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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

fui à dermatologista

Maria Araújo, 22.09.16

Nose-Piercing-With-Needle.jpg

 

e a conselho da pedicure, para mostrar um sinal que tenho na planta do pé direito.

A médica examinou-o, não foi necessário tirá-lo.

Pronta para sair, lembrei-me que, há uns bons anos, e embora não fosse totalmente visível, mas de perfil notava-se, apareceu-me na cartilagem alar interna da narina esquerda um sinal preto que  mais parecia um ponto negro, grande, que eu detestava. Mas sempre que ia à dermatologista, esquecia-me de  falar nele. 

Volto a deitar-me na cama e sim, era um sinal feio, tirava-se já.

Fui para a sala de pequena cirurgia. A médica avisou-me que iria anestesiar, doía um pouco, perguntou-me se estava preparada.

Pensei que fosse uma dor forte.  Uma picada, nada mais que isso. 

Porque é uma zona sensível, as lágrimas escorreram dos olhos.Tirou-o.

"Bem grande", comentou a médica.

Que alívio! Odiava aquela merda escura no nariz.

E pronto! O que seria suposto tirar um sinal na planta do pé, que nunca dei conta dele, foi na mouche que tirei o do nariz !

 

Quando o mar se revolta

Maria Araújo, 07.02.14

Toda a minha infância e adolescência e até aos 24 anos, passei as minha férias em Apúlia.

Famílias completas juntavam-se, lado a lado nas barracas, em pleno convívo.

Foram muitos os momentos de alegria, diversão, brincadeiras, amores de praia, que tivemos. As noites eram de serenatas, cantares e danças/bailes.

Por vezes, e quando as nortadas não nos pregavam partidas e a maré estava vaza, íamos pela praia até Ofir.Um extenso areal ligava estas duas localidades. As única rochas que se viam estavam no mar...

Risotas, jogo de bola, corrida, brincadeira, eram o nosso divertimento,enquanto fazíamo o percurso.

O regresso era feito pelo pinhal.

Belos tempos...

Lembro-me que nos anos 80 já se falava que o mar estava a subir o nível e mais 20/30 anos não teríamos praia.

Os filhos cresceram, formaram-se, fizeram as suas vidas e as famílias habituais deixaram de ir para Apúlia.

Os meus pais passaram a ir para o Algarve com os meus irmãos mais novos.

Eu fazia as minhas visitas à praia, até que comecei a fazer fins-de-semana em Ofir e/ou Esposende.

Nas manhãs de setembro, enquanto as aulas não começavam, levava os meus sobrinhos à praia.

Nessa altura, ainda havia uma extensão razoável de areal.

De há 12 anos a esta data, as rochas eram mais evidentes o areal menor. Em alguns lugares já nem espaço havia para as barracas.

Cada ano que passa é notório que estas praias estão mais pequenas.

E os anos voam,  o mar revolta-se e encarrega-se de nos tirar a praia que tanto gostamos.

Após a tempestade de janeiro, fui vero mar. Calmo, nesse dia, via-se os estragos que ele fez, o lixo que trouxera, o areal mais pequeno.

O tempo continua chuvoso, não voltei lá. Mas vejo as notícias.

Hoje, no FB, no mural de uma jovem que habitualmente pedala até à praia, vi esta foto, com este comentário: "RIP, OFIR".

Fiquei triste.

 

(minha foto de  janeiro)

 

 

 

 foto do FB (fevereiro)