Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

os selos CTT

Maria Araújo, 11.12.18

IMG_20181211_224607.jpg

Em 2015, escrevi este post a propósito de na época de Natal fazer questão de enviar os postais com selos.

Este ano não foi excepção, fui à loja CTT, estavam imensas pessoas ( acho que foi dia de os reformados receberem) dificilmente saíria de lá a horas para fazer as tarefas que tinha decidido para hoje, comprar selos ao balcão estava fora de questão, pensei voltar amanhã para despachar uma encomenda, lembrei-me da máquinas de selos.

Sem querer passar à frente das muitas pessoas que me olharam quando me dirigi ao balcão apenas para saber  qual o valor dos selos que devia comprar para um postal, o funcionário respondeu-me de imediato que era o valor do correio normal, voltei à máquina,  fiz a compra.

Expectante com os selos que sairiam da máquina, decepção minha, eram todos iguais,  e nada alusivo ao Natal ou outro tema que me surpreendesse.

Na loja online, na página "filatelia",  e para quem gosta de coleccionar, os temas são muitos e interessantes.

Descobri, também, que é possível a personalização de selos de Natal.

 

 

 

 

 

tu não existes!

Maria Araújo, 16.03.18

ou " quem me dera ter uma irmã como tu", eram, e são,  as palavras das minhas amigas e das colegas de trabalho. E porquê? 

Porque muitas vezes sacrifico a minha vida, as minhas vontades, os meus planos, ajudando os outros ( já fui muito mais altruísta).

Contrariamente ao normal neste cantinho, este post vai ser longo, vou contar a história que foi o dia de ontem, na partida para o Porto.

A Sofia é um dos elementos da TUNAFE  que vai em digressão pela Suíça, Aústria e Alemanha, parte hoje ( com este tempo ruim) de autocarro ao final do dia (liguei-lhe há minutos estão prestes a embarcar).

Terça-feira, a mãe teve alta da cirurgia que fez às varizes ( devia ter ficado a descansar pelo menos dois dias, opinião minha) voltou ao trabalho na quarta-feira, a Sofia pediu-lhe que fosse jantar com ela ao Porto e levasse umas coisas que precisava para a viagem.

Ora tendo a mãe de conduzir cerca de 150km, desaconselhei-a a fazê-lo, disse à Sofia que eu ia ao Porto, de comboio, almoçávamos juntas, aproveitaria para ir ao Museu Soares dos Reis ver a Exposição de Almada Negreiros, caso o tempo não agravasse.

Ora na quarta-feira era impossível sair de casa, deixei para quinta-feira.

Ontem, com chuveiros de quando em vez, tinha de ir, comprometi-me, não a queria desiludir, cheguei à estação por voltas das 11h10, os dois  habituais guichets  abertos, o dos comboios urbanos estava fechado, fui para uma das filas  e...cerca de 20 minutos depois, os passageiros que compravam bilhetes nos dois guichets eram os mesmos quando lá cheguei. As  duas filas aumentavam, ninguém despachava quem viajava para o comboio que partia para o Porto às 11h34m.

À minha frente, uma senhora dizia que estava ali há 30 minutos. Os dois homens que eram atendidos olhavam para trás, perceberam que estavamos desesperadas para comprar o nosso bilhete, mas era a sua vez, o funcionário explicava a viagem que eles queriam fazer, Alto Douro, pelo que entendemos, até que saí da fila e perguntei ao funcionário se era possível chamar um colega que abrisse outro guichet e despachasse as pessoas que queriam seguir viagem para o Porto. 

Resposta pronta, foi simplesmente. "não!"

Voltei para o meu lugar, as pessoas atrás de mim reclamavam, até que me lembrei das máquinas.

Sou sincera, nunca carreguei o cartão ou comprei bilhete nas máquinas. Sempre resolvi a compra ao balcão. Não queria, de modo algum, esperar 1 hora pelo próximo comboio, combinara a hora com a Sofia, faltavam três minutos para o comboio partir, dirigi-me à máquina, mas... Onde diabo  ponho o cartão?!  Via tudo, menos a ranhura do cartão de viagem.

De repente, vejo passar uma jovem, que tinha acabado de carregar o cartão, e peço-lhe ajuda.

Ela diz que não pode ajudar-me porque tem de apanhar o comboio.

Uns segundos depois, volta atrás, diz-me onde devo pôr o cartão, e a partir daí , agradeci já não precisava de mais nada, sabia fazer o resto das operações.

Cartão carregado, vem a senhora que estava à minha frente na fila e pede-me que carregue o seu ... Quando quer meter a nota de 20 euros para fazer o pagamento, a operação estava indisponível.

