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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

as tardes de domingo na televisão

Maria Araújo, 25.10.20

recebo as notícias no telemóvel, li a semana passada as críticas que foram feitas ao programa da TVI, ao domingo, e em directo, sobre a não utilização das máscaras pelos apresentadores.

não vejo estes programas, mas no zapping que faço, páro para ver o que passa, tinha reparado, sim, neste pormenor, mas também no programa da SIC.

hoje, liguei a televisão, vi algumas notícias na RTP3, passei depois por estes canais e verifiquei que no palco da TVI  cantava uma brasileira, sem máscara, o que justifica-se, mas as bailarinas usavam máscaras.

depois, aparecem os apresentadores, também com as suas máscaras, reconheci, pela voz, Maria Cerqueira Gomes.

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passei para a SIC, nenhum dos apresentadores usam máscara, ouvi alguém dizer qualquer quer coisa como "manter a distância", o que se verifica.

ora bem, as críticas à TVI foram muitas, que as acataram, estão a cumprir as regras da DGS.

pergunto, por que a SIC não as cumpre, também?

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o regresso

Maria Araújo, 17.09.20

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos

 

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Seria com este verso da canção de Carlos do Carmo que poderia começar este post sobre o regresso às aulas,e em tempos "normais" para todos nós.

Abri o estore da janela do quarto e vi  as crianças, no pátio da escola, não a correr como índios ou bandos de pardais à solta, ou numa algazarra no campo de futebol a chutar à bola, ou a abraçarem-se porque vêem os amigos, porque é o primeiro dia de escola.

Há duas entradas para a escola:uma para as crianças dos primeiro e segundo anos, a outra, do lado oposto,para os terceiro e quarto anos.

Fiquei emocionada.

Separadas, em duas filas, e aos pares, as crianças com as máscaras no rosto, carregadas da lancheira,das mochilas e  grande parte com caixas que seriam dos materiais a usarem durante o ano lectivo,estavam acompanhadas dos seus professores.

Uns largos minutos depois de as filas estarem completas e ordenadas, à vez, as crianças seguiam o professor que os levava para as salas, seguindo as setas amarelas no chão.

Do lado de fora, os pais esperavam ver os filhos entrarem na escola.

Quando já não hava crianças no pátio,os pais deixaram a rua tranquila.

Veio o intervalo. Antes seria de trinta minutos, é agora de dez,  não estão as turmas todas ao mesmo tempo.

O pátio está separado por fitas, e as crianças brincam, acompanhados dos professores.

As crianças precisam da escola, precisam de conviver, precisam de voltar a ser pardais à solta.

Na escola secundária,do outro lado da rua, os alunos estão aos pares ou em pequenos grupos, à porta, a conversar.

O café, que antes estava cheio de alunos, não tem ninguém.

 para que tudo corra bem, que a anormalidade depressa passe.

 

o desconfinamento levou-me,sem receio

Maria Araújo, 18.06.20

há duas semanas,ao ginásio.

as aulas são marcadas na aplicação, há um número limitado de pessoas,nove no estúdio pequeno, doze a quinze no estúdio grande. 

nas duas entradas há os tapetes de desinfecção e os de secagem do calçado. junto ao balcão, o dispensador de pé para desinfectarmos as mãos antes de fazermos a  tarefa que era do funcionário: passar o cartão no leitor.

depois de medida a temperatura, então estamos preparados para as aulas..

em cada estúdio há o aparelho de desinfecção das mãos e o aparelho com toalhas de desinfecção dos tapetes que usamos nas aulas.

entramos no estúdio com as máscaras, tiramo-las e guardamo-las no sacos que levamos para no final sairmos com elas no rosto.

nos balneários,os cacifos que não podem ser usados têm uma fita adesiva preta, a cada dois metros há uma fita adesiva amarela que indica que é o cacifo a ser usado.

os secadores de cabelo estão fixos às prateleiras com fita adesiva amarela,assim como as portas das cabines dos chuveiros que não devem ser usados.

nas casas de banho, na bancada com cinco lavatórios, apenas podemos usar os das pontas, junto à parede onde tem o dispensador de sabão para as mãos; as máquinas de secar as mãos foram substituídas por papel.

no bar, só tiramos a máscara para tomar o café,ou comer.

perante tudo isto, comentei com uma colega: estas medidas são dispendiosas à admnistração do ginásio.mas também são garantia de segurança e confiança.

regressei ao ginásio, acabei com as aulas online.

 

 

 

#fiqueemcasa 22

Maria Araújo, 06.04.20

Depois da minha "aula" de Pilates, em casa, saí para comprar pão no supermercado Bom Dia, o mais próxino daqui, tinha uma pessoa cá fora à espera de entrar, mantive uma distância de cerca de três metros.

Quando chegou a minha vez, fui directa ao pão. Passei na bancada  da alimentação para animais, trouxe comida húmida para a minha gata, fui à dos lenços de papel para usar em casa, guardo os de bolso para quando precisar de ir à rua.

Depois do almoço, fiz o serviço que a minha empregada fez uma vez desde que está cá em casa, talvez doze anos: fazer a limpeza dos azulejos da cozinha e da marquise.

Deu trabalho,mas fiz.

E já que estava com a mão na massa, fui limpar os da casa de banho.

Foram duas horas ali, sem parar.

Agora, aqui no pc, lembrei-me das máscaras. Se a DGS determinar o uso delas, há algum tempo que pensei que se fosse necessário iria usar os meus lenços do pescoço, já tinha experimentado várias maneiras de pôr.

Lembrei-me de procurar no youtube outras formas de o colocar, encontrei a mais simples  possível.

 

 

 

máscaras de protecção

Maria Araújo, 15.03.20

Tendo visto nas notícias  o testemunho de uma portuguesa residente em Macau, sobre a obrigatoriedade de, no início da epidemia, a população ter de ficar casa,  falava ela que sabia que as máscaras estavam  esgotadas no nosso país, o que não era problema, pois há outras soluções ( eu já pensara nos lenços de pescoço) deu uma dica interessante, caso venhamos a precisar ( e eu acho que vamos precisar) de procurar na internet tutoriais para fazer em casa.

E encontrei este dois exemplos, fáceis de fazer. 

Para quem não tem máquina de costura, como eu, também pode ser feito à mão.

Acho que é importante que durante este tempo arranjemos soluções para nos precavermos e protegermos para os dias que virão.