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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

quando os títulos das notícias entram no pc

Maria Araújo, 11.12.20

Estava a fazer horas para ir buscar o meu sobrinho neto ao colégio, depois de comprar um pinheiro para decoração do móvel da televisão, pinheiro este que vai ser plantado num vaso grande e mais tarde num lugar onde possa crescer livremente, passava em frente à igreja da minha freguesia, lembrei-me de entrar e ver se tinha presépio ( gosto muito de ver os presépios das igrejas).

Estava a sair um funeral.

Quando entrei, estavam uma jovem mulher e um homem que arrumavam as colunas e o tapete da cerimónia fúnebre.

Depois de tudo feito, efoi rápido, perguntei à jovem mulher se podia tirar uma foto ao presépio.

Respondeu-me que não sabia, estava ali a fazer um trabalho, não pertencia à igreja, mas certamente que podia.Que o presépio estava bonito, que nem todas as igrejas, este ano,fizeram.

Tirei duas fotografias. E agradeci.

A meu lado para a saída da porta, comentei algo sobre a COVID19 e os óbitos que andam entre os 70 e 90.

Diz-me a jovem mulher " Sim, há muitos óbitos de COVID19. Mas garanto que há muitos mais de cancro e de morte natural em idosos que vivem sozinhos ou em lares, e que não procuram o médico. Por outro lado , o Serviço Nacional de Saúde está cheio de trabalho, não é possivel chegar a todos."

Se todos cumprissemos  com o distanciamento e usássemos máscara obrigatoriamente em todo o lado, os números não seriam os que lemos todos os dias, e muitos doentes não COVID teriam a assistência que lhes é devida.

Este post é a propósito disto:

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depois de Chaves,Amarante

Maria Araújo, 21.09.20

Ainda sobre as mini férias em Chaves, e porque decidimos passar por Amarante, saímos de Vila Real...

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pouco faltava para metermos pelo Alto Douro Vinhateiro, mas não havíamos planeado  ficar mais de dois dias fora de casa,ficará para uma próxima  saída, de preferência sem COVID.

Chegamos a Amarante,carro estacionado, surge-nos a Igreja de São Gonçalo.

Nãofaltavam turistas, portugueses e espanhois, nas esplanadas e  a fotografar o exterior da Igreja.

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passamos pelos claustros

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Gostei da abóbada, com as figuras  de São Gonçalo, São Tomás, São Domingos e São Pedro Mártir (a precisarem de restauro).

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No exterior, era imprescindível atravessar a Ponte sobre o Rio Tâmega e fotografar tudo o que nos aliciava a vista.

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e do outro lado da ponte, espreitei esta linda entrada e verifiquei que é um Hotel Michelin 5 estrelas, 2020.

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Hotel Casa da Calçada Relais & Châteaux

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Estava na hora de regressarmos a casa, não sem antes procurarmos uma pastelaria para comprarmos aquele doce muito conhecido em Amarante: o doce fálico ( semelhante às  tíbias de Braga).

 

passeio por Chaves # 1

Maria Araújo, 29.08.20

Há algum tempo que pensara visitar Chaves. Tenho lido alguns roteiros sobre esta cidade que não visitava há quase 30 anos, e dar um passeio pelos jardins do Vidago Palace Hotel, em Vidago.

Não podia ir mais de três dias, não queria deixar a gata muito tempo sozinha, tenho a família fora, ninguém para cuidar dela, então desafiei a minha amiga N,que  manifestara interesse em ir comigo para onde quer que fosse, assim como ela precisava muito de sair e distrair-se, tratei de fazer a reserva neste hotel, que uns familiares seus recomendaram.

Check-in a partir das 15:00h,estacionamos o carro para vermos onde ficavam os três restaurantes em vista, dois deles ficam um ao lado do outro,tirei a primeira fotografia.

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Seguimos para o centro,a fome apertava, mas quando quisemos ir a este, já não serviam almoços. Ouvia-se cantar ao vivo,estava cheio,fomos então ao do lado.

Cheio, também, ficamos em lista de espera, éramos os últimos, ninguém podia estar dentro do espaço, sentamo-nos numa mesa da esplanada do café em frente, o funcionário ia chamando à medida que saíam clientes.

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Entramos depois das 14:30h, fomos comendo as entradas, o serviço não demorou. 

Depois da refeição, pensamos ir fazero check-in,mas ficando fora dacidade, decidimos, apesar do calor, ver o que fosse possível, ao final da tarde seguíamos para o hotel, tinhamos uma piscina à nossa espera.

