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lixo, muito lixo

por Maria Araújo, em 09.08.18

Durante muitos anos,  a feira municipal, que se realiza à terça-feria, ocupava o recinto daquele que foi o Parque de Exposições, que após grandes obras de reestruturação, passou, desde Abril deste ano, a ser o Fórum de Braga, pelo que aquela passou a ter lugar na estrada, cortada ao trânsito neste dia, junto ao monte Picoto.

Acabada a feira, quem por lá andasse, via o lixo de papel e sacos de plástico que jaziam no chão. Aberta a estrada, e enquanto os funcionários da Câmara não chegavam para o limpar, quem passasse de carro era surpreendido por uma folha de papel de jornal, ou um plástico, que batia no pára-brisas,  porque o vento era forte levava tudo pelos ares.Passou, recentemente, esta feira para o parque de estacionamento do monte Picoto.

Por que falei de feira e de lixo, à quinta-feira, num espaço mais pequeno junto à entrada do mercado municipal, há, também, o que eu chamo de uma mini feira.

As tendas dos vendedores de etnia cigana estendem-se ao longo do passeio que circunda o mercado, gerava-se uma confusão à entrada, as pessoas que iam às compras passavam com os carrinhos tinham de fazer algum malabarismo para conseguir entrar, eles não se desviavam um millímetro, foram muitas as vezes que tive de pedir licença para passar, até que, uma dada altura, a polícia municipal andava por lá tentando manter alguma ordem, e tudo corria bem.

Ora o mercado está previsto fechar para obras  há mais de um ano, e até ver continua a funcionar, afastou dali os vendedores.

Convicta que a mini feira tivesse acabado, numa quinta-feira que decidi ir a pé ao mercado, já em frente à Arcada  e uns metros à frente, vi uns toldos do que me pareceu ser uma feira ocasional, meti por esse caminho, eis que os  vejo todos lá, os vendedores. Comentei com o meu decote: " afinal a feira continua, só mudou de lugar".

Nunca mais passei por lá.

Combinara almoçar, hoje,  com uma das minhas sobrinhas, era cedo, demos um passeio, queria mostrar o restaurante vegan e self-service que gosto, metemos por esse caminho e que dá acesso ao restaurante, vejo as tendas e os vendedores.

Expliquei à minha sobrinha o que era aquilo, demos mais uma volta, chegou a hora do almoço, escolhemos uma mesa na esplanada, estava uma temperatura boa para a nossa refeição lá fora.

Ao lado da esplanada ouviam-se as vozes dos vendedores e os ruídos da desmontagem das tendas. 

Deixamo-nos ficar a conversar naquele agradável espaço, por volta das 15h deixamos o restaurante.

Referi que aquele acesso fica a escassos metros da Arcada, o lugar de referência da cidade, muitos turistas passam aqui, eis que no chão, e do lado de dentro da porta, estava uma folha de papel amarrotada. Quando passamos a porta, deparamo-nos com o  imenso lixo  que o vento forte espalhava pela rua e em direcção à Arcada. Em frente à saída estava a ser desmontada a única tenda, não me intimidei, peguei no telemóvel e fotografei.

Comentava então com a minha sobrinha, que os vendedores tinham por obrigação, e à medida que vendiam os seus produtos, guardar os sacos e os papeis, os levassem para novas feiras e/ou  os deixassem nos respectivos ecopontos. Ou  a Câmara providenciar dois ou três que permitissem que, depois de desmontada a feira, os vendedores juntassem o plástico e o papel e o depositassem lá.

Se desde sempre eles fizeram este chiqueiro, quando lhes foi dado este novo espaço no centro da cidade, a Câmara devia ter feito um acordo com eles no sentido de os educar a preservarem o local.

Estamos numa era que precisamos de poupar o ambiente, e assim como nas festas da cidade ( Braga Romana, São João, Noite Branca) a Câmara providencia contentores de lixo e ecopontos nas várias ruas do centro, porque não habituar estes "profissionais" do sector grossista a respeitarem o ambiente no seu local de trabalho, usando os ecopontos?

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 (as fotografias são do lixo junto à saída do restaurante; havia muito maisespalhado naquela área)

 

 

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o directo

por Maria Araújo, em 02.08.18

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Estive hoje na praia, cheia de banhistas, sempre debaixo do guarda-sol, a água estava um pouco fria, mas sabia bem porque a temperatura estava alta, na hora do pico de calor fomos almoçar, voltamos à praia depois das 16h, estivemos até às 18h, quando regressamos a casa.

