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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

mais coisas do meu dia

Maria Araújo, 14.11.17

Carro na revisão e inspecção anual, aguardo telefonema para o ir buscar.

Fiz a marcação na passada semana. Quando entreguei o carro, a funcionária perguntou-me se precisava dele para hoje. 

Eu - Hoje, não. Mas amanhã de manhã quero ir ao ginásio- , respondi - se tiver de ficar para amanhã, paciência. Só quero que me avisem com tempo. Ou ponham pronto hoje, nem que seja à hora de fechar - sugeri.

Ela - Ah, é que tem de ir à inspecção! Pronto, deixe ficar e nós ligamos-lhe.

Há anos que deixo o carro na oficina nunca levantaram dificuldade em entregar o carro no mesmo dia. Têm muito serviço? Lamento, eu marquei. Não podiam aceitar mais trabalho para hoje, combinavamos outro dia, tenho até ao fim do mês para fazer a inspecção.

18H10,  estou aqui à espera da chamada.

E por falar em carros, e já escrevi um post sobre o assunto ,  tem sido um abuso aqui na entrada para a minha garagem por parte das mesmas pessoas que sistematicamente estacionam as suas viaturas junto à árvore que separa o lancil do passeio e a entrada da garagem do prédio vizinho, e por que aqui neste bocado de espaço não são multados, têm a lata de  fazer deles o espaço que é nosso de modo que vemo-nos aflitos para entrar e sair da garagem com os nossos carros.

Hoje de manhã, mal saí de casa para ir levar o carro à oficina, vi  que saíria do gaveto com alguma dificuldade, mas como o meu é pequeno, com alguma paciência e manobra conseguiria. Pelo contrário, os inquilinos do andar de cima ( pai e filho) que têm carros grandes, de certeza que teriam de chamar a polícia para os rebocar porque não conseguiriam sair.

Parei o carro entre os dois estacionados, peguei na minha pequena agenda de bolso e escrevi numa folha e para cada um deles ( vêem-se na fotografia), mais ou menos isto: " Respeite o acesso à entrada e saída dos carros dos moradores do prédio. A próxima, chamo a polícia".

Depois do almoço, ouvi o vizinho do andar de cima sair para o trabalho.

Fui à janela ver se os dois carros ainda estavam lá estacionados.

O que estava em frente à árvore já não estava, o outro sim.

Chamei-o e disse que tinha sorte porque de manhã estava um carro em frente à arvore que impedia a saída dos nossos.

Diz-me ele: " Ontem, a melhor forma que encontrei foi sair  em sentido contrário porque não tinha espaço para fazer a manobra e dei a volta onde não havia carros estacionados para descer a rua." 

Esta rua tem um sentido.

Uma coisa tenho a certeza. Fizéssemos nós o mesmo junto à casa destas pessoas, tinhamos de procurar os nossos carros na polícia. É que o egoísmo delas levam a fazer aos outros o que não gostam que  lhes façamos. 

 

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Pneu furado

Maria Araújo, 10.11.14

Levanta-se a "je" cedo, prepara-se para ir ao ginásio, sai a horas de casa com a vontade de caminhar no tapete antes da aula de Pilates, vai para o carro, olha para baixo e  "oh, que chatice, pneu  furado!"

Que decepção!  

Lá vai a "je" à oficina pedir que venham mudar o pneu e, já que está na hora da inspecção, que levem o carro.

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A Essência de

Maria Araújo, 20.02.13

 um blog que eu costumo ler com muito carinho, transcrevo, na íntegra, este post.

 

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Para os mais sensíveis, desculpem o título, assim como a imagem, mas há coisas que me tiram do sério...

Este governo é uma grandessíssima palhaçada pegada! Cambada de conas moles! Agora querem obrigar as pessoas a pedir factura para poupar-lhes a vidinha. Era bom era. Agora sou lá fiscal ou o quê? Mas pagam-me porventura para esta função?! Se isto tem lá cabimento, hã? Até porque devia-se partir do principio que os estabelecimentos - sejam eles quais forem - tinham que simplesmente passar a dita factura, ponto. Não tinha cá que haver a conversa «quer factura?». Não há o se isto ou se aquilo. É algo que devia ser mecanizado, acabou-se! É que simplesmente vou manter a minha postura como sempre tive. Não sou cão de guarda de ninguém. Isso é ponto assente! E por aí, há fiscais ao serviço do governo?
 
" Vai ser mais ou menos assim:
- "Bom dia. Sou Inspector tributário."
 - "Bom dia. E o que eu tenho a ver com isso?"
- "É que eu queria fiscalizá-lo."
 - "Fiscalize, se não tem nada melhor para fazer."
- "Tomou café?"
- "Ah, muito obrigado pelo convite mas eu não estou autorizado a tomar café com estranhos."
- "Não, não é isso, pretendo saber se o senhor cumpriu as suas obrigações fiscais ao tomar café. Se exigiu factura."
- "Então não lhe respondo."
 - "Não me responde?"
 - ""Não." -
"Mas porquê?" -
"Porque não sou obrigado. Se me faz a pergunta a título particular não sou obrigado pela própria natureza das coisas. Se faz como inspector, no âmbito de uma acção de fiscalização, então invoco o direito ao silêncio, uma vez que não sou obrigado a incriminar-me."
 - "Mas eu exijo que o senhor me informe se bebeu café e que me mostre a factura."
- "Pode exigir à vontade, que eu recuso confessar  que não cumpri as minhas obrigações fiscais para que o senhor me autuar. Se quiser investigar, investigue à vontade, que é essa a sua função, mas não conte com a minha ajuda."
- "Então o senhor não sai daqui até me exibir a factura!"
- "Está enganado. Exibir não exibo porque não quero. Revistar-me à procura dela não vai fazer porque não tem mandado para isso e eu não deixo. Deter-me não pode porque eu não sou suspeito de crime nenhum. Por isso..."
- "Então vou perguntar ao empregado se o senhor tomou café e se pediu factura."
- "Faça favor, mas quando voltar já cá não estou. Passe bem e já agora aproveite para ir tomar no..."
- "O quê? O que é que o senhor disse?"
 - "Para o senhor ir tomar no... balcão um cafezinho, porque consta que são muito bons. Eu é que não confirmo nem desminto se já tomei." -
Manuel Soares