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7 a 3

por Maria Araújo, em 13.03.19

quatro anos de idade, o meu sobrinho neto, carioca, jogava a bola com o irmão, seis anos, no exterior da  casa.

De repente, o miúdo caiu e bateu com o rosto num muro, magoou-se  no nariz( eu não vi como está).

Levaram-no de imediato para o hospital.

Para perceber se havia alguma confusão mental, a médica perguntou-lhe como acontecera,  respondendo de imediato: " eu estava a ganhar 7 a 3 ao meu irmão" o que gerou o riso da mãe e da médica.

Este meu sobrinho neto é de mais malandro, meigo, sorridente, bem disposto.

E estou cheia de saudades deles.

 

 

Cantinho da Casa

À beira de um ataque de nervos

por Maria Araújo, em 08.08.14

 

Agosto, dia quente e abafado, mas de chuva, férias, emigrantes, famílas completas com filhos no centro comercial deixam-nos "à beira de um ataque de nervos".

A minha sobrinha precisava de ultimar alguns assuntos pendentes, antes de ir para o Porto, e que podia resolvê-los no shopping.

Fui ter com ela. Precisava de quem tomasse conta do António (o meu sobrinho neto carioca), que, já o disse aqui neste cantinho, é uma criança educada e porta-se muito bem.

Óbvio que mudou de ambiente, anda à vontade, está mais traquinas, mas cede ao que nós dizemos.

Já passava da hora do almoço dele e resolvemos almoçar lá.

Filas extensas, a minha sobrinha foi comprar picanha e feijão preto (o miúdo adora) e trouxe uma sopa para ele.

Fui procurar uma cadeira de bebé, consegui com alguma facilidade, mas as pessoas não enxergam nada. São egoístas, ocupam as mesas com jornais para que ninguém se sente nos lugares ao lado.

Quatro adolescentes, que já tinham almoçado ( perceberam que eu estava a atenta às mesas que ficavam vagas), brincavam com os copos da coca-cola e observavam-me e ao bebé, sentado na cadeira, que dizia"qué sopinha".

A minha sobrinha, já estava a ficar descontrolada.

Com o tabuleiro na mão, procurava uma mesa. Ninguém lhe dava o lugar, isto é, mesmo que o lugar ao lado estivesse vago, diziam que não, até que lá conseguiu na mesa ao lado duas jovens que foram simpáticas e disseram que podiamos ocupá-la.

Ninguém quer o lugar de ninguém, mas caramba, quando vejo alguém que procura um lugar, sou a primeira a dizer para se sentar ao meu lado.

E já agora, ó MEO, nas vossas lojas não há filas prioritárias?

A minha sobrinha, grávida de cinco meses,  esteve ontem e hoje mais de 30 minutos para ser atendida. Nenhum funcionário a chamou, nem sequer as pessoas que aguardavam nas filas lhe deram prioridade. E ontem, ela estava com o bebé.

Haja humanidade!

Sei que no Brasil (porque a minha amiga Lia me contou, aquele(a) que não der prioridade a um(a) idoso(a)e/ou grávida, está sujeito a pagar uma multa. São rigorosos.E a minha sobrinha confirmou-o,hoje).

Almoçamos naquele barulho característico dos shoppings. Antes de seguir para o Porto, o miúdo ainda foi ao nodi dizer um adeus (quem diria que vinha a Portugal e gostar tanto do nódi, ahahaha!).

Mais uns dias de férias com os avós paternos e o pai, que chega hoje ao Porto, e voltarei a vê-los na segunda quinzena, antes de regressarem ao Rio.

É assim o mês de agosto, cheio de emigrantes, confusão nos parques, nos shoppings, em todo o lado.

Aguardo setembro e a serenidade dos dias quentinhos na praia a que este mês já nos habituou.

 

Cantinho da Casa

 Definição/descrição de um tempo, não muito longe, em que os valores eram fundamentais.

 

 

 

 

O Neto e o Avô...

 

Então, de repente, o neto perguntou:

- Quantos anos tem, avô?

E o avô respondeu:


- Bem, deixa-me pensar um momento...

Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.

Nasci antes das vacinas contra a poliomielite, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.


Não existiam os radares, os cartões de crédito, o raio laser nem os patins on-line.