Não gosto de conduzir com temperaruras tão altas, os próximos dias não tenciono ir à praia, cansa o calor que faz.

À hora das notícias,liguei a televisão, queria saber as temperaturas que fizeram em todo o país assim como se haviam incêndios. 

Ora, depois de  várias reportagens em várias cidades, em directo uma jornalista mostrava a praia de Carcavelos, que, àquela hora, 20h15, ainda se viam muitas pessoas na praia.

Entrevistadas algumas, a jornalista faz um parêntesis, e em frente à câmera, pede às pessoas, os espectadores, que tenham mais cuidado com  o que deixam na praia.

A câmera mostra, então, vários espaços cheios de lixo.

Inacreditável!

Como é possível saírem da praia sem recolherem o lixo que fazem e pô-lo nos caixotes que, com certeza, existem no areal?

Como podemos condenar o país, x, o presidente y, se somos, também, responsáveis pelo nosso país, pela nossa cidade, pela nossa casa?

Ontem, numa pequena reportagem sobre a seca na Austrália, um casal, dono de uma fazenda, dizia a senhora que o problema da comida para os animais resolvia-se, o que não conseguiam resolver era a falta da água, acrescentando que nas cidades há comida e água e os cidadãos não têm consciência do que se passa no campo, das dificuldades que enfrentam na produção de cereais e criação de animais, só lhes restava esperar que Deus lhes desse a chuva que lhes falta.

Usufruámos do melhor que temos: a praia, o campo, a cidade, mas não nos esqueçamos que cada um de nós é responsável por aquele bocado de terra que ocupamos.

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doidices minhas

por Maria Araújo, em 23.04.18

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Tinha escrito neste meu post que num dia de sol iria dar um passeio pela Foz no Porto.

Ora o dia chegou mais cedo, e inesperado, pois estava à espera de ir a uma consulta à clínica em Lisboa mas como o pequeno problema que tinha num dente podia ser resolvido no Porto, sexta-feira, ligaram-me, foi marcada uma consulta para hoje ao fim da manhã.

Gostei da médica (jovem e simpática) meia hora no consultório, tudo correu bem, feita a reparação, saí com destino à Foz, tinha a tarde para mim, estava quente, decidi ir a pé.

Mais à frente da clínica, reparei numa loja com umas roupas engraçadas, para todas as idades e estilos, com uns preços bastante interessantes, entrei, e apesar de muitas das peças serem tamanho único, comprei duas blusas.

Era hora de almoço, estava com fome, fui caminhando até que vi o supermercado Bom Dia, atravessei a rua cujos semáforos foram feitos para os automobilistas pois estive uma eternidade à espera que abrisse o dos peões, almocei por lá.

Uma horita a descansar, aproveitei para ler e comentar alguns blogs.

Mal eu imaginava o que tinha para andar. A paragem de autocarro estava ali à minha frente, não me passou pela ideia apanhá-lo e sair na rotunda do Castelo, queria tomar por lá o café, fui andando, andando, andando e o Forte ( Castelo do Queijo) não me aparecia à frente.

Passo ao lado do Parque da Cidade, calculei que estava perto da rotunda, mas a cada 100 metros comentava comigo " que doida, Maria, fazeres estes quilómetro a pé. Porque não apanhaste o autocarro?" , e continuava a andar na expectativa de ver o Forte, a rotunda, o mar.

Não fazia a miníma ideia do comprimento da Avenida da Boavista ( sempre fizera o percurso de carro), cheguei 45 minutos depois de sair do supermercado, junto à Cufra.

Sentei-me na esplanada a tomar o café, deixei-me estar a ver o mar, reparei que os autocarros que vão para o centro param perto  do Castelo, fui dar um passeio pelo paredão, em direcção à Foz do rio Douro, caminhei cerca de 4 km, até à Praia dos Ingleses... E fiquei por aqui.

Surge-me aos meus olhos uma paragem de autocarro, apanhei o 500 que passava em São Bento, onde queria ficar para regressar a casa (cansada que estava adormeci no comboio, ahahah!).

Contas feitas, andei cerca de 9,5 km.

