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cantinho da casa

cantinho da casa

A série

Muito se tem falado e escrito sobre a série Rabo de Peixe.

Não tenho a Netflix.

A sobrinha decidiu aderir, até porque tem séries engraçadas para os mais pequenos,  e nesse mesmo dia, estava eu em casa dela, começámos por Rabo de Peixe.

Sem saber que viria a ver a série,  lera este post da Marta, que tem o dom de fazer uma análise dos  livros, dos filmes ou séries que vê, fiquei com uma boa impressão do que seria a trama.

Também li várias opiniões negativas ao uso muito frequente de linguagem imprópria e a ausência do sotaque açoriano.

A ilha Rabo de Peixe careceu de imagens que mostram a sua realidade, vida e pobreza dos seus habitantes, e  paisagens da(s)s ilha(s) que não conheço.

Quanto à linguagem não me incomoda ouvir quando neste contexto de cinema ficcional.

Também em pessoas que a usam sem querer ofender quem quer que seja, mas só porque faz parte do seu humor em contar as coisas.

Então, em dois dias vimos a série.

Gostei?

Sim!

Algumas falhas que me pareceram que estavam à vista, no caso dos personagens da PJ, que foram pouco eficientes e seguiram pelo caminho errado.

Gostei de todos os personagens principais, acho que desempenharam muito bem o seu papel, muito natural, como se da realidade se tratasse.

Contudo, há uma personagem que me conquistou : Carlinhos.

O jovem gay, de coração cheio de amor, um sorriso bonito, sempre pronto a ajudar, católico, adora música e tocar para  o coro da igreja,  o moderador das acções do grupo e que no final foi quem seguiu o sonho de deixar a ilha, com o amigo, Eduardo, o personagem principal. Este surpreendeu-me desde o início da história.

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viagens que deixam saudades

Gosto de viajar, mas nem sempre o faço, sobretudo para fora do país.

À medida que os anos passam mais gosto de ficar cá dentro e, se possível, visitar, acompanhada ou sozinha, as cidades e lugares que não conheço do meu país.

O coronavírus deu-nos as voltas, ainda tive a sorte de conhecer Reguengos de Monsaraz, a poucos dias de ficarmos confinados.

No ano passado conseguimos passar alguns fins-de-semana  na  casa de praia da sobrinha ( este ano, as saudades dos fins de semana são muitas, não podemos sair do concelho, espero que depois da Páscoa, se não subirem os números da covid19, possamos sair e, finalmente e felizmente, descansar e gozar a praia e o pinhal que amamos; e porque o menino adora aquele lugar),  no Verão fui visitar Chaves, dois dias apenas, creio que, este ano,  dê para sair daqui, sobretudo porque,se tudo correr bem, o turismo português irá para as praias e eu vou tentar outros lugares.

Esta semana tenho andado a  ver os poucos lugares que visitei, a recordar o que vivi, as pessoas com quem fui, fiquei com saudades de visitar as Ilhas Gregas, ou conhecer outras ilhas. Ou  talvez ir a Itália, à Croácia,  mas  acho que já não me vejo dentro de um avião. A não ser que me desafiem ( estou a ficar velha, já não tenho pedal para pensar em aviões,ahahahah).

O  tempo passa demasiado depressa, em 2006 fui às Ilhas Gregas, ( nesse ano fui também a Nova Iorque e Boston), muito está aqui guardado no baú das recordações, que são as fotografias. Rostos mais jovens, corpos mais esbeltos, risos que se soltaram, cansaços de tanto caminhar, jantares, paisagens, praia, pores-do-sol.

Gosto da luz do Mediterrâneo, gosto de mordomias, de bons hoteis ou casas de turismo de habitação, das noites, mais que dos dias, quentes do Verão.

Mas tenho um tempo limite na minha estada: no máximo cinco dias.

Nunca gostei de estar muito tempo fora de casa. 

 

Mykonos

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Santorini

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Creta

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Saudades!

de regresso e de partida

Partida estou com as noitas muito mal dormidas do fim de semana em Baiona.

Pensais vós que andei na noite?

Não ( quando têm alguém que dorme na cama ao lado e ressona a noite toda, o que fazeis?).

Jantar às 23horas, umas boas tapas e uma excelente paella, um vinho a acompanhar, conversa e risadas entre mulheres, foi um fim de semana para repetir, claro.

Mas a vontade de beber um copo num qualquer bar, e depois de uma boa refeição, era escassa. Então, regressavamos ao hotel.

Há cerca de 25 anos que não ia às ilhas Cies. Ontem foi o dia de (re)ver.

Enquanto 3 irmãs, minhas amigas,  ficaram na praia, eu e a minha irmã fomos ao forte.

Duro, subir 3,5km com terreno íngreme.

Mas foi óptimo (hoje estou partidíssima).

Como podem calcular, tirei imensas fotografias da nossas estada. Mas aconteceu uma tragédia.

No domingo, com uns restos de pôr-do-sol no horizonte, tirámos umas fotos até que, "shit", a máquina avariou (não sei o que se passa que avaria tudo o que é novo, aqui, nas minhas mãos).

Fiquei possessa. Uma das minhas amigas queria tentar empurrar a lente, mas eu dizia que não devia mexer na máquina porque a responsabilidade é minha e só eu devia fazer o que entendesse.

Mas nada levou a lente ao seu lugar.

Então, nas ilhas, recorri ao telemóvel para captar as belas paisagens do nosso Atlântico (o cabo USB do telemóvel também está avariado, não posso passar as fotos para o pc). Mais uma a chatear.

Fui hoje à loja onde comprei a máquina fotográfica. Aconselharam-me a recorrer ao seguro porque a máquina levou uma pancada (e eu que tenho tanto cuidado com as minhas coisas).

Fiquei tão chateada, tão zangada por ter de resolver este assunto por mim (já contactei via telefone e e-mail)."shit".

De regresso de Baiona,com um lindo tempo de outono por cá,  estou agora de partida para Madrid, sem a minha querida máquina.

Eu sei, tenho a velhinha, mas o cabo USB desta também não dá.

Resta-me uma solução: pedir a máquina fotográfica à Sofia.

E as minhas fotografias estão lindas!