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de Xertelo às Sete Lagoas

por Maria Araújo, em 09.09.15

o irresistível convite de uma amiga para irmos de fim de semana até Covelo, Peneda, e com o objetivo de passarmos o dia de sábado nas Sete Lagoas do Gerês, não podia ser esquecido.

chegamos a Xertelo, na margem direita do Cávado, deixamos os carros estacionados, faríamos o percurso pela serra, 1:30h de caminhada pelo trilho "orientado" dos mariolas.

Xertelo, aldeia pequena, com poucos habitantes e idosos, mas muito recetivos a quem por lá passa.

verdes campos de cultivo, onde pastavam cavalos.

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o  cruzeiro de Xertelo

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 na entrada para o trilho aparece-nos o Fojo do Lobo, o único que vi, mas há muitos mais perto das aldeias

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zonas íngremes (evitava olhar para baixo e ver a inclinação da serra, eu que tenho vertigens) o cuidado com as pedras e os rochedos que barravam o caminho e obrigavam-nos a passar de lado.

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todo o percurso correu bem, ninguém tropeçou ou caiu, éramos guias de nós próprios. uns caminhavam mais apressados, outros, como eu, com as nossas máquinas fotográficas, ficavamos para trás para captar a paisagem.

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quando chegamos ao destino fiquei impressionada com a beleza do lugar. lá do alto, via umas a cor branca das rochas aqueles buracos escuros...as lagoas.

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mas à medida que descíamos, apercebia-me dos tons mais nítidos das lagoas.

belo! indescritível!

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 viam-se algumas pessoas com as toalhas estendidas nas rochas a desfrutarem da límpida água das lagoas.

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descer foi um problema, muitas rochas, todo o cuidado era pouco. um caminho de terra e rocha por onde todas as pessoas desciam, foi o mais seguro para nós.

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a água caía em cascata, uma hormonias de cores, o castanho das rochas, o azul e o verde transparentes, de rara beleza.

as nossas meninas, as primeiras a saltarem, divertiam-se à brava, enquanto os pais pediam cuidado

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eu e a minha amigas deixamo-nos ficar por aqui. o grupo foi conhecer algumas das lagoas, que eu adoraria ter visto mas...

é impossível sair do banho pelos nossos pés. a pedra é excessivamente escorregadia, só de gatas, arrastando o corpo nas rochas e com muito cuidado.

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tive receio de ir mais longe e ver mais, fotografar as outras lagoas.

no início da tarde o número de veraneantes era demais, preferi não correr riscos, captei as que a minha máquina alcançava.

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 e as nuvens pareciam algodão doce

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a água é bastante fria mas não impediu que os mais novos saltassem lá de cima e viessem de imediato enrolarem-se nas toalhas e sentarem-se ao sol, do choque térmico que sofriam.

o filho da minha amiga muito indeciso se havia de saltar ou não andava de um lado para o outro, lá no cimo da lagoa... mas  saltou.

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 algumas pessoas facilitavam...

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grupos de rapazes e famílias chegavam, o ambiente começou a ficar um pouco "chunga", tinhamos de voltar aos carros, mais 1.30h de caminhada pelos trilhos da Peneda, decidimos deixar as lagoas por volta das 16h

e tirei fotos das lagoas, agora na subida para o trilho

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no sentido inverso, as rochas que não vira, eram agora visíveis e algumas delas com formas interessantes: embora pouco nítida,  esta fez-me recuar aos descobrimentos. quem seriam? o Infante D. Henrique e um dos seus navegadores.

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a vegetação verde, pinheiros que desciam a serra, um aqui,  outros mais alé, ( e vimos pedaços de terra queimada, que assassinos!)

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tranquilos, chegamos a Xertelo.

dentro de um carro, parado no meio da pequena estrada, um casal de meia idade e três adolescentes falava com um dos nossos homens. percebi que estavam a querer saber como chegar às lagoas."

