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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

É Natal

Maria Araújo, 25.12.20

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(imagem que trouxe da internet)

Comida, doces, presentes, canções de natal para fazer o ambiente da casa sereno e acolhedor, neste ano de pandemia, que seria de toda a família junta, cada uma ficou em casa,  elementos de quatro,  seis e/ou nove ( com as crianças), contactos online, foi diferente, mas alegre.

Interessante foi que, pelo menos em duas casas, contrariamente aos anos anteriores, que se espera pela meia-noite para entregar os presentes e abri-los com efusões de alegria, na casa da minha irmã, onde passo este  Natal, por volta das onze horas, a sobrinha, 22 anos, pedia-nos para abrir os presentes, não estava com paciência para esperar pela hora.

A mãe não queria, até que eu disse que sim, que também concordava que os abrisse.

Lá na casa da praia, a família, com três crianças,dorme a mais nova, cedo. Às dez e trinta decidiram que iriam abrir os presentes, a criança precisava de dormir.

Recebidos e abertos os nossos, passamos para o sofá para vermos um filme da Disney.

Escolhe, não escolhe, decidiu-se pela Frozen.

Entretanto, alguma conversa pelo meio, quando reparei nas horas, decidi vir para casa, era  uma hora.

Antes de me deitar, enviei mensagens a agradecer os presentes que recebi.

Hoje, um dia  de sol, e bonito, ao almoço éramos quatro, vamos ser  cinco ao jantar.

Se me perguntarem se estou a gostar deste atípico Natal, respondo que sim.

Há 11 anos que a família se juntava aqui em minha casa, era a "confusão" das crianças e das conversas dos aultos,os risos, a música, os jogos, passou, este ano para o sossego.  Sem incomodar, excepcionalmente, os vizinhos, sem grande trabalho, tudo foi sereno e em paz, e, pela primeira vez, em trinta anos, em casa da minha irmã mais nova.

Se a pandemia afastou fisicamente as famílias grandes, veio, na minha opinião, aproximar os núcleos familiares que sempre o viveram em grande grupo, ora com a família de um cônjuge, ora do outro.

Um ano que vai ficar presente nas nossas memórias, com a esperança de que em 2021 possamos estar todos juntos.

Feliz Natal.

 

 

 

 

 

 

 

 

já Era!

Maria Araújo, 21.12.20

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todos  os anos, no dia de Ceia de Natal, no Centro Histórico desta cidade, há o encontro dos amigos, dos familiares, dos conhecidos, dos estrangeiros, de gerações que se encontram no Centro Histórico para beberem o Moscatel e comerem a banana.

Uma tradição ( a história aqui) que começou há muitos anos, o meu falecido cunhado, e os amigos, foi a segunda geração a dar continuidade a este encontro.

Cada ano que passava levava-se um amigo, e o amigo deste, depois vieram os jovens do Erasmus, os turistas e até aos dias de hoje que geraram uma multidão que passou além fronteiras.

É, também, ao fim-de-semana que os amantes da bicicleta procuram esta casa, ao final da manhã, para recuperarem as energia...porque eu vejo-os quando vou dar a minha volta pelo centro.

Ora, este ano, com o coronavírus a impedir ajuntamentos, festas, celebrações de cariz religioso, até ao passado dia 18, era  de conhecimento que a casa ia estar aberta neste dia.

Com as novas medidas, a autarquia implemementou outras, locais, de modo a evitar ajuntamentos, sobretudo nas esplanadas abertas, cobertas e fechadas em todo o Centro Histórico, acrescentando que  "A tradição do Bananeiro ou tudo o que a ela se assemelhe, este ano, não será admitida”.

Acredito que o estabelecimento estará aberto,como é habitual,no dia 24, até às 13h.

A PSP estará pelo Centro Histórico a controlar quem anda na rua, e a impedir ajuntamentos, mas que não vai faltar quem passe lá e beba o  Moscatel, garanto que vai haver.

Veio a propósito este assunto, uma brincadeira que a Imobiliária Era publicou no Instagram, que consiste em sabermos quem somos nós no Natal.

Uma característica psicológica é associado ao mês em que nascemos, e uma palavra, um acção, um lugar, um objecto, um doce, todos estes relacionados com o Natal, ao dia que nascemos.

Gostei do que vi, tratei de procurar a característica que me definia: "empolgada" .

Pois bem, no dia de nascimento estava lá o Bananeiro.

Desde 2008 que o Natal é em minha casa, uns anos com toda família ( seria este o ano), outros com metade, quando os sobrinhos vão aos sogros, pelo que nem sempre vou ao Bananeiro neste dia,tudo depende do tempo que estou na cozinha a fritar as rabanadas e os bolinhos de jerimum.

Mas é verdade que fico empolgada para ir ao Bananeiro, não pelo Moscatel e pela Banana, mas porque é lá que encontro e vejo pessoas que  há muito anos deixei de ver, pelo ambiente de festa, de risos, de alegria, de brindar  à saúde, à amizade, à família.

Então, este ano, o Bananeiro, já ERA!

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Não há Moscatel, nem banana, na tarde do dia 24, mas todos nós podemos celebrar o dia recordando os anos anteriores. 

E vendo o vídeo, "encontrei" um amigo que não vejo há mais de um ano, a quem vou enviar por e-mail, pois certamente não imagina que em 2018 apareceu aqui.

 

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comércio tradicional

Maria Araújo, 03.12.20

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procuro fazer as compras de Natal no comércio tradicional, e porque prefiro e gosto do comércio de rua, procuro as lojas do centro comercial quando não existe cá fora.

ontem, fui ao Braga Parque para comprar na Primark este modelo de botas para usar em casa.

todos os anos compro um par, este ano pensei que as que calço aguentariam até ao fim do inverno, mas vendo bem, achei que não, saí a meio da manhã, o tempo convidava a andar, e uma vez que não vou ao ginásio há um mês, fui a pé.

quando lá cheguei, fui directa à loja, mas, para meu espanto, havia uma longa fila que dava a volta  àquela ala, vinha algures de um  corredor, que não conheço, suponho dar acesso ao parque ( a semana passada, estive na loja na hora do almoço, entrei, fui procurar o que queria e quando saí ...já havia fila )

compreendo que há famílias que procuram esta loja por ter preços acessíveis, e o dinheiro não é muito, comentei comigo mesma que nem que precisasse muito delas não iria para a fila. não sendo coisas de extrema necessidade, não há paciência para estar de pé  a olhar para quem passa.

entrei na Tiger, fiz umas pequeníssimas compras,e saí do centro comercial.

hoje, comprei mais uns presentes nas lojas de rua. já só faltam quatro!