Descemos a rua em direcção ao Castelo, a entrada não era por onde pensaramos,seguimos na direcção do rio. Estavamos na margem direita,o que viamos enchia-nos os olhos e,à sombra das árvores, tratamos de fotografar o lindo espelho que é o rioTâmega.

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E atravessamos a Ponte de Trajano

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Vimos a cúpula de uma igreja, fomos espreitar. A igreja de São João de Deus, pequena, com uma abóbada que lhe dá bastante luz.

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Seguimos na direcção do Jardim do Tabolado, na margem esquerda, arborizado, tranquilo, com acessos pedonais, a serenidade do rio Tâmega, faz inveja a esta bracarense que gosta de jardins. 

Um coreto,um  parque infantil, as piscinas, a ponte de pedras,poldras, que atravessam o rio.

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Atravessamos a ponte pedonal, que o liga à outra margem, esta comercial, as cadeiras deste bar (fechado) convidavam a uma bebida fresca.

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E acabamos esta primeira visita com o regresso ao nosso hotel, para o check-in e um bom banho na piscina do hotel. 

 

 

 

 

 

 

 

já ninguém reza...

Maria Araújo, 07.03.20

Ontem, depois da fisioterapia passei junto à Sé entrei num quiosque comprei uma raspadinha de 1 euro ( quiçá um premiozinho pequeno, mas o normal é sair o dinheiro da carteira) a senhora, nos seus setenta e muitos anos, detrás do balcão,falava não sei para quem, e porque ouvia as notícias na rádio que seria sobre o Coronavírus em Portugal ( não conheço nenhum quiosque por cá que tenha um aparelho de rádio sintonizado numa qualquer estação)pedi uma raspadinha e enquanto me atendia ia falando, assim:

- ... também agora ninguém reza. Se rezassem a São Sebastião, tenho  a certeza que a epidemia passava. O povo não reza nada. É como a chuva, quando havia falta dela as pessoas rezavam e ela vinha...

Saí da loja a pensar nisto. Quando vim ao Google pesquisar sobre São Sebastião, sorri. São Sebastião é o patrono das epidemias, da guerra e da fome.

E há locais neste país que festejam o seu dia, conforme podem ler neste e neste blogues.

Procurei também onde é, em Braga, a Capela, porque sei que há, mas onde se situa não, fiquei estupefacta quando vi a imagem.

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Passo perto quando vou à fisioterapia e nunca a vi aberta, sempre tive curiosidade em conhecer.

Afinal ela abre todos os dias às 19:15h (excepto domingo).

Mais uma descoberta interessante nesta minha cidade. E vou lá fazer a visita.

A igreja paroquial está localizado na área sudoeste da cidade, em uma colina conhecida como Alto da Cividade o local conta com a maioria dos restos e ruínas da época romana de Bracara Augusta. Esta é uma das mais antigas igrejas de Braga, a sua construção foi ordenada por Pedro de Graã. É uma igreja octogonal de estilo barroco, com uma torre no meio. No final do século XVIII, todas as imagens que estavam ali foram transferidas para a Capela de São Sebastião das Carvalheiras. No interior, os mais notáveis ​​são os azulejos que destacam a vida de São Sebastião e da Capela das Chagas de Cristo, com um grande altar.

É possível visitar o local de Segunda a sábado, sempre as 19h15, no horário do culto. Descendo a rua da Torre do Postigo.

 

 

do fim de semana # 1

Maria Araújo, 28.04.19

Sábado, pela primeira vez,  fomos à actividade "Sessões Pais & Bebé" nesta biblioteca, assistir ao conto " A Carochinha e o João Ratão",  para crianças dos 12 aos 36 meses de idade.

Além da história,  pretendia-se que as crianças tomassem  contacto  sensorial com os objectos que faziam parte da história.

A história demorou o tempo suficiente para as crianças a ouvirem, a maioria portou-se muito bem contrariamente a alguns pais que falavam muito alto e perturbavam a actividade.

No final, os miúdos brincavam com legos, pequenas garrafas de plástico com areia, brinquedos, enquanto outros sentavam-se à volta de uma pequena mesa para a sessão de pintura.

Eu e a minha sobrinha não estávamos à espera que o bebé ( meu sobrinho neto) tivesse um comportamento exemplar. Sempre atento à história, era a canção que captava a atenção dos miúdos, na interacção com os outros bebés, na brincadeira com os materiais que, pelo tacto, visam promover o desenvolvimento da criança.

