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bem-vindos à escola

por Maria Araújo, em 14.09.17

a S, a jovem de 40 anos  que nasceu nesta rua onde vive (mos), pertence a uma geração de putos, agora pais, que no Verão brincavam na rua até à meia-noite, ou quando os pais os chamassem porque já eram horas de regressar a casa, tem uma filha de 6 anos.

ontem encontrei-a à porta de casa.

está de férias, parou para conversarmos um pouco.

falou-se da escola do 1º ciclo, em frente às nossas casas, que está parada há um ano à espera de obras ( parece uma escola abandonada há muitos anos, uma tristeza) e desde então o 1º ciclo tem aulas nos contentores num espaço da escola EB 2/3 que fica a cerca de  500m.

quando lhe perguntei como reagiu a filha a este primeiro dia de escola, respondeu-me que estava excitada e ansiosa.

e contou que, estando pais e filhos na sala de aula para a recepção aos alunos, de repente ntra na sala um grupo de candidatos à Câmara, de um determinado partido.

os pais ficaram estupefactos com a presença do grupo nas salas dos miúdos do 1º ano.

quando perguntei pelo menos tinham alguma coisa ( lápis, borrachas, autocolantes)  para oferecer às crianças, e ela respondeu que não tinham nada, apenas entraram cumprimentaram os miúdos com o " bem-vindos à escola", e saíram.

crianças de 6 anos que estavam ansiosas por conhecer a professora e a escola, era inadmissível, dizia ela, que a direcção permitisse que grupos partidários andassem a fazer propaganda dentro das escolas.

 

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O segredo

por Maria Araújo, em 17.01.16

Há pouco, no FB, vi o vídeo partilhado por uma blogger ali nos meus links, sobre a BIC, Brasil.

Lembrei-me do anúncio, BIC laranja, BIC cristal,duas escritas à sua escolha..., BIC,BIC,BIC,BIC.

 

Ora no Brasil, a BIC pôs os pais à prova.

Pensando  estes que iam para uma reunião com a professora dos filhos, quando lá chegaram foram desafiados a fazer a mesma prova que os filhos faziam na sala ao lado.

E vejam o resultado: um doce diálogo entre pais e filhos.

E se esta experiência fosse  feita nas nossas escolas?  Estariam os pais dispostos a fazer o mesmo? 

 

 

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a outra carta

por Maria Araújo, em 04.11.15

 

um vídeo espanhol publicado em 2014 mas que pode ser lembrado todos os anos, sobretudo agora que já se vêem as lojas repletas de decorações e brinquedos de Natal.

vídeo daqui.

 

 

 

 

 

 

 

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"Liberdade é uma coisa, permissividade é outra"

por Maria Araújo, em 13.07.15

Quando os filhos pequenos querem controlar os pais, sobretudo quando há uma irmã(o) bebé, fazem de tudo e sabem como chamar a atenção dos seus (pro)genitores.
Tenho verificado este comportamento no meu sobrinho neto em relação aos cuidados que a mãe tem de dar ao bebé, quase sempre na hora do almoço e quando o vai deitar, em que arranja maneira de chamar a sua atenção, falando alto, batendo com o garfo na mesa...

Por mais que a mãe o repreenda e diga que o vai castigar, só quando vê o desespero dela, cala-se. Depois, pede desculpa. Ele sabe quando e como pedir a atenção da mãe.

Um exemplo disto, está no excelente post que a blogger equilibrosa intitulou de "A Geração de Reizinhos".

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"Como quiser, sua alteza!" - foi só o que me faltou dizer pro meu filho no fim de semana passado. Eu não sei explicar exatamente como chegamos neste ponto, mas o fato é que, num estalar de dedos, saquei quem estava no comando. E não era eu. E não era a primeira vez. Desde que meu príncipe, digo, meu filho, nasceu, estou em alerta para fazer minha autoridade e a necessidade evidente de diálogo entre pais e filhos andarem lado a lado. Tudo precisa estar em equilíbrio, isso é fácil entender. Mas não é mole: a qualquer escorregada - e quem não escorrega? -, as proporçōes se desarranjam, e fica difícil saber qual cenário é mais comprometedor.

