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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o "admirável" mundo nosso

Maria Araújo, 29.08.17

em imagens...

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Macau- os tufões  Hato e Pakhar

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 Texas -  Houston,  furacão Harvey

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Síria, Somália,  Nigéria, Iémen, Sudão - sem água potável

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México - pagar a dívida

 

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Japão - Lançamento de míssil - a mensagem

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Coreia do Norte - a ameaça

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EUA -  Todas as opções em cima da mesa

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Colômbia  - Grafite celebra visita do Papa à Colômbia

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e por cá...

 

GOT

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quero acreditar

Maria Araújo, 12.04.16

nesta "brisa promissora",  para  bem da humanidade e das gerações futuras.

 

"...os direitos humanos, o ambiente, o racismo, a igualdade de género, a justiça, a privacidade, a violência doméstica, entre outros temas que verdadeiramente tocam as pessoas, começam a ter mais importância do que a “estirpe” dos que lideram do alto das suas torres de marfim."

Só pedimos que não sejas "bégueiro". Se não sabes o que é, é melhor não saberes.

Maria Araújo, 01.02.16

uma expressão realista usada pelos bacarense, e que só nós entendemos, referida no Público 3 e a propósito de Braga ser considerada a cidade mais feliz de Portugal e a terceira da Europa, neste  artigo  que, com humor, faz a caracterização do "pobo" desta cidade. Destaco outras, sui generis:

 

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" Em Braga, não sejas romano"

 

"em Braga, estamos perto de tudo. Do trabalho, do ginásio, do campo de futebol, da sala de espectáculos, do café ou do centro comercial.";

"Mas, quando a nossa pequenina cidade não pode satisfazer as nossas necessidades culturais e recreativas, estamos perto do Porto. Ou de Guimarães: neste ponto, devo alertar que nenhum bracarense admitirá (nem sob tortura) que Guimarães é fixe. Os bracarenses dizem sempre que vão a Guimarães de passagem, mas a verdade é que vão lá. E gostam." 

" Um bracarense que queira dar uma volta em Lisboa demora três horitas a chegar lá. Ou seja, pouco mais do que um gajo de Almada demora a chegar a Lisboa, em hora de ponta."

 

"Há outro tipo de proximidade que importa: entre as pessoas.

(...) Às vezes, gera-se uma corrente com tantas ramificações que pode acontecer ligarem-te para saberem se conheces alguém que ajude a resolver… o teu problema. "

 

"O desenrascanço é outra das nossas características. Para nós, as regras não são limitações: são quebra-cabeças para resolver. Se a série do MacGyver fosse filmada em Braga, ninguém se lembrava do MacGyver, porque todas as personagens eram principais."

 

A Universidade do Minho é um pólo de inovação tecnológica

"Se não aprender, passa a ser um "neca". E os "necas" são ostracizados na nossa cidade."

 

"As nossas festas fazem as do Berlusconi parecerem uma tarde de catequese. Por falar em catequese: somos muito tolerantes. Temos uma igreja em cada esquina, temos a Semana Santa, mas fomos capazes de produzir os Mão Morta e o Adolfo Luxúria Canibal, que é o mais próximo de anti-Cristo que este país tem."

 

"Mais: comemos tripas e rojões, papas de sarrabulho, arroz de pato, cabrito e arroz “pica no chão” (é arroz com sangue de frango). Mas temos restaurantes vegetarianos. E não atiramos pedras a quem não come carne. Só gozamos com essas pessoas. Mas pouco. A nossa gastronomia não tem o mediatismo do pastel de Belém ou da francesinha do Porto, mas é a melhor do país. OK, concedo: os transmontanos estão ao nosso nível. Mas eles têm o trabalho de comprar os animais, engordá-los e matá-los. Nós só enfardamos.

 

"... Mas, em Braga, para seres assaltado, quase tens que pedir aos assaltantes. Isto, porque os nossos assaltantes são pessoas trabalhadoras, com outros negócios a gerir (todos eles ligados ao crime), pelo que é quase preciso agendar um assalto.

"... Em Braga, até os criminosos são empreendedores. Connosco, podes aprender imenso."

 

"Em Braga, há mais formas de insultar uma pessoa do que aberturas de xadrez. Até porque nós não jogamos muito xadrez. Como as peças estão todas à vista, é difícil fazer batota. Por essa razão, e por podermos jogar em tascas, preferimos a sueca."

 

"Não chamamos "bimbo" a ninguém. Aliás, nós insultamos quem diz "bimbo". Dizem que, um dia, um general romano disse, sobre os povos do noroeste peninsular, que nem se governam, nem se deixam governar. Somos uma espécie de aldeia do Ásterix. Sendo assim, em Braga, não sejas romano: sê como quiseres, porque nós sabemos receber quem nos visita.

 

"Só pedimos que não sejas "bégueiro". Se não sabes o que é, é melhor não saberes."

 

E porque o Minho é rico em expressões populares, e a propósito do vocábulo "bégueiro" , título deste post, deixo-vos alguns dos genuínos vocábulos cá da terra e seus significados.

 

  • basculho (mulher pouco digna)
  • cabaneira (alcoviteira)
  • serigaita (rapariga fraquinha)
  • sonsa (pessoa falsa)
  • trambolho (mal jeitosa)
  • azeiteiro (armante)
  • borra-botas (zé-ninguém)
  • broeiro (rude)
  • lingrinhas (fraquinho)
  • trengo (palerma)
  • anda conós (connosco)
  • aqui há atrasado (há uns tempos atrás)
  • esperai-de (esperem)
  • pra bem era (isso é que era bom)
  • antromilho (entre o milho)
  • balado (declive)
  • benda (mercearia)
  • retunda (rotunda)
  • stander (stand)
  • bacia, labadeira (alguidar de plástico)
  • migalheiro, peteiro(mealheiro)
  • camurcina (casaco)
  • carcela (braguilha)
  • chuço (guarda-chuva)
  • setiã (soutien)
  • ajantes (jantes)
  • cambra dar (câmara de ar)
  • caminhete (camioneta)
  • raiders (rails)
  • relote (roulotte)
  • trambolho (mal jeitosa)

 

 

 continua...