Aflita porque tinha de trocar o dinheiro, não tinha moedas, precisava de ir naquele comboio, digo-lhe que eu pago a viagem, ela sai da minha beira, tenta ir ao balcão, volta, entretanto, levo a mão à minha carteira, tiro as moedas e paguei ( metade do valor por  ser pensionista reformada e com  + de 65 anos).

Validamos os cartões, entramos no comboio, aliviadas, a falar sobre o assunto fila CP, a lentidão no atendimento ao público ( já passei por várias situações destas, não tão demoradas, e por isso é que eu gosto de ir a tempo, caso aconteça algo inesperado), sentou-se ao meu lado, queria chegar a Campanhã para trocar o dinheiro e pagar-me  a dívida. Disse-lhe que saía em São Bento, perguntou-me com poderia fazer para me pagar, se lhe dava o meu NIB.

Não respondi, pensava para mim mesma que se ficasse sem o dinheiro pelo menos tinha desenrascado alguém, o que ninguém faz, comentava para mim mesma, até que me lembrei que nunca apanhara o Metro em São Bento sempre o apanhara em Campanhã. E comuniquei-lhe que de facto fizera confusão, que saía na mesma estação.

Quando chegamos, pede-me que espere um pouco. De tão rápida que foi, não teria passado um minuto, está ela à minha frente com o dinheiro da viagem que o entregou e agradeceu-me o gesto, despediu-se e foi embora.

Se as minhas amigas e/ou colegas estivessem comigo, diriam " tu não existes!".

Entretanto, ainda no comboio, dá-se algo insólito.

Vira na fila um jovem negro que ora ocupava a fila onde eu estava, ora ocupava a do lado. Todos nós queríamos seguir viagem, e com o meu desenrasque na compra do bilhete na caixa automática, nunca mais me lembrei de nada, até que  no comboio, quando o revisor se aproxima dele, que estava sentado mais à frente, percebemos que não tinha bilhete.

Pela conversa do revisor, que foi de uma educação de se tirar o chapéu, percebemos que, como nós, o jovem  teria tentado comprar o bilhete mas já em cima da hora para partir, teria questionado o funcionário que ter-lhe-ia dito que podia comprar no comboio, que explicasse o que se passara na bilheteira...Só que havia um problema: o jovem não tinha dinheiro, queria pagar com cartão multibanco.

O revisor tentava explicar que não tinha máquina multibanco, o que é que iria fazer perante isto. O jovem insistia que ao balcão lhe disseram que falasse com ele e que teria o bilhete.

O revisor ligou para a bilheteira. Os comentários que se ouviam era que o jovem não tinha dinheiro, que houve um mal entendido, que ia, então, resolver a situação.

Depois de desligar, explica ao jovem que o funcionário confirmou que podia comprar o bilhete no comboio, mas que ele não dissera que não tinha dinheiro, que pagaria com o cartão.

E eu a pensar entrar em acção. Convidar" a senhora a meu lado, a quem eu desenrasquei num momento de aflição, a pagarmos a viagem do jovem, ela não precisava de me pagar a dívida. Mas desisiti. Pensei assumir sozinha, ao memso tempo que reflecti que não seria a primeira vez que o jovem viajava nos comboios urbanos e saberia que o bilhete não se compra no comboio, inclusive pagar com o cartão multibanco.

Desfeito o equívoco, numa das pequenas folhas de pagamento de bilhetes, o revisor regista os dados do jovem, o seu nome como fiador do bilhete, pergunta-lhe quando volta a viajar no comboio, diz que tem x dias para ir à bilheteira em Campanhã e pagar o bilhete, caso não resolva a situação, ele,  e como funcionário da CP terá de fazer uma participação.

Comentei com a minha companheira do lado que estas situações nas filas de espera  só causam transtornos a todos.

Ter-se-ia evitado constrangimentos se o guichet de comboios urbanos fosse aberto apenas naquele momento e depachasse os utentes que pagam os bilhetes, sujeitos a estas situações que deixam envergonhados qualquer pessoa, como fiquei quando uma altura, numa viagem que fiz também para o Porto, não sabia que tinha de validar o bilhete, entrei no comboio e quando o revisor me perguntou porque não validei o bilhete, fiquei com cara de parva a olhar para ele.

Safei-me de uma multa porque expliquei que desconhecia essas novas regras, que raramente usava o comboio urbano, e só  depois de mostrar o talão de pagamento da viagem ( que devemos ter sempre connosco, assim como os de Metro) e ele ter confirmado que tinha adquirido o bilhete uns minutos antes, aceditou em mim e validou o blihete, porque se não tivesse retirado da máquina a prova de pagamento,  a coisa ia correr mal para mim.