 às 17:30h queriam fazer os trilhos para as lagoas com três crianças?" , pensei.

mas o nosso homem aconselhou-os a não arriscar. eles não conheciam nada, chegariam tarde e o tempo era pouco para usufruirem das lagoas, fazia-se noite para o regresso, era muito arriscado. (foi o que ele nos contou mais tarde, já em casa).

a chegada a Xerdelo, abastecemos as garrafas com água pura da fonte

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não há estrada que ligue Xerdelo a Covelas, nós fomos por onde viemos e fizemos mais 10 a 15 km até casa.

situada no sopé de uma montanha, a aldeia de Covelas é pequena, como todas as da serra, distantes do Gerês e ou Montalegre, onde habitam 4 , 5  famílias.

dois dos nossos homens (um deles o filho da minha amiga)  decidiram, então, fazer mais 1.30h até casa, percuso este a pé e pela serra.

não valeu de nada evitarmos que desistissem de mais uma caminhada.... e nós seguimos viagem, de carro.

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chegamos a casa,uns para o banho, outros para a cozinha tratar do jantar para 15 pessoas.

e a noite foi de convívio.

domingo de manhã cedo, já se ouviam os chocalhos do gado que ia para os pastos.

uma passeio pelos campos e uma visita aos cães de caça.

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DSC08821.JPGe o cansaço das meninas era demais...

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almoço no terraço da casa, em grande convívio.

arrumamos as coisas. quando estavamos para sair de casa, os homens e os jovens decidiram ir ao rio, a 1 km de casa (tive pena de não ter ido, mas não me disseram nada) tivemos de esperar que chegassem e meter o carro à estrada.

pelo caminho, a linda paisagem do rio Cávado e do Gerês convidavam-me para a fotografia mas não foi possível com o carro em andamento.

depois do Maciço da Calcedónia, este foi o meu segundo desafio. acho que conseguirei ir um pouco mais longe, quem sabe, para o ano, na primavera, visitarmos as Minas dos Carris, mas com a ajuda de um guia.

 

Cantinho da Casa

No maciço da Calcedónia

por Maria Araújo, em 24.03.12

7:00 h levantei-me para preparar a minha mochila, as sandes  de panados de perú, alface e tomate, os sumos e a água, tudo na mochila térmica que me ofereceram no aniversário (muito prática esta).

Não levei agasalhos. Calças, T-shirt, sweat e casaco , em algodão.

O meu grupo foi numa carrinha de 8 lugares. Seguiram-nos de carro, uma  senhora e os dois filhos.

Chegámos a Covide por volta das 9:15h, preparámos a subida.

Um dos meus colegas emprestou-me um casaco de malha polar. Todos estavam mais agasalhados e, à cautela, aceitei. Atei-o à cinta. Mas não foi necessário. 100 metros andados, já transpirava.

Garrafa de água e a máquina fotográfica na mão  esquerda, bastão na direita a subida foi dura.Sempre que aparecia uma pedra mais alta, alguém que fosse mais à frente, agarrava-me a mão para que eu subisse com mais facilidade.

Os batimentos cardíacos estavam mais acelerados, respirava fundo e ora mais à frente, ora mais atrás(quando parava por momentos para tirar fotografias), concentrava-me na caminhada e naquilo que para mim era um desafio.

Devo dizer que em Covide, juntou-se ao grupo um "grande" guia: um cão. Pequeno, rafeiro (tinha coleira), dócil, foi caminhando, quase sempre, à frente ou junto ao grupo.

Pensámos que seria por um alguns minutos, mas não. O fiel amigo fez todo o percurso connosco.

Chegámos à fenda. Não estava nos planos entrar e subi-la.  Eu e as outras 2 mulheres do meu grupo não queríamos. Os homens estavam decididos, a senhora e os dois filhos também.

Fizemos o cálculo do tempo que demorariam a subi-la e encontrarem-se com os que ficavam. Seria cerca de 1 hora , tempo demais para quem esperava. A temperatura do corpo baixava e não era conveniente pararmos tanto tempo. Além disso, alguns dos elementos do grupo tinham compromissos de tarde, o que atrasaria o regresso.

Desisitiram os aventureiros. Ficou combinado entre eles a subida da fenda numa outra altura.

Uns metros mais à frente, sentámo-nos a comer o nosso farnel. Hummmm! Que bem que soube!

Um dos colegas levou um termos com café (um homem da terra do café, previne-se).

O nosso fiel guia, sentado junto a uma das colegas, teve direito a um pedacito de panado.

Depois do descanso e do abastecimento, preparámos a descida.