No sábado, deixamos de fazer uma visita matinal aos avós porque ele queria brincar em casa. Depois, de tarde, deixei de ir numa festa junina encontrar quem eu queria e comer uma canjica quentinha porque ele estava mais interessado em rever "Toy Story". No domingo, antes dos dedos estalarem e eu enxergar o que se passava, já íamos repensando o plano de fazer um lanche fora de casa porque ele não queria. Vossa majestade, 3 anos, não estava com fome.

Existe uma lista de explicaçōes para o fato de nós, bem intencionados pais de agora, estarmos cedendo em grande medida aos caprichos dos nossos filhos. Muito tempo fora de casa - e pouco tempo com eles - talvez seja o principal. Tentamos compensar, como se uma coisa fosse substituir outra. Aqui em casa, porém, acho que pesa muito a chegada do irmão, e o impulso quase orgânico que sentimos de fazer o mais velho se sentir prestigiado, considerando o prestígio natural que um recém-nascido tem. De qualquer forma, pode chamar de culpa. É ela que nos faz expandir os limites do diálogo e deixar o "eu não quero" virar "eu não vou".

O que me preocupa não é a perda da autoridade pela autoridade - não sou mandona, acredito imensamente na construção de uma relação familiar saudável em torno do diálogo, e fico aflita só de ver determinadas relações construídas em torno do autoritarismo vazio. A questão, aqui, é que, considerando a necessidade de proteção e de comando que uma criança tem, vejo claramente: não estamos ajudando em nada quando deixamos que escolham tudo, desde a pasta de dente que vão usar até o lanche da família. Existem escolhas de criança e escolhas de adulto. Me dá imenso prazer vê-los fazer suas escolhas, e isso acontece todos os dias, desde as primeiras semanas de vida. Mas não é razão pra eu deixar de tomar as decisōes que competem a mim. 

Liberdade é uma coisa, permissividade é outra. E é um desafio enorme, no tumulto do dia a dia, diferir as duas. Mas permissividade faz mal, deixa uma conta cara para a família - e a sociedade - pagar e pode até transformar a liberdade em caos.

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"hoje não! - estórias de outros cantos

por Maria Araújo, em 19.06.15

para partilhar convosco.

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Sei que não estou sozinha: faço parte de uma geração que não mede esforços pra atender a todas as necessidades dos filhos. Existem por aí histórias de todo tipo, mas muitos de nós, especificamente, nos preparamos para recebê-los com “tudo o que têm direito”, incluindo na lista, aliás, um monte de itens cuja necessidade é questionável. Algumas famílias, inclusive, optam por ter menos filhos exatamente com este argumento: dar a ele tudo “do bom e do melhor”. Justo. Muito justo. Tem gente que vai além: repensa suas próprias necessidades na intenção de atender ao filho. O perigo, nesses casos, é quando as necessidades se confundem com as vontades. Algumas famílias, no afã de ver os pequenos felizes, os deixam conduzir a rotina de casa. Tudo pelo sim! Tudo em nome do sorriso, do contentamento. 

Esse esforço independe do poder aquisitivo - com orçamentos e padrões de consumo diferentes, as famílias se assemelham na vontade de prover. Essa semana, envolvido pela novidade do momento na escola, o menino veio nos dizer que quer fazer capoeira. Nada contra a capoeira, pelo contrário, mas decidimos que não. Existe a questão financeira - a capoeira custa! -, mas a razão principal aqui é o exercício, que tomamos o cuidado de praticar de tempo em tempo. Obviamente, diante do não, a primeira reação é a careta, que até tenta se fazer passar por choro. Depois, vem o mais poderoso dos argumentos: 

- “Mas eu quero!”
- “Eu sei que você quer. Mas você também quis o futebol e a música, não quis?”
- “Quis…”
- “Então, amor, é preciso escolher!”

