providenciar dois ou três que permitissem que, depois de desmontada a feira, os vendedores juntassem o plástico e o papel e o depositassem lá.

Se desde sempre eles fizeram este chiqueiro, quando lhes foi dado este novo espaço no centro da cidade, a Câmara devia ter feito um acordo com eles no sentido de os educar a preservarem o local.

Estamos numa era que precisamos de poupar o ambiente, e assim como nas festas da cidade ( Braga Romana, São João, Noite Branca) a Câmara providencia contentores de lixo e ecopontos nas várias ruas do centro, porque não habituar estes "profissionais" do sector grossista a respeitarem o ambiente no seu local de trabalho, usando os ecopontos?

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 (as fotografias são do lixo junto à saída do restaurante; havia muito maisespalhado naquela área)

 

 

e o papel?

Maria Araújo, 14.03.18

E se ontem escrevi sobre o que me irrita nas casas de banho onde fazemos as nossas necessidades às escuras,  porque os sensores são tão breves na iluminação que não vemos o que fazemos, também  me irritam por de mais  a posição do papel higiénico e o tampo da sanita para cima.

Cá em casa, quando vejo o tampo da sanita para cima, vou por trás de quem saiu da casa de banho e baixo-o, e porque não adianta chamá-los à atenção.

Depois é o papel. Nunca esta gente o põe da forma que,  para mim, é a mais óbvia e correcta. Cá em casa o porta-rolos é de pé ( a única peça que tenho fixa à parede, é o espelho)  e não sei o que os confunde que viram-no sempre para o lado contrário.

E faz-me cá uma gana quando o deixam, por preguiça, em cima do porta-rolos.

Ora vejam...

 

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a propósito

Maria Araújo, 12.02.18

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do  post que li neste blog sobre reciclagem,  sempre que vou ao hospital privado, apetece-me alertar os funcionários (eles fazem o serviço deles, cumprem ordens, eu sei) para o  uso excessivo de papel, um desperdício não só para esta instituição, mas também para o utente que o paga.

Nestes serviços, um documento é entregue ao utente, o outro exemplar fica lá. Se formos fazer um exame ou análises ao sangue, é fotocopiado o original, que fica com o funcionário, e a cópia levamo-la para o local do exame que por sua  vez é entregue à funcionária de molde a encaminhar para a respeciva especialididade.  Preocupa-me a quantidade de papel que a cada minuto sai das impressoras que, na minha opinião, é um esbanjar que mexe com as consciências, pelo menos a minha.  Não reclamo que o façam para as facturas, um documento importante para o utente, mas com os exames e marcações de consulta?

Depois de levar a injecção, fui à recepção pagar, aproveitei para pedir o adiamento de uma consulta que tinha para esta semana

Convicta que a funcionária marcasse no computador a nova data e hora, e no registo que lhe dera alterasse à mão, eis que saem dois documentos novos: um texto em forma de carta com a comunicação que a consulta foi adiada para novo dia. Destes dois documentos, um ficou anexo ao que eu lhe entreguei, e o outro foi-me entregue.

Então vejamos, não haverá um programa que formate o papel A4 ou as impressoras para que numa metade tenha o registo do que é para o cliente e a outra metade referente à instituição? As impressoras têm um comando que certamente o utilizador pode formatar para A5, mas deve dar mais trabalho programar a impressora do que clicar na tecla e um segundo depois sair o papel, que por vezes se mistura com o papel da colega do lado e cada uma tem de ver qual é o seu. 

Há uns anos, e não sei se continuam a fazê-lo, lembro-me de ter ido a uma consulta no Centro de Saúde na minha Unidade Familiar e trazer a factura  em metade (A5) do papel.

Sabem o que faço quando chego a casa ? Rasgo a metade que não quero, arquivo o que me diz respeito.

Reduzir o uso de papel através de prática e hábitos no ambiente de trabalho, e não só,  é tomar consciência que podemos viver num ambiente sustentável, demore o tempo que demorar.

 

 

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