Oh! Se a subida custou pelo esforço, a descida custou pelo cuidado em não escorregar (escorreguei 3 vezes, nada de ter magoado, mas a 1ª umas silva espetaram-se na mão esquerda. Ninguém me viu sentada a tirar os picos , um a um. E ria-me ). Levantava-me e seguia caminho.

Cruzámo-nos com um pequeno grupo de escuteiros do Gerês que subiam o maciço. Segundo o meu colega, era mais difícil subir por aquele  trilho.

O equílibrio e as dores nas pernas estavam a dar sinal. O colega que organizou o passeio, de vez em quando olhava para trás e dizia: "põe o bastão à tua frente. Ele pode contigo. Depois avanças".

Chegámos ao final do trilho. Um pequeno curso de água fresca regalava os nossos olhos. Ouviam-se já os pássaros.

Olhámos para trás.  "Havíamos descido tudo aquilo?", perguntava a mim mesma.

Cerca de 820 metros foram subidos/descidos, porque não entramos na fenda, caso contrário seriam mais...

E o nosso fiel amigo chegou ao seu destino.

Entrámos na carrinha e uns metros mais à frente pararíamos para beber umas minis.

Convencidos que o cachorro ficava no lugar onde havíamos deixado a carrinha, não, estrada fora, veio atrás de nós.

E ficou lá na entrada do café. Penso que era lá a sua casa.

Depois desta experiência pergunto: "e a minha coluna?"

A resposta está na voz do meu colega: "ela vai agradecer-te deste passeio saudável."

Com uma máquina vulgar, algumas das 150 fotos que tirei.

Mais aqui.

 

 

 

 

 no caminho para a subida

 

 

 

 

vista do granito

 

 

 

 os que vinham atrás

 

 

 

 a entrada da fenda (de longe)

 

 

 

entramos? não entramos?

 

 

 

 o nosso fiel guia

 

 

 

descanso do  fiel guia, e o homem do café e da laranja(lol)

 

 

 

Portugal em destaque

 

 

 

 

vista de Covide

 

 

 

 a descida

 

 

 

 água fresquinha

 

 

 

tronco em forma de mulher

 

 

 

 a chegada

Cantinho da Casa

Aventura

por Maria Araújo, em 21.03.12

Em 2010 fui convidada para fazer a subida do rochedo do monte Pilar na Póvoa de Lanhoso. Uma autêntica aventura para quem nunca se metera nestas coisas (ai a minha coluna!).

Ontem, lançaram-me um desafio: no próximo sábado fazer o passeio pelo trilho da Calcedónia, partindo de Covide.

Este nome dizia-me qualquer coisa.

Perguntei ao colega se o percurso não era íngreme de mais e se a minha coluna não iria ressentir-se de tal trajecto: "pelo contrário", respondera "é saudável e vai fazer-te muito bem!"

O receio era muito. Fiquei de lhe dar a resposta hoje.

Nas trocas de carro que faço com as colegas, hoje foi a minha vez de o levar . Uma delas, que há alguns anos fez este percurso entrou na fenda da Calcedónia, disse-me que não pode ir, mas que é saudável, tem alguns perigos (caso entre na fenda), mas compensa o passeio pelas paisagens e pelo convívio.

Contei-lhes que, no verão passado, nestas constantes andanças pela internet, tinha lido um blogue sobre os trilhos até à Calcedónia. E encontrei-o aqui.

A outra colega que me desafiou e que tem feito algumas percursos pelos caminhos de  Terras de Bouro, avisou-me que só ia a este passeio se eu fosse.

Calçado, roupa, são as preocupações para quem pouco sabe do assunto e põe sempre questões.

Falei com o colega que organiza o passeio e, mais uma, vez ele aconselhou a fazê-lo, que só me vai fazer bem e não me vou arrepender, e coisa e tal.

Pergunta direta: "vamos entrar na fenda?"

"Não está nos planos. Na hora decide-se. Quem quiser entrar e subir vai, quem não quiser fica."

Óbvio que eu não vou arriscar.

Então, no próximo sábado de manhã cedo,  munidas de lanche e bebidas (vou estrear a mochila termos que uma amiga ofereceu no meu aniversário),vamos em direção a Covide (penso que deixamos lá os carros) e a partir daqui, vai ser caminhar e subir até ao maciço da Calcedónia... 

Será que tenho idade para estas aventuras?!

 

 

 

 

 

 

 

 

(imagens retiradas da internet)

 

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