Depois da minha frase, o “eu quero” apareceu mais algumas vezes, e tivemos a rica oportunidade de conversar sobre escolhas, sobre limites, sobre responsabilidades. Claro que a decisão de não se juntar aos colegas da capoeira não é definitiva. Se quiser muito, de fato, ele aprenderá a compensar, e nós estaremos aqui pra lhe comprar uma calça branca. Mas sabemos, tanto eu quanto você, que mais da metade das vontades deles passa tão rápido quanto o por do sol. 

O não pode soar rígido, ríspido ou até desnecessário. Mas, contanto que praticado com carinho e cuidado, traz um pacote de benefícios, que inclui a saúde financeira da família, a chance de reviver e redescobrir alegrias no que já temos em casa - ou na escola - e uma boa oportunidade de se deparar com o limite. A criança tem voz, precisa e deve participar, mas isso implica em entender, também, que, a cada escolha, há que se fazer uma renúncia, não é? Trata-se de uma eficiente medida do que virá por aí. Porque, é claro, ninguém tem tudo o que quer. E quanto antes isso ficar evidente, melhor. 

 

créditos  equilibrosa

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Os meus sobrinhos netos e os seus pais, são os mais lindos do mundo.

Há um mês, conheci a  minha sobrinha neta, Anna, uma linda menina de sete meses, que vive na Irlanda. Tenho fotos com ela mas não tenho autorização dos pais para as publicar.

Quanto às fotos abaixo, publico porque são de perfil e sei que a minha sobrinha não vai contra. 

No São João vou conhecer o bebé Francisco e abraçar esta linda família.

Do Rio de Janeiro para mim...

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(minha sobrinha e afilhada e o filho António Pedro)

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 ( o Francisco, cinco meses, no colo do pai)

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Um aviso interessante

por Maria Araújo, em 17.05.15

 

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Pais sob controle.

por Maria Araújo, em 17.04.15

Recebo o BuzzFeed, a versão americana e a brasileira, no meu e-mail.

Ora, acabadinha de entrar lá, chamou-me a atenção este título "17 pais que fazem qualquer coisa para ver suas filhas felizes".

E como as fotografias são o must, não podia deixar de publicar neste meu cantinho as mais bonitas e que mais gostei.

Vejam que ternura...as filhas... e os pais. E que pais!

Se queres ver mais, tens aqui o link.

 

1 - a desenhadora

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2 - a cabeleireira

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3- a irmã "gémea"

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4- hora do chá

 

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5- chá japonês

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 6- no baloiço

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Impossível ficar indiferente a este gesto

por Maria Araújo, em 13.04.15

Mulheres, mães, filhas,  levavam os seus bebés à consulta do primeiro ano de vida (dúvidas, desabafos, perguntas, lamentações)  e quando saíram do consultório, o que viram?

Impossível ficarmos indiferentes a este gesto...

 

 

 

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O melhor dia de praia da semana

por Maria Araújo, em 12.07.14

Evito ir à praia ao fim de semana.

Como gosto dos dias calmos, evito a confusão, a dificuldade em arranjar estacionamento, os gritos dos filhos e os insultos dos pais para , as crianças e os adultos que teimam dar uns xutos na bola e pertutbar o sossego dos banhistas que, deitados nas toalhas, querem deliciar-se com o sol que lhes vai dar o bronze por que "lutam".

Enfim, só vou à praia ao fim de semana se me der na "tola" porque não me apetece estar na cidade.

Tem estado algum vento pelo norte mas nada que nos impeça de gozar a praia e os dias de verão.

Fui ver a meteorologia para a semana e, sem dúvida alguma, quarta-feira vai ser o melhor dia de praia, logo, se não houver nada que me faça ficar por casa, manhã cedo, vou eu rumo a uma das muitas praias que temos por cá.

Por que eu gosto é do verão...mas com altas temperaturas, não!

 

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