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cantinho da casa

cantinho da casa

desafio arte e inspiração # 8

"Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas."

Almada Negreiros, in ‘Frisos – Revista Orpheu nº1’

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As mulheres modernas de Almada Negreiros - Figurinos da Alfaiataria Cunha, 1913, óleo sobre tela 

 

"A mulher moderna emancipada está presente na produção artística de Almada: na moda dos anos vinte ou através da representação de mulheres fumadoras, sedutoras, rebeldes, artistas, cantoras, bailarinas, atrizes, desportistas ou acrobatas. No entanto, ainda subiste o olhar masculino e voyeur que dominou a história da arte, tornou o corpo feminino em objeto e fez dele parte substancial da sua tradição.

A figuração feminina enquanto força de trabalho também é evocada através da representação de mulheres do mar, cuja expressão endurecida e sofrida anuncia preocupações realistas, presentes na obra plástica de Almada dos anos trinta."

fonte daqui

 

Não vos contar uma história, isto é, eu tenho uma  já escrita para o quadro desta semana, e guardada na minha pasta,  mas o que aconteceu foi que enganei-me na fotografia, que tirei na Exposição de Almada Negreiros, no Porto, ou em Lisboa?, pois vi as duas, e  quando vi no blog da Fátima a imagem que enviei, não correspondia ao que eu escrevera.

Como não queria alterar o texto, e estando com esta semana muito ocupada, aproveito a hora do almoço para vos enviar estes links, sobre o que li e fotografei nas minhas visitas às duas exposições, e possais ver a obra deste homem, que algumas delas foram plagiadas e postas à venda, conforme foi noticiado.

 

em 2017

 

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em 2018

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Para quem quer saber mais sobre este homem das artes e da escrita, neste link há muito mais para conhecer.

 

 

Neste desafio Arte e Inspiração, participam:  Ana D.Ana de DeusAna Mestrebii yue, Bruno EverdosaCélia, Charneca Em FlorCristina AveiroFátima BentoImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãLuísa De SousaMariaMaria AraújoMiaOlgaPeixe FritoSam ao LuarSetePartidas

o respeito

em Agosto passado, li este post sobre vários artigos sobre refugiados,  fiquei impressionada do que li das mulheres e crianças do povo rohingya, documentado com fotografias de  K. M. Asad. De entre as muitas fotografias deste autor, sobressai a de uma mãe com o filho ao colo,e que foi  capa da revista  National Geographic, desde então, comecei a seguir este fotógrafo no Instagram.

Hoje, chamou-me a atenção uma fotografia em que se vê uma mulher a construir uma  tenda para si e o filho,  não porque seja diferente de muitas outras que publica , mas porque fala de  respeito pelas mães.

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Infelizmente, muitas são as mães que, após  separação do  cônjuge, sozinhas, lutam pelos filhos, pela educação e crescimento destes, procurando dar-lhes qualidade de vida,  são desrespeitadas pelos próprios companheiros e /ou maridos, sofrendo afrontas como se fossem  as culpadas da má sorte que a vida lhes deu.

No nosso Mundo em Movimento, há mulheres que não foram feitas para o amor, foram feitas para amar...os seus filhos.

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coisas do meu dia

 

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Costumo marcar na APP as minhas aulas no ginásio, com 24h de antecedência.

Até ver, só uma vez não consegui a marcação.

As senha para as aulas de Pilates esgotam. Quem não marca, e porque as senhas na APP andam pelas cinco, tem de ir antes das 9h, hora a que começam a entregá-las, para conseguir uma.

Quem marcou, tem de levantar a sua até dez minutos antes de a aula começar. Um minuto de atraso, entregam a quem não conseguiu ao balcão.

Cheguei ao ginásio por voltas das 9:10h. Não me lembrava que tinha marcado a aula, aguardei que a funcionária me desse a senha.

E ela olhava para mim. Estava convencida que eu ia fazer uma aula de aparelho, não preciso de senha.

E foi quando, de repente, lhe disse: " Eu marquei a aula". 

Quando me dirigi ao estúdio, a fila não era grande, ainda faltavam cinco minutos para a professora abrir a porta.

Odeio encostar-me às pessoas, mas parece-me que há quem goste.

