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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

à oitava foi de vez

Maria Araújo, 25.09.19

Conforme escrevi aqui, o hospital marcou uma consulta para esta segunda-feira, ao princípio da tarde. Liguei no mesmo dia de manhã a pedir que a consulta passasse para última hora de consultas, tinha uma viagem ao Porto com probabilidade de cancelar caso não chegasse a tempo.

Fui ao Porto, tudo correu bem, não apanhámos muito trânsito, cheguei a horas, fui para o Hospital. Esperei cerca de quinze minutos ( desta vez acreditei que teria a consulta, havia mais pessoas para a especialidade).

Um médico jovem e simpático ouviu o que me levou a procurá-lo, viu a ressonância magnética, explicou-me o que se passava com a minha coluna, confirmou que tenho bicos de papagaio.

Não tendo, agora, dores, não há necessidade de operar, talvez quando for velhinha, até porque, disse " a sua coluna está a envelhecer".

Resolvido e esclarecido o que queria, não esqueci que tenho de escrever uma carta à admninistração a expor o que aconteceu com as sete consultas marcadas e das quais nenhum médico compareceu, e porque ainda não recebi a resposta a esta reclamação.

 

 

 

 

a consulta de neurocirugia que não aconteceu

Maria Araújo, 12.08.19

Tenho um feeling muito bom ( pena que não o tenha para jogar no euromilhões ou na lotaria) .! E tive-o, hoje .

Depois da terceira tentativa de marcação de consulta de neurocirurgia, hoje, a consulta estava marcada para as 16:15h, fui a horas para dar entrada, subo ao andar respectivo, os minutos passavam, até que meia hora depois ouço a colaboradora chamar o meu nome, aproximei-me, convicta que ia entrar para o consultório, quando me diz que o médico estivera nesta unidade a dar consultas mas, entretanto, fora para o hospital Braga sul, se eu queria ir lá, ele estava até ao final do dia.

Palavra que ela disse!

Educadamente, e pedindo desculpa pelo que ia dizer pois não são elas que têm de ouvir as reclamações dos utentes, expliquei o que se passou nas duas vezes que tinha consulta da mesma especialidade, que desistia desta, e se o médico estava no outro hospital, deviam ter avisado pelo menos 15 minutos antes, não era depois de trinta minutos de espera que eu é que tinha de me deslocar ( 5km)  ao outro hospital, visto que  consulta fora marcada para esta unidade, que ia pedir o livro de reclamações. 

Desci, fui à recepção, pedi que anulassem a consulta para não pagar o que não tive, e pedi o Livro de Reclamações, onde registei tudo o que aconteceu desde a marcação da primeira consulta.

Eu considerei que foi uma falta de ética o ocorrido, mas Robinson Kanes tinha razão quando comentou isto no meu post:

"Falta de ética não direi. Falta de organização talvez... Hospitais privados não são muito diferentes do público, talvez os lençóis e os pijamas :-)"

É, sem dúvida, falta de organização.

Esperarei pacientemente a resposta à minha reclamação.

Antes de este hospital abrir em Braga, deslocava-me à Clipóvoa, agora Hospital da Luz.

Nunca tive problemas, nunca houve uma falha com as consultas, vou procurar a segunda opinião no Porto.

 

 

 

foi um dia quase não

Maria Araújo, 21.02.19

Há dias que tudo corre bem, outros menos bem e fico passada, por vezes, sem paciência.

Hoje, fui buscar o sobrinho neto ao colégio, a mãe foi ter comigo para o levarmos ao centro de saúde.

Não havendo lugar por perto para estacionar o carro, saí  com o bebé, a consulta estava marcada, e tinha um número de ordem, queria dar entrada, entretanto.

Com o bebé no meu colo, esperei atrás da linha amarela do chão, a senhora que devia atender-me estava ocupada com um utente, eis que chega o meu número, dirijo-me ao balcão, entrego o papel da consulta, diz-me ela: " é com aquela colega, mas depois de a atender tem de tirar a senha".

Não percebi o que quis dizer com isto, visto que o papel tinha um número e eu estava com um bebé no colo.

Ok, voltei para trás da linha amarela, uns minutos depois sai a pessoa que estava a ser atendida, a funcionária pede-me para me aproximar, entrego-lhe o papel da consulta e diz-me: " qual é o número do utente?"

