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cantinho da casa

cantinho da casa

Quaresma # 1

Vivemos a Quaresma que, em 2019 , o coronavírus veio cancelar as celebrações da Semana Santa e o Compasso Pascal. 

Este ano, são retomadas as celebrações, que começou hoje na Sé de Braga com o Sagrado Lausperene Quaresmal.  Os altares das igrejas estão cobertos por um tecido roxo, e não há flores a ornamentá-los. Neste período  de tempo, e a cada dois dias, há uma igreja que tem o altar do Santíssimo Sacramento exposto, ricamente ornamentado com flores e luz, e em que os fiéis vão louvar o Senhor.

Existe um calendário com a data em que as igrejas têm o altar exposto. Esta viagem do Senhor termina na quarta-feira da Semana Santa.

Ora, hoje, quarta-feira de cinzas, o Sagrado Lausperene começou na Sé de Braga.

Raramente vou neste primeiro dia à Sé, por falta de oportumidade, ou porque me esqueço..

Mas hoje, à hora do almoço, tive de tratar de um assunto, e passei lá.

Vi a senhora que vende rebuçados de açúcar ( noutros tempos eram muitas as senhoras que, com as suas mesas desmontáveis, vendiam os rebuçados embrulhados em papel de várias cores, cortado em franja nas pontas, e, à saída da igreja, eram muitas as pessoas que compravam, penso que seria com o intuito de ajudar as senhoras, a maioria idosas, que por gulodice), na entrada, e lembrei-me que hoje era o primeiro dia da Quaresma. E entrei.

Muitas vezes entro numa igreja para me refugiar um pouco e reflectir, ou rezar, seja por mim, seja pela família,seja pelo mundo.

Depois de rezar, não resisti a tirar uma fotografia ao altar do Santíssimo Sacramento, que estava lindíssimo.

Mas estava muito atrás, achei que não devia aproximar-me do altar só para a fotografia, pelo que ficou pouco nítida.

Perguntei ao senhor que estava perto da entrada qual era a igreja que na próxima sexta-feira, ao meio-dia,  vai abrir o altar. E deu-me o Lausperene Quaresmal, para que eu possa  seguir o percurso do Senhor.

Gosto da celebração da Quaresma, dá-me uma sensação de paz comigo própria.

Não sei se vai ser possível  visitar as igrejas todas.

Farei o que puder. E se tiver a possibilidade de trazer para este cantinho fotos dos altares que visitar, publicá-las-ei com muito gosto.

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Altar do Santíssimo Sacramento, Sé de Braga

 

a praia em dia de chuva

Ontem fomos tomar café à praia.

Em dia de chuva ( felizmente só choveu quando regressávamos a Braga), tem um sabor diferente e especial.

Mas o vento era forte e frio.

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O frio não incomodava, estavamos preparados para ele, mas o vento, não.

O sobrinho neto queria brincar na areia, choramingou, mas com a bola que levou, depressa esqueceu a praia.

Fomos para casa, no pinhal estavamos protegidos do vento.

Pusemos a baliza dos primos, no relvado, jogamos à bola, cantamos canções de Natal.

Estava a anoitecer, demos um salto a Esposende.

E à entrada da ponte sobre o rio Cávado, está a árvore mais linda que vi.

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Demos uma volta pelas ruas de Esposende, cheias de luz, algumas mais bonitas que outras, havia demasiada mistura de cor.

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Junto ao Parque Infantil, tinha um carrocel para as crianças, com algum receio da minha sobrinha, porque os adultos não podiam acompanhá-los, o menino foi andar, mas as voltas nunca mais acabavam.

Estavam poucas crianças, caso contrário, com certeza que à quarta ou quinta volta, parava.

O miúdo gostou. E queria mais.

Na próxima semana, chegam os primos, vai haver festa de aniversário, convencêmo-lo que vai voltar, na próxima vez, com os primos ( a ver vamos).

E daqui ao Natal é um instante.

 

 

tive que ligar para a VV

Neste post, escrevi sobre a minha passagem nas portagens na A11, em que à saída a luz amarela me alertou que alguma coisa não estaria bem com identificador .

Cheguei a ligar para a VV, e com a informação que tive, que seria o cartão de débito, é que me lembrei que tinha recebido um novo cartão, em Abril.

Tratei de substituir mas, uns dias depois, volto à A11, não deu sinal a luz verde na entrada, deu a luz amarela,na saída.

Desde então, não voltei fazer viagens, eis que no extrato bancário tem o registo de três débitos muito inferiores ao valor que deveria pagar de portagens nas idas e vindas.

Hoje,contactei a VV, informaram-me que o registo que tinham era da entrada, mas não da saída. 

Expliquei onde entrei e saí, nos percursos que fiz de ida e volta.

Aguardo,agora, notícias, pois terei de agar cerca de 4€.

