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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

parece-me que hoje

Maria Araújo, 19.01.18

foi o dia de ver coisas caricatas.

De manhã, no ginásio, foi isto.

Depois do ginásio, passei pelo Lidl para  fazer algumas pequenas compras habituais de artigos de limpeza.

Passei pelo pão, e deparo-me com uma boa quantidade de sacos e luvas caídos no chão.

Não consigo perceber como é que as pessoas tiram os sacos sem que venham uns quantos juntos e caiam no chão, que não os apanhem e os deixem de lado, quiçá, entreguem ao funcionário desta secção.

Ok! A pessoa tem de se baixar para os tirar, mas se estivessem à mão, a coisa seria igual.

O que faço para tirar um? Baixo-me, com uma mão amparo os sacos e com a outra tiro o que está em cima. E com as luvas faço a mesma coisa. 

 

Hoje de tarde, passei pelo cemitério, e de seguida voltar ao  Ikea para comprar o outro candeeiro de mesa de cabeceira, que escrevi nestes post.

A caminho deste, com um sol tão bonito, antes de entrar na loja, subi ao terraço do centro comercial para tirar umas fotos ao pôr-do-sol.

Depois disto, entrei no Ikea e fui lanchar. Vou para a fila, peguei num tabuleiro. Mais à frente, estavam os pratos de seobremesa, peguei num, escolhi um rolinho de canela. Na caixa pediria um pingo ( 0,50 €  por um bolo e um pingo ????). 

Ora estava eu na pequena fila para escolher o bolo, vejo uma rapariga que teria 30 e poucos anos que vem do lado contrário à fila, mete-se à  frente do casal que estava à minha frente, com a mão pega em algo que me parecia  ser um pão com chouriço, vira costas e vai para a caixa  pagar.

Olhei para ela, estupefacta. Pego nas pinças para tirar o bolo que escolhi, eis que a vejo, agora à minha frente, põe o dito alimento no sítio, comenta qualquer coisa para si própria, passa por trás de mim, presumo que para escolher um croissant.

Vou para a caixa, o funcionário estava a atender o casal, pediu-me que esperasse um pouco. De repente,  a menina  aparece do outro lado da caixa, fica atrás do casal( presumi que fosse familiar do casal, mas não era)  trazia na mão, o que me parecia ser o pão com chouriço. Caramba, tinha pousado o pão no tabuleiro e voltou de novo com ele na mão?

Quando me preparo para pagar, ela saca do dinheiro, paga e vai embora.

Não fiquei minimamente chateada por ter passado à minha frente. O que não gostei foi de a ver pegar o que escolhera, com a mão.

E eu fiquei parva porque acho que ela não atingiu nada do que fez. Ou esqueceu-se que há tabuleiros, pratos, guardanapos de papel, para se servir.

 

 

 

 

"Ai, que mãos tão geladas!"

Maria Araújo, 29.11.17

Fui visitar a minha amiga Alice.

Durante o Verão, prometera a mim mesma visitá-la, mas o calor, com o qual não me dou, fazia-me ficar em casa, adiava constantemente.

Quando abriram a porta surge ela,  rosto sorridente. Estava, hoje, nos dias normais.

Uma das nossas amigas dissera-me que um dos dias que a visitou ela estava muito abatida, nem parecia a Alice que estamos costumadas ver.

Abracei-a e dei-lhe um beijo. Perguntei-lhe quem era eu. Nenhuma das vezes que o fiz ela disse o meu nome. Hoje, era o da minha irmã que ela tinha na mente.

Descemos os corredores daquela Casa de Saúde. A minha intenção era darmos um passeio pelos jardins, apesar do frio que fazia, mas agasalhadas que estavamos, superaríamos, pensei... e mal.

Há um café  na Casa de Saúde. É hábito os familiares levarem os "doentes" para um lanche. Havia-o feito com a Alice a primeira vez que lá fui, e porque apareceram mais duas amigas juntamo-nos e lanchamos com ela.

Das outras vezes, ela dissera-me que tinha lanchado, não queria nada ( sempre que lá vou, ofereço uns chocolates ou biscoitos).  Descíamos, então, os corredores até que junto à porta do café, ela a meu lado , mete-se à minha frente para entrarmos.

Percebi que queria comer. Escolhemos uma mesa, perguntei-lhe se queria lanchar.

Nunca disse que sim. O sim dela era encolher os ombros, emitir algumas palavras inacabadas.

Eu dizia leite, sumo, bolo, ao mesmo tempo que apontava para o balcão onde se viam os sumos.

