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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

O miúdo do sino

Maria Araújo, 27.04.14

A minha amiga MJ convidou-me e à D, para passarmos a Páscoa na aldeia.

O domingo estava bom, metemo-nos à estrada.

E ainda bem que fomos.

Os amigos do casal já lá estavam.

Enquanto não chegava o compasso, fomos colher flores.

Sentei-me num muro a conversar com a sogra da MJ (gosto de ouvir estas pessoas, têm muito para contar).

Ouviam-se os sinos.

O simpático padre benzeu a casa, beijamos o Senhor.

Todos os elementos do compasso cumprimentam-nos, até que surge o penúltimo elemento da comitiva, o miúdo do sino,  que não teria mais de 6 anos, com altura de 4, vestido com um fato, boina na cabeça, uma fita da comunhão pregada na manga do casaco.

Pedi-lhe para tocar o sino.

Senhor do seu nariz, não tocou, estendeu-me a mão, como um adulto, para eu o cumprimentar.

Percebi que não tocaria o sino, cedi, estendendo a minha mão, apertou-a e passou ao convidado que estava a meu lado.

Depois de cumprimentar todas as pessoas, encostou-se à parede..

A MJ ofereceu-lhe amêndoas, pegando no prato. O puto estendeu a mão para levar o prato.

Rimo-nos.

Pediram-lhe que tocasse o sino, mas o puto mantinha a sua postura de homem importante, vestido de fato...e calado.

A minha amiga, dona da casa, inclinou-se,  agarrou-lhe a mão e tocou. E o puto não deu confiança a ninguém.

O compasso saiu.

Hora do lanche. Comi tudo o que não devo (também não abuso): rissóis, chouriço, queijo, tremoços, azeitonas, broa, um copo de vinho branco, não mais que um (se conduzir não beba), que bem me soube.

Cá fora a temperatura convidava à preguiça.

Ao longe, os altifalantes soltavam a melodia da habitual música pimba.

Gosto destes momentos de fim de semana no campo.

Como sempre, tiro fotos.
Tenho de comprar uma máquina nova (esta já deu o que tinha a dar).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um arco íris solidário

Maria Araújo, 15.08.13

Cá estou eu de regresso da capital para vos dizer que os dias foram intensos na companhia das minhas sobrinhas e do meu sobrinho neto ,está lindo, já anda, e que a festa da Ana, que aconteceu neste espaço ,foi de diversão e convívio.

Pais, mães, muitas crianças, animação, dança, quiches, mousses, gelatinas, espetadas de frutas, guloseimas, bolos ...mas o que mais gostei desta imensa variedade, para miúdos e graúdos, foi do bolo de aniversário.

Um comboio super bem decorado, cada carruagem com seu tema, com uma massa diferente, perdi os meus olhos e os meus dedos no clique da máquina fotográfica.

Cheguei ao local mais tarde que o combinado (almocei com a minha família, a atenção devia ser primeiro para ela).

Na entrada, uma tenda modelo índio era o cenário fotográfico para as mães e filhos ficarem com uma recordação daquele evento/momento.

A blogger que me recebeu, presenteou-me com a T-shirt da Ana. Passamos pela sala onde se encontravam os dadores da medula (não tenho peso para ser dadora , pois se tivesse, não hesitava), e chegamos ao espaço onde todos conviviam.

Música "rádio Ana", jogos, espaço hora do conto, sessão fotográfica, comida, convívio de bloggers (não sabia quem era quem), isto é, poucas se conheciam. No final do dia, uma das minhas sobrinhas disse-me que vira esta jovem  (com certeza que teria gosto em a cumprimentar), não sei se esta blogger estaria por lá, e foram-me apresentadas algumas mães/bloggers, cujos cantos não conheço.

mãe da Ana, presumo conhecer-me do FB, (re)conheceu-me, cumprimentamo-mos e trocamos algumas palavras (mulher com/de genica).

Ana, cabelo loiro, olhos azuis lindos e grandes, vestia um vestido com as cores do arco-íris, foi presenteada com os parabéns a você de muitas crianças e adultos estranhos...um dia a mãe Gyver contar-lhe-á , com certeza, a história do seu primeiro aniversário.

Parabéns à mãe, ao pai, à Ana, e a todos os dadores de medula óssea que fizeram e fazem com que o espírito solidário esteja sempre presente nas nossas vidas.