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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

o regresso

Maria Araújo, 17.09.20

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos

 

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Seria com este verso da canção de Carlos do Carmo que poderia começar este post sobre o regresso às aulas,e em tempos "normais" para todos nós.

Abri o estore da janela do quarto e vi  as crianças, no pátio da escola, não a correr como índios ou bandos de pardais à solta, ou numa algazarra no campo de futebol a chutar à bola, ou a abraçarem-se porque vêem os amigos, porque é o primeiro dia de escola.

Há duas entradas para a escola:uma para as crianças dos primeiro e segundo anos, a outra, do lado oposto,para os terceiro e quarto anos.

Fiquei emocionada.

Separadas, em duas filas, e aos pares, as crianças com as máscaras no rosto, carregadas da lancheira,das mochilas e  grande parte com caixas que seriam dos materiais a usarem durante o ano lectivo,estavam acompanhadas dos seus professores.

Uns largos minutos depois de as filas estarem completas e ordenadas, à vez, as crianças seguiam o professor que os levava para as salas, seguindo as setas amarelas no chão.

Do lado de fora, os pais esperavam ver os filhos entrarem na escola.

Quando já não hava crianças no pátio,os pais deixaram a rua tranquila.

Veio o intervalo. Antes seria de trinta minutos, é agora de dez,  não estão as turmas todas ao mesmo tempo.

O pátio está separado por fitas, e as crianças brincam, acompanhados dos professores.

As crianças precisam da escola, precisam de conviver, precisam de voltar a ser pardais à solta.

Na escola secundária,do outro lado da rua, os alunos estão aos pares ou em pequenos grupos, à porta, a conversar.

O café, que antes estava cheio de alunos, não tem ninguém.

 para que tudo corra bem, que a anormalidade depressa passe.

 

mochila às costas

Maria Araújo, 19.02.18

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 (imagem da internet)

 

 

Quarta-feira, vou viajar cá dentro.

Não me apetece levar a mala, não quero andar com ela atrás de mim, pensei na pequena mochila que costumo levar quando estou fora por dois dias.

Nós, mulheres, não prescindimos dos cremes de rosto e corpo, da loção (o champô uso o do hotel) de  mais um par de calças e pelo menos duas camisolas para as mudas, as meias, as cuecas e sutiãs. 

Temos ainda os carregadores da máquina fotográfica e do telemóvel (prescindo do tablet que só enche o saco e acaba por não ser útil).

Experimentei acomodar as coisas, a mochila, que é pequena, não tem espaço para tudo.

Não sei como há pessoas que conseguem levar o mínimo e por muito tempo. Ou eu é que ainda não me habituei ao menos que é mais.

 

a mochila

Maria Araújo, 16.11.16

Amanhã vou para Lisboa, regresso na sexta-feira.

Arrisquei comprar o bilhete de regresso para o Alfa das 16h, mas corro o risco de ter de ficar o dia inteiro.

Ora para passar uma noite, não preciso de levar a mala pequena pois teria de andar com ela atrás de mim e não me apetece.

Não gosto de usar mochila e também não gosto de saco de viagem ( que esquisita que sou!), mas alguma coisa tenho de levar com o mínimo de roupa que preciso.

Decidi pedir à Sofia uma das várias mochilas que tem. Duas delas são novas, uma é muito colorida, não tem nada a ver comigo, a outra, preta, anda com ela.

Então escolhi a que me pareceu estar em condições para fazer a viagem.

No carro da mãe há vários dias, ontem, deixou-a cá em casa.

A preparar a roupa que preciso levar, examino a mochila, não fosse estar suja por dentro ( sabem como são as adolescentes), noto que  os cantos estão rompidos, embora não sejam visíveis do lado de fora. " E agora? Não vou para Lisboa com isto".

Como não gosto de fazer má figura, pensei nas lojas perto de casa onde pudesse comprar uma mochila até 30 euros.

Na loja Adidas, caras que são, nem pensar.

Lembrei-me da H&M, a cinco minutos de casa.

Vesti-me, e fui.

Encontrei uma em sarja e imitação de pele pelo preço que estava  disposta a pagar: 29,95

Gosto dela, está muito bem para o que desejo, vai, com certeza, fazer muitas saídas. 

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