Entretanto, fiz um pedido de um novo identificador.

Não vale a pena esperar que a loja abra para substituir a pilha.

O identificador do meu carro fez 15 anos no dia 6 de junho.

 

a Noite já passou

 

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mas deixo as poucas fotografias do que foi a minha noite branca de sábado passado.

Tive o prazer de abraçar uma colega e amiga da minha amiga de coração, a M, e com quem passamos férias em Palma de Maiorca,  há cerca de  25 anos, desde então nunca mais nos vimos.

Foi muito bom rever esta jovem mãe de gémeos, um rapaz e uma rapariga, que têm agora 19 anos. 

Foi uma noite quente, uma noite com música, luz, dança, convívio. Deitei-me às 4h.

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fico irritada

quando vou ao WC fora de casa o automático da luz liga com os nossos movimentos... mas por muito breves segundos.

E fazemos xixi aàs escuras, e vai-se lavar as mãos, a luz acende, e de repente, apaga-se, mãos molhadas,  movimentamos o corpo para que ela ligue.

Nao sei por que carga de água a luz se apaga com a pessoa lá dentro.

Por que não ficar ligada pelo memos um minuto?

E também desatino quando quero pendurar a carteira e o casaco e não há um cabide para tal função.

Tudo isto já me aconteceu imensas vezes, nos mais variados lugares. Mas num hospital?! Shit!

 

 

 

os apliques

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O candeeiro da mesa de cabeceira obriga-me a posturas incorrectas e as dores de coluna incomodam, à noite, quando leio na cama.

Nos vários sites de decoração que costumo ver, gostei dos apliques de parede à cabeceria da cama.

Procurei no site do Ikea e do Leroy Merlin e encontrei o que queria.

Em inícios de Março, passei no Ikea e comprei dois apliques ( iguais ao da imagem) para ter luz directa para o livro, e sentada ou deitada na cama, pudesse ler confortavelmente.

Não me atrevo a mexer em máquinas de parafusos eléctricas, faço muitas outras bricolages acessíveis às minha mãos, então os apliques aguardavam as mãos de um perito na coisa.

Tenhos dois irmãos que são fantásticos em todo o género de bricolage, mas o tempo é pouco para cá virem. 
Hoje, veio cá o mais velho. Quando viu os apliques, resmungou de imediato que aquilo não prestava, que eram de fraca qualidade, que temos a mania de ir ao Ikea e há coisas melhores no nosso mercado.

E tem razão.

Abre uma das embalagens, coloca na parede para eu dizer que altura queria e, de repente, ele experimenta a flexibilidade e segurança da extensão e verificamos que ela não se segura. Ou seja, quando me sentasse a ler e quisesse orientar a luz para o livro, a extensão caía.

Ele diz-me que esteticamente ficam mal, vêem-se os fios, não são uma boa opção para o fim que eu queria. 

A máquina de parafusar não chegou a trabalhar, porque desisti de os pôr.

As lâmpadas LED são sempre úteis, mas os apliques vou devolvê-los.

Nada foi usado, presumo que os aceitam, até porque o talão não tem qualquer indicação do prazo de validade para devolução.

Conclusão: nem tudo o que vemos nas lindas imagens de decoração ficam bem ou são o que parecem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lisboa é...

muito mais interessante nesta época do ano.

Menos turistas, anda-se melhor nos transportes e nas ruas.

Pena que há muitas obras e atrasa os transporte.

Receei não chegar a Santa Apolónia a horas de apanhar o Alfa para Braga.

Fui ver a loja COS com uma linha intemporal, linda, com peças que são o meu estilo, fiquei encantada com a colecção.

Mas são peças caras, porém, de boa qualidade. 

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Desci a avenida,  passei a estação do Rossio, mais à frente encontrei a loja Mundo Fantástico da Sardinha.

A loja está um pouco espalhafatosa, mais parecia uma loja de brinquedos, mas delirei com as paredes cobertas com latas de sardinhas.  Divididas por décadas, cada ano tem registado um acontecimento importante e um nascimento célebre que marcaram esse ano:

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 O 25 de Abril

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 Portugal vencedor do Europeu de Futebol

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Descolinização da Colónias Portuguesas.

Ano de nascimento da minha primeira sobrinha

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Gosto de passar no MUDE ( em obras) e ver o que está em exposição, segui para a Praça do Comércio.

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E lembrei-me que o sol estaria a pôr-se, fui na direcção do rio.

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 Uma banda tocava e cantava samba, a senhora idosa  dava show de dança,  os transeuntes paravam para ( a) ver a banda.

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 E foi então que a máquina fotográfica entrou em acção perante o lindíssimo pôr-do-sol ( fotografias do meu iphone, neste post)

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Segui pela rua Áurea, este lindo edifício, antigo Banco Totta e Açorescaptou-me a atenção.

