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do fim de semana # 1

por Maria Araújo, em 28.04.19

Sábado, pela primeira vez,  fomos à actividade "Sessões Pais & Bebé" nesta biblioteca, assistir ao conto " A Carochinha e o João Ratão",  para crianças dos 12 aos 36 meses de idade.

Além da história,  pretendia-se que as crianças tomassem  contacto  sensorial com os objectos que faziam parte da história.

A história demorou o tempo suficiente para as crianças a ouvirem, a maioria portou-se muito bem contrariamente a alguns pais que falavam muito alto e perturbavam a actividade.

No final, os miúdos brincavam com legos, pequenas garrafas de plástico com areia, brinquedos, enquanto outros sentavam-se à volta de uma pequena mesa para a sessão de pintura.

Eu e a minha sobrinha não estávamos à espera que o bebé ( meu sobrinho neto) tivesse um comportamento exemplar. Sempre atento à história, era a canção que captava a atenção dos miúdos, na interacção com os outros bebés, na brincadeira com os materiais que, pelo tacto, visam promover o desenvolvimento da criança.

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Depois da sessão, fomosao lanche numa esplanada, e um passeio pelo centro da cidade. O bebé, que adora empurrar o carrinho, lá foi de mão dada com a mãe, a outra tia avó empurrava o carrinho e eu fotograva a cena.

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Combináramos passar o domingo na praia, passaríamos por Fão, almoçaríamos por lá, queríamos ver o tapete de flores feitos de pétalas de camélias, pampilos, cravos e cardos, para a festa do Bom Jesus de Fão, estando o tempo com sol, aproveitaríamos, também, para levar o bebé à praia e deixá-lo sentir a areia nos pés.

Deixámos o carro no parque do aldeamento, fomos pelo paredão junto ao rio Cávado em direcção a Fão.

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Chegamos à praça, não vi o tapete de flores na rua.

Aproximamo-nos da igreja, lá estava ele aos pés do altar, lindo e cheio de luz.

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Um espelho permitia que víssemos o outro lado do tapete.

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Subi as escadas que me levaram atrás do altar para tirar uma fotografia de outro ângulo quando escuto um homem que, sentado junto a uma mesa, presumo que guardava o crucifixo do Senhor onde tinha a seus pés uma bandeja com dinheiro, me disse que teria uma perspectiva mais bonita de todo o tapete se subisse as escadas que  dão acesso ao coro, estas do lado direito da igreja.

Comentei que esperava ver o tapete na rua,a resposta foi que há um tapete que é feito na rua, sim, de quatro em quatro anos e quando a imagem do Senhor dos Passos vai no cortejo da procissão. 

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E assim o fiz...

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trovoada, um espectáculo!

por Maria Araújo, em 02.06.18

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Na minha adolescência, de férias  com a família, na praia, no mês de Agosto, vi pela primeira vez, em várias frentes,  um espectáculo de relâmpagos que caíam no mar.

O meu irmão mais velho tinha pavor ao vento forte, mas gostava da beleza da trovoada, fomos  para o grande quintal da casa da praia ver este belo espectáculo que ia aumentando de instensidade ao mesmo tempo que as nuvens ficavam mais carregadas e a escuridão aumentava também, até que me apercebo que estava demasiado "em cima" de nós, os estrondos assustavam-me, fugi para dentro de casa, os outros ficaram. "Não há que temer, as faíscas caem no mar", diziam.

Desde então nunca mais vi nada idêntico...até ontem.

Não tenho medo de mais da trovoada quando estou dentro de casa, mas fora, depende do lugar onde me encontro.

Fui ao funeral de um colega numa aldeia do concelho da Póvoa de Lanhoso.  À saída de Braga, para  Este, as nuvens escuras e carregadas anunciavam uma forte carga de água. Saímos à hora marcada, não choveu em todo o percurso até chegarmos à aldeia. 

Outros colegas chegavam, paravam na berma da estrada, desconhecíamos o lugar onde ficava a igreja, era ainda cedo para a cerimónia fúnebre, quando uma forte carga de água nos impediu de sair do carro seguida de uma poderosa faísca e do estrondoso trovão que seria o primeiro de muitos que iríamos apanhar pelo caminho até à igreja.

Depois de perguntarmos onde ela ficava, seguimos debaixo de fortes descargas eléctricas, os raios potentes de luz assustavam-nos, mas ao mesmo tempo estando nós dentro do carro não temíamos. O nosso receio era as  muitas árvores junto da estrada, teríamos de estacionar o carro tanto quanto possível afastado delas.