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E o que vi?
Vi muitas pessoas na praia, casais 3ª idade que apanhavam sol, uns vestidos, outros em fato de banho, pescadores, namorados, estrangeiros, grupos de jovens que brincavam na praia, pescadores, esplanadas cheias e...muito, muito LIXO!

"Que praias sujas, que mau aspecto! De que estão as Câmaras à espera para as limpar? Do Verão?"

Com tanto turista cá de dentro quanto lá de fora, é tempo de limpar ", comentei. Até um skate carcomido da água do mar jazia junto às rochas perto do passadiço. Fiquei desolada, porque era de mais o lixo que se estendia ao longo da praia.

À parte a minha desolação, deliciei-me com o passeio e, como seria de esperar, cá estão algumas das fotografias.

 

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E o lixo

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coisas do meu dia (adenda)

por Maria Araújo, em 27.11.17

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Hoje de manhã, levantei o estore do quarto, sorri de contente porque os funcionários da AGERE não levaram os monstros, que contei aqui.

Vi que o gajo pôs a tralha a ocupar o espaço de estacionamento para pessoas com deficiência (existe uma placa) , com o pormenor de ter deixado um aparelho de televisão, que os funcionários não levam.

Saí para umas compras, cruzei-me com o vizinho do lado, o primeiro a vir morar para este prédio, há cerca de 50 anos. 

Parou e perguntou-me de quem era o lixo que estava  no passeio.

Respondi-lhe que é do P e que ele tem uma sorte do caraças porque não cumpre com os horários estipulados para colocarmos o lixo à porta e nunca teve multa (que eu saiba).

Não faço queixa porque não quero mais problemas a acrescentar aos que tive há anos (a polícia veio cá várias vezes) aquando das obras que fiz em casa.

Quem quiser que o faça.

Eis aqui a tralha de sua excelência o P , o vizinho do 1º andar.

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 27.11.17

Por volta das 22h30 o estrondo de algo a cair escada abaixo era demais.

Achei estranho. O vizinho de cima não faz à noite o que deve fazer de dia, eu e o do r/c, idem, o do 1º andar é um palerma, um mal educado, um louco, berra se há obras no prédio. 

De repente ouço a porta do 1º andar fechar e porque são frequentes  as vezes que ele põe tralha lá fora, pensei: " foi ele!".

Uns minutos depois, fui à janela.

E lá estão: uma mesa de cozinha e um baú.

Palerma se fossemos nós a fazer barulho era capaz de mandar um berro.

É o único morador desta rua que põe o lixo à tarde, muito raramente à noite, e o palerma  tem tido sorte, nunca é apanhado pela fiscalização.

Ora, este lixo grande deve ser comunicado aos serviços municipalizados, no caso a AGERE, especificar que objectos são, o número de peças a pôr na rua, marcar o dia, e o lugar no passeio a ser colocado para que os funcionários da recolha dos monstros o vejam e levem.

Mas há sempre os chicos espertos que põem sofás velhos junto aos contentores de reciclagem, ficam dias e dias expostos à chuva e ninguém leva porque suas excelências não contactam os serviços. Da tanto trabalho!

Então, este senhor meu vizinho teve a esperteza de colocar a tralha junto à árvore e fora do passeio para que os homens do lixo a levem.

Mas vou estar atenta.

Ao domingo passam depois da meia-noite. Até quero ver se o levam.

É que quando eu pus este lixo, foi com autorização dos serviços e eu ainda tive o bom senso de explicar aos funcionários da recolha o porquê dele junto à árvore.

Eu ficaria muito contente se os homens não levassem os monstros.

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coisas do meu dia, digo...

por Maria Araújo, em 30.10.17

da minha noite.

A pequena obra da semana passada, fez pó e entulho, enchi três baldes e uma bacia grande.

Como se meteu o fim de semana, deixei tudo acomodado na marquise, hoje seria o dia de o levar para um aterro.

Sempre contactei a AGERE para marcar recolha de monstros, nunca me deixaram sem resposta, tudo marcado via e-mail, na sexta-feira, contactei-a via eletrónica, a pedir que me informassem o que fazer com este lixo e nomes de locais onde deveria deixá-lo.

Hoje tive a resposta: como eram apenas cinco baldes, poderia colocá-lo  no lancil da porta na próxima 4ª feira a partir das 22h.