Sinto um corpo encostado ao meu. Virei-me. Uma senhora diz-me: "chegue-se mais para a frente".

Olhei-a com ar de parva e respondi: " Desculpe, mas eu odeio colar-me às pessoas" (usei a palavra colar propositadamente).

Ela acrescenta: " Também eu, mas é para dar mais espaço".

Não me mexi.

Ela virou costas e pôs-se na conversa com outra senhora. E já estava a ver que esta queria passar à frente quando a professora abriu a porta para entrarmos ( civilizadamente e na sua vez).

E eu sei porque elas querem ser as primeiras. Vão a correr pegar nos colchões para ocuparem o lugar habitual na sala, como se houvessem lugares cativos.

Irritam-me, estas pessoas.

 

 

 

 

óbvio que "less is more"

sou fã do blogger The Sartorialist, adoro ver as fotografias de moda urbana, de pessoas comuns.

Hoje, entrei no seu canto, fiquei de queixo caído com esta, embora não tenha nada contra.

 

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Quando se diz que "less is more"  não quer dizer que as mulheres mostrem todos os seus atributos, mesmo que o calor aperte, e, pelo que li, o autor também não gostou.

Na verdade, não vejo elegância e estilo nestas duas mulheres.

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Modelos Springfield

jovens que também ficam bem às mulheres maduras.

Entre 2007 e 2008 andei por Lisboa. Um ou outro dia tive que ficar a dormir em hoteis,  mas a maioria das vezes ia no comboio  Alfa das 6:05h e regressava no das 19:10h.

Enquanto esperava pela hora do regresso, dava uma volta pelo centro comercial Vasco da Gama e espreitava as lojas que não existiam em Braga.

Uma delas era a Springfield. Sempre gostei da roupa desta marca, embora a maioria das peças fossem demasiado jovens. Os vestidos perdiam-me e se gostava de algum que tinha a ver com a minha maneira de ser e  de vestir, experimentava e comprava.

Entretanto, a loja abriu em Braga e eu também passei a ir a Lisboa duas vezes por ano. Mas não sei o motivo, raramente comprava cá o que gostava de comprar lá. Talvez fosse por já não haver novidade, o que tem lá tem cá, perdi o interesse e poucas foram as peças que comprei, desde então.

Mas na altura de Natal gasto uns bons euros em roupa de homem para oferecer aos homens da família. Aliás, adoro a roupa de homem desta marca. Tem cores que fazem inveja às mulheres.

Há cerca de 15 dias, pensei na Sofia e entrei na loja para ver a coleção.

Adorei tudo! Cachecóis, écharpes, malas, camisolas, vestidos, coletes, camisas, as cores... E comentei com a funcionária que, atenciosamente, ofereceu-me ajuda... "a vossa coleçao está linda!"

"Sim, está bonita e temos vendido muito bem", respondeu.

Então, saltou-me à vista este vestido.

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Adorei, é o meu estilo, mas só havia esta cor. Como é ainda cedo para pensar em roupas quentes, não experimentei ( devo experimentar porque nem sempre o que gosto de ver no cabide, gosto de ver no meu corpo).

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Dei mais uma volta na loja e, lá em cima, numa prateleira, vejo o modelo da imagem.

Perguntei onde estavam estes vestidos, a menina levou-me ao sítio certo, peguei em dois tamanhos, fui experimentar.

É um vestido jovem que fica bem, também, e na minha opinião, a mulheres maduras.

Sou baixa, o vestido fica ligeiramente acima do joelho, gostei muito de me ver nele, e comprei.

Ainda não o tirei do saco, nem sequer cortei as etiquetas. Até ao  último dia de validade para troca, posso  vesti-lo e se, de repente, decidir que não o quero, vou à loja e troco-o (duvido, mas já aconteceu ).

Este ano a moda anos 70 anda por cá. Comprimento das peças abaixo do joelho, que  não me diz nada, fica bem a quem é alta, continuo a vestir o que me favorece.

Precisava de renovar algumas peças, dei muita roupa que não usava, comprei jeans  aqui aqui , casacos de malha  aqui (adoro estes casacos e cores) para fazer a estação outono-inverno deste ano, e  mandei cortar o meu blusão  castanho, de pele, que comprei aqui .