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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Festival/ Óscares

Maria Araújo, 05.03.18

Acabadas as participações, comando na mão, ping, pong, ora vai o 1, ora vai o 3, até que, e desculpem-me quem muito torceu pelos finalistas de hoje,  brilharam neste palco as "Doce"'e as grandes cantoras "Simone", Aurea, Marisa Liz e surpresa, Grande Senhora, Simone de Oliveira.

Aurea, não me leves a mal, adoro ouvir-te, mas tens de apostar em cantar na tua linda, rica e nobre língua  portuguesa.

Esta noite, para mim, miúda, brilhaste em português.

Quanto aos Óscares, que quero ver,  não sei se o sono vai ser mais forte.

"Diz-nos como é a tua mesa de cabeceira, dir-te-emos quem és"

Maria Araújo, 14.05.15

Encontrei este blog há dias, não sei dizer como nem por onde, que me conquistou de imediato.

Três mulheres, três idades, três pontos de vista, numa amizade simples, divertida, cheia de vida e, pelo que me parece, com um gosto muito especial pelos verbos da primeira conjugação (vão lá espreitar).

Ora, um dia destes, achei imensa piada ao desafio que lançaram lá no seu canto e decidi alinhar.

Ansiosa pelo resultado que eu previra ser algo com humor, há pouco, entro no mail e vejo o resultado da cabeceirologia ...e fiquei boquiaberta com o que vi e li!

Os três pontos de vista pediam que,

"Apenas esperamos que depois nos digam se fez algum sentido o que do vosso mundo na vossa mesa-de-cabeceira encontrámos e, se realmente encontrarem um sentido, partilhem nos vossos blogs e páginas de facebook."

 

Com sentido, sim, respondi ao e-mail e permiti que fosse publicado no blog e no FB, não só a fotografia mas também  a análise que fizeram à minha pessoa, pelo mapa da minha mesa-de-cabeceira

Dito isto, aqui vai o que, sem dúvida alguma, sou.
Adorei!

 

 

Mesa de cabeceira.png

 

 

 

 

 

My wishlist

Maria Araújo, 13.12.13

Quando no post anterior escrevi que "All I want for  Christmas is you", não me referia à marca, não.

Não dou grande importância a estas, mas sim à funcionalidade e rapidez.

Acontece que o meu pc é do tempo em que o Sócrates governava Portugal, aliciou-nos com o e-escola, e eu aderi, em janeiro de 2008.

Não valeu o esforço que fiz pagar a mensalidade light uma vez que pagava a internet conforme o que gastava e paguei-a bem paga.

Passados 3 anos, o meu laptop já não dava rendimento mas como precisava dele para trabalhar, prometi a mim mesma que só compraria um novo quando este "pifasse".

Estamos a chegar ao final do ano de 2013, ela ainda cá anda, mas tira-me do sério!

Teclas com autocolantes porque as letras estão gastas, escrevo alguma coisa, bloqueia, se abro várias janelas bloqueia, se quero pôsr uma foto no blog apaga o texto, se estou num blog, no word, e quero procurar uma imagem ou um link para adicionar, além de fazer um ruído chato, anda a tecer durante muito tempo e o meu desespero aumenta. Por vezes, se acedo ao Youtube para adicionar uma música e/ou vídeo chega a emitir um som ensurdecedor que me obriga a desligá-lo.

Portanto, o que eu quero dizer é que este computador poderá servir para o meu sobrinho Diogo ver os filmes à hora do almoço, enquanto eu, a tia L, estou na cozinha.

Como sou uma mulher  "retired",  não preciso de um computador xpto, mas de um aparelho que não me stresse, que me deixe andar aqui a pesquisar, ler os meus blogs de estimação, tirar ideias para as minhas bricolages e artes do crohet, enfim, preciso de um pc novo.

Sinceramente, não entendo nada daqueles gadgets tipo ipad, ipod, androids, tablets, sei lá! Estes são  para os homens e mulheres de negócios e para os jovens.

Não sei quanto tempo mais vou aguentar este meu velhinho laptop, mas se houver umas promoções fixes, era bem capaz de comprar um,  a pronto pagamento, porque isto de prestações já chega a do banco, e cansa, também.

Pode ser um vermelhinho, (nunca vi nenhum por cá), a minha cor de eleição.

"I love red".

 

P.S.: Aceito opiniões de marcas e pcs funcionais às minhas delicadas mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até há quem repare corações partidos e não só...

Maria Araújo, 14.02.13

Cena 1

 

Estava sossegada na sala a trabalhar quando uma voz de homem diz qualquer coisa que não percebi ser para mim.  Esta voz raramente me dirige a palavra, pelo que desliguei.

Como estavamos os dois sozinhos, a voz volta a dizer não sei o quê. Perguntei se estava a falar comigo (podia estar a falar em voz alta, com os seus botões) e ela respondeu que sim.

Então, perguntei o que queria.

Ele: "Não sei o que hei-de dar à minha mulher. Hoje é o dia dos namorados. O que achas que devo dar-lhe?"

Fiquei estupefacta."Comentar comigo algo tão privado????!!!"

Eu (estava de costas para ele e ele para mim, ahahahahahaha!): "Não sei. Só tu sabes os gostos dela."

Ele: "Dá-me uma opinião.És mulher, sabes melhor o que precisais."

Eu: "Sou mulher, mas cada uma de nós tem os seus gostos." E de repente, atirei esta:"Porque não uma lingerie? Uma mulher gosta sempre destas coisas!"

Ele: "Lingerie?! Onde posso comprar?! Gasto até 100 euros (ai quem me dera ter um marido/namorado que gastasse 100 euros numa prenda para mim).

Eu:"Tens problema em ir a uma loja e escolher uma lingerie? Hoje em dia ninguém dá importância a isso. Se fosse há alguns anos atrás...E com cerca de 30 euros já compras uma lingeria bonita. Depende da loja que escolheres."

Ele (sempre de costas para mim e vice-versa): " Diz-me nomes de lojas, então"

Nomeei 2, as mais acessíveis, ao que comenta: "Vou ligar a um amigo meu para ele ir comigo."

Continuei o meu trabalho com um sorriso enorme, como o que tenho neste momento "estampado" no reu rosto.

Uns minutos depois, estava a falar ao telemóvel e eu convencida que estava a falar comigo, perguntava: "O quê?"

 

 

 

 

 

Cena 2

 

Hoje, quase todo o dia sem internet, não deu no intervalo do almoço para andar nas minhas leituras fugazes.

À 5ª feira, saio às 16:40h. Quando chego a Braga faço um pequeno desvio para comprar pão numa padaria, onde em criança costumava comprar a broa e o trigo (como se dizia antigamente), pois o pão é ótimo.

Subo uma parte da rua 31 de janeiro para virar à esquerda, onde fica a dita padaria.

Parada nos semáforos, enquanto esperava que passasse a verde, uma senhora, com um cesto na mão, entregava um folheto e algo, que não percebi o que era ,aos condutores parados, enquanto outra senhora, no passeio, tirava fotografias.

A primeira senhora aproximou-se do meu carro e diz: "A CarGlass oferece este chocolate e um folheto para celebrar o dia dos namorados. Nós até reparamos os corações partidos. Feliz dia dos namorados."

Eu, que nem dou grande importância a este dia, fiquei deliciada com o gesto.

Sorri e agradeci.

O sinal passou a verde, arranquei e soltei um "obrigada" à senhora que tirava as fotos.