À excepção de um balde velho, um do chão e dois do lixo e que são necessários na garagem, lembrei-me que não ia pô-los à porta de casa e os funcionários recolheriam tudo, ficava sem os baldes.

Enchi quatro sacos de supermercado com este lixo e areia, uns mais pesados que outros, o balde velho balde enchi-o com os grandes pedaços de entulho.

Depois de jantar, fui pôr, um a um, porque eram muito pesados, no lancil do passeio.

O camião do lixo passa por volta das 22h30, fui para a varanda aguardar que viesse recolher, desceria as escadas e falaria com os homens.

Estava na varanda com o telemóvel a navegar na internet,  lembrei-me de consultar de novo o e-mail.

Foi então que reparei que a mensagem dizia que devia colocar o entulho na 4ª feira a partir das 22h.

Desci as escada à pressa, ia tirar o lixo do sítio e pô-lo junto à garagem. E de repente, lembrei-me, também, que não havia recolha porque amanhã e feriado.

Já fora da porta, parei! " Não, Maria, o feriado não é amanhã, é na 4ª feira", comentei para os meus botões.

Decidi esperar por eles e tentar que o evassem hoje.

A noite é fresca, claro, senti algum frio, até que subi e esperar que viessem  na varanda.

Mal entro em casa, ouço o ruído do camião, pego no telemóvel com o e-mail aberto, e desço.

É costume dois funcionários recolherem o lixo, falei  com um deles, mostrei a informação e pedi desculpa por ter posto o lixo hoje, mas não reparei que estava marcado para 4ª feira, e se pudessem levá-lo hoje...

Duas vezes repetido, a resposta dele foi esta: "Claro que sim, levamo-lo já. Mas com estes sacos de lixo podia ter posto duas cervejas fresquinhas como agradecimento deste jeito".

Eu agradeci e pensei que sim, eu até lhes dava duas cervejas fresquinhas, se as tivesse, porque nesta altura do campeonato / estação do ano, não compro cerveja. 

Ufa! Livrei-me do lixo!

Que alívio!

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a obra

por Maria Araújo, em 27.10.17

Desde manhã cedo, e prescindi das minhas aulas no ginásio, e até há cerca de meia hora, andei a limpar pó e mais pó.

A minha mão mexia no cabelo sentia-o áspero, parei as limpezas, e até porque o serviço não está completo, só arrumo as coisas nas prateleiras quando estiver acabado, fui tomar um banho de tão suja de pó me sentia.

Nunca imaginei que substituir uma porta fosse fazer tanto lixo.

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O 1º dia do ano na praia

por Maria Araújo, em 11.01.14

O dia estava sereno, precisava de fazer a minha primeira visita de 2014 à praia, sentir o cheirinho a mar e ver como estava o areal depois da tempestade dos primeiros dias da semana.

Fresco, mas agradável, mublado, o areal estava cheia de lixo que o mar trouxera para mostrar aos homens que não quer a sua água poluída.

Uma tristeza invadiu a minha alma.

Odeio ver a praia com lixo.

Em Esposende, à entrada da praia, estava um caixote rebentado com o lixo à mostra, sinal de que a câmara não recolheu os restos da época balnear.

Uma decepção. Só limpam a praia lá para maio, como é costume.

Mas esquecendo o lixo, toda a tarde foi bem passada.

Almocei no café em frente ao mar e regressei ao carro novamente, pela praia.

Dirigi-me a Ofir. A rampa de acesso à praia estava vedada mas do lado sul, os surfistas procuravam as ondas enquanto ao fundo as máquinas trabalhavam na construção de barreiras  junto ás dunas.

Os pescadores aproveitavam a serenidade do mar para "ver" se pescavam algum peixe, ou seria para se distraírem (há muitos anos, o meu irmão mais velho tinha imenso prazer na pesca, fizesse sol ou cuhva, pelo relaxe que sentia, mesmo que o peixe não viesse ao anzol).

Fui em direção a Apúlia, a praia da minha infância e  da "saudosa" adolescência.

Desci as pedrinhas, o local com areal mais vasto. As pessoas observavam os estragos que o mar, tão calminho hoje, fez.

O areal está muito mais pequeno, agora.

O sol dava o seu ar de graça, afastando as nuvens e convidava-nos a clicar na máquina fotográfica.

3 horas foi o tempo  que lá estive a sentir o cheirinho delicioso do mar.