 

pagaqui-p.jpg

 

 

 

 

 

 

veio a chuva

Maria Araújo, 27.02.18

Ontem a temperatura era a de um dia de primavera, apetecível a andar de casaco no braço, hoje de manhã a temperatura estava muito baixa

Fui ao mercado municipal, o frio nas mãos (esqueço que tenho luvas, nunca as uso)  impedia-me de escolher os legumes e fruta, fiz as compras rapidamente e regressei a casa.

De tarde, era minha intenção ir à pichelaria comprar uma torneira de lavatório ( verte água quando levanto o manípulo) começou a chover depois do almoço, deu-me a preguiça de sair de carro, deixei-me ficar por casa. Amanhã, na vinda do ginásio, passo por lá.

Tinha uma grande secretária no escritório, conto pelos dedos as vezes que me sentava a trabalhar, estava farta dela, ali desprezada, a ocupar espaço.

Há dias, perguntei a um amigo meu se a queria ( dou tudo o que não quero e não vejo como reciclar, vender não dá nada, nem procuro quem queira comprar). Claro que sim, uma secretária destas! , respondera.

Ontem, veio buscá-la, ficou o escritório, que é grande, mais amplo.

Ora hoje, com um dia frio e de chuva, decidi dedicar-me a mudar as estantes, o sofá-cama, que ninguém usa, também, e estudar a melhor forma de a sala ficar apresentável e acolhedora.

 

Resultado de imagem para cabeça de maquina costura husqvarna

foto da internet

 

Fui buscar a máquina de costura da minha mãe, há mais de 35 anos que está parada, a cabeça precisa de uma grande reparação, a madeira de tratamento, gostei dela no lugar que escolhi. 

Livros no chão, a desarrumação é total, arrasta estantes para aqui, muda para ali, gostei do sofá de um lado, não gostei do outro, como vou preencher os espaços vazios?, foram as perguntas que me fiz.

Tirei uma fotografia, enviei à minha sobrinha "carioca"  para me dar umas dicas.

Amanhã tenho a aborrecida tarefa de limpar os livros, um a um, e colocá-los nos seus lugares, isto enquanto não decido (mas já falei com quem poderá fazer)  por uma estante a todo o comprimento da parede da sala ( ideias nas imagens abaixo e que fui buscar ao pinterest) e não ter de subir para a cadeira e limpar o pó, porque os livros importantes estão nas prateleiras de baixo.

1.jpg

4cc14cab61c0bab3bed25446ee69d48c.jpg

 

 

 

 

 

a máquina fotográfica?!

Maria Araújo, 21.02.18

Pois é!

Gostei demais da mini mala que quando tirei os meus pertences e os pus em cima do balcão e passar para lá, não me apercebi que tinha a máquina fotográfica na outra mala.

Quando pedi à funcionária para guardar a minha mala até sábado, pareceu-me pesada, apalpei-a, não senti nada, a funcionária guardou-a no saco de papel.

Já na auto-estrada, lembrei-me dela. Pensei que a teria guardado no saco de viagem mas não me recordo dela no balcão.

" Nada a fazer. Quando chegar a Óbidos, ligo para a loja ", comentei.

E assim o fiz.

A funcionária perguntou-me a marca  da mala, foi ver e confirmou que a máquina fotográfica estava lá.

Comunicou que ia escrever no registo com o meu nome e contacto que a mala contém uma máquina fotográfica.

As funcionárias não são as mesmas, fica o a informação.

Garanti que sábado vou buscá-la.

A minha sorte é que  tenho um  cartão memória no telemóvel que me resolve a questão fotográfica.

 

 

 

 

 

a máquina ficou cansada?

Maria Araújo, 06.06.17

De manhã, fui fazer exame do sangue, uma densitometria óssea e uma prova de esforço.

O último foi a prova de esforço.

Preparada para a caminhada no tapete, faltava o cardiologista fazer a auscultação.

Entrou no gabinete, perguntou-me o motivo que me levou a fazer a prova, respondi que frequento o ginásio, faço bastante exercício, gostava de saber como está o coração.

Fez a auscultação, e diz-me " Está tudo bem. A senhora vai cansar a máquina".

Ri-me.

Contrariamente ao que esperava, e porque as provas que fiz em tempos tinham duração de pelo menos 15' a 20 ',  esta durou apenas 9' e 30".

Terminada esta, o médico voltou, perguntou à técnica o tempo de duração da prova, como reagi ao aumento da velocidade e inclinação do tapete.

Estende-me a mão para se despedir e perguntou-me " A máquina ficou cansada?"

Por vezes sentia algum cansaço, algumas dores que eu garantia a mim mesma que eram musculares, mas por precaução pedi à médica a prova de esforço.

Os outros exames foi ela que decidiu.