Antes de sair do carro, a minha sobrinha passou-me os documentos de saúde, passei o bebé para o braço direito, a mão esquerda na à minha carteira, consigiu descobrir o cartão de vacinas e entreguei-o:

" Não tenho o cartão comigo, a minha sobrinha foi estacionar o carro, mas o livro das vacinas tem o número do utente".

Com cara de poucos amigos, diz-me ela: " o bebé não tem cartão de cidadão? E a senhora devia ter tirado a senha".

Insisti que não tinha o cartão, que a sobrinha tinha ido estacionar o carro, logo que ela chegasse, dava-lho e perguntei se tinha tirar a senha à mesma ao que respondeu: " claro que sim, mas eu agora estou a fazer o serviço por si e não devia".

Fiquei muito chateada, a sala estava cheia, eu estava com o bebé no colo, tratou-me como uma ignorante, sentei-me numa cadeira. 

A minha sobrinha chegou, pedi-lhe para ir à funcionária mostrar o cartão do menino, pois eu já estava a ferver.

Quando expliquei o que acontecera ficou furiosa, comentava: " é por estas coisas que prefiro o privado" ( mas o menino precisa de ter médico de família no serviço público, foi para isso que marcamos consulta).

À tarde, o bebé estava com febre ( há virose no colégio, estão muitas crianças doentes), fomos para a urgência de uma clínica pediátrica.

Compreendo que não é fácil lidar com os utentes, há de tudo,  mas também não custa nada tratarem estes com alguma simpatia, sobretudo quando se trata de crianças.

Não quero mais nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

seria bom ficar uma noite

Maria Araújo, 12.03.18

Fui levar a minha irmã ao hospital para ser operada às varizes, era a segunda da lista, tinha entrada marcada no hospital para as 13h.

Sou pontual, às 13h15 saía eu do hospital, ainda vim almoçar a Braga.

Embora tivesse sido operada há 6 anos, estava ansiosa. Um livro para se distrair, eis que uma hora depois de a deixar, recebo uma SMS a dizer que ainda não tinha entrado para a sala de cirurgias.

Claro que não, pois se tinha uma pessoa à frente, calculo que no mínimo duas horas seriam necessárias para  chegar a sua vez. 
A minha resposta foi " À hora que tiveres de sair, diz, nem que seja de noite".

Entretanto, as SMS entravam, quase desmaiou a meter o catéter, que tinha dores horríveis, que tiveram de metê-lo noutro sítio,  porque nunca mais chegava a sua vez. Acabei de receber nova SMS, são 17h, a dizer que ainda está na enfermaria que nem às 9h da noite sai do hospital.

Minha resposta: "O melhor será ficares a noite aí, descansas, e amanhã vou-te buscar. Mas se saíres de noite, amanhã não vais trabalhar".

Resposta: " Ok, farei o que os médicos me aconselharem".

Compreendo o seu desespero, sei o que é marcarem uma hora e estar impaciente à espera da sua vez.

Ainda bem que está atrasada porque se fosse a horas, é sua intenção ir trabalhar amanhã, teria de fazer 100km.

Ela põe a empresa em primeiro lugar e eu não aceito este sacríficio.

 

um sonho

Maria Araújo, 11.01.18

Numa semana sonhei duas vezes que a minha garagem foi assaltada.

A porta estava aberta, levaram tudo ( só tem tralha).

Lembro-me que falei "Que bom, não havia nada de útil para levar. Limparam a garagem! Só não levaram o carro porque ele não estava lá". 

Esta noite sonhei de novo.

Lembrei-me do nosso Freud, procurei explicação para este sonho e encontrei isto:

 

"SONHAR COM ASSALTO /SER ASSALTADO – Boas notícias surgirão na sua vida. Embora pareça negativo, este sonho indica que muitos dos seus problemas serão resolvidos."

 

Problemas resolvidos?

Fui à consulta médica para mostrar todos os exames que fiz, um autêntico chek up,  porque emagreci e não devia ( nem com o Natal recuperei o peso), à excepção do colesterol alto, o teimososo,  tudo está bem.

E aquela dor de coluna/anca que me levou à urgência em Dezembro, parece que é muscular.

Para tirar teimas, vou fazer os seguintes exames:

eco ginecologica; eco renal; eco partes moles ( não articular)

É que a dor, agora mais ténue, continua lá, junto à anca.

Se forem estes os problemas, óptimo!