De regresso a casa, a escassos 2 quilómetros, o nevoeiro tornava-se intenso.

Em Braga estava cerrado.

Hoje, dia 11 de janeiro de 2014, apostei bem no meu primeiro dia de praia de 2014.

E chuva regressa na próxima semana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sol, esplanada, praia...

por Maria Araújo, em 13.12.09

 

 Esposende
Ontem, estive a trabalhar no pc até às 2:30h. Fui descansar preparada para acordar às 11:00h e conduzir os cerca de 35 km, pela auto-estrada, até Esposende.
Acordei muito cedo. Cansada, deixei-me estar à espera que o sono voltasse para ficar mais um pouco na cama, mas não. Esta cabecinha quando não quer dormir, o corpo reage, salta da cama e vai à vida.
Foi o que aconteceu hoje, logo de manhã.
Saí de casa por volta das 11:00h disposta a tomar café no “Pé no Rio”, onde posso usufruir de esplanada, sol, rio e, seja eu sincera, de uns motards que os olhos não se imiscuem de apreciar. E nada melhor que os óculos de sol para os observarem, com discrição.
Levei um livro que comprei para oferecer no Natal. Como me tem  despertado a curiosidade  de o ler, fazer-me rir e pensar nos comportamentos que eu e todos nós temos, obviamente, vai ficar comigo.
O sol deixava-me estar serenamente a deliciar-me, não só do seu calor, mas também da leitura do livro, até ser interrompida pelo toque do telemóvel.
Cerca das 12:30h saí da minha leitura para ir  em direcção à praia.
Como eu gosto de passear pela praia, com este sol radioso e quente! Não estava frio de mais. Até senti algum calor, pois agasalhei-me para  o momento.
E lá fui eu dar a caminhada. Maré alta, mas nada de fúria. Muitas algas estendidas na praia, misturadas com lixo, que o mar trouxera para terra.
Garrafas de plástico, de vidro, chinelos de adulto, bidões de gasolina, tudo aquilo que nós nos encarregamos de deitar ao mar, e que este  teima em o trazer de volta para nos mostrar que não o quer.Em dias de raiva, trá-lo.
Louvo -o pela sua raiva. Louvo-o pela sua imensidão. Louvo-o porque nos faz pensar que, se nos dá serenidade, energia e sensações únicas que só nós sabemos apreciar, também é capaz de sentir o quanto sofre e se revolta com  o descuido dos nossos prazeres.
Regressei pelo interior. As vivendas, algumas muito antigas, cercam as ruas estreitas que dão acesso à praia. Fiquei satisfeita com o arranjo destas. Há pouco tempo havia muita areia, e os transeuntes tinham de fazer o seu trajecto bem junto aos muros que cercam as casas, pois os carros estacionados, em tempo de praia, eram muitos. Então, fizeram passeios o que evita o estacionamento indevido.
Voltei à praia para regressar ao carro. Mas lembrei-me de ir ao meu bar favorito, junto à estrada e a caminho da praia,  e comer a minha tosta de fiambre e o panaché. Já estava na hora de matar a fome.
A temperatura estava convidativa. Sentei-me na esplanada. A dona aproximou-se, reconheceu-me e cumprimentou-me com muita familiaridade: « Bem-vinda! Há quanto tempo, minha jóia! Bendito sol que traz as pessoas a este bar!»
Sorri e agradeci a amabilidade da senhora. Há quantos anos eu lá vou ! Estas pessoas não esquecem os clientes, não! Sempre que chegava um cliente, ela tratava-os com muito carinho e dizia, «Ai que o sol de Inverno convida as pessoas a saírem dos seus ninhos! Nada melhor que o sol para alegrar a vida”.
E assim fiquei mais um pedaço a ver as fotos que tirara e a desfrutar de um calorzinho muito agradável.
Mas como o trabalho de professor exige horas em casa e não pode ser descurado, estava na hora de regressar a Braga.
Bem disposta, com energia para uma semana de trabalho, com mais dois dias de sol, porque Quarta-feira a chuva regressa, está na hora de voltar às grelhas de avaliação dos meus pupilos, que amanhã vão querer fazer a auto-avaliação a que têm direito.
Amanhã, vou postar algumas das fotos que tirei. As que mostram a beleza da praia e do mar,  e o lado revoltoso deste: o LIXO.

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