Num largo perto da igreja, decido estacionar o carro junto a uma paragem de autocarro, quando uma descarga seguida de um forte trovão assustou-nos de mais. Tínhamos pressa de ir para a igreja, ficarmos mais seguras.  Quando já estávamos à porta, fechávamos os guarda-chuvas, no campo em frente à igreja um raio de luz cai mesmo à frente dos nossos olhos, o estrondo foi tal que parecia que tudo caía em cima de nós.

Foi esta a segunda vez na minha vida que apanhei um grande susto e me levou para dentro da igreja, mas antes ainda perguntei a um senhor, que me parecia ser o sacristão, se a igreja tinha pára-raios. A resposta foi que não sabia, entramos, muitos dos nossos colegas ocupavam os bancos, esperavam o corpo que ainda não tinha chegado para a cerimónia fúnebre, sentamo-nos, ficamos mais tranquilas. 

Acalmou um pouco o tempo, mas quando nos pareceu que a trovoada e a chuva teriam ido para outras bandas, não, voltaram os trovões, por  mais algum tempo.

Quando a cerimónia acabou já não tínhamos a chuva e a trovoada.

Fomos à casa de campo da minha amiga. Quando chegamos lembrou-se que deixara no carro ( fui eu que levei  meu) o comando do portão, teríamos de saltá-lo.

Primeiro ela. Pensando que eu não conseguiria saltar (ahahah!),foi buscar o escadote, passou para o lado de fora para eu subir e saltar para o outro lado. 

O sol de final de tarde sorria, estava um ar fresco e perfumado, a relva verde molhada da chuva, não nos impediu de vermos as árvores de fruto ( tudo obra dela) que, disse a M,  à excepção dos quivis e talvez os maracujás, este ano não vão dar nada,  

Adorei ver as poucas  flores da romã e do maracujá. São lindas!

 

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foi uma igreja,

por Maria Araújo, em 22.01.16

 

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é agora um lindíssimo apartamento.

 

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créditos imagens,  House Beautiful 

 

 

 

 

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Caminhar no outono com sabor a verão

por Maria Araújo, em 26.10.14

À excepção de sexta-feira, que fui ao Porto, a semana foi  muito bem aproveitada para caminhar todas as manhãs, cerca de 6/7 km.

Como ainda não posso ir ao ginásio, comecei a fisioterapia à mão há quatro dias, tenho tido algumas dores no pulso, o médico acha muito cedo, ainda, para regressar ao ginásio.

Quase dois meses sem actividade física é muito e sinto que o meu corpo pede exercício.

Então hoje, fui caminhando, caminhando, a temperatura era a ideal para caminhar, dei por mim na direcção do Bom Jesus.

Muitos casais, famílias, mulheres, homens subiam e/ou desciam a rodovia.

Cheguei aos escadórios e pensei em voltar para trás. Desisti. E subi com ideia de descer de elevador.

A fachada da igreja está de rosto lavado, entrei no santuário, como sempre faço.

Desci no elevador.Um autocarro estava a chegar ao parque junto à entrada dos escadórios mas fiz o regresso a casa, a pé.

Antes, fui tomar um óptimo café Buondi num quiosque que fica junto ao célebre restaurante "Pórtico" (que bem se come por lá).

A meio da descida, antes de atravessar para o outro lado da via, com mais sombra, um restaurante chamou-me a atenção para um pequeno placard com a ementa, fechado por uma portita em vidro, que de tanto se refastelar ao prazer do sol, mal se distiguiam os muitos e variados pratos e os preços. Mas vi um que me fez uma fome e uma saudade imensa de comer: "pica-no-chão", 42,50 euros.  

E se tivesse levado um bom dinheiro, entrava e trazia uma dose de qualquer um dos pratos que não consegui ler. É que o restaurante serve almoços para fora, tem um aspecto tão caseiro e com uma gastronomia à  moda do Minho que me leva, por um dia,  a mandar os cuidados que tenho com a alimentação à merda.

E prometi a mim mesma que hei-de lá ir uma noite destas.  

Adiante, que já sinto o pica-no-chão nas papilas gustativas. Não sei quantos quilómetros são de minha casa ao escadórios, mas presumo que serão  6 km, teria caminhado cerca de 12 km.

Com sabor a Minho, a continuar este outono com temperaturas de verão, tenho caminhada para toda a semana.