Não se tinha inventado o ar condicionado, as máquinas de lavar e secar, (as roupas secavam ao vento) e frigoríficos quase ninguém tinha.


Pouca gente tinha automóvel ( contavam-se pelos dedos ) e não havia semáforos por não serem precisos.

O homem nem tinha chegado à lua.

A tua avó e eu casámos e só depois vivemos juntos e em cada família havia um pai e uma mãe.

"Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.


Das "lésbicas "(fressureiras) nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam "piercings."

Nasci antes das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.

Não havia computador, comunicávamos através de cartas, postais e telegramas.

"Mails, chats e Messenger", não existiam. Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos...

Estudávamos só por livros e consultávamos enciclopédias e dicionários.

Chamava-se a cada polícia e a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora".

Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro.

As nossas vidas eram governadas pelos 10 mandamentos e bom juízo.

Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.

Acreditávamos que "comida rápida" era o que comíamos quando estávamos com pressa.

Ter um bom relacionamento, queria dizer dar-se bem com a família e amigos.

Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos.

Ninguém conhecia telefones sem fios e muito menos os telemóveis.

Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis).

"Notebook" era um livro de anotações.

"Ficar" dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.

Aos relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.

Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.

Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras eléctricas, ferros de passar eléctricos, os fornos microondas nem os rádios-relógios despertadores. Para não falar dos vídeos ou VHF, ou das máquinas de filmar minúsculas de hoje...

As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Eram a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.

Se nos artigos lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".

Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.

Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo custava 10 centavos.

No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.

"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.

- Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho .

Agora diz-me, quantos anos achas que tenho?

- Meu Deus, Avô! Mais de 200! - disse o neto.

- Não, querido. Tenho 65.

Cantinho da Casa

Já tenho saudades

por Maria Araújo, em 01.09.13

do meu sobrinho neto, que regressa amanhã, ao Rio de Janeiro.

Um mês de férias, um mês que se notou um grande salto no seu crescimento.

Anda sozinho, emita os nossos sons, tenta chamar os nossos nomes.

Agora, só no skype.

 

 

 

 

 

(Apúlia)

 

(de Portugal para o Rio a bolacha Maria, que tanto gosta)

 

 

(as praias de Portugal são tão boas, mãe)

 

(sempre disposto para a brincadeira).

Cantinho da Casa

Feliz É Quem Diz

por Maria Araújo, em 20.06.13

que esta imagem é dedicada à minha sobrinha mamã, que me deu o 1º (sobrinho) neto.

 

Cantinho da Casa

Feliz Dia da Mãe

por Maria Araújo, em 05.05.13

Às mães deste cantinho, A.Sofia, minha irmã mais nova, à minha sobrinha Filipa, a mamã do meu 1º sobrinho neto, às cunhadas, Renata e Lígia, "Feliz Dia da Mãe".

Obrigada pelos 11 sobrinhos que me deram.

 

 

 

Cantinho da Casa

Coisas de crianças

por Maria Araújo, em 29.04.12

A minha avó paterna era uma mulher muito paciente e carinhosa. Nunca deixou de apoiar os muitos netos que teve.

Enquanto os rapazes iam a casa dela para receber a mesada, nós, as raparigas, íamos para o lanche e para escutar as belas histórias que tinha para contar.

E eu adorava o pão com manteiga, o chá ou o café com leite que ela  preparava. Estas imagens nunca se desvaneceram.

E porque em breve, e pela primeira vez, vou ser tia avó, oxalá tenha oportunidade de dedicar-me a esta criança, um rapaz, como me dediquei aos outros sobrinhos que  estão agora na idade de me darem netos, lol.

Porque as avós são as melhores pessoas do mundo, aqui está um texto genial.

 

"As avós"

 

Artigo redigido por uma menina de 7 anos e publicado no Jornal do Cartaxo há uns tempos.

Delicie-se!

«Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.

As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.

Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.

Nunca dizem "Despacha-te!".

Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.

Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.

As Avós usam óculos e às vezes até  conseguem tirar os dentes.

Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.

As Avós são as únicas pessoas grandes  que têm sempre tempo.

Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.

Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão.»

 

 Não é fabulosa a mente de uma criança?

 

 

Cantinho da Casa


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