Passei em A Padaria Portuguesa, era hora de lanchar, não havia pão de sementes, comi uma torrada de pão saloio e um pingo.

O pingo chegou primeiro. A torrada demorou cerca de 15 minutos e torrada demais. Se não estivesse paga, não esperava por ela (para a fama que A Padaria tem, o serviço não é nada de especial ).

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As decorações de Natal começam a aparecer, dão vida à noite nas ruas. 

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No dia seguinte fui à consulta de manhã, não foi demorada, saí mais cedo do que imaginara.

Marcara viagem de regresso para as 16h, tinha tempo para dar um salto ao MAAT. 

Na paragem do autocarro, um funcionário da carris ajudava os estrangeiros.

Lembrei-me que não é costume haver fucionários por ali, perguntei qual o transporte que deveria apanhar para Belém. Informou-me que tinha o eléctrico e que estava ali para vender bilhetes.

E foi quando contei que há dois anos e em Abril passado, fora a Belém com amigas e que os autocarros estavam cheios não conseguiramos chegar à máquina para obter os bilhetes.

Explicou-me que a venda de bilhetes na paragem começou em setembro, porque as pessoas queixavam-se disso e do receio de pagarem multa. 

Aproveitei para perguntar qual o autocarro que deveria apanhar quando saísse de Belém e em direcção a Santa Apolónia.

O "28", respondeu-me.

Agradeci todas as informações, vendeu-me o bihete para o eléctrico, que achei muito caro. Paguei 2,85  ‎€.

Fui ao MAAT, não vi o interior, apenas queria fotografar.

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O tempo ameaçava chuva, decidi comer algo leve antes de apanhar o autocarro "28".

Fui ao café restaurante à saída do espaço MAAT. 

Oito funcionários que contei. Três do lado de dentro do balcão, dois do lado de fora, os restantes na cozinha ( vieram à porta, vi-os), poucos clientes almoçavam, esperei vinte minutos pela tosta.

Quando o simpático funcionário a trouxe à mesa, pediu desculpa e justificou que a tostadeira estava avariada. 

Mas compensou. A tosta vinha companhada de umas batatas fritas que me fizeram esquecer o tempo de espera.

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Quando deixei o restaurante, chovia bastante. Dirigi-me para a paragem.

Encontrei o mesmo funcionário da carris com quem falara de manhã. Falava ao telemóvel,  perguntei ao colega se aquela era  a paragem do autocarro "28".

"Não, é aquela ali", respondeu-me.

Cerca de quinze minutos depois, vejo ao longe o autocarro 728. As pessoas entraram e, de repente, pensei: "Será que é este o  meu autocarro?" 

Dirigo-me à porta, fiz a pergunta ao condutor, que  não me deu resposta, fechou-a e arrancou. 

Olhei o placard que indicava o tempo de espera dos próximos autocarros. Não havia nenhum "28".

Consultei o mapa na paragem. Estava lá o número 728. Os meus olhos seguiram as paragens e lá estava Santa Apolónia.

Fiquei lixada. Ninguém diz o número completo. Se o autocarro é o setecentos e vinte e oito, porque dizem vinte e oito?

Passou o 728 na direcção oposta, volto ao placard que indicava sete  minutos para chegar à minha paragem.

Calculei que iria dar a volta perto dos Jerónimos, tem paragem por alguns minutos onde entram os estrangeiros. A senhora ao meu lado comentou que se viesse cheio não pararia.

"Como?!", comentei. " Tenho de apanhar o comboio, nem que me meta à frente, ele tem de parar."

Observei de novo o placard, os minutos que faltavam eram os mesmos, aquilo não avançava (não sei que raio de sistema de contagem dos minutos é aquele. Um minuto demora três a passar, bolas!). 

Passaram quinze minutos desde que ele passara no sentido oposto, chegou.

Diz a senhora: " Não vem cheio, tem sorte".

Entrei, ia dizer o destino, comentou a condutora: " não precisa dizer para onde vai, é tarifa única, paga 1,85 €"

"Bolas", comentei para os meus botões " no eléctico paguei 2,85‎€, aqui tem um percurso maior e pago 1,85 ‎€?"

E lá partiu.  Contente porque o trânsito andava, embora com muitas paragens, eis que após passarmos a Praça do Comércio,vê-se a confusão das obras.  E o autocarro não avançava. E eu a perder a paciência.

Mas chegámos.

Chovia imenso. A maioria dos passageiros saiu em Santa Apolónia.

Faltavam quinze minutos para o Alfa partir.

Aos senhores da carris, por favor, não confundam as pessoas. 

Se alguém quer saber qual o autocarro que deve apanhar, não digam, no caso, o "28". Digam o "728".

Estava sujeita a perder o comboio.