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cantinho da casa

cantinho da casa

e hoje, como está a praia?

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(Leça da Palmeira, 13:10h)

 

antes de sair de casa, devia ter espreitado a beachcam, não gastava gasolina, quando decidi de manhã cedo, ir para a praia.

a 2 km já se via o céu cinzento. " que decepção!", pensei.

fui tomar um café, estava vento oeste, fresco,  mais parecia de sul, a pedir chuva, mas mesmo assim, fui caminhar pela beira-mar na esperança de que esse cinzento desse lugar ao sol, que de vez em quando sorria.

tirei as fotografias dos lugares onde passei belos momentos da minha adolescência  e até cerca dos 30 anos, quando deixamos de ir para aquela praia.

muito destruída pelo mar, pelos ventos e pelo maior destruidor do ambiente, o homem, pois claro, são mais as rochas que o areal de praia de outrora.

mesmo assim, é uma praia que as pessoas do norte escolhem pelo iodo e aquele sabor a maresia que não há na maioria das praias.

passei pela padaria onde vendem um pão doce maravilhoso (saudades desse tempo) mas já tinha acabado.

voltei ao carro, que havia deixado a cerca de 1,5km do centro, pensando que entretanto o sol seria capaz de afastar aquele nublado.

mas não.

meti-me no carro para regressar a casa e o sol brilhava naquela distância de cerca de 2km que separa o interior da beira-mar.

a meia dúzia de quilómetros de Braga, o calor era demais.

bom, não posso fiar-me na meteo.

para a próxima, não me posso esquecer de ligar o pc e ver o estado do tempo à beira-mar.

 

as minhas fotografias

 

 

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Oh, quem diria!

Fui à praia, muito cedo.

Vendo a meteorologia, e as probabilidades de amanhã chover, decidi ir hoje.

A meio do caminho, na auto-estrada, já se via o nublado no mar.

A 2 km era cerrado, completamente. "Oh, quem diria!"

Cheguei às 9:30h, fui para a esplanada à espera que o sol tivesse força suficiente para afastar o nevoeiro.

Estava fresco e, contrariamente ao habitual, levo sempre um casaco. Mas hoje esqueci-me.

Por sorte, levei uma écharpe grande que não costumo usar na cidade, gosto de usá-las na praia.

Então, "agasalhei-me"  nela, pois a fresco da manhã era qb.
Mas o nevoeiro vinha para o interior, encobria o sol.

Na expectativa que o sol sorrisse por voltas das 11h, ia lendo um dos meus livros de verão.

Decidi ver o mar. Muitas crianças brincavam na praia, a maré vaza, mas mal se vislumbravam as pequenas ondas.

Subi o passadiço. Um funcionário da câmara de Esposende, com uma enxada puxava a areia do passadiço para a praia.

Parei e meti conversa com ele, sobre os estragos do último inverno (a praia está muito mais pequena e tem muitas pedras), o tempo que tem estado neste mês de julho:  "Com vento. Ontem ninguém aguentava aqui com a nortada e hoje, prevê-se chuva" dizia ele. "E a praia está assim porque o mar leva, o mar traz e não vai faltar muito tempo que o mar vai destruir tudo isto. As casas que estão por aqui destruiram a praia. Há muito que se fala nisso, mas ninguém prestou artenção".

Contei das caminhadas que eu e os meus amigos fazíamos pela beira-mar de Apúlia a Ofir,e o areal extenso de praia que havia.

Mas já lá vão muitos anos.

Fui na direção de Apúlia, o sol ia sorrindo, mas o nevoeiro teimava não nos deixar gozar a praia.

Fui comprar polvo e pescada.

Na padaria em frente, comprei o pão doce que eu adoro (nesse tempo a minha mãe costmava comprar para o nosso lanche) . 

Recordações pequenas dos belíssimos verões que lá passei.

Voltei à estrada e, uns quilometros além, o sol brilhava.

 

 

 (imagem da web)