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Depois da sessão, fomosao lanche numa esplanada, e um passeio pelo centro da cidade. O bebé, que adora empurrar o carrinho, lá foi de mão dada com a mãe, a outra tia avó empurrava o carrinho e eu fotograva a cena.

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Combináramos passar o domingo na praia, passaríamos por Fão, almoçaríamos por lá, queríamos ver o tapete de flores feitos de pétalas de camélias, pampilos, cravos e cardos, para a festa do Bom Jesus de Fão, estando o tempo com sol, aproveitaríamos, também, para levar o bebé à praia e deixá-lo sentir a areia nos pés.

Deixámos o carro no parque do aldeamento, fomos pelo paredão junto ao rio Cávado em direcção a Fão.

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Chegamos à praça, não vi o tapete de flores na rua.

Aproximamo-nos da igreja, lá estava ele aos pés do altar, lindo e cheio de luz.

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Um espelho permitia que víssemos o outro lado do tapete.

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Subi as escadas que me levaram atrás do altar para tirar uma fotografia de outro ângulo quando escuto um homem que, sentado junto a uma mesa, presumo que guardava o crucifixo do Senhor onde tinha a seus pés uma bandeja com dinheiro, me disse que teria uma perspectiva mais bonita de todo o tapete se subisse as escadas que  dão acesso ao coro, estas do lado direito da igreja.

Comentei que esperava ver o tapete na rua,a resposta foi que há um tapete que é feito na rua, sim, de quatro em quatro anos e quando a imagem do Senhor dos Passos vai no cortejo da procissão. 

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E assim o fiz...

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trovoada, um espectáculo!

Maria Araújo, 02.06.18

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Na minha adolescência, de férias  com a família, na praia, no mês de Agosto, vi pela primeira vez, em várias frentes,  um espectáculo de relâmpagos que caíam no mar.

O meu irmão mais velho tinha pavor ao vento forte, mas gostava da beleza da trovoada, fomos  para o grande quintal da casa da praia ver este belo espectáculo que ia aumentando de instensidade ao mesmo tempo que as nuvens ficavam mais carregadas e a escuridão aumentava também, até que me apercebo que estava demasiado "em cima" de nós, os estrondos assustavam-me, fugi para dentro de casa, os outros ficaram. "Não há que temer, as faíscas caem no mar", diziam.

Desde então nunca mais vi nada idêntico...até ontem.

Não tenho medo de mais da trovoada quando estou dentro de casa, mas fora, depende do lugar onde me encontro.

Fui ao funeral de um colega numa aldeia do concelho da Póvoa de Lanhoso.  À saída de Braga, para  Este, as nuvens escuras e carregadas anunciavam uma forte carga de água. Saímos à hora marcada, não choveu em todo o percurso até chegarmos à aldeia. 

Outros colegas chegavam, paravam na berma da estrada, desconhecíamos o lugar onde ficava a igreja, era ainda cedo para a cerimónia fúnebre, quando uma forte carga de água nos impediu de sair do carro seguida de uma poderosa faísca e do estrondoso trovão que seria o primeiro de muitos que iríamos apanhar pelo caminho até à igreja.

Depois de perguntarmos onde ela ficava, seguimos debaixo de fortes descargas eléctricas, os raios potentes de luz assustavam-nos, mas ao mesmo tempo estando nós dentro do carro não temíamos. O nosso receio era as  muitas árvores junto da estrada, teríamos de estacionar o carro tanto quanto possível afastado delas.

Num largo perto da igreja, decido estacionar o carro junto a uma paragem de autocarro, quando uma descarga seguida de um forte trovão assustou-nos de mais. Tínhamos pressa de ir para a igreja, ficarmos mais seguras.  Quando já estávamos à porta, fechávamos os guarda-chuvas, no campo em frente à igreja um raio de luz cai mesmo à frente dos nossos olhos, o estrondo foi tal que parecia que tudo caía em cima de nós.

Foi esta a segunda vez na minha vida que apanhei um grande susto e me levou para dentro da igreja, mas antes ainda perguntei a um senhor, que me parecia ser o sacristão, se a igreja tinha pára-raios. A resposta foi que não sabia, entramos, muitos dos nossos colegas ocupavam os bancos, esperavam o corpo que ainda não tinha chegado para a cerimónia fúnebre, sentamo-nos, ficamos mais tranquilas. 