 

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 (um grupo de cavaleiros subia o Bom Jesus)

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 ( a casa mais bonita )

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 (na subida)

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(o elevador) 

 

 

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(o restaurante, imagem da internet) 

 

 

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Há 40 anos

por Maria Araújo, em 25.04.14

estava a trabalhar quando veio a notícia do golpe de estado.

nas escolas, mandaram os alunos para casa, havia medo de que houvesse retaliação, a TV ligada todo o dia, lágrimas que corriam rosto abaixo ainda sem acreditar que era verdade.

depois, foi a saída para a rua  festejar o que fora impensável e acreditar que o irmão mais velho viria embora, para sempre, da Guiné.

hoje, esquecera-me que é dia 25 de abril.

hoje, a igreja enche-se de jovens que choram a morte do amigo Nuno, uma das  vítimas da queda do muro, no passado dia 23.

hoje, a família está de luto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Conclave

por Maria Araújo, em 11.02.13

A minha opinião, que não vale nada, é que se devia eleger um Papa mais jovem, isto é, a idade não devia ser inferior a 55 e superior a 65.

Os Papas são eleitos com muita idade, são frágeis e estar à frente de Igreja é uma responsabilidade inimaginável.

 

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Conta-me como foi

por Maria Araújo, em 19.04.09

Mais um episódio que acabei de ver sobre esta série magnífica, mais pelos autores que o seu conteúdo.

O episódio de hoje fez-me rcordar muito da minha adolescência.

O anúncio na TV em que o pai-peixe, fala para a mãe-peixe, que falam de peixe, e passa o filho-peixe e a mãe diz "vai para a escola", ao que o pequenote-peixe diz "peixe congelado, alegria no cozinhado". Lembro-me de cantar isto quando via o anúncio, rsrsrsrsrsrsrs.

Depois a conversa dos rapazes no quarto, sobre o ratinho branco que o Carlitos tinha na caixa de sapatos, onde se via o poster de "Bonanza" , com Lorne Greene em grande plano.

Grande "Bonanza" a série que cativou e apaixonou os portugueses e as miúdas como eu. Não perdia uma série nas tardes de Sábado.

O casal Lopes, sempre unido, que a pouco e pouco vai cedendo às modernices dos filhos.

A filha que vai fazer o que chamamos agora de "casting", com um realizador de cinema, em casa dele. Os dois, sozinhos, uma música francesa suavemente cantada fizeram-me lembrar Jane Birkin , Godard e Truffaut.

Mas o destaque da série de hoje vai para o Dino e a Tina.

Ele calista, desaparecido e pondo todas as pessoas do bairro preocupadas, ela a mulher do bar "Eden" servia os cliente e fazia-lhes companhia.

Dino , depois de confessar a António que o seu desaparecimento devia-se à paixão de tinha pela Tina, leva-o  ao bar, coisa que este não aceitava entrar por ser um lugar impróprio para um homem como ele. Cedeu.

António estava indignado por o seu amigo se apaixonar por uma mulher de bar. Mas, bom coração e compreensivo aceitou a decisão de Dino. Que poderia ele fazer?

Mas o pior foi quando ela, Tina, elegantemente vestida com um tailleur vermelho, e a cabeça coberta com um lindo véu em renda de tom castanho, (como eu adorava esses véus, quando era miúda.Tive alguns em branco, renda fininha com flores pequenas, muito discretas, próprio para meninas ainda virgens),  foi pedir opinião ao padre. Tendo ela um filho, solteira, e trabalhando num bar, que não era aceitável pela sociedade, a honestidade e humildade levou-a a aconselhar-se com este representante da Igreja.

O padre foi compreensivo até ao momento em que ela diz que o homem com quem ia casar-se era o Dino.

Embora não sendo directo, foi suficientemente perspicaz  em não lhe dizer para não casar, mas em chamá-la á razão sobre o trabalho no bar, as pessoas, a sua consciência.

"Pensa", foram as palavras.

E ela não pensou muito. Fez o que muitas mulheres com dignidade, mas profissões pouco aceitáveis na época faziam. Partiu para a terra com o filho.

Ele, Dino, ficou destroçado, descarregando a sua ira no padre.

Quantos casamentos não se realizaram, quantos casamentos foram destruídos por palavras mal ditas?

Hoje os tempos mudaram.

Hoje, trabalhar num bar ou numa discoteca é uma profissão como qualquer outra.

Hoje, trabalhar num bar é, na maioria dos casos, feito por jovens,  ainda adolescentes que precisam de  uns trocos para as suas pequenas coisas e que  os pais não podem dar.

Hoje qualquer mulher é digna de casar com o homem que ama sem ter de pedir a opinião do padre.

Foram  estas pequenas situações que o mundo sentiu o quanto a igreja ficou aquém da evolução da sociedade.

 

 O casal Lopes

 

 

 

 

Jane Birkin

 

http://my.opera.com/E.%20Driver/blog/listen-to-les-dessous-chics-by-jane-birkin          

 

 

 

Truffaut

 

 

 

Godard

 

 

 

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