Um prato com um bolo de laranja, caseiro, em cima do balcão, destacava-se dos bolos de pastelaria menos apetitosos e convidativos.

Ela quis uma fatia de bolo e um sumo.

Enquanto a funcionária preparava o lanche, eu, de pé, tentava que ela falasse alguma coisa, até que  afago-lhe o rosto e : " Ai, que mãos tão geladas!". Foi a única frase completa que saiu da sua boca.

Veio o lanche. Ia comendo de uma forma que me pareceu inquieta. Partia pedaços grandes da fatia de bolo, mãos um pouco trémulas,  metia-o à boca, comia sem proferir uma palavra. Deixei-a comer sossegada.

Pegava no pacote de sumo, que segurava mal, percebi que tinha alguma dificuldade em levar a palheta à boca. Perguntei-lhe se queira um copo, dizia que não. De repente, ela agita o pacote e percebe que ainda tem sumo, mas não consegue sorvê-lo. Delicadamente, tirei-o da mão e reparei que com as trémulas mãos tirara a palheta e metera-a ao contrário: a parte mais comprida fora do pacote. Pus direita. Bebeu o sumo todo.

Pensei para os meus botões " Será que também tem Parkinson?"

De quando em vez, perguntava quais as actividades que fazia. Se pintava,  se desenhava.  Vendo as suas unhas pintadas, perguntei se fora ela que as pintara. Ou dizia que não, ou não conseguia completar as frases.

Às tantas, aponta para a minha camisola, com um tira em malha na gola, perguntei se gostava dela e se era bonita.

Respondeu que sim.  E comento eu de imediato: " Eu também sou bonita".

Em uníssono, saiu-nos uma gargalhada. Fez-me bem esta sua gargalhada.

Decide levantar-se. Estava a parecer-me de novo inquieta.

Fomos até ao jardim. O vento era muito frio. Subimos os fechos dos nossos casacos.

Ela não estava a aguená-lo, tosse um pouco e diz " Tenho tosse!" Está frio".

Fomos  para o corredor onde fica a sala dela, sentámo-nos a ver e ouvir as senhoras  que por lá andam, também.

A funcionária veio ter connosco, entreguei-lho os biscoitos . E soube que a Alice lanchara antes de eu chegar.
"Lanchou duas vezes", comenta a funcionária. E pergunta-lhe: 

" Esta senhora é irmã?"

A Alice olhou para mim. Não soube responder.

Respondi que era  uma amiga. 

Ela repetiu a palavra "amiga" e quando a funcionária lhe perguntou o meu nome, voltou a olhar-me e disse o nome da minha irmã.

Ela vai dizendo alguns nomes das amigas ou família que se lembra no momento, nada mais que isto.

A funcionária comentou que a minha amiga é muito educada, limpa, boa pessoa. Por vezes anda deprimida, vai-se abaixo, não consegue comunicar com as outras pessoas. Assusta-se com tudo e tem medo.

A grande amiga da Alice, mais que uma irmã de sangue, telefonou para a Casa de Saúde a pedir que, amanhã, a vistam bem porque vai buscá-la para sair.

Além da família, esta amiga é a única pessoa que tem autorização para levar a Alice a almoçar ou passear.

17horas, despedi-me. Ela ria-se.

E prometi voltar dentro de 15 dias.

 

enquanto eles estiverem cá

Maria Araújo, 14.01.17

não me canso de falar deles.

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Fomos lanchar. Os meninos, nas suas trotinetes, não dão trabalho porque não estamos constantemente a dizer " vem António! olha que cais, Francis", ou o " é por aqui" e eles dizem " não quero!"

Com as trotinetes só temos de estar atentas ao piso, porque eles têm um "pedal" para andar nelas! E com alguma velocidade.

E com o pequeno, destemido que é, não há mãos que o detenham.

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Tenho pena que a sobrinha neta luso-irandesa estivesse cá por pouco tempo. Gostava muito de  a ter por perto e de a ver brincar e conviver com os primos.

 

 

hoje foi dia de lanche

Maria Araújo, 07.07.16

em casa de uma colega, um jardim para desfrutar, a piscina convidava ao banho (não levei biquini),uma mesa cheia de tudo, conversa animada, a surpresa de uma colega reformada há alguns anos que nunca mais vi e a visita de uma ex-colega cujo marido, brasileiro, reformou-se, ela deixou o emprego e foram viver para o Brasil, passando férias de verão na sua casa dae aldeia perto de Póvoa de Lanhoso.

Uma tarde super bem passada.

Amanhã é dia de almoço com dois queridos bloggers: coisas da fonte e A

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