Acalmou um pouco o tempo, mas quando nos pareceu que a trovoada e a chuva teriam ido para outras bandas, não, voltaram os trovões, por  mais algum tempo.

Quando a cerimónia acabou já não tínhamos a chuva e a trovoada.

Fomos à casa de campo da minha amiga. Quando chegamos lembrou-se que deixara no carro ( fui eu que levei  meu) o comando do portão, teríamos de saltá-lo.

Primeiro ela. Pensando que eu não conseguiria saltar (ahahah!),foi buscar o escadote, passou para o lado de fora para eu subir e saltar para o outro lado. 

O sol de final de tarde sorria, estava um ar fresco e perfumado, a relva verde molhada da chuva, não nos impediu de vermos as árvores de fruto ( tudo obra dela) que, disse a M,  à excepção dos quivis e talvez os maracujás, este ano não vão dar nada,  

Adorei ver as poucas  flores da romã e do maracujá. São lindas!

 

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Caminhar no outono com sabor a verão

Maria Araújo, 26.10.14

À excepção de sexta-feira, que fui ao Porto, a semana foi  muito bem aproveitada para caminhar todas as manhãs, cerca de 6/7 km.

Como ainda não posso ir ao ginásio, comecei a fisioterapia à mão há quatro dias, tenho tido algumas dores no pulso, o médico acha muito cedo, ainda, para regressar ao ginásio.

Quase dois meses sem actividade física é muito e sinto que o meu corpo pede exercício.

Então hoje, fui caminhando, caminhando, a temperatura era a ideal para caminhar, dei por mim na direcção do Bom Jesus.

Muitos casais, famílias, mulheres, homens subiam e/ou desciam a rodovia.

Cheguei aos escadórios e pensei em voltar para trás. Desisti. E subi com ideia de descer de elevador.

A fachada da igreja está de rosto lavado, entrei no santuário, como sempre faço.

Desci no elevador.Um autocarro estava a chegar ao parque junto à entrada dos escadórios mas fiz o regresso a casa, a pé.

Antes, fui tomar um óptimo café Buondi num quiosque que fica junto ao célebre restaurante "Pórtico" (que bem se come por lá).

A meio da descida, antes de atravessar para o outro lado da via, com mais sombra, um restaurante chamou-me a atenção para um pequeno placard com a ementa, fechado por uma portita em vidro, que de tanto se refastelar ao prazer do sol, mal se distiguiam os muitos e variados pratos e os preços. Mas vi um que me fez uma fome e uma saudade imensa de comer: "pica-no-chão", 42,50 euros.  

E se tivesse levado um bom dinheiro, entrava e trazia uma dose de qualquer um dos pratos que não consegui ler. É que o restaurante serve almoços para fora, tem um aspecto tão caseiro e com uma gastronomia à  moda do Minho que me leva, por um dia,  a mandar os cuidados que tenho com a alimentação à merda.

E prometi a mim mesma que hei-de lá ir uma noite destas.  

Adiante, que já sinto o pica-no-chão nas papilas gustativas. Não sei quantos quilómetros são de minha casa ao escadórios, mas presumo que serão  6 km, teria caminhado cerca de 12 km.

Com sabor a Minho, a continuar este outono com temperaturas de verão, tenho caminhada para toda a semana.

 

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 (um grupo de cavaleiros subia o Bom Jesus)

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 ( a casa mais bonita )

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 (na subida)

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(o elevador) 

 

 

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(o restaurante, imagem da internet) 

 

 

Há 40 anos

Maria Araújo, 25.04.14

estava a trabalhar quando veio a notícia do golpe de estado.

nas escolas, mandaram os alunos para casa, havia medo de que houvesse retaliação, a TV ligada todo o dia, lágrimas que corriam rosto abaixo ainda sem acreditar que era verdade.

depois, foi a saída para a rua  festejar o que fora impensável e acreditar que o irmão mais velho viria embora, para sempre, da Guiné.

hoje, esquecera-me que é dia 25 de abril.

hoje, a igreja enche-se de jovens que choram a morte do amigo Nuno, uma das  vítimas da queda do muro, no passado dia 23.

hoje, a família está de luto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conclave

Maria Araújo, 11.02.13

A minha opinião, que não vale nada, é que se devia eleger um Papa mais jovem, isto é, a idade não devia ser inferior a 55 e superior a 65.

Os Papas são eleitos com muita idade, são frágeis e estar à frente de Igreja é uma responsabilidade inimaginável.